Alonzo
Quando já estou relaxado no chuverio, Paola aparece na porta.
— Ei! — Ela está na porta.
Eu olho para ela.
Ela olha para baixo e depois rapidamente para longe enquanto seu pescoço e bochechas ficam vermelhos de vergonha.
— Eu quero meu véu. — exige.
— Eu nem decidi quanto tempo você viverá ainda, e você quer um véu e******o de um casamento a que foi forçada?
— Eu te disse, pertencia à minha mãe.
— Ele tem os miolos dos seus irmãos por toda parte. Está arruinado. Como o vestido. Tire isso e entre no chuveiro. Desligo a água e saio, pegando uma toalha para enxugar o rosto, muito consciente de como seu rosto ficou vermelho. — Por favor, me diga que você já viu um p*u antes.
— Vá se f***r!
Dou a ela um sorriso que não sinto em meus olhos.
— Eu vou f***r você. Assim que você se limpar.
Sua boca se abre.
Enrolo a toalha em volta dos quadris e, quando me aproximo dela, ela corre de volta. Passando por ela, entro no meu armário, visto uma cueca e escolho outro terno. Ouço a porta do quarto abrir e fechar. Tenho certeza de que Paola está pensando que pode simplesmente sair daqui. Eu rio enquanto visto a calça e deslizo meus braços em uma camisa de botão.
Quando volto para o quarto, ela está voltando para dentro dele.
— Você olhou — digo, deixando cair o paletó nas costas de uma cadeira enquanto abotoo a camisa.
— O que? Não estou olhando para você.
Seu rosto fica com aquele tom rosado novamente quando ela coloca os braços sobre o peito e faz questão de não olhar para mim por um segundo.
— Quero dizer, você viu seu tio matar seus irmãos. Você sabia o que estava por vir e assistiu.
Seus olhos escurecem para um caramelo profundo e de repente, sou levado de volta.
Pego de surpresa.
Açúcar queimado. O cheiro da cozinha. Mamãe parada perto da panela, girando-a. Sorridente. Estamos ao lado dela, observando com admiração enquanto ela faz caramelo.
Eu balanço a cabeça. A imagem desaparece tão rapidamente quanto surgiu – uma fração de segundo de memória. Isso deixa um vazio em seu lugar e me faz pensar se é realmente uma memória ou algo que me contaram.
Foco.
Paola cerra os dentes, com a mandíbula tensa.
— Por que você olhou? — pergunto.
— Meu irmão vai ficar bem?
— Por que?
— Porque ele é meu irmão.
Ando em direção a ela, e ela recua até que a parte de trás das pernas bate na minha cama. Eu a pego antes que ela caia, endireito-a, pego seu queixo na mão e coloco o polegar sobre seus lábios.
— Você gosta de jogar? Eu teria cuidado ao jogar comigo se fosse você. — Eu a solto e me viro para atravessar a sala. — Não se sente em nenhum dos meus móveis até tirar esse vestido.
Abrindo uma gaveta, observo o anel de noivado que joguei aqui depois de tirá-lo do dedo de Paola.
Escolho um par de abotoaduras aleatoriamente, fechando a gaveta com um pouco mais de força do que o necessário.
— Por que você olhou? — Pergunto novamente enquanto me viro para ela, colocando as abotoaduras.
— Porque eles mereceram o que receberam. Na verdade, eles mereciam pior. Você foi muito bom com eles.
— Hum. — Eu a estudo. Ver um ódio nos olhos dela é familiar. Isso é bom.
É isso que preciso ver.
— Por que você fez meu tio fazer isso?
— Por que eu fiz com que ele os matasse? —
Ela assente.
— Um teste de lealdade.
Ela bufa e revira os olhos.
— Ele falhou. Mas, para ser honesto, ele teria falhado de qualquer maneira. Mate seu próprio sangue e eu sei que você é um traidor. Não faça isso e você não será leal a mim.
Ela está confusa, com a testa enrugada.
— A morte está à sua porta de qualquer maneira. — Uma batida na porta nos interrompe.
— Sim.
A porta se abre e meu tio, David, espia para dentro. Quando ele vê a garota, vejo um brilho de surpresa em seus olhos, mas ele se segura rapidamente. Tenho certeza que ele concordaria com Dario. Eu deveria ter matado ela e o garoto também.
— Pronto? — ele pergunta.
— Dois minutos.
Ele olha para ela novamente, acena para mim e sai, fechando a porta.
Viro-me para Paola, olho para ela e fecho o espaço entre nós. Dou-lhe crédito por não recuar.
— Tire esse vestido. Tome banho.
— Você pode me dizer se Rael está bem? —
— Ele está bem.
— Ele vai ficar bem?
— Por agora. Tome banho. Vou mandar enviar comida. Você não sairá deste quarto.
— Por que? Por que você não nos matou?
— Ainda.
— O que?
— Por que ainda não matei você? É assim que você deve fazer essa pergunta.
Ela engole em seco, a preocupação fazendo seu rosto ficar pálido.
— Você pode ser útil.
— O que isso significa?
— Isso significa que vou precisar de alguém para f***r quando voltar.
O choque é registrado em seu rosto e sua boca se abre em um O perfeito. Dou a ela um minuto para processar.
— Eu não vou dar para você — ela finalmente diz, em um tom um pouco mais baixo.
— De bruços é minha preferência.
Ela levanta o braço para me dar um tapa. Instinto ou estupidez. Eu pego seu pulso.
— Você é uma coisinha raivosa, não é?
— Você pode se f***r, Alonzo Romano. Eu não vou dar para você.
Eu rio.
Ela levanta o braço esquerdo para fazer o que o direito não conseguiu. Eu pego esse pulso também.
— Não pense que o que fiz por você foi uma gentileza e nunca pense em me bater. Se você for agressiva, eu vou ser agressivo e você viu do que sou capaz.
— Dar a ordem para matar você quer dizer? —
Aperto seus pulsos, levando-a de volta para a parede.
— A única coisa que mantém você e seu irmão vivos agora é a b****a quente entre suas pernas. Quando eu terminar com ela, as suas chances acabarão, então eu tentaria muito me seduzir se fosse você. Eu me inclino para que a ponta do meu nariz toque a ponta do dela. — Vou simplificar isso para que você possa entender. Não brinque comigo. Fui claro, Paola?
Ela range os dentes, para se impedir de abrir sua boca atrevida, eu presumo.
Pressiono seus pulsos na parede e aperto.
— Eu perguntei se fui claro, p***a?
Ela estremece, os olhos arregalados. O que ela vê no meu, eu me pergunto? Raiva.
Fúria. Um monstro.
Eu levanto minhas sobrancelhas.
— Preciso simplificar um pouco mais?
— Eu não sou e******o e você foi muito claro. — Fico feliz em ouvir isso.
Ela me chama de i****a baixinho. Não é estúpida o suficiente para dizer isso na minha cara, pelo menos.
— O que foi? — Eu pergunto, inclinando minha cabeça para o lado.
Ela mantém os lábios selados.
— Você disse alguma coisa, Paola?
— Não.
— Bom.
Olho para seu vestido ensanguentado, coloco seus pulsos em uma das minhas mãos e agarro o corpete.
— O que você está…
O vestido faz um som glorioso de r***o, interrompendo-a. Expõe o sutiã, a barriga lisa. Eu mudo meu olhar de volta para o dela. Seus olhos estão arregalados, a boca ainda aberta.
— Tire isso e tome um banho. — Solto seus pulsos e caminho até a porta. — Alex. — O guarda se vira para mim. — Fique de olho na Srta. De La Rosa — digo a ele, olhando para ela. — Ela não sai e ninguém entra.
Ela está me amaldiçoando sem palavras até o inferno e de volta. Tudo o que preciso fazer é olhar para ela para saber. Suas mãos são punhos cerrados segurando os resto do vestido.
— Se ela fizer alguma coisa estúpida, não toque nela. Puna o irmão dela.
— Não! — ela grita.
Saio, paro e me viro para ela.
— Lembre-se do que eu disse. De bruços, b***a para cima.
Ela perde a cor que restou em seu rosto. Bom. Ela vai ter que decidir. Porque a situação mudou contra a família De La Rosa e eu decido se ela e o irmão viverão ou morrerão.