Madisson
Um suspiro de choque escapa dos meus lábios, minha mão ardendo com o contato forte com seu rosto. Não acredito que acabei de dar um tapa nele. Nunca bati em ninguém na minha vida, mas esse homem parece despertar o pior de mim.
Estou fervendo, minha respiração vem em rajadas rápidas e bruscas. Meu peito arfa, mas tento me equilibrar para que ele não veja o efeito que tem sobre mim.
Eca! Que coragem desse bastardo arrogante.
Odeio seu rosto ridiculamente bonito, seu sorriso irônico. Detesto como seus olhos verdes demonstram diversão e travessura em vez de raiva enquanto eu... O desafio. Odeio que minhas palavras não tenham efeito sobre ele, que seus olhos brilhem de satisfação com a minha angústia. Odeio que tudo isso seja uma piada para ele. Enquanto minha família sofre por causa das ações dele, ele vive feliz e exibe seu dinheiro i****a em todos os lugares.
Odeio que ele me faça sentir fraca, estúpida e impotente. E como uma prostituta comum.
Minhas mãos tremem, prontas para outro golpe. Como ele ousa insinuar que eu quero... t*****r! Não consigo nem pensar nisso.
Cometo o erro de olhar para o rosto dele antes de atacar novamente. Seu os olhos verdes escureceram perigosamente para um tom esmeralda impressionante. A raiva fervilha sob eles, rodopiando como uma tempestade. Seu maxilar treme, ameaçando denunciá-lo, mas então ele tenta esconder isso sob aquele sorriso irritante.
— Oh, — Esperto — ele ri, fechamento o espaço entre nossos corpos.
Seu olhar percorre-me, enviando-me um arrepio na espinha. Ele está tão perto que eu posso contar seus cílios que são um pouco longo para um homem, ele cheira a colônia cara, e sinto sua respiração suave contra minha pele enquanto ele fala.
— Faça de novo, Maddie. Me bata de novo — ele murmura, o calor do seu corpo irradiando pelo pequeno espaço entre nós.
— Eu. Desafio. Você — ele acrescenta humildemente.
Droga isto. Isso é quente. E eu odeio isso.
Eu odeio quando me dizem o que fazer, mas o que eu odeio mais é o sorriso i****a que eu quero tirar dos lábios dele.
Levanto a mão para acertá-lo novamente, mas desta vez ele é mais rápido. Uma mão grande agarra meu pulso com firmeza, torce minha mão para trás e, quando dou por mim, ele me gira, pressionando meu peito contra a superfície fria do carro de Mateo.
— Você realmente achou que eu deixaria você me bater de novo? — ele pergunta, sua voz profunda e áspera, vibrando por todo o meu corpo.
Seu peito pressiona minhas costas, e sinto que ele tem o corpo de um tanque. Através das camadas de roupa
— meu vestido fino e sua camisa preta Lisa — sinto cada músculo. Sinto cada linha dura que nos separa. Sinto o batimento cardíaco dele contra minha espinha, e meus joelhos fraquejam. Parece errado, como se fosse tudo o que eu jamais deveria tocar. Mas tão certo.
— Me solta — exijo. Preciso de alguma distância dele para retomar o controle e me lembrar do motivo pelo qual fiquei com raiva em primeiro lugar.
Ele faz o oposto, apertando-me levemente.
— Você é tão corajosa assim, ou é só burra pra c*****o? — ele sussurra roucamente no meu ouvido.
— Quando um homem duas vezes maior que você te desafia a fazer alguma coisa, o que te faz pensar que consegue fazer e se safar?
Solto um suspiro frustrado e cerro os dentes antes de lutar contra seu forte aperto.
— Eu disse para me soltar, seu babaca — resmunguei, mas não adianta. O corpo dele está colado ao meu.
Mesmo assim, não desisto. Tento me contorcer e me virar para me libertar. — Cuidado, Mads — ele murmura, a voz baixa e carregada de intenção. Os áspero pelos de sua barba roça minha bochecha, enviando um arrepio pela minha espinha.
É então que sinto sua dureza inegável pressionada contra minha b***a. Meu corpo se aquece com a percepção, e um arrepio agradável percorre minha espinha.
Lembro a mim mesma que o odeio. Que ele é a razão pela qual nossa empresa familiar está à beira da falência. Que ele é o inimigo.
— Suas tentativas de me intimidar não me assustam, Alessandro — disparo, firme, mordendo as palavras como lâminas.
Ouço uma maldição baixa escapar de sua garganta, rouca, como se o controle dele estivesse por um fio.
— Diga meu nome de novo, Maddie — ele diz com a voz rouca. — Adoro como soa nos seus lábios.
Qualquer tentativa de me lembrar do quão terrível esse homem é falha diante do desejo intenso e evidente em sua voz. É a primeira vez que o chamo pelo nome. nome verdadeiro desde que nos reencontramos, e faço questão de nunca repeti-lo. Tenho uma série de apelidos mais apropriados para ele.
— Você sente, não é? — Sua respiração desliza pelo meu pescoço, e arrepios percorrem minha pele enquanto seu hálito quente sopra no meu lóbulo da orelha, fazendo os pelos ali se arrepiarem. Contenho um gemido quando ele segura meus pulsos com uma das mãos antes de deslizar a mão livre sobre minha barriga. Me contorço quando a mão grande pousa bem embaixo do meu seio esquerdo.
— O que diabos você estava pensando vindo aqui sem sutiã, Maddie? — ele pergunta com a voz rouca, e eu engulo em seco, sentindo minhas entranhas se contraírem e se contorcerem.
Eu claramente não estava pensando em nada. Estava tão ansiosa para sair de casa que nem percebi que estava apenas com um vestido fino. E quando eu vi ele antes, o jeito como seus olhos focaram em minhas pernas expostas, só então me senti nua sob seu olhar.
— p***a, eu estava tão chateada — Eu falo, encontrando minha voz.
— E você ainda está chateada, Maddie?
Meus dedos dos pés se enrolam dentro das sapatilhas e sinto a umidade acumular na calcinha. Ele só me chama quando está falando sério, e não consigo decidir se isso melhora ou piora a situação.
— Me solta.
— Isso não responde à minha pergunta — diz ele antes de dar uma risadinha. — Talvez eu deva considerar isso como minha resposta, que você não está mais irritada.
— f**a- se!
— Talvez mais tarde eu deixe você fazer isso, princesa. O que acha de experimentar agora?
Suave, duro... Áspero?
Eu gemo interiormente. Como ele consegue distorcer absolutamente tudo o que eu digo?
— Intimidar pessoas fisicamente mais fracas faz você se sentir melhor consigo mesmo? — disparo, sem esconder o veneno na voz. — Isso te faz sentir mais homem quando sabe que pode esmagar alguém só com um olhar?
você exerce seu poder sobre os outros? — Eu digo em tom de zombaria.
Eu queria irritá-lo, enfurecê-lo do mesmo jeito que ele faz comigo. Mas, ironicamente, minhas próprias palavras só me fazem rir — uma risada seca, quase desesperada, que escapa antes que eu possa contê-la.
— O que você acha?
Nesse ponto, eu já estava quase relaxada sob seu abraço. Sua mão ainda está sob meu seio, agora acariciando distraidamente a curva do meu seio.
Um zumbido baixo escapa da minha garganta.
— Vamos ver. Acho que você deveria ouvir quando uma mulher lhe diz para ir embora — Você pode fazer isso por mim? — digo num tom doce e enjoativo, como eu diria a uma criança do jardim de infância.
Como eu esperava, ele ri de novo. Para um homem tão intimidador e perigoso quanto ele, rir é fácil para ele. Ou talvez ele esteja fazendo isso só para me irritar. Ele sabe exatamente como me irritar.
— É por isso que você não está mais lutando contra mim? Porque quer que eu te solte? — ele zomba.
Meu corpo arde, e me lembro por que o odiei em primeiro lugar. Sei que não vai acabar bem se eu continuar lutando, e espero que talvez isso o faça afrouxar o aperto. Mas uma parte do meu cérebro, aquela que é suja e desequilibrada, gosta do jeito como seus dedos estão perigosamente perto dos meus m*****s, do jeito como seu hálito quente faz cócegas no meu pescoço quando ele me provoca.
— Está ficando tarde. — Endureço a voz. — Meu irmão logo vai perceber que saí, e não quero que ele se preocupe.
— Você deveria ter pensado nisso quando decidiu confrontar fisicamente o homem que você acha que planejou te matar — ele diz com os dentes cerrados, e eu odeio que suas palavras sejam verdadeiras.
Vir aqui foi um erro e******o.
— Nunca mais tente algo assim, Maddie.
O calor desapareceu de sua voz. Em vez disso, ele rosna friamente:
— Se você fosse outra pessoa, eu teria feito você pagar caro por me perseguir...
— Eu não.
— Encontrar o endereço de alguém que você conheceu uma vez em uma festa e esperar por eles na casa deles é exatamente isso, princesa — ele interrompe asperamente.
Parece tão r**m quando ele fala assim, mas é porque ele é mestre em distorcer a verdade. E em distorcer as pessoas.
Minha respiração sai num suspiro agudo enquanto ele se afasta de mim. De repente, sinto frio pela falta de contato. Um arrepio me percorre, mas me recuso a me esconder do seu olhar.
— Vá para casa.
Um uma ordem simples, que me faz querer fazer o oposto só porque ele me diz para fazer.
Mas sim, que seria avançar provar para ele que Eu sou i****a. Bufando, levanto a cabeça antes de olhar para o rosto dele.
— Afaste-se do meu carro, seu babaca — eu sibilo.
— Se você acha que conseguiu me intimidar, pense de novo. Ao contrário de qualquer outra pessoa, como você percebeu, eu não me assusto facilmente.
E então seu sorriso irônico retorna. Ele dá um passo para trás para que eu possa abrir a porta. Quando entro no carro e ligo a ignição, a inclinação irritante ainda está em seus lábios.
Faço um show acelerando o motor do carro antes de finalmente pegar a estrada. À medida que me afasto dele, meu ódio retorna, queimando mais forte e brilhante do que antes.
Nada, nem mesmo alguns toques quentes e palavras sussurradas, podem mudar o que sinto por ele.