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MARCADA

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intro-logo
Sinopse

Ravena Valenor, com dezesseis anos, pouco popular, estranha e totalmente normal, isto até ela ser atropelada, por um ônibus e morrer...Em instantes, a sua vida passa de r**m para extraordinária, ao despertar em um novo mundo misterioso com uma nova carreira e como uma novata da Legião de Anjos da Guarda. Ravena arremessada ao mundo sobrenatural, onde macacos comandam elevadores, oráculos com suas bolas de cristal e onde demônios se alimentam das almas dos mortais.Quando uma criança elemental e sequestrada, Ravena e enviada para uma busca repleta de perigos e mergulha em uma situação ainda mais perigosa e mortal do que qualquer coisa que ela poderia imaginar.

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Renascendo ∆
Espere por mim! Ravena corria pela Saint Paul Street. Ela apertava o telefone celular contra sua orelha com a mão suada. — Estarei aí em dois minutos! Suas sapatilhas pretas de balé faziam ruído nos paralelepípedos, enquanto ela se esquivava do tráfego vindo no sentido contrário com seu portfólio debaixo do braço. Ela pulou para a calçada e correu por entre a multidão. — Não consigo acreditar que você não esteja aqui ainda, disse a voz do outro lado da linha. De todos os dias, você tinha de escolher hoje para se atrasar! — Ok, ok! Já estou tendo um treco por causa da apresentação e você não está ajudando muito, Cassiel. Uma risada veio pelo telefone. — Só estou dizendo... que este deveria ser o dia mais importante da sua vida e você, Mademoiselle Valenor, está atrasada. — Sim, eu ouvi você da primeira vez... MÃE. Não é minha culpa. A d***a do despertador não tocou! Ravena corria em disparada pela rua movimentada, com seu longo cabelo Loiro subindo e descendo contra suas costas. O odor de gordura e cerveja dos pubs chegava às suas narinas enquanto seu coração martelava em seu peito como uma britadeira. Ela sabia que, caso perdesse a apresentação, suas esperanças de conseguir uma bolsa seriam nulas. Ela não tinha mais dinheiro para a universidade, então esta era a sua única chance. Sobre as cabeças da multidão, Ravena conseguiu enxergar a placa da Flower Galerie, o elegante estêncil em letras negras garrafais pairava sobre as magistrais portas de vidro da galeria de arte. Dava para ver as sombras das pessoas reunidas em seu interior. O peito dela se apertou, só faltava correr mais uma quadra agora. — Você sabe que a apresentação não vai esperar por você...Sim, sim, eu sei. Juro que vou chutar a sua b***a quando chegar aí! Ravena rosnou no telefone, tentando recuperar o fôlego. Durante um h******l instante, ela pensou que não conseguiria chegar a tempo e considerou sair da calçada para correr pela beirada da rua. Ravena olhou para trás para conferir o quão r**m estava o trânsito. Foi aí que seu coração deu um pulo a menos de uma quadra de distância atrás dela, um homem estava parado imóvel e indiferente à onda de pessoas que fluía ao seu redor. Ele estava olhando fixamente para ela seu cabelo branco se destacava de seu terno cinza-escuro. Ravena franziu o cenho. Os olhos deles são negros, ela constatou. Um calafrio subiu por sua espinha e o homem se misturou à multidão e desapareceu, como se fosse apenas uma alucinação. Os pelos da nuca de Ravena se eriçaram, enquanto uma sensação de premonição a preencheu com uma vontade enorme de gritar. Quem era aquele homem? Acho que estou sendo seguida, Ravena disse em seu celular após alguns segundos, com a boca seca. —Você sempre acha que está sendo seguida. — Não! É sério! Eu juro... tem um cara me seguindo algum psicopata com cabelo branco. Eu... eu acho que já o vi antes ou pelo menos a minha mãe viu... — Todos sabemos que a sua mãe é meio doida, às vezes sem querer ofender. Eu adoro a sua mãe, mas ela tem visto e falado com pessoas invisíveis desde que você tinha cinco anos. Acho que isto está contagiando você. — Escute! Estive com a minha mãe ontem na Saint Catherine e ela disse que nós estávamos sendo seguidas por alguém. E se fosse por este mesmo cara? Talvez ela não seja tão louca quanto todos pensam, Ravena se perguntou se havia uma pequena verdade nas visões de sua mãe. Ela a amava muito, mas costumava se odiar por achar que sua mãe era louca....Cassiel riu. — Você está falando a sério? Já é r**m o bastante sua mãe enxergar espíritos e demônios por toda parte. Se você começar a acreditar em tudo isto, vão interná-la. — Obrigada pelo voto de confiança e refresque minha memória: por que você é meu melhor amigo mesmo? Ravena decidiu trocar de assunto. Afinal de contas, o homem estranho havia sumido e o medo dele se evaporava a cada passo, sendo substituído pelo nervosismo e a inquietação trazida pela sua apresentação. Ela se concentrou na placa da galeria, enquanto corria. — Ok... Já estou vendo você. Cassiel estava encostado na parede externa da galeria. Sua cabeça estava voltada para as portas de vidro. Ele tirou o cigarro dos lábios e soltou fumaça em seu telefone. — Acho que está começando então anda logo! Ravena sentia suas bochechas arderem seu coração, latejava em seus ouvidos e abafava todos os sons ao seu redor. Ela inspirou profundamente, torcendo para que isto acalmasse seu estômago embrulhado e seguiu em disparada pela Saint Laurence. O telefone celular escorregou da mão dela e bateu com força no asfalto. — d***a! Ravena se agachou para pegar seu telefone seu telefone idiota...Ela percebeu um movimento súbito com o canto do olho. — CUIDADO! — Alguém gritou. Ela parou e se virou um ônibus vinha acelerado em direção a ela em uma fração de segundo, ela viu os monstruosos faróis a centímetros de distância. Ravena foi atingida em cheio treze toneladas de metal frio esmagaram seu corpo. Ela não sentiu dor alguma ela não sentiu nada. Tudo ao seu redor ficou preto....Um momento depois, Ravena estava em um elevador. A princípio, raios de luz branca escureceram sua visão, ela piscou e esfregou os olhos. O elevador era elegante... três lados pareciam ser feitos de painéis de cerejeira esculpidos a mão e decorados com brasões de asas douradas. O cheiro de naftalina pairava no ar, como no velho armário empoeirado de sua avó. Quando a visão de Ravena melhorou, ela constatou que não estava sozinha. Em uma cadeira de madeira diante do painel do elevador, coberto por pêlos n***o e uma bermuda verde, da qual saíam dois pés calejados que mais pareciam mãos, havia um macaco sentado. Ele girou em seu assento, envolveu seus pés ao redor do encosto da cadeira, abriu sua boca em forma de coco e disse: Olá, senhorita!. Ravena ficou boquiaberta e engoliu a vontade de berrar. Ela encarou a criatura com um terror cada vez maior. A cara peluda do animal se enrugou em um sorriso, ficando com a aparência de uma noz gigante. Sua cabeça quadrada se apoiava diretamente em seus poderosos ombros. Ele ergueu o queixo e observou Ravena. Seus olhos amarelos a hipnotizavam; ela não conseguia desviar o olhar. Ele se parece com o Velho Nelson da loja de ferragens, ela pensou descontroladamente. Após um minuto, Ravena foi capaz de pronunciar algumas palavras. — E... Ei você, homenzinho-macaco-falante ela balbuciou, então sussurrou para si mesma. — Este é definitivamente o sonho mais louco que já tive. Tenho de me lembrar de contar para o Cassiel sobre isto amanhã quando eu acordar. — A garganta dela estava seca como se ela não tivesse bebido água durante semanas. Ravena tentou engolir, mas tudo que conseguia fazer era contrair os músculos da garganta. O macaco franziu o cenho e então rosnou. — Eu não sou um macaco, senhora, eu sou um chimpanzé! Vocês, mortais, são todos iguais. Macaco-isto, macaco-aquilo. Daria no mesmo se você me chamasse de cachorro! Ravena se sentiu bastante incomodada enquanto ouvia o chimpanzé, pois ele falava cuspindo. Ela pigarreou enquanto limpava o cuspe do seu rosto. As gotas verde-amareladas tinham um cheiro que denunciava um caso grave de gengivite. —Ah... Desculpe, maca... chimpanzé ela esfregou as mãos em sua calça jeans e fez uma careta. "Isto é mais do que estranho eu achava que não dava para sentir cheiros em um sonho, pelo menos era o que eu pensava. Mas isto... isto fede pra valer e é totalmente nojento." O chimpanzé observava Ravena com um misto de desdém e indignação. — Eu sou o Chimpanzé Número 5M51, se fizer diferença para você. Gradualmente, Ravena começou a se sentir mais desperta, como se houvesse acordado de um longo e profundo sono. A realidade rastejava lentamente para ela, junto com o medo daquilo não ser realmente um sonho. Ela mordeu o lábio inferior enquanto disse a si mesma para pensar. — Hum, qual o destino? Para onde estamos indo? — ela perguntou, com seus olhos concentrados no chimpanzé falante. Chimpanzé 5M51 virou a cabeça e sorriu, expondo filas de dentes amarelos encavalados. Os olhos deles se fixaram nos dela. — Para Orientação, é claro o primeiro andar. — Orientação? Sim, todos os mortais devem passar pela Orientação. É para lá que estamos indo. — o Chimpanzé 5M51 se agarrou com seus pés à beirada da cadeira e estendeu seu braço anormalmente longo na direção do painel de controle do elevador. Ele apontou para os botões de bronze. Ravena se inclinou para ter uma visão melhor. Estava inscrito no painel: 1 andar : Orientação 2 andar : Operações 3 andar : Divisões de Milagres 4 andar : Salão das Almas 5 andar : Departamento de Defesa 6 andar : Conselho de Ministros 7 andar : Chefe Um sentimento de pavor cresceu lentamente dentro dela. Ela encarou o painel, desnorteada, com seus joelhos fracos como se estivesse para desmaiar. "Isto... isto não faz sentido... Eu... Eu estou sonhando. Isto é um sonho!" Ravena fechou seus olhos e apertou as costas contra a parede do elevador, tremendo. — Isto não pode estar acontecendo. Não pode! Preciso acordar agora. Ravena, você precisa acordar! Você está morta, senhorita. Ravena abriu os olhos e a palavra morta ecoou em seus ouvidos como uma piada doentia. O peso das palavras dele começaram a oprimi-la. Ela lutou contra o avassalador sentimento de pânico. — Não estou morta, ela resmungou, eu estou bem aqui, seu BABUÍNO e******o!...Chimpanzé! cuspiu o Chimpanzé 5M51. — Pense o que quiser, ele disse, enquanto erguia o queixo. — Mas reflita sobre isto, você consegue se lembrar dos eventos antes deste elevador? Ravena se debateu, tentando desesperadamente se lembrar. Fragmentos e partes relampejaram dentro de seu cérebro: uma luz branca... metal... trevas...O ônibus. Ravena caiu de joelhos, o ônibus a havia atingido... pulverizado seu âmago e esmagando-a como um tomate. Mas então ela se lembrou de outra coisa, algo que não fazia sentido algum. Estava voltando agora para ela, como uma memória borrada tornando-se nítida e clara. A figura diante de seus olhos... ela viu um braço se estender e tocá-la durante a batida do ônibus. Alguém havia tentado salvá-la.. Viu? Você está morta disse o prático chimpanzé, e Ravena percebeu uma pitada de divertimento na voz dele, como se estivesse se entretendo ao observá-la debatendo-se em sofrimento e confusão. Recompondo-se, ela pressionou sua mão contra o lado esquerdo do seu pescoço, mas não conseguiu sentir uma única pulsação. Ela apertou as costelas e nada segurou seu pulso e sem pulsação sem movimento algum. — Viu sem pulsação, sem coração... Você está morta declarou o chimpanzé novamente. Ravena sentiu vontade de esmurrá-lo. Mas antes que pudesse entender o que estava acontecendo, ela se desequilibrou quando o elevador parou abruptamente. — Primeiro andar, orientação! O chimpanzé anunciou. — Espere! Ravena se afastou da parede do elevador e cambaleou até o chimpanzé. — Não entendo o que é essa Orientação? Com seu dedo ainda no botão, ele virou a cabeça. — Orientação é o lugar onde todos os novos AGs são categorizados. Ravena olhou estupidamente para os olhos amarelos do chimpanzé 5M51. — O que são AGs? Anjos da Guarda. — Hã? Ravena ouviu o ruído das portas se abrindo. Um esboço de sorriso se delineou nos lábios do chimpanzé. Ele ergueu o braço e empurrou ela com a mão. Ravena saiu voando do elevador.

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