Bela, Eu amo seu sorriso!

2440 Palavras
.Alina Wintter. Adentro o prédio já indo de encontro com o elevador. Sorrio ao lembrar de como Becca estava animada no celular enquanto falavamos de sua grande festa de aniversário, ela parece estar tão contente por estar dando essa festa, fico feliz por ela. Vejo ela sentada no banco perto da recepção e me aproximo ganhando sua atenção. — Alina. — Ela me abraça apertado me fazendo rir por sua animação. — Animada para começar os preparativos? — Ela assente se afastando de mim. — Ótimo, vamos ver... Quer ir no salão de festa primeiro? — Não, vamos ver meu vestido. — Sim, claro. Assinto sorridente. O vestido é com toda certeza o mais especial. (...) — O que achou desse? — Beca me olha parecendo não estar satisfeita. Tombo a cabeça para o lado, não combina com ela, a encaro pensativa. Já é o décimo vestido que ela prova e ela não parece gostar de nenhum deles. — Tem outros, você pode provar quantos quiser! — Beatriz, a vendedora da loja diz sorridente. Me levanto indo até Beca. — Sabe Beca... — Sorrio motivadora. — Quando as pessoas vão na floricultura, geralmente elas não sabem qual flor querem e não importa quantas eu mostre, elas sempre vão preferir apenas a que combinar mais com seu gosto. Cada pessoa tem gostos diferentes, por isso existem flores de tantas espécies. — Ela me olha curiosa. — Tenta pensar na sua cor preferida, no pano em que se sente mais confortável, no formato que se acha mais bonita. Quando pensar nessas coisas vai encontrar seu vestido perfeito. — Ela sorrir largo. — Isso é bom, você realmente nasceu para ser vendedora. — Beatriz fala contentemente aliviada. — Ah, que isso. Eu só estou tentando ajudar. — Falo alegremente. A verdade, é que desde pequena eu me esforcei e estudei muito para mostrar a todos que poderia ser alguém importante como por exemplo: uma médica, uma advogada, uma cientista, uma psicóloga/psiquiatra, eu só pensava em grandes especialidades, naturalmente as que me fariam ser alguém de renome, mas com o tempo eu percebi que não precisava atender as expectativas de ninguém, pois ninguém se importava comigo, por isso comecei a me dedicar ao que gostava realmente, eu sempre gostei das flores e plantas, são naturalmente belas e me atraem, acho que nasci mesmo para isso. — Pensei em algo perfeito. — Beca diz com seus olhos brilhando de alegria, ela me abraça e eu sorrio contente. Eu nunca fiz o papel de decoradora, nunca fiz nada além da minha profissão, é estranho que em tão pouco tempo eu tenha ficado ligada em Beca, não sei porque, mas sinto que ela precisa de mim, e é a primeira vez que alguém depende de mim e se importa verdadeiramente com que eu penso. No final, sua escolha foi um lindo vestido mullet ciano, com pedrinhas brilhantes, foi uma bela escolha que a deixou feliz e muito linda. (...) — Finalmente! Você demorou Alina. — Angeline diz debruçada sobre a bancada da floricultura com uma cara nada boa. — Desculpe, acabei perdendo a noção do tempo. — Falo sorrindo nervosa, colocando minha bolsa sobre a bancada. — Quem é essa? — Angeline indaga com a sombracelha arquiada se referindo a Rebecca. — Oi, eu sou Rebecca Rodrigues. — Beca acena. — Ah, sim. Alina me falou de você, como vão os preparativos? — Beca se aproxima séria com as mãos na cintura. Minha amiga é um pouco mau humorada. — Já terminamos quase tudo, estou animada com a festa, tomara que chegue logo o dia. — Olho para Beca Sorridente. — Ah, que lindo. As meninas ai de conversinha e eu aqui ralando. — Michel aparece com dois vasos de planta, o bichinho está coberto de areia. Eu e Beca rimos dele. — Para de frescura, até parece que isso é muito difícil. — Angeline fala irritada, enquanto Michel tem uma cara carracuda. — É sim, não sei como Alina consegue tomar conta dessa loja sozinha. — Ele olha para Beca e sorrir. — Iai? Você é a tão famosa Beca? — Beca me olha. — Eu sou famosa e nem sabia? — Rio disso. — Ah, claro. Essa dai fala muito de você. — Angeline fala voltando ao balcão para ajeitar algo, aparentemente com ciúmes. Assinto. — Calma amorzinho tem Alina para todo mundo. — Michel debocha recebendo o olhar mortal de sua esposa. — Eu vou fazer você engasgar com essa areia. — Angeline Ameaça séria. — Eu te amo mulher agressiva. — Rimos deles. Michel chega perto de Beca e eu me junto a Angeline. — A nossa Alina é um tanto carente de afeto, cuidado ao dizer algo a ela. — Michel fala tendo minha atenção. — Beca ele só está brincando, você não precisa se preocupar com o que diz para mim. De qualquer forma, eu sempre estarei aqui. Ok? — Sorrio sincera e ela sorrir assentindo. Michel me olha e eu n**o disfarçadamente. — Vocês se conhecem a muito tempo? — Beca pergunta olhando para eles enquanto eu pego algumas coisas. — Eu estava sem emprego e Alina me ofereceu um, agora eu cuido da outra floricultura do outro lado da cidade com meu marido, esse dai. — Angeline diz se aproximando de Beca ao apontar para Michel que rir ajeitando os vasos. — Mas cuidado com essa mente inocente, depois de tanto tempo ela quase corrompeu minha mente perversa. — Rimos de Angeline e seu drama. — Realmente, comparando essas duas, não tem como acreditar que são amigas. — Michel fala rindo nervoso. — Eu percebi. — Beca rir. — Beca, já está ficando tarde, melhor eu te levar para casa. — Falo pegando novamente minha bolsa, depois de ajeitar as coisas mais urgentes. — Ah, mas eu queria ficar mais um pouco. — Ela faz um beicinho me fazendo rir. — Talvez outro dia, eu peça permissão ao seu irmão e você passa um dia aqui comigo. — Ela infla as bochechas. — Vamos, eu te prometo. Ela me olha corada e sorrir assentindo. Embora Rebecca tenha 16 anos, ela não tem a aparência nem o jeito de uma garota dessa idade, ela é sempre tão extrovertida e agitada, na verdade eu a vejo apenas como uma criança, talvez pelo fato de ela se parecer com minha irmã mais nova. (...) — Por favor! — Beca abraça minha cintura choramingando. — Beca, eu preciso ir. — Angeline vai me matar pela demora. — Não, por favor. — Ela me agarra apertado. Eu queria poder ficar aqui com ela, mas já passei o dia longe da loja, preciso voltar para o trabalho logo. — Você não me deixaria aqui com fome, né? — Que? — Como assim? — Indago sem intender. Ela se senta no chão olhando para mim. — Por favor eu tô com fome. — Ela junta suas mãos me olhando com seus olhinhos verdes. Eu sei que isso é mentira pois ela acabou de comer, mas não posso deixar ela aqui sem nada para comer. Suspiro me deixando vencer, mesmo sabendo que terei minha cabeça cortada por Angeline. "Como ousa fazer comida para outra pessoa e me deixar esperando, Aqui?" Já posso até ouvir ela gritando comigo. — Tudo bem, eu farei algo para a janta. — sorrio sincera e ela se levanta animada. — Aee, obrigada Alina. — Ela me abraça sorridente. As vezes eu me pergunto o que tem na minha comida para fazerem isso comigo. Choramingo. Angeline vai brigar comigo. .Hector Rodrigues. Afrouxo minha gravata ao destrancar a porta e adentrar meu apartamento, estou tão cansado do trabalho que m*l posso esperar para tomar uma ducha e cair na cama. Risos e um cheiro delicioso vindo da cozinha me chamam atenção. Me aproximo da cozinha vendo Rebecca sentada na bancada suja de farinha, a sua frente está Alina com um coque bagunçado e um sorriso largo no rosto sujo de farinha. Não pude conter os batimentos desordenados em meu peito, aquela visão me fez ficar ali parado apreciando aquela pequena loira suja de farinha, até ser notado. — Oh, olá Hector! — Ela rir se aproximando. — Desculpe pela bagunça, estávamos preparando o jantar. E mais uma vez eu estava surpreso e sem conseguir aguentar aquela paixão que só crescia no meu peito, enquanto minha pequena Bela sorria para mim daquela forma tão inocente. — Oi. — Falo a única coisa que consigo no momento. — Não esperava por sua presença. — Ela me olha sem graça. — Desculpe, sei que deve estar cansado e não queria encomodos. — Hector seu i****a. — Não, não foi isso que quis dizer, é que eu fico feliz que esteja aqui, mas fiquei surpreso. — Falo de uma vez e ela rir do meu desespero. — Hector, nós fizemos bolo de limão. — Olho surpreso para Rebecca que sorrir largo. — Sim, Beca comentou que vocês gostam muito desse bolo, eu espero que tenha ficado bom. — Ela sorrir sincera. É pedir demais ter todos os dias ela aqui? Nem que só existisse a presença dela, eu viveria facilmente só com sua companhia e nada mais, o desejo de te-la por perto aperta meu peito toda vez que nos encontramos e me faz desejar ainda mais te-la para mim, ter seu perfume por toda casa horas depois que ela se vai me deixa desesperado. Só Eu sei o quanto eu a quero. — Tenho certeza que ficou. — Sorrio sincero. É maravilhoso chegar em casa e te-la por perto, principalmente depois de ter um dia tão cansativo, parece que só por sua presença eu já não me sinto mais cansado. — Não quer tomar um banho antes de jantar? Da tempo, eu e Beca arrumaremos a mesa. — Alina diz me empurrando para o corredor. — Ok, eu tomarei um banho e já venho. — Declaro sorridente pelo momento precioso. (...) .Alina Wintter. Eu e Beca arrumamos a mesa enquanto a refeição acaba de cozinhar. Lavo meu rosto que estava sujo de farinha, cuidando das panelas que estão sobre o fogo. Não demorou muito para que Hector chegasse ao corredor, com o cabelo molhado e acabando de vestir sua blusa, meu rosto queima por ter visto seu peito nu, é estranho ve-lo usando uma roupa confortável diferentemente daqueles ternos de sempre, foi esquisito ver ele sorrir para mim assim que chegou no fim do corredor, tive que virar meu rosto para que ele não me visse vermelha. Ve-lo em um momento tão intimo é estranho, ele sempre está vestido de terno, e de um jeito tão formal, agora está com uma roupa natural e com o cabelo bagunçado, é realmente muito estranho para mim. — Alina, tudo bem? — Beca me olha preocupada, sorrio sincera. — Sim, por quê? — Indago confusa. — Seu rosto está vermelho, tem certeza que está bem? — Assinto desligando o fogo. Coloco a refeição na mesa e me sento junto com os dois, na verdade acho que me sentei com duas crianças, pois a alegria dos dois não parecia natural. — Por que vocês não arranjam uma empregada? — Pergunto simpática. — Minha mãe nos mataria, ela fala que somos dois preguiçosos e que não temos direito de contratar alguém para limpar nossa bagunça e fazer nossa própria comida. — Beca Comenta choramingando. A mãe deles é realmente esperta, mas deixá-los comendo essas porcarias não é bom. — E se contratassemos uma empregada você não cozinharia mais para gente. — Rio disso. — Mas minha comida nem é tão boa assim, existem muitas pessoas que cozinham muito melhor. — Eles se entre olham. — Não nos importamos com as outras pessoas, gostamos de você e da sua comida. — Hector mastiga mais um pedaço da carne parecendo apreciar o gosto. Sorrio corada. — É bom ouvir isso. — Declaro sinceramente. Me sinto bem por ter eles perto, como se derrepente... eu estivesse feliz por não estar sozinha. — Antes de vir para cá quem cozinhava era minha mãe e ela não cozinha muito bem. — Beca choraminga tristemente. — Estou feliz com sua comida. É parece que sim. Me levanto para ir ver o bolo, o tiro do forno e o deixo em cima da bancada esfriando. Volto para mesa para acabar de comer. — E os preparativos para festa, pirralha? — Hector pergunta tomando seu suco. — Eu nem deveria te responder mas como eu estou muito feliz... eu já terminei tudo, agora só falta esperar até o dia. — Beca declara alegremente me fazendo sorrir. — Bela, poderia passar na empresa amanhã para eu acertar tudo com você? — Olho para Hector. — Não precisa ter pressa. — Falo sorrindo sincera. — Na verdade eu fiz de coração, não acho necessário o pagamento. — Nem vem com essa. Amizades, amizades, negócios a parte. — Beca fala convicta. A olho surpresa. — Ela tem razão. — Hector fala sorridente. — Passe lá Amanhã, ok? — Observo seu olhar intenso e desvio meu olhar. — Tudo bem. — Declaro envergonhada. (...) .Hector Rodrigues. Acompanho Alina até a porta depois que ela pegou suas coisas. — Tenha uma boa noite Hector. Eu deixei o bolo em cima da bancada, espero que gostem dele. — Ela sorrir se despedindo. Me aproximo e beijo sua bochecha, ela me olha surpresa enquanto me afasto um pouco, de pouco a pouco seu rosto fica vermelho me fazendo sorrir. — Muito obrigado pela comida e principalmente pelo bolo. Eu e Rebecca adoramos sua companhia, não exite em voltar. — Coloco as mãos no bolso da calça moletom observando seu semblante surpreso que logo se desfaz abrindo um sorriso. — Volto sim, pode deixar. — Alina sorrir sincera. — Tenha uma boa noite Bela. — Ela caminha até o elevador acenando para mim. Assim que as portas do elevador se fecham, eu sorrio igual um i****a apaixonado fechando a porta. Quando me viro tomo um susto com Rebecca que está parada logo atrás de mim com os braços cruzados e a sombracelha arquiada. — O que foi pirralha? — Indago sério. Ela apenas me da as costas e caminha até seu quarto me deixando ali confuso. Porém, nada vai me tirar a alegria que estou sentindo. Como imaginei, mesmo depois de sua ida, ela deixa vestigios de sua presença, seu perfume por todo o apartamento e meu coração derretido por ter seu sorriso tão caloroso na mente, não à dúvidas que eu a ame mais que tudo no mundo e isso está me matando. Bela, bela. Já está decidido. Você será Minha, eu não vou desistir de você.
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