Na subida do elevador para o andar das Operações, Ravena observou em silêncio dois macacos idênticos que operavam o painel de controle.
Do tamanho de dois gatos domésticos normais, eles eram completamente cobertos com pelo preto, exceto por duas faixas brancas nas laterais
das costas. Suas caras eram cobertas por mais branco na parte inferior, como a barba de um velho.
Suas longas caudas peludas se enrolavam na cadeira. Em um piscar de olhos, um dos macacos pulavam da cadeira, saltavam para o outro lado
e contornavam as paredes do elevador.
Eles mexeram nas cabeças de David e Ravena antes de voltarem ao assento. Um deles colocou alguma coisa na boca e começou a mastigar.
Ravena esfregou o topo do seu couro cabeludo. Ela queria estrangulá-los. — Isto é nojento! Seus pequenos doidos!
— Não se preocupe, eu cuido disto. — sussurrou David pelo canto da boca.
Ravena deu uma espiada nos macacos e pôs as mãos na cabeça, a protegendo dos canibais
peludos. Ela piscou.
Uma forma preta disparou pelas paredes, mas depois parou. Seus pequenos pés balançavam no ar, enquanto David agarrava o macaco pela garganta.
Ele aproximou o macaco de seu rosto.
— Vou arrancar seu r**o e do seu irmão se você tentar isto novamente... rato acredite em mim.
E quando soltou o macaco, ele se afastou e trepou na cadeira, olhando o painel.
Ele ficou parado por um momento, depois virou a cabeça e mostrou a sua língua marrom.
Os gêmeos mostraram a eles o dedo do meio com suas quatro patas.
— Vocês estão facilitando as coisas para mim, seus pequenos ratos — David deu um passo adiante.
— Tudo bem, vamos parar! disseram os macacos em uníssono.
— Prometemos que seremos bons, os dois macacos mostraram os dentes amarelos e abraçaram um ao outro. Por algum motivo, Ravena não estava convencida.
Ela cobriu a cabeça com as mãos, só para garantir.
Após três minutos muito longos de teatros obscenos de tico e teco, o elevador deu um solavanco. As portas se abriram e Ravena saiu do elevador.
Seus pés pisaram em um chão fofo.
Ravena levantou a cabeça e olhou ao redor o andar das Operações era como o Deserto do Sahara. Colinas rolantes de areia vermelho-rubi se espalhavam por quilômetros, ondulantes como uma batata Ruffles gigante.
Uma brisa suave fez com que a sua testa formigasse e ela afastou a franja dos olhos.
Uma forte fragrância salgada preenchia o ar ao redor deles. Isto fazia com que ela se lembrasse dos tempos em que tinha por volta de dez anos, correndo pela praia na casa de seus avós e
perseguindo as ondas. Nuvens brancas fofinhas disputavam corrida entre si pelo céu azul-bebê até onde a vista alcançava.
Ulup....Ravena se virou o elevador desapareceu para dentro do chão, como se areia movediça o
tivesse engolido. Ela seguiu David por um aclive que levava a uma área populosa no meio do deserto vermelho.
Seus pés afundavam na areia a cada passo enquanto se aproximavam. Logo, ela estava caminhando por um labirinto de altas pirâmides
brancas.
Ela franziu os olhos. — O que é isto? Ravena deu uns passos para chegar mais perto e estendeu a mão. Seus dedos atravessaram, ela franziu o cenho.
— É algum tipo de areia branca? Não e sal respondeu David.
Ravena apanhou um punhado, ela abriu os dedos e observou os minúsculos cristais brancos escapando pelos vãos. Ela limpou a mão em sua calça jeans e correu para acompanhar David.
— Por que todo este sal está aqui? É para as piscinas.
— Certo! E... por que mesmo? perguntou Ravena.
David sorriu.— Para p******o.
Ele encarou Ravena sal é uma arma contra os demônios. Ele age mais ou menos como um repelente, ele os fere e pode até matar....Ravena aquiesceu.
— Bom saber....Rangidos altos e outros barulhos os cercavam. Ravena olhou em volta de uma das pirâmides.
Centenas de grandes caminhões de construção depositavam grandes quantidades de sal no chão. Os veículos se dirigiam diretamente para as pirâmides de sal e sugavam o sal com longas mangueiras de metal, como aspiradores de ** gigantes.
Havia enormes recipientes redondos de vidro sobre suas carrocerias. Eles os enchiam com sal. Seus olhos se fixaram nos motoristas, eram as mesmas crianças com cabelos dourados do Salão das Almas.
David percebeu que Ravena encarava os motoristas.
— Estes rapazinhos são querubins.
— Querubins? repetiu Ravena.
— Ele não deveriam ter asas e voar por aí como o cupido? Não acredite em tudo que lê.
Antes que ela pudesse abrir a boca novamente e fazer mais perguntas, David agarrou Ravena pelo cotovelo e a impeliu adiante.
Ela o seguiu por entre a selva de pirâmides de sal. Após alguns minutos, eles chegaram a uma clareira com milhares de tendas azuis abertas em fileiras por uma parte mais plana do deserto vermelho. Longos tecidos brancos em hastes tremulavam no topo de cada tenda, como enormes bandeiras.
As tendas estavam movimentadas; dava para ouvir
o clamor da luta e o bater do aço.
Centenas de anjos da guarda lutavam entre si
em práticas de combate. Eles estocavam e cortavam com espadas brilhantes de prata.
O barulho de madeira batendo em madeira cresceu. Ela avistou outros anjos atacando e bloqueando entre si com bastões de madeira. Rajadas de areia vermelha subiam ao ar, os combatentes chutavam e metiam o pé no peito do
oponente.
— Ai, isto deve doer Ravena, estudou o rosto de David. — Eu vou aprender tudo isto? Ela apontou para a luta.
David virou a cabeça e olhou para ela e sorriu.
— Sim! E... você vai aprender como chutar a b***a de demônios! Hoje é o seu primeiro dia de treinamento de combate.
O rosto de Ravena se contorceu em um sorriso, ela sentiu pequenos lampejos de empolgação.
— Sempre quis aprender a me defender... como aprender alguma arte marcial, ou coisa assim. Acho que é legal — Ela saltitava ao lado de David e aumentou a velocidade.
Algumas tendas abrigavam escrivaninhas, espalhadas em fileiras como em sala de aula.
Anjos da guarda se sentavam nelas com livros abertos. Havia Oráculos postados sobre suas bolas de cristal na frente de cada uma destas salas de aula.
A fragrância salgada do oceano pairava no ar Ravena, apertou seus sapatos na areia vermelha e seguiu David. Ela alongou o pescoço em todas as direções, querendo ver tudo ao mesmo tempo. Grupos de oráculos passaram por eles. Os oráculos conversavam entre si, carregando grandes livros que deixavam longas trilhas de papel atrás deles.
Após alguns minutos de caminhada, eles chegaram a um barranco onde centenas de
piscinas redondas se espalhavam em fileiras e desapareciam para além das dunas vermelhas. Escadas brilhantes de metal se inclinavam sobre elas.
Grupos de anjos da guarda pulavam na piscina ao mesmo tempo, como em uma competição internacional de mergulho.
Lampejos de luz branca pairavam sobre as piscinas e os anjos desapareciam.
Ravena e David caminharam pela multidão de anjos e oráculos para uma tenda repleta com
todos os tipos de armas imagináveis: espadas, arcos, maçãs, machados e reluzentes redes brancas. Todas elas estavam dependuradas em ganchos e parafusados em painéis de madeira, como grandes paredes de ferramentas.
As mesas estavam cobertas com brilhantes flechas azuis e orbes brancos de cristal de todos os tamanhos.
David pegou duas adagas longas e as escondeu dentro de seu casaco.
— O que devo usar? Ravena olhava para as centenas de armas penduradas nos painéis.
— Ei... o que eu uso? Sim, muito bem, David.
Com um sorriso e******o estampado na cara e certificando-se de que tinha Ravena como
plateia, David fazia malabarismos com três orbes. Ele os jogava mais e mais alto.
— Escolha uma espada ou adaga... Ele apanhou os orbes um após o outro e fez uma mesura.
— O que preferir....Ravena balançou a cabeça.
Ela estava começando a se apegar a ele.
Ela viu uma pequena bainha dourada entre as fileiras de espadas grandes. A garota caminhou para o painel e a tirou de seu gancho.
A arma tinha um punho dourado com um grande
guarda-mão em forma de asa. Ela segurou a bainha com a mão esquerda e sacou a lâmina com a direita. Um raio de luz brilhou na lâmina dourada. Ela a virou na mão estrelas pareciam estar gravadas nela. A espada parecia estranhamente familiar em sua mão, e muito leve.
— Então você escolheu esta, não é? disse David, indo até onde Ravena estava.
Ravena observou a espada brilhante e sorriu.
— Sim! Eu gosto dela, ela brilha ela a girou em sua mão, como se fosse um de seus pincéis.
Ela cortou o ar ao baixá-la acho que estou pronta para cortar alguns demônios.
David apertou sua mão direita contra o peito e contorceu seu rosto.
— Estou tão orgulhoso de você que poderia chorar.
— Por favor, não... para onde agora? Ele pulou no ar.
— Agora você está falando como uma verdadeira AG! Por aqui!
David agarrou Ravena pelo braço e a puxou para fora da tenda. Ele a arrastou até encontrarem uma tenda vazia. Então ele se equilibrou e tirou as botas com seus pés.
— É melhor você tirar os seus sapatos.
Ravena olhou para suas sapatilhas de balé.
— Certo... isto aqui não é exatamente apropriado para combate. — Ela arrancou seus sapatos e mexeu os dedos na areia vermelha, era maravilhoso sentir a areia macia nos pés.
— A Legião tem algumas manobras básicas que todos os AG têm de aprender... coisa realmente fácil — David retirou seu casaco e o jogou em uma mesa de madeira perto do final da tenda.
— Vou ensiná-la como atacar, bloquear e como
contra-atacar ele caminhou para a área sob a tenda, onde um círculo havia sido desenhado com um ** branco. Ele permaneceu com as pernas afastadas.
— Antes de mais nada, você precisa aprender como se proteger. Assim que você dominar isto, eu lhe ensinarei a parte divertida... como atingir e fazer com que os demônios desapareçam.
— Ele estendeu o braço e fez um gesto com sua
mão para que ela viesse até onde ele estava.
— Você precisa saber onde cortá-los...precisa bater onde dói.
— Não posso acreditar que estou realmente fazendo isto Ravena deu um passo para frente e permaneceu no círculo de frente para David. Hum... isto deve ser interessante, ela estudou o rosto sorridente de David.
Devo avisar que... Eu era péssima na aula de Educação Física ela girou a espada na mão nunca tive uma boa coordenação motora.
— Vai dar tudo certo.
— Você pode perder um olho.
— As mulheres adoram um t**a-olho.
— Tudo bem, então, estou pronta, Capitão Gancho.
David abriu um sorriso.
— Primeiro, é melhor manter os pés afastados...Ravena imitou a posição de David e afastou as pernas.
— Bom! E fique atenta a todos os movimentos que seu oponente fizer. Agora, vou lhe mostrar como aparar.
Quando aparar, a lâmina deve ficar próxima ao seu
corpo, assim...David segurou a espada com as duas mãos e apontou a lâmina para baixo com seus pulsos torcidos.... para auto-defesa.
Você precisa encontrar uma a******a para contra-atacar. Pronta? Acho que sim.
— Tudo bem, vou erguer a minha espada e atacar, então deixe as espadas se chocarem.
David se moveu para frente e, com um clang, atingiu a espada de Ravena com a sua.
Ele a observou atentamente....Agora, você precisa se mover e girar a sua espada para mantê-la acima da sua cabeça... e pronta para atacar novamente.
Assim...David a circundou, obrigando Ravena a seguir seu movimento. Ela deu a volta e segurou a espada sobre a cabeça, bloqueando o ataque de David.
— Eu consigo fazer isto! disse Ravena.
— Eu realmente consigo fazer isto! David
estudou o rosto dela.
— Viu? Quer tentar de novo? Sim! Isto é fantástico. Não posso acreditar...Se você não parar logo de sorrir, seu rosto não vai voltar ao normal nunca — riu David.
Ravena franziu o cenho para David.
— O que há de errado em sorrir? Ele ergueu as sobrancelhas, com um sorriso estampado no rosto.
—Nada! Sorrir é a segunda melhor coisa para se fazer com os lábios.
— Ei! Ravena empurrou David, grata por não conseguir ficar vermelha..Vamos! ela apertou o punho da espada.
David mostrou a Ravena como desarmar seu oponente ao girar a lâmina, o obrigando a largá-la. Ela tropeçou no próprio pé algumas vezes e caiu de cara no chão, o que era totalmente normal.
Mas o anormal para Ravena era o fato de que ela não transpirava nem se cansava. Ela não precisava de água, comida ou mesmo sono.
Como o coelhinho das pilhas alcalinas, ela sempre podia continuar. E pelos dias seguintes ou o que Ravena pensou serem dias ela gastou cada hora repetindo técnicas de ataque e bloqueio.
— Levante a sua guarda! gritou David, ele cortou o braço de Ravena com sua lâmina, era um ferimento profundo.
Imediatamente, Ravena se ajoelhou e cobriu o corte com sua mão. Ela encarava o braço,
boquiaberta.
— Você-você me cortou? Você cortou o meu braço? Ela fitou David, que a encarava de volta.
O rosto dele se abriu num sorriso. — Relaxe, não é nada... Nada! Você praticamente cortou meu braço fora! Ravena estreitou os olhos e olhou de volta
para seu ferimento.
Ela mordeu seu lábio, fechou o olho direito e deu uma espiada com o olho esquerdo por entre sua franja Ravena se preparou para o pior.
Mas quando tirou a mão de cima do ferimento, seu queixo caiu e um clarão de luz brilhante obscureceu sua visão.
Ela piscou raios de luz branca jorravam do ferimento aberto, como se uma lanterna iluminasse o corte.
— O quê...? O ferimento começou a se curar por conta própria os cantos do corte se uniram lentamente, sem deixar sequer uma cicatriz, como se a pele tivesse se costurado.
Estou ficando louca! Ela olhou para o braço.
Caral..." Epa! Nada de xingar por aqui David riu você não vai querer que Gabriel a ouça, confie em mim.
— Mas, meu.... meu braço? A minha pele? Ela se... consertou sozinha! Ravena não conseguia
acreditar em seus olhos; ela se sentia como se tivesse testemunhado um truque muito bom de efeitos especiais.
David a ajudou a ficar de pé você é um anjo o que esperava, sangue? Você não tem sangue, você não é mais humana.
— Certo... Eu...Eu me esqueci que não sou mais humana Ravena olhou para seu braço onde o corte
havia desaparecido. Ela passou a mão sobre a pele e deu um sorrisinho.
Uau! Sou quase uma super-h*****a! Eu posso me curar.
Ravena se surpreendeu ao descobrir que gostava das sessões de treinamento com David.
Seus muitos ferimentos se curavam por conta própria, e curiosamente, ela descobriu que levava jeito para a coisa.
Os movimentos subitamente faziam mais e mais sentido seus reflexos eram bons e ela conseguia acompanhar David.
Uma multidão de AGs lentamente formou um círculo ao redor de Ravena e David.
Os neurônios dela agiam ela sentia um formigamento por todo seu corpo.
Ravena odiava atrair este tipo de atenção para si. Um alto e forte anjo da guarda adolescente se distinguia na multidão.
Ele caminhou até David e Ravena com um sorriso
sardônico no rosto. Sua sobrancelha refletia sob o sol havia duas estrelas douradas em sua testa.
—Uau, muito bom para uma novata, porém, é claro que o seu professor carece de disciplina... qualquer novato poderia derrotá-lo ele riu, se virando para multidão e encorajandos a rir também. Ele voltou seu belo rosto para Ravena, que estava com os olhos arregalados.
— Se importa de testar suas habilidades comigo? A não ser, é claro, que seu Oficial esteja com medo que eu prejudique a imagem dele na frente dos colegas?
Ele exibiu seus dentes brancos reluzentes para David e alguns AGs soltaram risinhos.
David contraiu os lábios Ravena viu ódio no olhar dele quando se aproximou do anjo.
—Você não tem uma hora marcada no cabeleireiro ou algo assim, Benson? Pare de perder seu tempo, seu mala ele disse, trocando ameaçadoramente sua espada de mãos.
Ele olhou para Ravena momentaneamente e deu uma piscadela.
Um segundo depois, Benson sacou sua reluzente espada de prata.
— Sempre um espertalhão.
A multidão ao redor dele se dispersou e seu rosto se contorceu em concentração. Ele revelou seus dentes em um rosnado com seus olhos colados em David.
— O que é isto, uma briga de testosterona em Horizonte? Ravena deu um passo em direção a eles, erguendo as mãos no ar com suas palmas apontadas para fora.
Tudo bem, rapazes, não vamos fazer nada e******o estamos num lugar feliz, certo? Não há necessidade disto.
Benson voltou sua atenção para Ravena. Seus olhos cintilavam enquanto a encarava. Ele a
estudou com um olhar estranho.
— Entendo porque você a escolheu... ela é bonita. Todos sabemos o que você faz com as bonitas.
Ravena franziu o cenho e observou a reação de David. Ela não conseguia ler as expressões dele sob todas as rugas de raiva.
— Eu cuidaria da minha própria vida se fosse você — David rosnou.
—É da minha conta, ela era minha amiga e eu sabia o que você estava fazendo com ela!
— O que? disse Ravena. — David... do que ele está falando? Uma súbita sensação de ciúmes a inundou. Ela tentou repeli-la, mas, de algum modo, estava piorando.
Sem aviso, Benson avançou e chutou David com força no estômago. Ravena observou horrorizada quando David cambaleou para trás.
Ele recuperou o equilíbrio rapidamente e voltou para o círculo de combate, empunhando sua lâmina.
Um sorriso dissimulado se abriu no rosto de Benson.
—Estou surpreso que a Legião tenha lhe dado uma novata, depois do que aconteceu com a Sarah. Sempre disse que você acabaria matando um de nós! O que você fez com ela foi imperdoável.
Você quebrou a nossa lei mais sagrada! Ele virou a cabeça e leu a perplexidade no rosto de Ravena.
— Oh? Então ela não sabe? É melhor você procurar outro Oficial, novata.
Romances são proibidos no Horizonte.
Ravena olhou para David e viu um vislumbre de fúria nos olhos dele, enquanto se lançava sobre Benson.
— ANJOS! gritou um oráculo — O que está acontecendo aqui? Ravena observou o oráculo rolar em direção a eles. Ela nunca tinha visto um oráculo tão ultrajado.
— Nada, oráculo respondeu Benson, com a cara angelical. — Estávamos praticando manobras de combate... só isto.
Os olhos azuis do oráculo passaram de Benson para Ravena e David, antes de voltarem para Benson. O oráculo contraiu os lábios e ergueu uma sobrancelha.
— Não parecia uma prática de onde eu estava... eu já vi isto muitas vezes antes! Um pouco agressivo,
não acha? Não somos selvagens... somos anjos! Está na hora de se comportarem como um.
— Precisamos ser capazes de nos defender... em condições extremas...disse Benson nada que não possamos dar conta.
—Você não consegue lidar com qualquer coisa, o olhar de David encontrou o de Benson.
—O seus métodos não são seguros! Eles são insanos! A sua novata morrerá por sua causa! desembuchou Benson enquanto segurava a espada. Os nós de seus dedos empalideceram.
— Basta! gritou o oráculo.
O chão tremeu e a luz no interior da bola de cristal pareceu ter ficado mais escura.
O oráculo mexeu na sua barba com os dedos.
— Todos para fora! Vocês têm trabalhos para fazer e almas para salvar. Vamos! Imediatamente a multidão se dispersou.
Benson apontou um dedo para David.
—Você vai pagar pela morte dela! Imundície como você não pertence à Legião.
Ravena observou em silêncio enquanto Benson marchou para fora da tenda e para longe da
vista. Alguns de seus comparsas AGs o seguiram como filhotinhos tristes.
—Eu fico realmente triste ao ver que vocês anjos não se dão bem, disse o oráculo.
E, quanto a vocês dois, ele disse, apontando um dedo magro vocês têm que pegar um ônibus.
— Ele manobrou sua esfera de vidro e partiu.
David fitava seus pés sua expressão mudou como nuvens antes de uma tempestade. Ravena queria perguntar a David quem havia morrido, mas algo lhe dizia que agora não era a hora.
Ao invés disso, ela se conformou com o óbvio.
Ela inclinou seu corpo lateralmente e procurou pelo rosto de David.
—Por que Benson o odeia tanto? Você é hilária, Sabia?
O rosto de David se abriu num sorriso.
— E é por isto que eu adoro você.
— Ó, por favor! Ele o acertou na cabeça ou algo assim? Acho que você está sofrendo de um pouco de vento nos miolos.
— Talvez David riu! Tudo bem, acho que basta de treino por enquanto. Você está mais do que pronta para sua próxima Missão.
Eles caminharam em silêncio através do deserto vermelho. A mente de Ravena estava cheia de perguntas sem resposta, mas uma em particular ficava voltando.
Quem diabos era esta Sarah? O que aconteceu com ela?