A HORA DO ACERTO: O GIGANTE NA TERRA DO LOBO Terminei de abotoar a calça cargo preta e calcei os pisantes com uma fúria silenciosa que fazia o ar do quarto pesar, como se as paredes da Fortaleza tivessem diminuído. A imagem daquela loira saindo daqui vestindo as minhas roupas a camisa de seda preta batendo nas coxas e o moletom cinza amarrado na cintura não saía da minha mente. O jeito que ela me olhou antes de descer a ladeira, com aqueles lábios inchados pelo meu beijo de guerra e os olhos azuis perdidos entre o nojo e uma confusão que ela não conseguia esconder, tava me fritando o juízo. Mas eu precisava focar. O monstro que quase devorou a virgem na banheira tinha dado lugar ao estrategista, e o estrategista tava com uma sede de sangue que só o chumbo ia saciar. Passei o coldre pel

