O Jogo do d***o: A Sentença de Golias Desci a ladeira do cemitério sentindo a água da chuva lavar o sangue frio que corria nas minhas veias, mas nem o temporal mais brabo de janeiro limpava o asco que aquela guria deixou na minha pele. O ronco da XRE ecoava nos muros de pedra, um som cavernoso, um aviso pros fura-olho e pros ralo-baixo que o dono da p***a toda tava passando com o capeta no corpo. Minha mente tava um turbilhão, remoendo cada miligrama do veneno que aquela doutorinha de bosta cuspiu no meu rosto. Se acha feita de diamante, né? Mas na minha mão não passa de vidro de garrafa, daqueles que a gente quebra no meio-fio pra fazer cerol. Trincou no primeiro aperto e ainda teve a audácia de querer me marcar a cara. Estacionei a fera na frente da boca principal, o motor estalando de

