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716 Palavras

A menina do meu lado cutucou meu braço de novo. — Caraca, a vida é muito doida, né? Eu sorri de canto. — Por quê? Você conhece ele? Ela deu uma risadinha nervosa. — Então… conhecer, conhecer, não. — ajeitou o cabelo. — Mas a gente já ouviu muito falar, né. Saiu em tudo que é canto. Acidente, cadeira de rodas, empresa, fofoca de internet… Ah. Entendi. — Aham. — murmurrei. — Entendi. Pra eles, ele era manchete. Pra mim, ele roncando do meu lado segurando minha b***a de madrugada. Voltei a prestar atenção no professor. Ele tava terminando de escrever um quadro gigante comparando lesão completa x incompleta, quando parou, ficou pensativo e se virou pra mim de novo. — Isabela, desculpa a pergunta mais direta… — ele começou. — Mas como você mesma citou, falou que seu marido tem função

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