Evento

1050 Palavras
Se eu falar que conseguir dormir perfeitamente anoite, estaria mentindo descaradamente. O máximo que consegui foi uma hora, pois todas as vezes que fechava meus olhos, lembrava do beijo meu e da Verena, da sensação deliciosa dos seus lábios, da sua língua brincando com a minha e explorando a minha boca, da maneira que suas mãos adentraram meus cabelos, apertando deliciosamente alguns dos fios, da sensação dos seus arfares toda vez que apertava a sua cintura ou b***a, seu pedido por mais daquilo, a maneira que sua boc3ta se moveu em meu p4u dentro da calça. E toda vez que lembrava, meu p*u automaticamente ficava duro e eu não tinha muita opção se não me aliviar ou ficar com ele duro feito rocha, o que era totalmente doloroso. Parecia um adolescente na puberdade, era frustrante de certa maneira. Não queria envolver minhas mãos em meu p*u, queria que suas mãos estivessem no local — se não suas mãos, a sua boca — e me alucinado, a sua b****a quente, molhada e apertada, que com a cada investida minha, se tornava mais gostosa e fodív3l. Era frustrante ter todo esse t***o em meu corpo, mas não aliviar ele com a pessoa que causava ele em mim. Podia trans4r com quantas mulheres ou homens que quiser, mas ele, o maldito t***o, continuava firme e forte. Continuava inabalável. Abotoei o colete do meu terno enquanto me preparava mentalmente para fazer a social com pessoas tão desagradáveis, quase chegando ao nível do Daniel. Um pouco antes de sair, passei um pouco de maquiagem para esconder as olheiras que estavam destacadas. Se Verena me visse, não queria que ela pensasse que passei a noite toda pensando no beijo. ••• Adentrei o carro no estacionamento do hotel em que teria o evento e sorri largo ao encontrar o Daren encostado em seu carro com uma vaga vazia ao seu lado. — Pensei que não viria! — Daren disse assim que eu saí do meu carro já estacionado. — Bem, eu não queria. — Brinquei enquanto guardava o celular em meu bolso do paletó. — E muito menos você. — Abracei-o. — Hm... — Ele me analisou atentamente. — Você está diferente... — Apontou pro meu rosto. — E não é por conta da maquiagem que está escondendo as olheiras! — Acrescentou rapidamente assim que fiz menção em abrir a boca. — Está com um brilho nos olhos que não possuía quando fui embora. — Estreitou os olhos. — O que aconteceu ontem depois que fui embora? Uma batalha travou em meu peito, onde um lado dizia pra contar o que aconteceu e o outro me dizia que eu não devia contar, mesmo sabendo que ele levaria aquilo pro túmulo. — Meninos! — A voz de Jennifer soou e eu contive o suspiro de alívio. "Fui salvo pelo o gongo!", pensei enquanto me virava grato pela a intromissão da Jennifer na nossa conversa. — Pensei que não viriam. E devo dizer que estão lindos! — Seu olhar demorou um pouco em mim, mais do que seria considerado normal. — Digo o mesmo de você. — Pisquei um olho e o sorriso largo surgiu em seus lábios. Jennifer entrou um ano depois de mim na empresa, e de primeira, se interessou por mim e falava isso pra todos sem hesitar. Ela podia ser bonita, atraente e inteligente, mas simplesmente não conseguia ver ela com outros olhos além de colegas de trabalho. — Vamos indo? — Estiquei meu braço em sua direção e ela no mesmo instante aceitou. — Vamos? — Estiquei pro Daren que automaticamente arqueou a sobrancelha. — Sério isso? — Me encarou sem disfarçar a careta em suas feições. — Sim. — Concordei tranquilamente. — Vamos! — Aceitou meu braço arrancando uma gargalhada de minha parte. O salão estava lotado de pessoas elegantes e cheias de dinheiro que nem deram tanta importância para pessoas como eu, Daren e Jennifer. Mais à frente eu encontrei facilmente a Verena entre as pessoas conversando com um casal de idosos. Como ímã, seu olhar veio em minha direção, porém não se fixou em mim, mas sim no braço da Jennifer abraçado no meu. Seu olhar se ergueu e encontrou os meus me impedindo de respirar, mas uma pessoa entrou na frente, cortando os nossos olhares e trazendo a mim a capacidade de respirar. Com sutileza afastei o braço da Jennifer do meu ao perceber que isso tinha incomodado a Verena. Felizmente a Jennifer não percebeu, se percebeu, não demonstrou nada, pois naquele momento o restante dos nossos companheiros da empresa se juntou a nós. ••• O evento ocorreu perfeitamente bem para a nossa felicidade. Houve a apresentação feita por Venera dos novos produtos. Uma apresentação perfeita e sem qualquer tipo de erros, exatamente como ela. Sabia que pessoas elogiaram a apresentação, mas sabia também que elogiaram a sua aparência, pois Verena usava um vestido vermelho justo com uma a******a na lateral no lado direito, onde podia ver uma fita também vermelha em volta da sua coxa. Os cabelos soltos, caiam como cascatas negras em suas costas até o início do quadril. Um salto alto preto nos pés — a única peça que usava que era de outra cor — e pouquíssima maquiagem em seu rosto. Ela estava deslumbrante, mas eu só conseguia pensar se aquela fita vermelha fazia parte do vestido ou era parte da lingerie que usava e eu passei a maior parte da festa me perguntando isso enquanto a seguia com o olhar em certos momentos. Em certo momento quando meu olhar pairou em sua direção, vi um dos homens ao seu lado deslizando a mão em direção a sua bund4. Raiva brotou de muitas partes do meu corpo, pois ela ficou desconfortável e se afastou dele olhando para o mesmo com raiva e desgosto, porém ele nem se importou e sorriu largo. Muitos homens, dessa área em especifico, pensam que só porque uma mulher está no mesmo patamar que eles, podem passar a mão e usar elas da maneira que bem entenderem, afinal, para eles é apenas uma mulher. Estralei meu pescoço e desviei meu olhar dela para a mesa onde meus companheiros estavam. Eu só estava certo de uma coisa, cortaria as mãos dele por ter tocada nela sem sua permissão!
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