Capítulo 2

1670 Palavras
Organizei uma festa de boas vindas para o meu amigo Aldo Rizzo que acabara de chegar em visita ao Brasil, convidei amigos e claro alguns políticos e autoridades do país que eu mantinha no bolso ou nas mãos. Irina como sempre chamou a atenção quando entrou na sala. Seus cabelos ruivos e encaracolados e cheios a faziam parecer poderosa. Ela usava um vestido colado no corpo, num vermelho vivo, as sandálias altas faziam suas pernas já deliciosas parecerem quilométricas, eu era louco por suas pernas. Peguei duas taças do garçom no caminho e fui ao seu encontro, todos sabiam que ela era minha, mas como todo macho eu estava indo marcar meu território. — Minha bela dama, a dona do meu coração e de tudo o que tenho. — os aplausos e as felicitações significavam que todos entenderam o recado. — Sempre tão galante, meu querido. — ela sorriu para mim com seus lábios carnudos e vermelhos, eu quase engasguei com minha bebida. — Deliciosamente sedutora como sempre minha bela noiva, se sorrir assim de novo terei que acabar a festa mais cedo. –disse ao seu ouvido e mordi com força seu pescoço logo abaixo da orelha. — Mmmm, não seja m*l e talvez eu o deixe ajudar-me a tirar esse vestido mais tarde. — Irina zombou passando as unhas por meu rosto eletrizando tudo ao sul do meu corpo. Aldo Rizzo estava estranho, não parecia estar se divertindo, mais cedo disse que precisava falar algo sério comigo, parecia aflito, mas os compromissos e as interrupções me impediram de chegar até ele por horas. Quando enfim eu o procurei, ninguém sabia dizer onde estava eu pensei que talvez ele tivesse cansado de me esperar ou talvez estivesse se enroscando em uma garota em algum lugar. Procurei por Irina e também não a vi, nem no jardim, nem no escritório ou a biblioteca. A procurei em todos os lugares possíveis e pensei que talvez ela estivesse em seu quarto, já que ela estava bebendo há várias horas. Amaldiçoei o momento em que decidi abrir aquela porta, talvez eu devesse ter voltado atrás, mas o que se seguiu foi a cena que mudou toda a minha história. Eu a vi, ela estava de quatro, seu vestido erguido até a cintura, a calcinha prendiam seus pulsos atrás das costas enquanto ele a estocava forte por trás. Ele gemia e se deliciava mesmo enquanto eu olhava perplexo tentando me acalmar o suficiente para não mata-los rápido demais. Ele gozou, enquanto ela soluçava em lágrimas, minha presença não os afetou em nada e eu gostei daquilo. Afinal eu não queria matar alguém que apenas não resistiu aos encantos da minha mulher. Eu o agarrei pelo pescoço lançando o maledetto contra a parede. — Você é um homem de sorte Ricco — disse rindo enquanto fechava as calças — ela continua tão gostosa quanto da primeira vez. — Eu vou te matar, aliás, vou matar os dois. — eu o soquei tão forte, que meus dedos estralaram junto com seu maxilar. — Ricco, por favor, não é nada disso que você está pensando. — Cala a maldita boca, eu resolvo com você depois, Jullius! – chamei pelo rádio, e ele estava pronto ao meu lado. — Fique aqui, não me desafie! — ordenei a vagabunda que tremia sem parar no canto do quarto, eu saí deixando um homem à porta com ordens para proteger aquela porta com sua vida. Meus seguranças carregaram o indivíduo para a minha sala de interrogação enquanto eu despachava os sanguessugas da minha casa. Parei no meu bar preparei dois copos bem cheios de whisky e caminhei até a sala. — Vicent Zucchero, eu não sei se você é louco, extremamente corajoso ou apenas um suicida, no caso de ser a terceira opção eu penso que se queria morrer, porque não se jogou da pedra da Gávea, seria menos doloroso não acha? O porco pegou a bebida que eu o ofereci e a virou de uma só vez lançando o copo do outro lado da sala. Meus olhos acompanharam o trajeto do utensílio que se fragmentou em contato com a parede. — E o que você vai fazer priminho? Você é como eles, seus pais e seu avô jamais o puderam enfrentar, e nem mesmo o seu pai sabendo de tudo sobre foi capaz de fazer algo por si mesmo e por sua família patética. — Continue falando, gosto de ouvir histórias, elas me inspiram. — Eu acho que não, acho que vai fazer você morrer como uma garotinha assim como o seu pai, se quiser saber a sua mãe foi mais valente que ele. Então ele deu um rosnado, aquele era um som conhecido, algo que fez minhas entranhas gelarem. — Eu gostaria de mata-lo, mas não posso fazê-lo antes que você seja julgado pela comissão. Mas eu sei esperar, aliás, eu espero por isso há vinte anos. — Gosto de você Ricco, se serve de consolo àquela mulher não serve para você, ela é gostosa. Ah! Eu ainda me lembro do gosto dela, quando a comi pela primeira vez, foi logo depois que matei os pais dela, ela era tenra, doce e virgem, nenhuma outra superou aquela mulher, eu tinha que provar de novo e de novo se é que me entende. — disse com a luxúria transbordando em seus olhos. — Ela veio até nós, ela queria proteção e ele a deu colocou ela em sua cama, e na minha é claro. Eu não me importo em dividir principalmente com você priminho. O ódio ultrapassaram meus limites da razão, eu fui para cima dele, mas Julius me interceptou no caminho. — Você não é nada moleque, você já está morto e ainda não percebeu, acha que me matando vai acabar com tudo? Eu só fiz o que tinha que fazer, nem você nem a comissão pode detê-lo. — Vicent gargalhou alto. — Quem é ele, para quem você trabalha? — Tem certeza que está pronto para saber priminho? Acha mesmo que pode detê-lo, a comissão nunca pode seu pai e seu avô nunca puderam, por que acha que pode impedi-lo se nem mesmo seu pai ousou desafia-lo? Ele sabia que já estava morto, mas pensou que se desistisse da moeda e da comissão você e sua mãe estariam a salvo, mas ninguém pode fugir do seu destino, todos vocês morrerão e ele estará na outra ponta da adaga. Minhas mãos foram ao seu pescoço, enquanto minha arma e esquentava sua testa o bastante para marcar a pele. — Não faça nada que vai se arrepender depois Ricco, ele terá o que lhe pertence, tenha paciência, não o mate antes da comissão. – Julius segurou meus braços chamando-me a razão. — Quem falou em matar padrinho? Mesmo que ele tenha matado minha mãe a chutes e socos, e meu pai queimado, que seja o responsável pela morte dos pais da Irina, que tenha ameaçado e atentado contra o meu avô, e que ainda tenha estado a pouco comendo a minha mulher na p***a da minha casa, eu não faria algo assim, não o matarei tão rápido, não se preocupe. Chamei dois homens que estavam ao lado e pedi que o prendessem na mesa, mas mesmo diante dessa cena ele não pareceu se abalar. — Tire as roupas di qüesto Figlio di puttana! — dei a ordem que foi rapidamente cumprida. Eu fui até meu armário, tirei de lá algumas facas de gumes bem afiados, e alguns alicates, equipamentos básicos como um cortador de charutos e outras peças usadas em nossas sessões de tortura. Embora ele continuasse zombando, seus olhos já eram tão brilhantes. Eu tinha que resolver algo com Irina, mas ele iria aguardar a comissão sentindo muita dor. Julius sabia exatamente o que eu iria fazer e, por isso, foi chamar o nosso médico e enquanto aguardava a sua chegada eu iria garantir que o traidor recebesse uma dose do seu remédio. — Quando eu era criança minha mãe me deu um gatinho, ela dizia que ajudaria com meu temperamento, dei a ele nome e Ruffos, mas ele cresceu e não parava em casa, Ruffos estava sempre as voltas na vizinhança até que a gata do vizinho ficou prenha, ele ficou muito bravo — eu disse enquanto analisava o fio da adaga em frente a luz. — Minha mãe o levou ao veterinário para que fosse castrado. Ela disse que assim ele aprenderia a nunca mais tocar no que não era dele para tocar. Vincent entendeu o recado, ele se retorcia numa tentativa de proteger suas partes expostas. — Você assim como o meu gatinho tocou o que era seu para tocar, andou no meu telhado, e aqui eu sou o macho alfa. Essa é a sua lição número um. Com uma incisão desleixada na parte inferior de seus testículos, suas bolas foram arrancadas e lançadas no fogo. Deixei o bastardo gritando e fui cuidar da minha noiva errante. Os gritos de Vincent podiam ser ouvidos em toda a propriedade e era música aos meus ouvidos, morar em um lugar tão isolado vinha sempre a calhar. Peguei meu celular e liguei para o Giacomo Rizzo, ele era a maior autoridade na comissão, e melhor amigo de vovô, eu não queria contar a respeito de Vincent, eu queria mata-lo bem devagar, mas ele não era o cabeça, o chefe dele estava por perto, e era a primeira vez em anos que o tínhamos ao alcance de nossas mãos e Giacomo Rizzo saberia como conduzir a comissão, eles estavam a caminho. — Ricco não o subestime filho, quem está por trás dele conseguiu enganar a todos nós por muitos anos. Mantenha o seguro, nós cuidaremos dele. — Certo Giacomo, só não demore, não está sendo fácil para mim me conter, eu tenho o assassino dos meus pais sob o meu teto, então não demore e eu não terei que desobedece-los, capisce? — Capisco! Ricco faça o que quiser, mas mantenha-o vivo e consciente, pode fazer isso? — Será um prazer.
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