O AMOR QUE FICA

1278 Palavras

A casa que Gui e Lia construíram, tijolo por tijolo, sonho por sonho ficava no alto de uma rua tranquila da Vila Madalena. Parecia respirar. As paredes claras refletiam a luz das manhãs quentes de São Paulo, as janelas grandes deixavam entrar o barulho das árvores e o murmúrio distante dos vizinhos. A varanda abraçava o pôr do sol como se tivesse sido construída exatamente para isso: para guardar despedidas de dia e nascimentos de noite. No quintal, uma jabuticabeira antiga sustentava galhos grossos e sábios. Clara, agora com sete anos, acreditava que a árvore tinha alma e conversava com ela como quem fala com uma amiga mais velha. Ali também havia um balanço de corda preso a um dos galhos, onde ela passava tardes inteiras, lendo, cantando, inventando histórias que misturavam céu, chã

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