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757 Palavras

O professor sorriu largo. — Faz isso. — disse. — E já adianto: se ele aceitar, eu mesmo faço questão de acompanhar o caso. Ele voltou pro quadro, retomando a explicação, mas agora a aula tinha outro gosto. Eu anotava, sublinhava, marcava, tudo pensando: “Ele vai andar. Ele vai. Nem que eu tenha que arrastar esse homem pra dentro desse ambulatório no colo, junto com a cadeira.” A menina do meu lado se inclinou de novo. — Ei. — sussurrou. — Parabéns, tá? — Pelo quê? — perguntei baixinho. — Pelo bebê. — ela sorriu. — E por aguentar homem rico, cadeirante e teimoso tudo junto. Isso aí merece TCC só pra você. Eu ri. — Obrigada. E, pela primeira vez naquela manhã, eu não tava nervosa de estar ali. Eu tava exatamente onde tinha que estar: na sala, aprendendo como fazer, na vida, vivendo

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