O peso do tempo

1677 Palavras

A madrugada foi longa. Gui não dormiu apenas mudou de posição centenas de vezes, sem conseguir encontrar sossego. A mente girava em círculos, voltando sempre para o mesmo ponto: ela é sua filha. Andou pelo quarto como um animal inquieto, descalço, a camiseta amarrotada, os olhos fixos no nada. As horas se arrastavam lentas, o som do relógio soando como uma provocação. Cada tic-tac parecia medir a distância entre o que ele fora e o que agora precisava ser. Abriu a janela. São Paulo dormia lá fora os prédios apagados, o vento frio cortando as ruas vazias. E ele ali, com o coração em pedaços, tentando entender como respirar de novo. Na mesa de cabeceira, o celular estava silencioso. Nenhuma mensagem. Nenhuma resposta. Só o silêncio de quem sabe que perdeu tempo demais. Por um in

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