ISABELA NARRANDO Eu ainda tava meio em choque quando a gente saiu daquele salão. Tudo aconteceu rápido demais. Olhar torto, palavra atravessada, humilhação escancarada… e depois a explosão. O Davi me defendendo como ninguém nunca tinha defendido. Forte. Implacável. Assustador até. Mas mesmo assim… doeu. O Fábio e a Kelly foram andando na frente, de mãos dadas, ela de cabeça erguida, como se nada naquele lugar tivesse força suficiente pra abaixar o que ela é. Eu queria ser assim naquele momento. Entrei no carro em silêncio. O Davi fez o deslocamento pra cadeira com calma, entrou logo depois e fechou a porta. Quando o carro começou a andar, foi como se o meu corpo finalmente tivesse entendido o que tinha acontecido. E aí… eu chorei. Chorei quieto no começo. Depois não deu mais pra segu

