Lyla A casa está em silêncio, pela primeira vez em dias. Max dorme. Não o Max… o bebê. Meu filho. O nome dele ainda escapa como um sussurro reverente. Max. Como o pai. Olho para ele no berço, tão pequeno, tão inteiro. Tão parecido com o homem que amei. A pele clara, os cabelos escuros como os meus começando a surgir finos, quase invisíveis… Mas os olhos. Ah… Os olhos. Aqueles olhos azuis. Idênticos aos de meu Max. Às vezes é difícil respirar só de olhar para ele. Eu me sento no sofá, exausta, mas não consigo dormir. Meus músculos doem, meu peito parece carregado demais — não de leite, mas de emoções. A dor do parto já passou. A dor da perda, não. Acho que essa dor veio para morar. E tudo bem. Aprendi a conviver com o que me destrói. Ouço passos leves na sala. Senna entra, com aque
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