A cada dia que passava, eu ficava mais e mais encantada com Professora Luise. Ela é uma mulher encantadora, baby estava gostando dela, não parava de falar com ela um dia se quer. Tirando esses dias que Baby não queria parecer incoveniente e não mandou mensagem para ela.
— Acha que está bom mesmo Carol? — Perguntei arrumando minha camisa dentro da saia.
— Claro que sim, você está perfeita com essas roupas meu amor. Mas por que quer se vestir assim? — Carol perguntou arrumando minha saia que estava torta.
— Talvez assim as pessoas gostem de baby — Digo e vejo a mesma me olhar confusa com o que eu disse, e logo fiquei nervosa.
— Eu quero dizer, de mim — Comento indo até minha cama pegar meu celular.
— Não mude de assunto, como assim "baby"? — Suspirando baixinho, a mesma ficou esperando uma resposta.
— Minha filha tem infantilismo, e por causa disso os colegas de vocês duas implicam com ela. Mas você não precisa agradar eles meu amor, seja você mesma. — Mãemãe diz ao entrar no quarto de baby.
— Precisamos ir — Carol diz olhando para o relógio de seu pulso.
— Certo, vamos, eu irei levá-las — Mãemãe diz se levantando e pegando minha mochila.
— Você vai querer ir na casa de seu pai final de semana filha?
— Nein beim que num tem, naum quero ver aquele f**o.
— Aí que fofa ela falando — Carol diz fazendo eu ficar com a bochecha quente.
— Mas ele é seu pai filha, você tem..
— Nein nein, se ele quiser me ver ele que venha aqui — Baby diz e Mãemãe suspira baixinho.
O caminho até escola, baby foi conversando com Carol, a qual se mostrou não se importa com a forma como baby falava.
— Se cuidem meninas, e boa aula para as duas — Beijando Mãemãe baby desceu do carro com Carol, a qual envolveu seu braço no da baby.
— Tentar se vestir como uma garota normal, não te torna menos estranha Clara — Malucia dizia parando em minha frente, eu logo abaixei minha cabeça.
Assim como aquela Princesa da Barbie, em "O Portal Secreto", ela tinha o mesmo nome daquela princesa mimada. Ela quer tudo, e que pra agora mesmo, assim como implicar com a Baby.
— E por que ela é estranha, posso saber Senhorita Ramos? — Me assustando com a repentina voz da Sra. Morgan, baby se virou para ela.
— Não é da sua conta Professora, o assunto é com ela? Ou agora ela virou sua protegida? — Me escondendo atrás de Carol, fiquei olhando pro chão.
— Ela não é minha protegida, mas se eu ver você ou mais alguém implicando com ela pode ter certeza que eu vou fazer de tudo para que a vida de vocês sejam um verdadeiro inferno até o final do ano — Mordendo meu lábio inferior, vi Malucia sair pisando duro.
— Clara.
— Sim?
— Você está bem mocinha? Deixe-me vê-la — Suspirando baixinho, saí de trás da Carol.
— Eu estou bem Professora, obrigada — Digo. A mesma apenas sorriu para baby e bagunçou meus cabelos antes de sair andando.
— Vamos para sala — Concordando com Carol saí com a mesma segurando em minha mão.
Luise:
Eu sentia que tinha algo de estranho em Clara, ela tentava mostrar ser alguém que não era. E por eu já estar ciente do que acontecia e o que ela tinha, me fazia achar ela ainda mais encantadora.
Clara tinha as vezes um jeito meio babygirl, na forma como agia, falava mais logo mudava a forma como falou, como se segurava para não chorar, eu sentia muito por ela, deve ser difícil.
Olhando para as caixas, peguei uma camisa dentro da mesma, aonde inalei o cheiro da minha falecida mulher que ainda permanecia na camisa.
Sorrindo me sentei em minha cama, eu amava o cheiro de flores que ela tinha, a paz que ela me trazia, a tranquilidade de espírito.
— Sério isso?
— O que? — Perguntei ainda com a camisa em minha mão.
— Você com essas coisas, cheirando essa camisa.
— Me deixa, isso não está me fazendo mau, muito pelo contrário, me traz paz — Comento guardando a camisa de volta na caixa.
— Tudo bem, se você diz, aliás já são 6:57, você não tem que ir trabalhar? — Dando um pulo da cama ao ouvir as horas, peguei minha bolsa e sai de casa as pressas.
Ao chegar na escola, estacionei meu carro em qualquer vaga e entrei já andando pelos poucos alunos que transitavam pelos corredores.
Vendo uma pequena aglomeração em um canto, caminhei vendo todos saírem correndo em seguida.
Vendo Clara caída no chão, notei que a mesma chorava silenciosamente enquanto seu material estava jogado no chão e ela segurava uma chupeta.
— Hei pequena, o que aconteceu? — Perguntei para a mesma, a qual começou chorar ainda mais.
Segurando em seu queixo, levantei sua cabeça sem pressa alguma, aonde encontrei sua bochecha machucada.
— Quem fez isso? Quem te machucou? — Perguntei já olhando para seu corpo na procura de mais algum machucado, não encontrando nenhum, suspirei aliviada.
— Vem princesa, levanta desse chão — Vendo a mesma negar, recolhi suas coisas guardando dentro de sua bolsa rosa com estampas de rosquinhas.
Pegando a mesma em meu colo, notei o quanto a mesma era super leve. Não me acharia estranho, já que a mesma é tão pequena e magrinha.
Me encaminhando com a mesma para a enfermaria, dei leves batidas na porta.
— Morgan, entre por favor, o que aconteceu? — Perguntou a enfermeira, sentando Clara na maca, ela tentou esconder sua chupeta de mim.
— Me dê Clara, eu vou lavar para você, e por favor Letícia, cuide desse machucado na bochecha dela — Saindo da enfermaria, fui até a sala dos professores, aonde esquentei um pouco de água para colocar colocar chupeta de Clara dentro da mesma.
Voltando para enfermaria, encontrei a mesma sorrindo para Letícia, a qual estava mimando a mesma com alguns pirulitos.
— Vai me dizer quem fez isso contigo Clara?
— Com certeza foi Malucia, essa não é a primeira vez que ela machuca essa menina — Olhando Clara, ela olhava para os pirulitos que ela pegava com Letícia.
— Está bom mocinha, já ganhou muitos pirulitos. Acha que seria melhor levar ela para casa? — Perguntei entregando a chupeta da mesma, a qual ela rapidamente enfiou dentro de sua mochila.
— Sim, seria melhor, ligue antes para mãe dela, para saber se ela está em casa ou se vai precisar levar ela até a empresa aonde ela trabalha — Concordando com a mesma, esperei Clara guardar os pirulitos que ganhou e descer da maca.
— Tchau Princesa, se cuida viu? — Clara concordou beijando a bochecha de Letícia e logo segurou em minha mão me entregando seu celular.
Vendo que ela já havia colocado no contato de sua mãe, o qual estava salvo com "Mãemãe", sorri boba.
"— Filha, aconteceu alguma coisa séria? Por que a Mamãe está muito ocupada"
"— Olá, Bom dia! Aqui quem fala é a Professora dela, Luise, a Senhora está trabalhando? —" Perguntei para a mesma, a qual ficou em silêncio por alguns segundos.
"— Aconteceu alguma coisa com ela?"
"— Uma colega dela machucou sua filha, e acho que seria melhor ela ir para casa, sabe, até eu resolver isso —" Comento e escuto alguns barulhos do outro lado da linha.
"— Como assim machucou minha filha?"
“— Levo ela para casa ou a Senhora está trabalhado? —" Perguntei para a mesma, a qual suspirou baixinho.
"— Leve ela para casa, não demoro muito para sair aqui —" Tendo-a desligar a chamada, olhei para Clara, a qual estava olhando para uma joaninha em sua mão.
— Eu posso ficar com ela?
— Claro que não Princesa — Digo. Vendo a mesma fazer um biquinho fofo, sorri de lado.
— Mais.. — Clara diz já vendo a joaninha ir embora.
— Vamos, vou te levar para casa, pode me passar o endereço? — Perguntei para a mesma, a qual concordou e colocou o endereço no gps do carro assim que entramos no mesmo.
— Sua mãe já deve estar chegando pequena — Professora Luise diz ainda com baby dentro de seu carro.
— Tudo bem Professora, eu espero — Digo jogando ainda o joguinho que ela tinha em seu celular.
Vendo o carro de Mãemãe se aproximar, baby largou o celular de Professora Luise no banco do carro abrindo a porta para descer em seguida.
Mãemãe não demorou muito para sair de carro e pegar baby no colinho e me encher de beijos.
— Desculpa a Mamãe meu amor, prometo que não deixarei ninguém mais machucar a minha princesa.
— A Senhola não tem culpa Mãemãe — Digo limpando suas bochechinhas rosadas.
— Mesmo assim, mamãe vai cuidar agora de você, está bem? — Concordando com Mãemãe, olhei para minha Professora, a qual havia saído de seu carro e estava em pé na calçada ao lado do mesmo.
— Ela quem te trouxe?
— Sim! — Descendo do colo de Mãemãe, ela foi até Professora Luise, a qual mesmo carregando aquele ar meio bruxa, era um amor.
— A Senhora é mãe da Clara?
— Sim, sou eu mesma e você é?
— Luise, Professora de Clara — Mãemãe sorriu para minha Professora, a qual se virou e foi até seu carro.
— As coisas de sua filha, cuide direitinho desse machucado para não infeccionar viu mocinha? — Concordando com a mesma, assim que ela foi embora, Mãemãe já olhou para mim aonde encontrou o dodói em minha bochecha.
— Vamos entrar, Mamãe vai cuidar disso — Entrando esperei Mãemãe colocar o carro na garagem.
Enquanto isso, eu já estava com minha pepeta em minha boca, a qual Professora Luise havia lavado para mim.
Ela não havia falado nada sobre isso, ela apenas foi lavar, espero que ela não tenha pensado que é minha, por que não quero que ela pare de gostar de mim por causa disso. Tirando minha chupeta da boca, suspirei baixinho colocando ela de lado.
Luise:
Eu estava sem cabeça para voltar à escola, havia mandando um e-mail para a vice-diretora que eu não estava bem e que voltei para casa.
Me jogando no sofá, suspirei baixinho ao lembrar do rostinho de Clara, o qual Malucia havia machucado. Não sei por que tanta maldade com um serzinho tão indefeso como Clara, a qual é um doce e amor de pessoa.
Me lembrando da chupeta que estava com ela, a pergunta que não se calava em minha cabeça era: Será que ela ainda chupa chupeta? Eu não entendo muito bem dessas coisas, mas parece que sim. Deve ser uma graça ela usando chupeta.
Subindo para meu quarto, me livrei de minhas roupas colocando meu pijama de volta.
Deitando em minha cama, lembrei que eu havia salvo o número da mãe de Clara e da mais nova em meu celular, resolvendo mandar para a mãe da mesma, me ajeitei em minha cama.
"— Bom dia, como Clara está? Ela está melhor? Aqui é a Professora dela, Luise, salvei o contato da Senhora em meu celular —" Enviando a mensagem, liguei a televisão para assistir alguma coisa.
Se bem que quase não assisti, pensando no que eu faria com Malucia por ter machucado Clara, talvez eu mande ela fazer um trabalho sobre a primeira ou segunda Guerra Mundial, não sei ainda.
"— Olá Luise, Bom dia! Clara está bem sim, está assistindo agora os desenhos favoritos dela —" Recebendo uma foto da pequena jogada no sofá enrolada em um cobertor da Barbie não deixei de sorrir.
"— Fico feliz que ela esteja bem, eu só queria saber isso mesmo, obrigada, eu ainda não sei o seu nome."
"— Eu me chamo Susan, não precisa agradecer, bom eu vou indo, qualquer coisa mande mensagem se quiser saber como ela está novamente."
Sorrindo mandei um joinha e voltei para foto de Clara, a qual estava totalmente entregue ao desenho que ela assistia no momento.
Luise:
— Assim eu sou, sou o que sou, tenho aquarelas no meu coração, la vida qué buena viene, que mi sueños no se detienen, no te pierdas la fiesta que ya comenzó, así yo soy, creando voy, tengo acuarelas en mi corazón — Observando Clara cantar a pleno pulmões uma música qualquer de algo que ela assistia televisão, achei encantador.
Sempre que eu perguntava da mesma para sua mãe, ela ou me mandava uma foto da menina ou mandava um vídeo. Eu já havia perdido as contas de quantas vezes eu havia visto aquele vídeo.
Pesquisando a música que a mesma cantava naquele vídeo que recebi, apareceu milhares da mesma música de primeira. Colocando o primeiro vídeo, esperei o anúncio rodar para poder ouvir a música.
Ah, assim eu sou, sou o que sou, tenho aquarelas no meu coração
Sorrindo não deixei de lembrar de Clara cantando aquela música, tão linda e fofa.
Veo agitar una bandera, di lo que tú quieras, no podrás parar, veo cómo sube la marea, juntemos ideas, algo nacerá
Essa música parecia ser feita para Clara, mas ela não era o que era, ela queria ser algo que ela não era e não é.
Ela é tão alegre, divertida, engraçada, queria que ela fosse ela mesma, e somente ela.
Recebendo uma outra notificação de mensagem de Susan, vi que ela havia me mandando um vídeo, o que com certeza era outro vídeo de Clara.
Entrando na menssagem, sorri ao ver que eu estava certa, e que era um vídeo de Clara, a mesma estava com uma chupeta rosa em sua boca e coloria algum desenho a sua frente.
— Como é filha? Canta de novo pra Mamãe & Susan dizia para Clara, a qual olhou para o celular e negou.
— A Senhola está glavando, nein voy cantar Mãemãe — Clara diz negando eu sorrio ao ouvir sua voz abafada bela chupeta e ela falar errado, simplesmente a coisa mais fofa do galáxia inteira.
— Por favor neném da Mamãe, se cantar, eu te dou chocolate hoje, vai querer? — Rindo Clara tirou sua chupeta da boca.
— Eu quero dois chocolates.
— Então Mamãe vai te dar dois chocolates, como é a música que está cantando? Hum? — Vendo Clara ficar com suas bochechas vermelhas, ela abaixou sua cabeça voltando a colorir.
— Baby, bésame, y deja que los besos hablen, dejemos que todo esto fluya mientras bailamos aquí, así, así, baby, dame un beso, baby, dame un beso, te quiero aquí, te quiero aquí a mi la.. — Sorrindo ao ver ela parar de cantar ao olhar para o celular de novo, Susan parou de gravar vendo que a mesma colocou sua chupeta de volta.
"- Como pode perceber esse vídeo foi de ontem, minha bebê tá crescendo tão rápido."
"- Sua filha é uma graça, isso sim."
Mandando Susan me respondeu com alguns emojis sorrindo, saindo do chat, deixei meu celular de lado.
Clara:
— Mãemãe, eu tô com folminha — Baby diz tentando subir em cima do balcão.
— Mamãe já está terminando nosso almoço — Concordando com Mãemãe, ela havia me pego para colocar baby em cima do balcão, mais a campainha logo fez aquele barulho chato e Mãemãe foi com baby até lá ver quem era.
— Calol, faz o que aqui na casa da baby? — Perguntei abraçando a mesma, a qual sorriu.
— Você não têm ido para escola, vim aqui saber o motivo, já que eu não tenho seu número salvo.
— Longa história, já almoçou Carol?
— Não Dona Susan — Calol diz com suas bochechas vermelhas.
— Calol vai almoçar com a gente? — Perguntei animada e Mãemãe fechou a porta.
— Acho que sim, você quer almoçar aqui Carol?
— Eu adoraria Dona Susan!
— Ai menina, pare de me chamar de Dona Susan, está bem? Vamos, o almoço deve está quase pronto.
— Mãemãe comprar esse chocolate pra Prolfessora, Professora Luise, por favorzinho? — Baby perguntou apontando para caixa de chocolate, a qual Mãemãe sorriu e pegou deixando a baby pagar.
Após Mãemãe comprar, fomos para escola da baby, mesmo a contra gosto da baby, meu dodói já estava cicatrizando, mas eu não queria ninguém olhando para o dodói de baby.
— Mãemãe olha a Professora Luise, tchau, beijão, te amo de muitão — Beijando a bochecha de Mãemãe, desci do carro correndo, mais logo voltei para pegar minha mochila.
Avistando Malucia na entrada, parei na mesma hora, a mesma me encarou com cara de poucos amigos e começou andar em minha direção.
— Clara, você chegou, desculpa não ter lhe esperado, vamos? — Correndo para o lado de Luise, segurei em sua mão praticamente colando meu corpo ao dela.
— Ela fez alguma coisa com você?
— Não, ela não fez nada — Digo olhando para caixa de chocolate em minha mão.
— Eu pedi para Mamãe comprar chocolate pra Senhora, aqui, Oh! — Entregando a caixa para a mesma, ela sorriu parando no corredor comigo.
— A Princesa, não precisava mais obrigada, quando eu abrir prometo dividir contigo — Sorrindo a mesma bagunçou os cabelos de baby como sempre.
— Tem aula do que agora Princesa?
— Ed. Física — Fazendo biquinho, vi a mesma sorrir.
— Eu não dou aula agora, posso ir com você e te fazer companhia, você quer?
— SIIM! — Animada abracei a mesma, a qual escutei rir, me afastando da mesma ela segurou em minha mão.
Luise:
Acompanhando Clara até a quadra, me sentei na arquibancada com a mesma. Deixando minhas coisas de lado, arrumei sua saia a qual subiu quando ela se sentou.
Observando a mesma, notei que o machucado que Malucia fez em seu rosto já estava melhor, sorrindo, lembrei da caixa de chocolate que ela havia me comprado, abrindo a mesma já peguei o chocolate entregando para a mesma.
— Não, compramos para Senhora Professora — Clara diz querendo me devolver o chocolate.
— Exatamente, e se compraram para mim, eu insisto em dividir contigo, além do mais não irei comer tudo isso — Digo e a mesma sorri agradecendo.
Vendo que ela não parava com as pernas quietas, sempre deixando-as abertas, tirei meu blazer colocando por cima de suas pernas, ela me olhou com estranheza e eu sorri.
— Já que não consegue parar quieta, acho bom colocar isso, além do mais você está de saia, e não é bom uma mocinha ficar de pernas abertas quando não está de calça ou shorts — Vendo suas bochechas ficarem rosadas, peguei outro chocolate dando para a mesma.
Notei o quanto Clara estava animada por estar ao meu lado, isso me deixava muito feliz, porque eu também estava amando de estar em sua bela companhia. Essa garota é incrível, não sei como não podem gostar de um serzinho tão lindo e puro como ela.