[Venera Kim]
Observava atentamente Ares no refeitório conversando e cumprimentado boa parte das pessoas presentes com um largo sorriso em seus lábios enquanto recebia muitos elogios relacionado ao seu novo corte e muitas cantadas que ele sempre fingia não entender ou mudava de assunto.
Ares Galanis, o deus grego da guerra, que todos amavam na empresa e que todas as meninas — até mesmo alguns homens após saber que ele era bissexual — disputavam por sua atenção ou seu número.
Não julgava as pessoas que tentavam ter algo com ele, Ares realmente parecia ter saído do Olimpo com àquela altura, corpo esculpido por causa dos anos na academia, lábios rosados e os olhos que me lembravam sempre o oceano, mesmo sendo mais claro.
Eu não me interessei por ele por causa da sua aparência, de início quando eu o vi na sala de entrevista pode ter sido, mas depois me encantei com a sua personalidade e bons gestos tanto com homens tanto com mulheres.
Ele era um cavalheiro em pessoa, parecia ter saído de um filme ou séria. Parecia ter sido escrito por uma mulher!
O que me fez interessar por ele era mais complexo e difícil de se explicar
Passei os dois anos apenas observando de longe e agindo normalmente, ignorando as borboletas no estômago quando ele praticamente me comia com os olhos. De início ele disfarçava, mas com o passar do tempo deixou isso de lado e olhava descaradamente pra minha boca, corpo e o principal, meus olhos.
A cor violeta era bastante rara, e trazia até mim pessoas indelicadas que não hesitavam em fazer perguntas como se eu não queria ter filhos com eles e outras coisas, sendo desnecessários e nojentos ao extremo.
Ares não era nojento, ele não entrava nessa categoria.
Ele me olhava e me admirava com respeito, e isso me deixava bastante feliz e desejada, algo que ninguém desde que comecei me relacionar, despertou em mim.
Esperei tempo o suficiente até ouvir ele declarando o que sentia por mim. Não ouvi diretamente, mas isso foi o necessário para que eu tomasse atitude, já que ele era respeitoso o suficiente pra não tentar com medo de estar forçando algo comigo.
Pensei que, depois de ter processado o dono do apartamento em que vivia — antes do acidente — e ter ido em sua casa com uma cesta de frutas, fosse o suficiente, mas eu me enganei, porém não me arrependi de absolutamente nada que fiz para o ter em minhas mãos, em minha cama e dentro de mim.
O beijo dele era intenso e ao mesmo tempo carinho, a maneira que sua língua explorava a minha boca e seus dentes mordiscava meus lábios, me levava a loucura.
Ares sabia muito bem usar seus dedos, sabia muito bem usar sua língua em outros locais. E o principal, sabia como deixar a mulher no ápice da sua sensualidade enquanto a fodi4 com seu p4u grosso e grande, mesmo sendo capaz de fazer isso sem o auxílio dele, somente os dedos e a língua conseguia isso sem muito esforço.
Ele foi capaz de trazer o céu até mim!
Cruzei as pernas e foquei na garrafinha de suco de laranja intocável em minha frente na mesa enquanto me lembrava da sua fala na copa.
"Seu nome é Venera, que significa algo digno de respeito e veneração. E todas as vezes que eu ficar entre suas pernas, chupando até a última gota que a sua b****a liberar, estarei fazendo isso. Te venerando. E pra venerar é necessário se ajoelhar, e eu preciso ver minuciosamente a pessoa que estarei venerando."
Minha boc3ta estava tensa desde o momento em que ele me falou tais palavras na copa e saiu como se não tivesse despertado tais sensações em todo o meu corpo.
Estava sedenta por ele, somente uma vez não seria o suficiente e eu sentia e ao mesmo tempo temia, que nunca fosse ficar saciada.
Olhei para ele novamente e me surpreendi por ver que ninguém percebia que ele estava irado de raiva por trás daquele sorriso obviamente falso, não sabia como ninguém via, mas eu conseguia ver vestígios de vermelho em suas írises azuis como o oceano.
Pensei que ele iria ficar mais calmo depois que saiu da minha sala, porém me enganei profundamente e me senti culpada, pois o motivo do Daniel continuar na empresa é porque eu sou frouxa o suficiente para temer e não enfrentar minha mãe.
Meu celular vibrou em cima da mesa e eu o peguei percebendo que se tratava de uma mensagem do Ares:
Deus Grego:
Está fazendo um buraco em minhas costas, tenta pelo menos disfarçar, minha Afrodite!
Minha Afrodite.
Um sorriso surgiu em meus lábios com o apelido, mas eu disfarcei e ergui o olhar, encontrando seus olhos fixos em mim e em seus lábios havia um sorriso de lado carregado de segundas intenções.
Meu celular vibrou novamente com outra mensagem dele.
Deus Grego:
Está ocupada no momento?
Eu:
Não, porque a pergunta?
Deus Grego:
Me encontra no terceiro andar!
Olhei pra ele novamente, porém ele já estava caminhando em direção ao corredor pra pegar o elevador no final dele.
Peguei meu celular e levantei da cadeira deixando a garrafinha intocável de suco em cima dela. Esperei ele ir na frente pra depois ir logo atrás já sabendo mais ou menos do que se tratava aquele chamado.
A tensão tomava conta do meu corpo, acumulando-se em minha boc3ta, deixando-a molhada, pulsante e implorando para ser tocada ou fodida.
Aquele horário quase não havia pessoas na empresa, afinal, todas estariam em seu horário de almoço e iriam demorar a chegar.
E eu realmente esperava que demorassem.