Não foi um sonho...

1346 Palavras
Daniel conseguiu entregar um pouco antes do término do expediente, e enquanto todos estavam indo embora, tive que continuar e terminar de organizar tudo nos slides de acordo com o que foi passado pra mim. Quando finalmente terminei e olhei para o relógio de parede, marcava meia noite. Soltei um suspiro meio bocejo e comecei a guardar minhas coisas pra ir pra casa. Estava começando a deixar com que o trabalho de manhã atrapalhasse o meu de noite e isso estava me deixando desconfortável e com um certo nível de raiva ao final de cada expediente. Nem estava frequentando tanto assim a academia. Amanhã seria um longo e corrido dia, e eu tinha que estar preparado para ele e tudo que vier ocorrer nele, mentalmente e fisicamente. Desliguei as luzes e caminhei preguiçosamente até o elevador estralando meu pescoço, porém meus passos pararam assim que vi as luzes da copa acesa. Pensava que era o único do prédio ou simplesmente alguém deixou ligado por engano. Não era o único! Verena estava no prédio a aquele horário, na copa, mexendo em seu celular com o cenho franzido. Estava bastante concentrado pra não ter visto ela passando pelo o corredor. — Srt. Kim? — Chamei e ela se assustou quase derrubando o celular. — Sr. Galanis! — Sorriu fraco. — Algum problema? — Fui totalmente tomado pela a preocupação, esquecendo a minha raiva e frustração. — Só um pouco de dor de cabeça. — O sorriso de lado continuou em seus lábios enquanto me encarava. — Tomou remédio? — Negou e eu tirei a mochila das costas. — Eu tenho um remédio aqui pra dor de cabeça. — Murmurei colocando a mochila em cima da bancada ao seu lado, buscando pelo o comprimido. — Por que está tão preocupado, sr. Galanis? — Minhas mãos hesitaram por algum segundo durante a busca. — Bem, você tem que estar ótima amanhã para a apresentação e toda a festa. — Dei de ombros ignorando o fato de que ela estava me provocando usando a minha confissão de mais cedo. Ela apenas reproduziu um "hm" baixo e curto, como normalmente fazemos quando estamos com ciúmes ou pensando em algo. — Achei. — Virei-me para o lado em que ela estava e fui pego de surpresa quando ela se inclinou em minha direção. Seus lábios encostaram suavemente nos meus, fazendo meus olhos se arregalarem e o ar escapar dos meus pulmões. Verena se afastou e eu engoli o seco olhando para o seu rosto, onde um sorriso de canto estava em seus lábios. Não pensei duas vezes em segurar seu rosto entre as minhas mãos e pressionar novamente meus lábios contra os delas sem qualquer tipo de delicadeza. Suas mãos no mesmo instante foram para os meus cabelos e os seus lábios se abriram e envolveram o meu lábio inferior mandando arrepios por todo o meu corpo, fazendo com que minhas mãos automaticamente descessem para a sua cintura, puxando-a para mais perto de mim, acabando com o espaço que havia entre nossos corpos. — Pressa é? — Provocou contra os meus lábios. Apertei a pele da sua cintura sentindo a minha respiração já acelerada e meu p4u endurecendo. — Se isso for a porc4ria de mais um sonho, quero acordar sabendo que aproveitei ele o máximo que podia. — Minha voz soou baixa, rouca. Gutural. Beijei-a de verdade antes que Verena pudesse falar algo. Ela poderia falar o que quisesse, mas só depois da minha língua explorar toda a sua boca. Não pedi permissão nem nada similar, quando seus lábios se abriram coloquei a minha língua dentro da sua boca arrancando um suspiro dela contra meus lábios. — Porr4... — Gemi contra seus lábios. Nossos lábios se moviam com pressa, intensidade, ferocidade e desejo enquanto nossas línguas travavam uma batalha entre si por controle e por exploração. Venera não se continha em arfar e gemer baixo contra os meus lábios, e nem eu me privava em retribuir os sons, pois a cada gemido meu, suas mãos apertavam deliciosamente meu cabelo e seu corpo estremecia contra o meu. Levei minhas mãos até as suas coxas — agradecendo mentalmente por ela estar usando calcas naquele dia — e a ergui do chão. Automaticamente suas pernas envolveram o meu quadril, sentindo o meu p4u duro e dolorido dentro da calça. — A-Ares... — Arfou meu nome. Meus olhos se reviraram e eu a prensei contra a parede ao mesmo tempo que levava minhas mãos até sua bund4, apertando aquela pele coberta com força fazendo com que ela se inclinasse na minha direção e novamente gemesse meu nome contra minha orelha. Fechei os olhos com força inclinando a cabeça pra trás. Queria saber se ela estava molhada, encharcada dentro daquela calça, queria sentir seu gosto em minha boca enquanto rebolava em meu rosto pedindo por mais, mais daquilo, mais daquela sensação. Segurei-a com uma mão no lugar e com a outra segurei o seu pescoço, vendo seus olhos se arregalarem e se fixarem nos meus. Nossas respirações estavam ofegantes, seus lábios vermelhos por causa do beijo, deixando-o ainda mais chamativo. — Mais... — Ela pediu e isso fez com que meus olhos se revirassem e eu gemesse. — Me dê mais Ares... — Encostou seu corpo no meu, deixando sua bund4 ainda mais empinada. — Eu quero mais que isso! Encostei meu nariz no dela largando seu pescoço apenas para dar um tapa em sua bund4 farta e gostosa. Verena soltou um gritinho de susto e mordeu o lábio inferior com um sorriso safado de canto ao mesmo tempo que apertava a pele coberta, desejando sentir a sua pele em minhas mãos. — Não precisa pedir por mais... — Sussurrei contra os seus lábios. — Não comigo! — Beijei-a e deixei com que ela mostrasse o que ela sentia, sem esconder absolutamente nada. Sem esconder o quanto me queria naquele momento! Meu p4u estava dolorido e extremamente duro dentro da calça, fazendo pressão contra a boc3ta dela que estava pressionada em cima dele. Mordendo meu lábio inferior, Verena começou a mover seu quadril descaradamente em meu p4u. — Oh porr4... — Gemi beijando-a novamente e a ajudando a manter seus movimentos em meu p4u ainda coberto. Podia estar totalmente em êxtase com o sabor lábios e língua dela, do seu corpo pressionado contra o meu, de uma de suas mãos apertando a minha nuca e a outra entre meus cabelos, mas isso não me impediu de escutar o "plim" do elevador quando parou no andar. Afastei meus lábios do de Venera no mesmo instante e com cuidado coloquei os seus pés novamente no chão, mas mantendo meus braços ao seu redor, caso estivesse fraca ou algo similar. Verena apoiou a testa em meu peitoral, com certeza estava sentindo meu coração batendo loucamente enquanto eu ouvia sua respiração ofegante. Meu p4u estava totalmente duro e eu sabia que não iria abaixar até eu me aliviar no banheiro ou até eu colocar aquela deliciosa mulher pra cavalgar em cima dele. — Venera? — A voz da sua mãe soou assustando nos dois. — Eu vou na frente e depois você sai. — Venera disse com a voz rouca e baixa. Lutei contra o desejo de a manter em meus braços, mas quando eu finalmente a soltei e ela me encarou, pude ver que seus olhos violetas estavam escuros. — Tudo bem... — Falei arrastado. Ela fez menção de se afastar, e o medo se apossou em meu corpo. Medo de nunca mais ter o contato dos seus lábios nos meus. Foi automático, mas minha mão segurou seu pulso. Seus olhos me analisaram e ela sorriu, inclinando-se e depositando um selar em meus lábios antes de finalmente sair. Respirei profundamente apoiando as mãos em punho em cima da bancada enquanto me obrigava a racionar o que acabou de acontecer. Belisquei o meu braço com força e doeu pra cac3te, mas eu continuei ali e não acordei no meu quarto com a cama remexida e a minha cueca molhada. — Aconteceu mesmo... — Ofeguei em uma mistura de choque e felicidade.
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