Estou em suas mãos, Bela!

2483 Palavras
.Alina Wintter. - Amor como vão as coisas do casamento? - Marco pergunta encostado na bancada da cozinha. - Bem, já está quase tudo pronto. - Digo alegremente. Esse dia vai ser um sonho, eu esperei tanto para me casar com Marco, nem acredito que ele finalmente pediu minha mão, foi uma longa espera. Olho para aliança feliz. - Já pensou sobre a lista de convidados? - Rio disso. - Eu não tenho quase ninguém para convidar, só Ageline e Michel. - Pensando bem, acho que posso convidar Hector e Beca, Beca é bem legal e Hector é muito gentil comigo, seria bom convida-los. - E você? - Eu já mandei os convites para minha familia e as pessoas da empresa, algumas dos restaurantes do meu pai... - Olho para ele surpresa. - Mas... não ia ser só uma cerimônia íntima? Só para os mais chegados? - Indago confusa. - Amor por favor, eu vou me casar com você eu quero que o máximo de pessoas vejam isso. - Me sinto m*l quando ele diz essas coisas. - Além disso, não é todo dia que eu me caso com uma Wintter. - Desvio o olhar chateada. Ele fala isso como se ainda fizesse parte daquela família horrível. - Entendo. - Falo calma. - Você pensou se quer convidar sua família? - Paralizo. Engulo em seco. - Não sei porque você insiste tanto nisso, eu já disse que não quero eles no nosso casamento. - Digo calma voltando a fazer minhas coisas. - Amor eles são sua família, precisam fazer as pazes. - Olho para ele. - Mesmo depois de tudo que eu te contei você ainda insiste em que EU faça as pazes com eles? - Falo tristemente. - Tudo bem amor, olha eu não quero te ver triste ok? — Ele levanta meu rosto me fazendo olhar em seus olhos. — Será o dia mais feliz de nossas vidas, não quero que nada estrague esse momento. — Marco me beija com calma me fazendo render-me a ele. As vezes Marco é tão frio, como se meus sentimentos não importassem para ele, mas sei que na verdade ele só quer o meu bem, a familia Wintter é a única que eu tenho, para ele é importante que façamos as pazes, mas para mim... isso é pior que impossível. — Eu vou ver se tudo está certo lá embaixo, e já volto para almoçarmos! — Assinto sorrindo, ele beija meu rosto e sai andando. Escuto meu celular tocar e respiro fundo saindo do modo boba apaixonada. Tudo bem. Atendo a ligação mais calma. - Oi, Alina. - Escuto a voz de Rebecca e sorrio imediatamente. Ela me lembra tanto minha irmã mais nova. - Oi Beca. - Falo gentilmente, parece que os dois me deixam tão leve, não sei explicar o que sinto quando falo ou estou perto deles. - Meu aniversário é semana que vem, eu queria que você me ajudasse com a decoração, eu quero bastante flores. - Garota esperta. - E eu também queria te convidar, você é legal e eu não conheço muita gente aqui, só alguns amigos que estão na cidade de passeio e uns que virão do meu país. - Claro, amanhã eu vou no seu apartamento te mostrar algumas coisa e você escolhe o que gostar mais, tudo bem? - Ela rir. - Que bom, eu tô muito animada. - Ela rir animadissima. - Ah, fiquei sabendo que vai se casar. - Hector deve ter contado. - Sim vou, daqui a um mês e meio. - Digo calma. - Parabéns, fico feliz por você. - Sorrio. - Você deveria vir também, ai eu te apresento aos amigos que te falei. - Falo sobre meus amigos que são tão doidos quanto Beca. - Claro que vou, eu amo casamentos. - Rio disso. - Que bom, amanhã eu estarei ai para vermos os enfeites. - Digo simplismente. - Ok, ok. Vou te aguardar aqui, Tchau Alina. - Ela desliga e logo recebo uma mensagem com seu endereço. Essa menina. Sorrio. (...) Toco a campanhia e fico esperando por um bom tempo, até que um Hector sonolento atende a porta, ele parece muito, muito cansado. - Bela? - Ele indaga surpreso, sorrio para ele. Porque ele me chama assim? Ele sabe que meu nome é Alina certo? - Olá. Você está bem? Parece cansado. - Cansado é pouco, parece que não dorme a dias. - Eu estou com um pouco de trabalho mas... O que faz aqui? Veio falar comigo? - Ele sorrir me fazendo ficar sem graça. - Não, Não. Eu vim por conta do aniversário de Rebecca, ela me disse que queria minha ajuda com a decoração da festa de aniversário dela. - Ele fica surpreso. - Festa de aniversário? - Não acredito que ele não sabe o aniversário da própria irmã, ele é mesmo muito desligado. Bem, não é da minha conta. - Sim, por isso estou aqui. - Ele me olha por algum tempo em silêncio me fazendo ficar envergonhada. Ele tem um olhar tão intenso. - Bem, Rebecca saiu cedo ela já deve estar voltando, entra e espera por ela aqui, eu te faço companhia. - Sorrio simpática. - Conlicença. - Entro quando ele me da passagem, apenas reparo no quão o apartamento é grande e tem uma vista linda da cidade na grande janela de vidro em sua sala. - Seu apartamento é muito bonito. Mas a vista e a altura me da um certo frio na barriga. - Obrigado, Sinta-se em casa. - Ele diz parecendo nervoso. Fora os luxos e comodida, isso está uma bagunça, o que não me surpreende, Hector é bem desligado me admira o fato de ele trabalhar em uma empresa daquela, ele é um consultor ou algo do tipo? Mesmo assim, eu esperava que ele tivesse uma empregada ou algo do tipo. - Você quer uma água ou alguma coisa? - Ele pergunta do meu ladinho, olho para ele abismada por estar tão perto. Não evitei de corar intensamente. - Eu não quero nada, obrigada. - Gaguejo como uma i****a, me afasto forçando uma tosse. - Senta, pode ficar a vontade. - Ele tira as coisas de cima do sófa e eu me sento sem jeito. Isso é tão estranho, me sinto esquisita perto de Hector, ele é sempre tão diferente de tudo que eu conheço, ele sempre está agitado e sorrindo, me faz pensar no quanto ele é diferente das pessoa que eu convivi em toda minha vida, ele não me parece um rico mimado e arrongante. Olho para Hector que ajunta tudo depressa, ele nem parece mais estar cansado, esse homem é tão esquisito. - Você já tomou café da manhã? - Pergunto ao ouvir sua barriga roncar. Ele para o que está fazendo e n**a. - Não, eu acabei de acordar. - Hector rir sem jeito me fazendo pbservar suas olheiras. Ele deve trabalhar muito. - Quer que eu faça algo? - Pergunto por educação. - Claro, vamos eu te mostro a cozinha. - Ele se levanta me fazendo ficar surpresa. Ham? O que? Eu? Me levanto surpresa por sua resposta. Caminhamos até a cozinha e pelo menos ela está limpa, olho na geladeira pedindo licença, mas tudo que encontro é comida congelada, cerveja e água. Olho nos armários e só tem besteira. Que tipo de alimentos esses dois andam consumindo? Me pergunto preocupada com a saúde deles. - Hector, vocês só comem isso? - Indago preocupada. Ele da de ombros. Observo novamente os biscoitos e salgadinhos, fecho o armário. Não sei porque mas isso me fez ficar preocupada, alimentos congelados e salgadinhos não são alimentos saudáveis. - Olha, desculpa me intrometer, mas isso não é saudável, pode ser prejudicial a saúde de vocês. - Ele me olha surpreso. - Bem... o que você sugere? - Olho para ele pensando o que ele gostaria de comer. - Se você quiser comprar umas coisas para eu fazer seu café da manhã e um almoço para vocês dois, eu faço sem problemas. Mas depois eu acho melhor contratarem alguém, não podem continuar se alimentando assim. - E eu nem falei a parte da sujeira. - Ok. - Ele fala parecendo não se importar por minha intromissão.. - Muito bem, eu vou fazer uma lista do que vou precisar para cozinhar e você busca? - Ele assente animado me fazendo rir. Espero que daqui em diante eles comecem a ter uma alimentação mais saudável. .Hector Rodrigues. Em um momento eu estava dormindo, no outro envergonhado por ter uma casa tão bagunçada e ver o olhar de horror da Bela nunca vai ser apagado da minha mente. Só de lembrar me da vontade de rir. Tive que comprar os alimentos porque ela estava tão preocupada com o que consumimos que pareceu nossa mãe. Me recuso a ir trabalhar hoje e perder o tempo que ela está aqui parecendo uma esposa cuidadosa. Sim, Marco tem sorte, espero que ele consiga aproveitar o que tem. Suspiro tristemente. - Prontinho, vocês dois tratem de comer. - Ela coloca dois pratos na bancada, Rebecca e eu olhamos um para o outro. - Nada de comida congelada hoje. - Não lembro quando fiquei tão feliz por comer algo, eu queria poder comer o que ela faz todos os dias, ela conzinha tão bem. Quantos talentos essa mulher tem? Olho para ela enquanto come, esse lugar deveria ser dela, eu queria poder ter todo dia seu cheiro aqui ter sua companhia e ouvir sua voz dizendo que sou desligado e que preciso arrumar esse lugar, queria ela para mim, nem que gritasse comigo e me batesse por ser desligado. Porque diabos ela precisava ser comprometida? Eu queria ir dormir e acordar com esse corpo em meus braços, ela foi feita para mim, se encaixa perfeitamente. As vezes fico pensando como seria o sabor de sua boca, qual seria sua expressão de prazer quando chegassemos ao clímax, como seriam seus gemidos enquanto nós estivessemos fazendo amor, qual seria sua temperatura comigo beijando seu corpo inteiro? E quando acabassemos eu iria adorar que ela deitasse em meu peito para que eu sentisse o cheiro de seu cabelo, acordar de manhã e te-la perto para amar. Ai jesuis. Sinto um chute em minha canela e olho para Pirralha que gesticula com a boca. "Para de comer ela com os olhos" Isso dói, choramingo. Eu só queria ela para mim. Choramingo e Alina olha para mim confusa, seu ato mais bonitinho é quando ela tomba a cabeça para o lado curiosa. - O que foi? Não gostou da comida? - Ela indaga preocupada. - A comida está ótima Bela, nunca provei igual. - Falo sorridente. - Sim, eu quero que você conzinhe para nós todos os dias. - Becca diz de boca cheia animada. Alina rir. - Bem, obrigada. - Ela diz envergonhada. Tão linda Suspiro sorrindo. (...) - Quanto ao vazos nas mesas eu acredito que você possa achar iguais ou até mais bonitos, ainda mais baratos. - Alina da conselhos para Rebecca que parece anotar tudo mentalmente. - Não se preocupe com o preço, Hector que vai pagar. - Alina imediatamente me olha e eu apenas dou de ombros. Se eu não pagar ela vai encher meu saco até o próximo aniversário dela, e é capaz de continuar por mais tempo. - Bem mesmo assim, não acha que deveria pensar um pouco mais? Ainda tem tempo, e não terá outra chance de fazer 17 anos, é melhor que você escolha e goste do que escolher. - Rebecca assente. - Tudo bem vou pensar mais um pouco. - As duas sorriem e Alina se levanta. - Ótimo, agora eu preciso voltar, se tiver alguma dúvida ou idéia pode me ligar a qualquer hora. - As duas se abraçam e Alina vem até mim. - Vê se contrata alguém para fazer refeições caseiras para vocês, comida congelada faz m*l a saúde. - Ela diz sorrindo gentil. - Adorei passar o dia com vocês, tenham uma boa noite, tchau tchau. - Ela se despede da gente e antes que possa sair, Diogo entra sem bater e automaticamente olha para Alina. - Ora vejamos, eu entrei no olimpo? Por que estou olhando para uma deusa? - Alina e Rebecca riem. - Eu sou Alina, sou florista, vim ajudar Beca com sua festa. - Diogo sorrir galanteador. - Eu sou Diogo, seu servo mestra. - Alina rir novamente. - Eu já vou indo, divirtam-se vocês. - Ela diz se afastando. - Logo agora que a alegria da casa chegou? - Diogo fala fazendo charme. - Foi um prazer te conhecer Diogo, mas eu realmente preciso ir agora, tchau gente. - Ela sai fechando a porta. Diogo olha para mim e seu sorriso morre. - Oi, iai? - Ele fala nervoso. - Ela... não era uma de suas garotas era? Sim ela é. - Não ela esta noiva de um babaca ai. - Rebeca me olha de baixo a cima. - Olha quem fala. - Olho para ela. - Adultos falando aqui, vai assistir Desenho vai. - Empurro ela e pego no braço de Diogo o arrastando até meu quarto. - Gente que impróprio para uma hora dessa, nem um vinhozinho, nem pétalas de rosa, nem música romântica. - Diogo começa com suas gracinhas arrumando seu terno. - Não começa! Você ainda sabe dar uma de detetive? - Ele sorrir se gabando. - Querido eu quase entrei para o FBI, mas era bom demais para eles, eles preferiram não me fazer ter tanto trabalho, além disso você não seria nada sem mim.- Ele diz me fazendo rodar os olhos. - Quero que investigue sobre o noivinho de Alina, quero ter certeza que ele é um cara legal para ela. - Ignoro as gracinhas de Diogo. Ele me olha sem intender. - Hector está apaixonado pela florista? - Agarro em seu colarinho irritado. - Sei de nada, não vi nada, não senti nem cheiro. - Ótimo. - Solto ele. - Tudo bem, eu faço isso. Se disser que me ama e pedir desculpas. - Ele cruza os braços esperando. - E se eu te demetir se você não fazer o que eu estou mandando? - Indago sério. - Viu? Você sabe direitinho como me convencer! Eu sei que me ama não precisa dizer. - Se ele não fosse tão importante na minha empresa e meu melhor amigo desde a infância eu não o suportaria mais. - Está bem, vou investigar sobre teu ídolo. Me liga amor, te mando notícias logo, logo. Ele sai mandando beijos para mim. Eu arranjo cada uma. Suspiro passando minhas mãos pelo rosto. Me desculpe por invadir sua privacidade Alina, mas eu preciso saber se esse cara te merece. Caso contrário, não vou deixar que se case com um homem de mau caráter tendo a mim. Desvio o olhar de porta para o chão. Bela, eu estou em suas mãos.
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