A tarde declinava sobre o Morro, tingindo as lajes e as caixas d’água com uma paleta vibrante de alaranjado e violeta. Era aquele momento mágico do dia em que a luz parece lutar contra a sombra, e a vida na comunidade fervilha com uma intensidade renovada. Trabalhadores subiam as ladeiras com o cansaço estampado no rosto, mas o passo apressado pela vontade de chegar em casa; crianças corriam pelas vielas aproveitando os últimos raios de sol, e o som dos rádios se misturava ao barulho das motos que cortavam os acessos. No meio desse fluxo constante, o carro de Cael avançava lentamente, trazendo ele e Zafira de volta após a agitação da formatura. Zafira estava radiante. O sorriso não abandonava seus lábios e o brilho em seus olhos parecia competir com o diamante que agora adornava seu ded

