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Cerejeiras e Sangue

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Sinopse

No submundo sangrento de Kobe, o nome Yusuke Kuroda é sussurrado com medo.Conhecido como Akuma da Yakuza, ele é o líder supremo da máfia japonesa — um homem frio, impiedoso e psicopata, moldado pelo trauma e pela violência desde a infância. Herdeiro de uma linhagem antiga, Yusuke governa com mãos de ferro, transformando o Japão em seu tabuleiro de poder. Em seu coração, não existe espaço para sentimentos. Apenas sombras.Até que uma promessa de sangue o obriga a cruzar fronteiras.Do outro lado do mundo, em Moscou, vive Nicole Volkov, a princesa da máfia russa. Criada em uma bolha de amor, proteção e luxo, ela desconhece o verdadeiro horror que rege o império de seu pai. Doce, inocente e gentil, Nicole sonha apenas com uma vida simples, livros, confeitaria e liberdade.Quando uma antiga aliança entre a Yakuza e a Bratva é cobrada, seus destinos colidem em um casamento arranjado — um pacto selado antes mesmo de seus nascimentos.Ele é trevas.Ela é luz.Mas no submundo, a luz não sobrevive sem se manchar de sangue.Entre guerras de clãs, jogos de poder, traições, tortura e paixão proibida, Yusuke e Nicole serão lançados em um romance sombrio, intenso e perturbador, onde o amor nasce no meio do caos e a redenção pode custar mais do que a própria vida.Porque quando o Akuma da Yakuza escolhe, não existe fuga.Apenas rendição.

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Capítulo 1 - O Trono das Sombras
Querida leitora(o), Esta não é uma história leve. Não é doce. Não é segura. Cerejeiras e Sangue mergulha nas sombras da mente humana, nas profundezas da violência, do trauma, da obsessão e do poder. Aqui, o amor nasce em meio ao caos, cresce entre feridas e respira perigo. Todos os personagens desta obra são ficcionais. Suas ações, pensamentos e escolhas refletem um universo extremo, criado exclusivamente para fins literários. Nada do que acontece nestas páginas deve ser romantizado ou reproduzido na vida real. Esse romance existe exatamente para explorar o lado mais obscuro das emoções humanas — aquilo que assusta, seduz, provoca e confronta. Esta é uma história sobre dor, sobrevivência, redenção e transformação. Sobre como até mesmo as almas mais quebradas podem ser tocadas pela luz — ainda que ela precise atravessar as trevas para existir. Se você busca conforto, leveza e romance tradicional, este talvez não seja o livro ideal. Mas se você gosta de histórias intensas, profundas, moralmente ambíguas e emocionalmente impactantes, então seja bem-vinda ao mundo do Akuma da Yakuza. Respire fundo. E atravesse comigo. Com carinho, Betty S S 🖤🌸 --- Kobe, Japão — 15 anos atrás. O cheiro metálico do sangue misturava-se à chuva que caía pesada naquela noite. As lanternas vermelhas balançavam violentamente com o vento, projetando sombras distorcidas nas paredes de madeira da antiga residência dos Kuroda. O menino de doze anos permanecia imóvel no centro do salão. Seus pés estavam descalços, manchados de vermelho. Seus dedos tremiam levemente, mas seus olhos… seus olhos estavam abertos demais, arregalados, secos, incapazes de chorar. Yusuke Kuroda assistia ao mundo ruir diante dele. O corpo de seu pai, Mikan Kuroda (**), jazia estendido a poucos metros, crivado de balas. Seu sangue escorria lentamente pelo assoalho polido, formando pequenas poças ao redor dos símbolos ancestrais da família. Sua mãe estava caída logo ao lado. Os olhos ainda abertos. Sem vida. O m******e fora rápido, silencioso e preciso — como a própria Yakuza ensinava. Clãs rivais haviam rompido o tratado. Invadiram a propriedade como sombras, trazendo morte, vingança e destruição. Nenhum pedido de misericórdia. Nenhuma chance de fuga. Apenas execução. Yusuke estava ali quando tudo aconteceu. Ele viu. Ouviu. Sentiu. O grito da mãe ecoando em seus ouvidos, cortado abruptamente pelo disparo. O corpo do pai tombando diante dele, após tentar protegê-lo com o próprio corpo. O calor do sangue respingando em seu rosto. E, naquele instante, algo dentro do menino morreu. O choro nunca veio. O desespero nunca veio. Somente o silêncio. Quando os seguranças finalmente chegaram, encontraram Yusuke ajoelhado ao lado dos corpos, as mãos pequenas pressionadas contra o peito do pai, tentando, inutilmente, estancar uma hemorragia impossível. — Jovem mestre… — alguém sussurrou. Mas Yusuke não respondeu. Seus olhos cinzentos haviam se tornado vazios. Naquela noite, nasceu uma lenda. Naquela noite, o menino morreu. E em seu lugar surgiu o Akuma da Yakuza. O demônio que faria o inferno se ajoelhar. --- Kobe — Dias atuais. A propriedade Kuroda estendia-se como um império silencioso no alto das colinas. Muros altos, segurança armada em cada perímetro, sensores ocultos, câmeras invisíveis e homens treinados para matar antes mesmo de serem vistos. Dentro, o luxo era frio, preciso, quase hostil. Um lago artificial refletia as cerejeiras em flor, suas pétalas rosadas caindo lentamente sobre a superfície da água, criando uma beleza melancólica e trágica. Nada ali era feito para conforto. Tudo era feito para domínio. Yusuke Kuroda caminhava pelos corredores amplos da mansão, vestindo um terno n***o perfeitamente alinhado ao seu corpo atlético. A camisa escura marcava os músculos esculpidos, enquanto o colarinho aberto deixava à mostra parte das tatuagens tradicionais que subiam por seu pescoço e se espalhavam pelo tórax. Dragões. Oni. Símbolos de guerra, morte e domínio. Seus passos eram silenciosos. Seu olhar, afiado. Frio. Mortal. Dentro da organização, ele era chamado de Kuroda Yusuke-sama. No submundo… apenas Akuma da Yakuza. Aos vinte e sete anos, Yusuke não apenas governava Kobe. Ele governava o Japão. E além. As alianças internacionais curvavam-se ao seu nome. Máfias da Europa, da Rússia, da China e do sudeste asiático sabiam: cruzar o caminho dos Kuroda era assinar a própria sentença de morte. Ele assumira cedo demais. Mas governara melhor do que qualquer ancestral. No centro da propriedade, sentado em uma cadeira tradicional de madeira escura, estava Chiaki (**). O avô. O homem que moldara Yusuke. Antigo líder da Yakuza, carregava no rosto os sinais do tempo e das guerras. Os olhos, porém, permaneciam afiados, inteligentes e implacáveis. — Você carrega muitas sombras, Yusuke — disse Chiaki, observando o neto com atenção calculada. — Mas esquece que até o demônio precisa de estratégia, não apenas de força. Yusuke permaneceu em silêncio. A presença do avô era a única que conseguia atravessar sua muralha emocional. — As alianças temporárias já não são suficientes — continuou Chiaki. — Está na hora de uma união definitiva. Os olhos de Yusuke brilharam levemente. — A promessa — murmurou. Chiaki assentiu. — Seu pai selou um juramento de sangue com a Bratva. Konstantin Volkov deve cumprir sua parte. Yusuke não respondeu. Mas sua mente já se movia como um tabuleiro de xadrez. Uma esposa. Uma aliança eterna. Uma princesa da máfia russa. --- Do outro lado do salão, encostado próximo às portas de vidro, estava Ren Kuroda, seu irmão mais novo e braço direito. Com vinte e dois anos, Ren era o oposto absoluto de Yusuke. Sorria mais. Falava mais. Sentia mais. Mas sabia matar com a mesma precisão. — O mundo treme quando você franze a testa, sabia? — comentou, em tom leve. Yusuke lançou-lhe um olhar cortante. Ren apenas riu. — Bom dia pra você também, oni-san. Próximo às escadas, surgiram as gêmeas. Sakura e Hina. Lindas, delicadas, gentis. Aos dezoito anos, carregavam nos olhos a pureza que jamais sobreviveria fora dos muros daquela mansão. — Bom dia, onii-sama — disseram em uníssono, fazendo uma reverência respeitosa. Yusuke apenas assentiu. Nunca fora próximo delas. Talvez porque fossem lembretes vivos daquilo que ele perdera. Talvez porque temesse que sua escuridão as contaminase. --- No quarto andar, em uma suíte fria e impecavelmente organizada, Yusuke vestiu seu sobretudo n***o e observou Kobe através das enormes janelas de vidro. A cidade brilhava. Mas sob aquelas luzes havia sangue, crime, corrupção e medo. Seu reino. Seu inferno particular. Seu celular vibrou. Yumi. Ele não atendeu. Yumi sempre estava ali. Sempre disponível. Sempre submissa. Sempre disposta a aceitar seus silêncios, suas ausências e sua frieza. Mas nada, nem ninguém, conseguia atravessar o vazio dentro dele. Yusuke fechou os olhos por um instante. A memória da noite chuvosa retornou como um espectro. O sangue. Os corpos. O grito interrompido. Quando abriu os olhos, a decisão já estava tomada. — Tragam as informações completas sobre a filha de Konstantin Volkov. Sua voz ecoou fria. — Quero tudo. Porque o inferno estava prestes a encontrar sua rainha. E o mundo… jamais seria o mesmo. --- Kobe, Japão. A noite caía lentamente sobre a propriedade Kuroda, cobrindo as cerejeiras com sombras alongadas e transformando o lago em um espelho n***o. Yusuke permanecia de pé diante da janela, o celular entre os dedos tatuados. Na tela, um único nome: Konstantin Volkov. O homem que governava a Rússia com punhos de ferro. O pai da garota prometida a ele. O telefone chamou apenas duas vezes antes de ser atendido. — Kuroda Yusuke-sama — a voz grave e controlada soou do outro lado da linha. — Não esperava seu contato. — Mas sabia que ele viria — respondeu Yusuke, em russo impecável. Um breve silêncio. — O que deseja? Yusuke virou-se lentamente, caminhando até o centro do quarto. — Cobrar uma promessa. Do outro lado do mundo, em Moscou, Konstantin Volkov fechou os olhos por um instante. Ele sempre soube que aquele dia chegaria. Mas nenhuma preparação era suficiente para entregar sua filha ao homem conhecido como Akuma da Yakuza. — Meu pai e você selaram um juramento — continuou Yusuke, a voz fria como aço. — Seu sangue. O meu sangue. Uma união. Uma aliança permanente. — Era um pacto entre homens — retrucou Konstantin. — Não entre crianças. — Sua filha não é mais uma criança — respondeu Yusuke, sem emoção. — Ela completou dezoito anos. O silêncio tornou-se pesado. Konstantin afastou-se da mesa do escritório, caminhando até a grande janela que dava vista para os jardins cobertos de neve. Ali, em algum lugar daquela casa, estava Nicole. Sua menina. Sua princesa. Criada longe da brutalidade, protegida de cada sombra. — Você tem ideia do que está pedindo? — murmurou. — Tenho — respondeu Yusuke. — Estou pedindo minha esposa. A palavra soou como uma sentença. Konstantin apertou o celular com força. — Minha filha não é moeda de troca. — No nosso mundo, tudo é — disse Yusuke calmamente. — Inclusive nós mesmos. — Você é um demônio, Kuroda. Yusuke não negou. — Sou aquilo que o mundo me fez ser. Assim como você. A respiração de Konstantin tornou-se pesada. Ele sabia quem Yusuke era. Sabia das histórias. Dos massacres silenciosos. Da frieza cirúrgica. Do rastro de corpos deixados por onde passava. Entregar Nicole àquele homem… era como lançá-la diretamente no abismo. — Ela não está pronta — disse com firmeza. — Eu não pedi uma noiva pronta — retrucou Yusuke. — Pedi o que me é devido. — Você não terá minha filha como uma prisioneira. Os olhos de Yusuke brilharam perigosamente. — Ela será minha esposa. E sob minha proteção, ninguém neste planeta ousará tocá-la. — Inclusive você? A pergunta ficou suspensa. Por um segundo, apenas o silêncio atravessou a ligação. — Se ela sangrar — disse Konstantin, a voz baixa e mortal — eu queimarei o Japão inteiro até encontrar você. Yusuke sorriu pela primeira vez em anos. Um sorriso lento. Sombrio. — Espero que tente. O ar entre eles parecia em combustão. — Darei três meses — continuou Yusuke. — Tempo suficiente para prepará-la. Após isso, irei pessoalmente buscá-la em Moscou. — Ela não vai aceitar. — Nenhuma princesa aceita seu destino — respondeu ele. — Até aprender a reinar. Konstantin fechou os olhos. A imagem de Nicole rindo na cozinha, coberta de farinha, fazendo doces, atravessou sua mente. — Se algum dia ela chorar por sua causa… — murmurou. — Ela aprenderá a não chorar — cortou Yusuke. — Porque rainhas não choram. Governam. A ligação encerrou abruptamente. --- Em Moscou, Konstantin permaneceu imóvel, o celular ainda junto ao ouvido. O inferno acabara de bater à sua porta. E exigia sua filha. --- Em Kobe, Yusuke desligou o telefone e caminhou lentamente até a varanda. As pétalas das cerejeiras caíam suaves, contrastando com a violência da decisão que acabara de tomar. Ren surgiu à porta. — Então… é verdade? Yusuke não se virou. — Em breve, uma Volkov será Kuroda. Ren engoliu em seco. — E Yumi? — Não existe espaço para sentimentos em alianças — respondeu. — Mas existe para consequências — murmurou Ren. Yusuke permaneceu em silêncio. Porque, pela primeira vez desde os doze anos, algo novo se movia em seu destino. E ele não sabia se aquilo seria sua redenção… Ou sua perdição.

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