A verdade por trás de tudo

1589 Palavras
Era oito horas da noite quando o evento foi oficialmente finalizado, e eu sentia meu corpo mole por conta da privação de sono e o pouco de comida que conseguir ingerir, não podendo esquecer da raiva em meio a tudo isso. As portas do elevador se abriram e eu assustei quando vi a Venera olhando para os carros que saíam do local. Eu sempre esquecia, mas ela sempre ia se despedir dos convidados no estacionamento sem ter a obrigação de fazer tal coisa. Olhei em volta em busca do seu carro, porém encontrei somente o meu, já que tinha enrolado um pouco com a mãe da Venera me perguntando sobre meus pais e coisas relacionadas a eles. Daren como um bom amigo, me largou sem pensar duas vezes! — Srt. Kim. — Ela me olhou e sorriu. — Foi uma excelente apresentação! — Fiquei ao seu lado. — E se me permita dizer, está deslumbrante neste vestido. — Que gentileza a sua. — Riu. — Obrigada pelo os elogios, eles são muito importantes pra mim! Concordei e engoli o seco, obrigando-me mentalmente a perguntar o porquê de ela ter me beijado ontem anoite, mas no fim, não criei coragem e mudei de assunto. — Cadê o seu carro? — Questionei olhando em volta como se ele fosse aparecer como mágica comigo apenas o procurando. — Eu meio que ontem... — Pigarreou constrangida. — Eu o bati em um poste ontem anoite! — COMO?! — Meus olhos se arregalaram e eu me coloquei em sua frente. — Se machucou? — Analisei cada parte visível do seu corpo com atenção em busca de machucado ou manchas cobertas de maquiagem. — Não, não me machuquei não. — Soltou uma gargalhada gostosa de se ouvir. — Eu... — Umedeceu os lábios. — Eu me distrair no volante e acertei um poste e tive que vim de táxi para o evento. Soltei um suspiro de alívio ao ver que ela estava bem, anuindo várias vezes para mim enquanto voltava a olhar para seus olhos violetas fixos em mim. Ela poderia ter vindo para o evento de táxi, mas eu não a deixaria ir embora em um quando estou aqui e disposto a ser seu motorista essa noite. — Poderia me dar a honra de te levar até em casa? — Estiquei meu braço e ela arqueou a sobrancelha no mesmo instante com a sombra de um sorriso em seus lábios rosados. — Usa essa cantada com todas? — Resmungou abraçando meu braço. — Ou somente com a Srt. Jennifer? — Não para a primeira pergunta, e não para a segunda. Assim você me deixa ofendido. — Abri a porta do carro pra ela, fechando assim que adentrou. Dei a volta e entrei no banco do motorista. Apertei o botão de partida do carro já que havia esquecido as chaves do carro em casa, mas para a minha felicidade havia duas maneiras de o ligar. — Não sou muito de dar cantadas em mulheres ou homens. — Falei olhando pra trás enquanto dava ré pra sair da vaga em que eu estava. — Por que não gosta? — Porque não preciso! Sai do estacionamento do hotel e entrei na avenida principal pegando o trajeto rumo ao apartamento que ela morava sem o GPS, pois minha mente havia decorado sem eu me esforçar. — Você é bem convencido hein. — Sua voz soou em um tom brincalhão. — Na realidade eu sou muito inseguro, e eu normalmente não preciso cantar eles, pois sempre vem até mim por conta da minha aparência. — Sentia o seu olhar em mim enquanto o meu estava fixo no trânsito. — O mundo é movido a aparências! Verena não disse nada, apenas deixou com que o silêncio confortável até se estendesse entre nós dois do carro e não demorou muito para que a gente chegasse em frente ao seu apartamento. — Está entregue em segurança. — Encarei-a com um sorriso de canto nos lábios. Ela olhou para o prédio e em seguida para mim enquanto em suas feições surgia uma determinação que acelerou meu peito. — Quer entrar e tomar alguma coisa? Em agradecimento por ter me trazido em casa em segurança. "Eu seria burro se não aceitasse.", pensei. — Seria uma honra! — Ela assentiu sorrindo de lado enquanto eu manobrava meu carro pra entrar no estacionamento do seu prédio. Houve checagem de segurança e minha entrada só foi permitida quando passei meus dados e a Venera disse com convicção que eu era amigo próximo dela. Estacionei o carro e rapidamente sai de dentro dele apenas pra abrir a porta pra ela. Estiquei minha mão e ela educadamente aceitou, permitindo que eu a ajudasse a descer do carro. Segui em silêncio a Venera — como um bom e domado cachorro — até o elevador, até o décimo andar, no corredor até chegar em seu apartamento. Ela o abriu com sua digital e entrou tranquilamente. Meu coração batia loucamente e meu p4u estava dando sinais de que queria ficar duro quando entrei logo atrás dela e retirei meu sapato, tendo o seu perfume preenchendo todo o meu pulmão. — Por favor, fiquei à vontade. — Concordei olhando em volta. Pensava que por Verena ter muito dinheiro, sua casa ou apartamento seria luxuoso. Era simples? Não, mas também não esbanjava dinheiro mesmo sendo em um dos prédios mais caros e luxuosos de Nova York. O hall de entrada era curto e sem decorações. Quando saia dele somos recebidos no lado esquerdo por sua cozinha mais elevada e com todos os móveis na cor marrom escura ou preta. Em frente a cozinha, sendo separada por uma bancada com bancos, estava a sala de estar com um enorme sofá preto que formava a letra u ao redor de uma mesa de centro de vidro. Tudo isso em frente a uma enorme televisão na parede. Ao lado direito estava uma mesa com apenas quatro cadeiras, porém nela cabia mais cadeiras. Aparentemente ela não gostava muito de receber visitas! Havia uma porta no lado direito que julguei ser o banheiro ou o lavabo e a porta que ficava no centro, na mesma parede em que estava a enorme televisão, julguei ser o seu quarto. As paredes eram brancas e o chão de uma maneira mais clara, o que entrava totalmente em harmonia com cerca de noventa e nove porcento dos móveis pretos. O que mais me chamou a atenção era a janela que ia de cima embaixo com uma cortina presa nos cantos, permitindo a visão noturna de tudo lá embaixo. Sentei-me no sofá esfregando minhas mãos suadas na calça tentando conter a er3ção que crescia dentro da minha calça somente por estar no apartamento dela e sentindo o cheiro de pêssego que sempre emanava quando ela passava por mim. Venera havia voltado com dois copos em uma das suas mãos e o vidro de whisky na outra, e eu observei cada parte do seu corpo se movendo enquanto ela servia a bebida pra mim e pra ela. — Não precisa ficar nervoso, fora da empresa somos apenas Venera e Ares. — Sentou-se ao meu lado sorrindo brevemente. — Lembra? Não havia como falar que eu não estava nervoso por sermos chefe e funcionário, mas sim porque eu estava no apartamento sozinho com ela e com uma put4 de uma privacidade. — Não estou nervoso. — Dei um longo gole da minha bebida. — Só estou pensativo... — Me virei em sua direção, encontrando-a de lado pra mim, deixando toda a sua coxa com aquela fita exposta. — Posso fazer uma pergunta? Ela concordou dando um gole da sua bebida enquanto me olhava atentamente. — Porque me beijou e deixou com que eu te beijasse e te tocasse daquela maneira ontem? — Olhei cada parte do seu rosto em busca de desconto ou surpresa, mas havia somente uma tranquilidade serena neles. — Foi por que ouviu eu... — Meu rosto ficou quente e eu pigarrei. — Ouviu eu falando de você daquela maneira mais cedo? — Quer a sinceridade vinda de mim? — Murmurou e eu concordei terminando a minha bebida em outro longo e grande gole. Precisava apagar, ou afogar, aquelas malditas borboletas em meu estômago que só aumentavam com o olhar dela fixo nos meus, com o seu perfume, com a sua presença. — Hm... — Umedeceu os lábios e os meus olhos seguiu o gesto. — Não há muito o que falar, pois o que eu fiz ontem já explica muitas coisas, mas eu não me importo em deixar claro. Engoli o seco ansioso quando ela deixou de propósito o silêncio recair entre nós dois. — Eu quero ter uma "amizade colorida" com você, possamos dizer assim por enquanto... Quero t*****r com você até esquecer o meu nome e onde eu estou, focando apenas nas malditas sensação prazerosas que você vai estar me proporcionando. — Meu coração começou a bater loucamente no meu peito. — Não quero que pense que me interessei em você apenas por causa do seu corpo, pois o que eu quero e os motivos vai além de estética e é complicado até pra eu explicar. Minha boca se abriu pra falar, mas nada saiu dela, pois eu tinha perdido a minha capacidade de pensar ou raciocinar em uma resposta. — É isso. — Ela disse olhando fixamente em meus olhos. — Aceita ter esse tipo de relação física comigo? — Eu... — Minha voz soou rouca, mas finalmente tinha conseguido falar algo. — É claro que eu aceito!
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