A p***a da porta não resistiu ao meu 44 de sola. O estrondo foi o cartão de visita que eu deixei praquele ambiente com cheiro de necrotério e desinfetante barato. Quando o batente cedeu e voou pedaço de madeira pra todo lado, o cenário que se abriu na minha frente foi um deboche com a minha história, uma falta de respeito com quem carrega o peso do morro nas costas. No meio daquele caos de ficha médica jogada e fumaça de cigarro vagabundo, tinha uma novinha sentada na maca e não parecia ser paciente. Uma moradora, devia ter o quê? Uns dezoito anos, carinha de quem nunca tinha visto o bicho vindo buscar a alma. Ela arregalou os olhos de um jeito que parecia que as esferas iam pular pra fora da órbita. Parou de respirar na hora, a coitada. — VAZA, c*****o! — o meu rugido não foi voz, foi um

