Alvorada do afeto.

1329 Palavras

Janaína permanecia sentada na beira da cama, observando o rastro de luz que atravessava as frestas da persiana nova. Por anos, a luz do sol fora sua maior inimiga, pois ela denunciava as marcas roxas em seus braços e o inchaço em seu rosto. Mas hoje, o reflexo dourado sobre o lençol de fios egípcios parecia ter uma textura diferente. Não era uma luz que acusava, mas uma que convidava. César havia operado um milagre físico naquela casa; ele trocara cada janela emperrada por esquadrias que deslizavam sem esforço, pintara as paredes com tons claros que pareciam ampliar o oxigênio do ambiente e substituíra as portas frágeis por madeira maciça, garantindo uma segurança que Janaína desaprendera a sentir. Cada prego batido, cada pincelada de tinta e cada material de alta qualidade que César tr

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR