.Alina Wintter.
Adentro o prédio mais uma vez observando todo aquele lugar magnífico, é um prédio tão grande e muito bonito, mas as pessoas aqui nunca estão com uma muito simpática ou convidativa.
— Olá. — Comprimento a recepcionista assim que me aproximo.
— Olá, bem vinda a nossa empresa. O que deseja? — Sorrio simpática assim como a rescepcionista.
— Eu vim falar com Hector Rodrigues. — Ela assente.
— Tem hora marcada? — Fico sem ter o que dizer.
— Ah... Na verdade, ele me pediu que viesse aqui. — Rio de nervoso. Ela assente novamente.
— O senhor Rodrigues está em uma reunião agora, ele logo te atenderá. — Assinto. — Mia! — A recepcionista chama por uma mulher que passava ali e ela vem de encontro conosco. — Essa senhorita quer falar com o senhor Hector, leva ela para a sala dele, onde ela possa espera-lo. — Mia assente me acompanhando até o elevador.
— Tem hora marcada? — n**o.
— Hector me pediu para vir aqui hoje. — Ela me olha pálida derrepente.
— É a senhorita Alina? — Acho que Hector falou de mim.
— Sou sim. — Falo simpática.
— Desculpe senhora, está esperando a muito tempo? Eu demorei um pouco por causa do meu filho, por favor eu sinto muito pela demora. — Franzo o cenho.
— Mia, não precisa se preocupar eu acabei de chegar, está tudo bem. — Sorrio gentil e ela me olha surpresa.
— Ah, obrigada. — Mia declara surpresa. — Você não é como as outras namoradas do senhor Hector, não é? Eu já estaria na rua se fosse. — Olho para Ela incrédula.
— Não, acho que você entendeu errado. Eu não sou namorada do Hector, somos só amigos. — Falo envergonhada.
— Senhora você não me deve satisfação, eu estou aqui para servi-la, ok? — A olho sem intender.
— Olha, me chame de Alina, ok? Você não precisa me tratar como uma pessoa estranha, tudo bem Mia? — Ela sorrir largo aliviada.
— Ah, obrigada. Você realmente não é como as outras namoradas do Senhor Hector. — Mia Declara Aliviada.
— Você não precisa se preocupar comigo, eu não sou uma dessas madames. — Ela assente contente.
Mia finalmente aperta um botão do elevador e passa o cartão fazendo o elevador subir, minha atenção paira sobre o botão que indica o último andar.
— Por que estamos indo para o último andar? Pensei que iriamos direto para sala de Hector. — Ela assente.
— Estamos indo. — Ela tomba a cabeca confusa.
— Mas o último andar geralmente não é do presidente da empresa? — Ela pisca os olhos algumas vezes aparentemente confusa.
— Alina, você sabe que o senhor Hector é o dono da empresa, não sabe? — Arregalo os olhos incrédula.
— Dono? — Quase grito incrédula.
Aquele serumano desligado, é o dono dessa empresa?! Meu Deus, como ele consegue cuidar disso daqui sendo desligado daquele jeito?
Mia me olha e rir.
— Entendo agora porque o senhor Hector falou tanto de você, você é bem ingênua né? — Rio disso deixando minha surpresa por Hector ser o dono desse arranha céu de lado.
— Bem creio que eu seja, me falam bastante isso. — Embora eu não goste muito do fato de eu ser assim.
Esse defeito meu me causou muitas lágrimas, eu não consigo ver através das palavras de alguém, o que me faz ser enganada facilmente e por isso eu também perdoou as coisas muito fácil, não sou o tipo de pessoa rancorosa, mas isso é r**m em certo ponto. Mesmo assim, eu não posso e nem consigo mudar isso.
— Bom, chegamos. — Mia fala alegremente assim que o elevador se abre. — Sente-se aqui, a reunião deve acabar logo. Quer que eu traga algo para beber?
— Não, obrigada. Eu fico aqui, pode trabalhar avontade. — Sorrio gentilmente e ela assente indo até sua mesa.
É uma reunião, então não deve demorar muito, eu vou ficar aqui e esperar um pouco.
(...)
Cinco horas depois.
— Geralmente não demora tanto, tem certeza que não quer que eu o avise? — n**o rindo de nervoso.
Nunca pensei que uma reunião pudesse demorar tanto assim e para piorar, foi ele quem pediu que eu viesse.
Escuto meu estômago roncar e Mia me olha preocupada.
— Quer que eu busque algo? — n**o novamente, me levanto pegando minha bolsa.
Talvez seja melhor eu não o encomodar hoje, ele deve sair da reunião cansado, é melhor eu voltar depois.
— Muito obrigada por tudo Mia, mas eu realmente preciso ir agora. Eu volto outro dia e conversamos mais. — Falo sorrindo sincera.
— Pode deixar que eu aviso que esteve aqui. — Ela me acompanha até o elevador, parecendo inquieta.
— Obrigada por sua companhia, diga a ele que eu volto outro dia. — Mia assente. — Ah, eu vou me casar em algumas semanas, você é bem vinda com seu marido e seu filho, eu não tenho nenhum convite aqui comigo mas eu trago um depois. — Ela me olha animada.
— Eu adoraria, eu amo casamentos. — Comoço a rir de toda sua animação. — Espera, você vai se casar? — Assinto e ela engole em seco. — E o senhor Hector?
Tombo a cabeça para o lado confusa.
— O que tem ele? — Indago confusa.
— Ah, bem... você já o convidou? — Ela rir sem graça, parecendo intrigada.
— Sim, eles já receberam o convite, eu prometo trazer o seu logo. — Sorrio e ela assente. — Até mais Mia.
— Até mais. — Ela acena.
Acredito que não vá fazer diferença, já que Marco convidou dezenas de pessoas e eu só convidei sete pessoas.
Suspiro, sinto falta de marco agora que ele viajou a trabalho, raramente ele me liga, eu já estou ficando preocupada com ele.
(...)
.Hector Rodrigues.
Passo minha mão pelo meu pescoço ao sentir um extremo cansaço, o elevador se abre e eu saio dele me encontrando com minha assistente pessoal, Mia se levanta ao me ver.
— Senhor Hector. — Ela fala prontamente parecendo nervosa.
— O que houve? — Pergunto observando seu olhar e seu jeito inquieto.
— A senhorita Alina acabou de ir embora. — Ela fala nervosa me fazendo arregalar os olhos.
Ah droga, eu esqueci totalmente da Bela.
— Mia, por que não me avisou? — Pergunto irritado.
— Ela pediu para que eu não o encomodasse. — Droga.
— Quanto tempo ela ficou aqui? — Mia me olha ainda mais nervosa.
— Umas... cinco horas. — Cinco horas?
— Cinco Horas? — Grito agoniado.
Eu deixei Alina esperando Cinco horas?
Me jogo no chão desapontado comigo mesmo.
Deus, ela deve estar com muita raiva de mim agora.
— Ela pelo menos almoçou? — Mia n**a me fazendo choramingar.
Alina deve ter me xingado de todos os nomes possíveis.
Não, ela é muito boa para isso, ela nem deve ter me culpado, aquele serumano nem ao menos cogitou me chamar, se eu fosse arrancado daquela reunião com puxões de orelha, eu estaria feliz.
— Não acredito que esqueci que ela viria. — Eu odeio esse negócio de esquecer as coisas facilmente, não é uma doença, é só que eu sou desligado mesmo.
Que ódio, não acredito que a deixei me esperando tanto tempo.
— Sinto muito por não ter avisado senhor. — Mia declara culpada.
— Tudo bem, a culpa não foi sua. — Me sento no chão pensando no que farei agora.
— Senhor?... Senhor? — Mia me balança.
— O quê? — Olho para ela.
— O senhor está chorando? — Ela pergunta incrédula.
— Estou quase.
(...)
.Alina Wintter.
Após tomar um banho quentinho e vestir um pijama para me sentir mais leve, depois desse longo e exaustivo dia.
Escuto meu celular tocar e vou até ele que está na bancada da cozinha, logo sorrio ao ver o nome de Marco na tela. Atendo rapidamente com um enorme sorriso.
— Oi Amor. — Falo alegremente.
— Olá querida, como estão as coisas? — Sorrio boba.
— Está tudo bem aqui, como estão as coisas na inglaterra? — Faço um coque no cabelo enquanto falo com ele.
— Eu terei que ficar mais uns dias, tem uma tempestade de neve vindo e tiveram que cancelar o vôo. — Fico triste com a notícia. — Mas eu prometo que estarei ai na véspera do nosso casamento. — Suspiro.
— Ok, eu espero que corra tudo bem. Está se cuidando para não ficar resfriado? — Ele rir.
— Estou sim, na verdade estou usando o cachecol que me deu. — Sorrio com isso.
— Fico feliz. — Falo alegremente.
— Amor tenho que ir agora, Eu te amo, ta bom? Logo estarei ai para o dia mais feliz das nossas vidas. — Rio disso.
— Estarei bem aqui te esperando, Te amo. — Nos despedimos e eu desligo o celular sorrindo atoa.
Depois de horas sonhando com nosso casamento nos mínimos detalhes, decido enfim fazer algo para comer ao ouvir minha barriga roncar novamente.
Ouço alguém bater na porta e me pergunto se angeline esqueceu de alguma coisa.
Me reprimo rindo de nervoso ao lembrar do tanto que eu ouvi por ter a deixado esperando ontem e hoje.
"Se você continuar a me deixar de lado, eu vou quebrar todos os seus ossos!" Ela disse em tom ameaçador e com aqueles olhos frios.
Angeline sabe ser ameaçadora.
Abro a porta sorrindo nervosa, mas encontro Hector logo atrás de Beca me fazendo sorrir alegre.
— Oh, o que eu devo a bela visita? — Indago alegremente. Beca sorrir vindo me abraçar.
— Estamos com fome. — Beca declara me abraçando, rio com isso.
— Já esperava por isso. — Rio com ela.
Olho para Hector que parece perdido em pensamentos.
— O que foi Hector? Vamos, entre. — Ele entra e eu fecho a porta. — Eu sei que não chega nem perto do seu apartamento mas se sinta em casa.
— Sua casa é muito bonita, eu facilmente deixaria meu apartamento para morar aqui. — Hector fala parecendo ser sincero.
— Fala sério? — Rio dele.
— Não tenha dúvida. — Ele fala me olhando daquela forma intensa.
— Sua casa é tão fofa. — Beca Fala ao observar tudo tendo minha atenção.
— Ah, bem. Eu gosto de cores pastéis. — Beca Sorrir indo ver meus portas retratos.
Olho para Hector que também olha tudo curioso.
— Tudo bem? — Hoje, ele está bem calado.
Ele me olha culpado.
— Está muito irritada comigo? — Irritada?
Comeco a rir.
— Claro que não. Hector, trabalho é trabalho. Você não tem porque se preocupar com isso, eu não estou irritada com você. — Sorrio sincera e ele suspira aliviado.
— Sinto muito por ter te feito esperar tanto. — n**o.
— Hector, tudo bem. — Falo sincera. Ele sorrir aliviado.
— Que bom, eu pensei que fosse me odiar. — Ele choraminga me fazendo rir.
— Não se preocupe, eu não t odiaria por algo tão bobo. — Ele sorrir para mim.
— Quem são esses? — Beca me mostra um porta retrato e eu apago meu sorriso alegre, abrindo um triste.
— São meus pais e meus tios. — Mostro para ela cada um e ela sorrir.
— Essa é você? — Assinto e ela rir. — Você era tão fofinha quando criança. — Rio também. — Mas parecia ser bem Séria.
— Eu não sorria muito. — Falo olhando para foto.
Fazia tempo que eu não olhava esse porta retrato, ainda não entendo porque não consigo joga-lo fora.
— Seus pais também moram longe? — Olho para Beca e sorrio sincera.
— Meus pais morreram um pouco depois que essa foto foi tirada. — Minto e ela me olha tristemente, caminho até a mesinha deixando a foto ali.
— Desculpa Alina. — Rio dela.
— Não tem com o que se desculpar, eu m*l me lembro deles. — Minto novamente. — Bem, vou preparar algo para comermos, devem estar com fome também.
Caminho até a cozinha vendo o que poderiamos comer.
— Vamos te ajudar. — Hector fala do meu lado.
— Pode contar com a gente. — Beca rir do meu outro lado, me fazendo sorrir contente.
Foi divertido ter os dois para me ajudar a cozinhar, pela primeira vez na minha vida.... eu não me senti sozinha, é estranho o fato de me sentir em familia com os dois perto de mim.