ISABELA NARRANDO Se alguém me dissesse, há um ano, que eu ia acordar numa mansão na zona sul, grávida de um Montezano, com motorista me deixando na porta de uma faculdade na Barra… eu ia mandar internar. Mas tava acontecendo. De manhã, quando o Romeu parou em frente ao prédio da faculdade, meu coração tava batendo na garganta. Eu desci do carro ajeitando a mochila no ombro, uma pastinha de documentos na mão e uma vontade absurda de voltar pra cama e fingir que faculdade não existia mais. — Qualquer coisa, me manda mensagem, dona Isa. — o Romeu disse, sorrindo pelo retrovisor. — Tá bom, Romeu. Obrigada. Olhei pro prédio. Fachada de vidro, ar-condicionado gelado saindo pelas portas, um monte de gente de jaleco, mochila cara, tênis caro. Era outro mundo. Nada a ver com o corredor aperta

