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1275 Palavras

Davi Narrando restaurante era daquele tipo que até a porta já te julgava. Fachada de vidro, nome em letras minimalistas, arranjo de flores que provavelmente custava o salário mínimo de alguém. Manobrista veio na mesma hora, abriu a porta do carro pra Isa, depois veio pro meu lado. — Pode deixar, eu desço sozinho. — avisei, já começando a transferência. Ele recuou todo solícito, e em poucos segundos eu já tava na cadeira, ajeitando tronco, puxando a barra pra perto. Isa deu a volta, esperou eu terminar, e a gente entrou juntos. Logo na entrada, aquele cara padrão recepção de restaurante caro — terno perfeito, sorriso treinado, cheiro de perfume caro. — Boa tarde, senhor Montezano, senhora Montezano. — ele cumprimentou, como se a gente fosse freguês de mesa cativa. — Boa tarde. — resp

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