OLÍVIA Assim que o Urso bateu a porta e partiu pra resolver as paradas dele, eu fui direto pro meu quarto. Já sabia que a paz ia durar pouco… Dito e feito. Pâmela veio atrás de mim igual alma penada. — Tu vai me contar, né? Porque se não contar eu vou descobrir de outro jeito! Revirei os olhos e me joguei na cama, de barriga pra cima, segurando o riso. — Contar o quê, garota? — Ai, não se faz de sonsa! A noite passada, ora! Vi o tamanho daquele homem? Se ele ronca daquele jeito, imagina como… — Pâmela! Que horror! Tu é muito abusada! Ela se jogou na poltrona com o celular na mão, largou o aparelho de lado e ficou me encarando, com um sorrisinho cínico nos lábios finos. — Fala logo, vai. Eu sou tua irmã, p***a! Irmã tem direito a saber tudo, tá na Constituição. — Na tua, né? Porque

