O Abismo da Muralha: A Elite em Destroços Eu caminhei de volta para a Muralha como se estivesse carregando o próprio caixão do meu pai nas costas, sentindo cada quilo daquela madeira escura esmagando a minha coluna e a minha alma. Meus pés descalços porque eu perdi os sapatos em algum ponto daquela lama maldita, talvez no mesmo lugar onde deixei o que restava da minha sanidade cortavam no asfalto irregular e poroso do morro, mas eu não sentia nada físico. O frio da chuva tinha anestesiado o meu corpo, transformando a minha pele em mármore gélido, mas o ódio... o ódio mantinha o meu sangue fervendo em uma temperatura vulcânica. Cada passo era uma agonia, um lembrete de que a minha ascensão social tinha sido interrompida por um abismo de lama e luto. Eu me sentia imunda, uma pária entre p

