— Não, eu não quero mais as chupetas, mamadeira, nada Mamãe, eu quero virar uma mocinha — Digo colocando tudo em cima da minha cama e procurando minhas outras chupetas.
— Como assim filha?
— Eu gosto da Professora Luise, e não quero que ela ache que sou um bebê ainda, eu quero poder crescer, pra namorar com ela Mãemãe — Digo me sentando em minha cama, olhando para Mãemãe, vi ela sorrir de lado.
— Meu amor, não são assim que as coisas funcionam. Você não sabe se ela gosta de meninas, e além do mais, se ela quisesse ficar contigo, seria por você ser quem você é, e não pelo que você não é — Negando coloquei minha chupeta junto com todas as coisas na cama.
— Mas ela nein vai "queurer" namorar uma menina que tem pepetas, tem dedeias, pijaminhas da "barlbie", filmes da "barlbie", colbertor da "barlbie", ela nein vai querer Mãemãe — Digo chorosa, Mãemãe me puxa para seu colinho e eu deito minha cabeça sobre seu peito.
— Depois eu falo com ela, está bem meu amor? — Concordando com Mãemãe, ela deita baby na caminha para dormir.
Luise:
Meu dia ontem passou calmo, apesar da mensagem que recebi de Susan, mãe de Clara, conversei um pouco com a mesma, a qual queria saber se eu gostava de mulheres, o que achei uma pergunta bem estranha de se fazer, mas me perguntei se ela estava interessada em mim, já que me fez tal pergunta.
Terminando de me arrumar, eu olhava para meu reflexo no espelho. Eu usava uma camisa social azul marinho, uma calça social preta de cintura alta boca de cino, salto alto meia pata e uma maquiagem leve, meus cabelos eu havia os prendido em um r**o de cavalo.
Pegando minhas coisas, saí de casa, minha amiga ainda dormia, pelo que parecia iria trabalhar hoje só mais tarde.
O caminho até a escola, fui pensando em Clara, a qual havia me dito por mensagem que queria crescer, entre partes entendi, mas não entendi por que ela queria crescer, Susan já havia me deixado confusa com suas perguntas, e saber que Clara poderia estar gostando de alguém e por isso queria crescer, me fez ficar de alguma forma triste, com ciúmes.
Vendo Clara ser encurralada por Malucia, fiquei irritada na mesma hora, estacionando meu carro, desci já acionando o alarme do mesmo.
Indo o mais depressa possível até aonde Clara estava, cheguei a tempo de ver Malucia machucando o braço da minha menina.
— MALUCIA! — Vendo a mesma se afastar assustada, me aproximei de Clara, a qual estava de cabeça abaixada acariciando seu braço.
— Já me cansei de te avisar mil vezes para não mexer com Clara, quero que vá para Diretoria agora e me espere lá — Digo para a mesma, a qual a contra gosto sai andando.
— Hei Princesa você está bem? — Perguntei para a mesma, a qual balançou a cabeça em afirmação.
Vendo suas lágrimas escorrer por seu rostinho, puxei a mesma para meus braços.
— Vamos, eu quero que me espere em meu carro, vou na Diretoria pegar o contato dos pais de Malucia e já volto — Deixando um beijo no topo da cabeça de Clara, saí após deixar ela em meu carro.
— Eu quero o contato de seus pais Malucia — Digo ao me aproximar da mesma.
Esperando a mesma passar o contato do que eu diria ser sua tia, já que estava salvo como Tia Anna, olhei para a mesma.
— Se você machucar mais uma vez a Clara, eu ligarei para ela, pode ir, dessa vez eu deixo passar e quero o trabalho que te passei ainda nessa sexta-feira — Saindo em seguida voltei para meu carro, aonde encontrei Clara passando gloss em seus lábios.
— A Senhora quer passar?
— Não, mais obrigada Princesa, eu já estou com batom na boca — Vendo a mesma concordar, a mesma se sentou em meu colo em seguida.
— A Senhora não vai dar aula?
— Sim, mas vou te levar para casa, ou você prefere ficar na escola? — Clara não demorou muito e ficou pensativa.
— Eu quero ficar, se ela mexe comigo prometo falar para Senhora — Concordando deixei um beijo na bochecha da mesma apertando ela em meus braços a qual riu.
Descendo do carro com a mesma, levei Clara para sua sala antes de ir dar minhas aulas do dia.
Luise:
Jogando as coisas da minha falecida esposa fora, olhei para Agatha, a qual andava em minha direção com um lindo sorriso em seus lábios.
— Estou vendo que desapegou.
— Já estava na hora. — Comento olhando para as coisas, eu sentia muita falta dela, mas não poderia ficar sofrendo por causa dela. Já estava mais que na hora de tocar a vida.
— Professora Luise — Sem ter tempo de reconhecer quem era, senti braços delicados envolverem minha cintura.
Vendo uma cabeleira castanha escura com um corte curtinho com leves ondulações, senti um cheirinho gostoso de bebê invadir meu olfato.
— Clara!
— Oi, a Senhora está linda — Sorrindo sem graça, a mesma segurava minhas mãos olhando para meu corpo.
Eu usava uma camisa grande e folgada, e um shorts de malha por baixo e chinelos havaianas em meus pés. Meus cabelos estavam presos em um coque mau feito, e estava suada já que fiz faxina na casa. Eu não sabia aonde eu estava linda, mas havia gostado de saber que ela me achou linda até mesmo assim.
— Não vai me apresentar? — Agatha perguntou olhando para Clara, a qual se encolheu e olhou para o chão.
— Essa é Clara, minha aluna. Clara, essa é minha irmã Agatha.
—Acho que ela é tímida, enfim, eu vim apenas buscar uma coisa que acabei esquecendo e já vou indo. — Agatha diz me deixando sozinha com Clara, a qual olhou para minha irmã e depois voltou seu olhar para mim.
— Por que ela é diferente da Senhora?
— Ela não é bem minha irmã de sangue, mas como crescemos juntas acabamos virando mais que amigas, agora somos irmãs. — Comento e a mesma concorda, sorrindo avistei sua mãe ao longe falando com Carol.
— Eu acho que Mamãe gosta de Carol. — Clara diz olhando na mesma direção que eu. Se ela gosta de Carol, por que ela estava me fazendo aquelas perguntas.
— Sério?
— Humrum! Mamãe e ela não se desgrudam mais, talvez Carol goste dela também.
— E você não se importa com isso? — Perguntei para a mesma, a qual apenas negou.
— Baby precisa ir, tchau — Sem ter tempo para responder a mesma, ela saiu correndo. Me dando conta de que ela havia dito baby, fiquei observando a mesma.
Vestido lilás soltinho no corpo, sandália branca toda aberta, uma fita azul no pulso, simplesmente a coisa mais fofa.
Entrando em casa sem tirar o sorriso de meus lábios, me perguntei por que eu ficava parecendo uma i****a quando o assunto era Clara.
De uns dias para cá, qualquer coisa que seja relacionado a ela me deixa ou furiosa quando alguém lhe machuca, ou feliz quando vejo seus vídeos e fotos que recebo de sua mãe, principalmente quando Clara vem falar comigo, aí é que eu fico ainda mais i****a.
— Eu já vou indo, se cuida.
— Se cuida também, te amo, tenha um ótimo dia. — Após a saída de Agatha, tranquei a porta e subi para meu quarto para tomar um banho.
Clara:
Professora Luise estava muito linda hoje, não sabia que "Calol" morava perto dela. Talvez nem "Calol" saiba disso já que nunca comentou sobre isso.
Deitada na minha caminha, baby olhava a foto de Professora Luise, ela é muito linda, baby gosta muito dela. Sente seu coraçãozinho bater rápido, fica toda boba igual Mãemãe quando vê "Calol".
"— Baby gosta muito muito da Senhora Professora —"
Enviando, notei que eu havia escrito baby, sem saber como apagar aquilo ou corrigir, vi que a mesma havia visualizado.
"— Baby? —" Sentindo vontade de chorar, baby desligou o celular.
— O que foi filha? — Mãemãe perguntou entrando no quarto da baby.
— Baby fez tudo errado Mãemãe, ela não vai mais querer ser amiga de eu.
— Quem meu amor? — Mãemãe perguntou sentando na caminha da baby.
— Professora Luise!
Luise:
Aproveitando que hoje era sábado, eu me encontrava me olhando em frente ao espelho. Usando uma calça jeans clara justa em meu corpo, uma camisa regata e uma blusinha fina, em meus pés um tênis qualquer e meus cabelos presos em um r**o de cavalo.
Eu iria na casa de Clara, a mesma ontem não havia respondido minha pergunta, eu queria entender direito se ela era ou é uma babygirl, andei fazendo umas pesquisas e lendo alguns livros sobre infantilismo, e muitos ou abordavam sobre cuidados de uma mãe para seus filhos com infantilismo, ou abordava relacionamentos de uma outra pessoa com garotos/as como Clara.
— Eu já estou indo minha vida, se precisar de alguma coisa não hesite em me ligar.
— Está bem, espero que consiga resolver seja lá o que for — Concordando com a mesma saí de casa em seguida. Eu havia falado com a Mãe de Clara, a qual havia me dito que a mesma só não me respondeu por que achou e acha que eu pararia de gostar dela por causa de seu infantilismo.
Sei que ainda a mais nova está dormindo, e só estou indo agora por que a mãe da mesma vai ir trabalhar daqui alguns minutos. Então eu ficaria por olhar e cuidar da mesma hoje.
Chegando na casa de Clara, já avistei a mãe da mesma tirando o carro da garagem. Não demorou muito e a mesma saiu do carro vindo até o meu, abaixando o vidro da janela, a mesma sorriu ao me olhar.
— Pensei que não viria mais, bem, eu já estou saindo, Clara deve acordar daqui uns 10 minutos, eu já preparei o leite dela, é só colocar depois na mamadeira, e de café da manhã de algo leve para ela comer, como frutas e suco se ela quiser, ou se não somente frutas.
— Certo! Mais alguma coisa que eu deva fazer? — Perguntei curiosa. Eu não tinha e nunca tive a intenção de cuidar de nenhuma aluna minha, só que Clara é especial.
— É provavelmente ela vai tomar banho quando acordar, ela não se veste sozinha, e não deixe ela usar qualquer roupa, por que ela tem mania de vestir roupas que são para sair e não para ficar em casa.
— Então está dizendo para mim separar as roupas dela, é isso? — Susan apenas concordou. Olhando para frente, notei que a mesma continuava para ao lado do meu carro.
— Se ficar confusa contudo, não hesite em me ligar e pedir ajuda.
— Pode deixar, não hesitarei em ligar — Digo. A mesma não demorou a se despedir e sair andando em direção ao seu carro.
Entrando na casa, tranquei a porta em seguida. Subindo para o andar de cima, entrei no quarto que eu diria ser da Clara, já que as instruções de Susan foram Clara, primeiro quarto a esquerda.
Ao pisar meu pé dentro do ambiente, avistei a mesma deitada em sua cama em um sono profundo. Levantando a cortina como Susan mandou, a claridade tomou conta do ambiente. Até aonde eu sei, isso faria Clara despertar aos poucos
Olhando na direção da mesma, vi que ela estava com uma chupeta azul em sua boca, com seus cabelos um pouco caído em seu rosto delicado e estava usando um pijama da Barbie. Me aproximando da pequena, tirei os poucos fios de seus cabelos de seu rosto e cobri seu corpo.
Me sentando na poltrona, peguei meu celular para mexer enquanto a mesma não acordava.
Vendo a pequena começar a despertar, desliguei a tela do celular para observar a mesma. Seus olhinhos logo se direcionaram em minha direção, e a mesma ficou apenas piscando, até se sentar na cama largando sua chupeta.
— "Plolfessola!"
— Oi Princesa, como você está? — Perguntei me levantando e indo até a mesma, a qual coçou seus olhinhos e ficou apenas me encarando.
— O que foi boneca?
— Eu..
— Ei, eu gosto sim de você princesa, eu nunca irei parar de gostar de ti só por causa de seu infantilismo.
— Gosta da baby? — Concordando com a mesma, ela engatinhou até meu colo, abraçando seu pequeno corpinho, inalei seu doce cheiro de bebê, apesar gostar do cheiro de flores que eu sempre sentia vindo dela, esse cheirinho é mil vezes melhor.
Clara:
— Cuidado pequena — Professora Luise diz me enfiando de baixo do chuveiro.
— Você come sushi? — Fazendo careta, Professora me enrolou na toalha após enxaguar meu cabelo.
— Non, bébé ne mange pas de poisson cru.
— Luise não poliglota, e nem bilingue, Luise falar somente Português.
— Nein é assim que se fala — Digo revirando os olhos.
— Enfim, não sou poliglota, não entendo francês e muito menos alemão pequena.
— Diculpa, não falar mais alemão e francês. — Baby diz e a mesma sorri me pegando no colo.
Professora Luise é uma mulher muito linda, a mulher mais linda que já conheci. Claro que depois da Mãemãe, porque Mãemãe é a mulher mais linda do mundo inteirinho.
Já vestida, Professora da baby arrumou meus cabelinhos. Eu não gosto muito de pentear os mesmos, é r**m, muito r**m.
— Baby quer pizza.
— Pizza? Hum, tudo bem. — Batendo palminhas, abracei Professora Luise, a qual sorriu apertando baby em um abraço de urso.
Baby desceu com Professora Luise carregando eu no colo, e por mim eu não sairia de seu colo nunca mais.
— Gosta de pizza do que
— Chocolate — Digo colocando minha peteta na boca. Professora Luise ficou me olhando, o que fez baby tirar a pepeta da boca.
— O que foi Princesa?
— Nada não — Digo deixando minha pepeta de lado e me deitando no sofá.
Vendo Professora Luise se aproximar de mim, vi ela pegar minha pepeta e aproximar a mesma para perto de minha boca. Deixando ela colocar em minha boca, ela sorriu afagando meus cabelos.
— Não precisa ter vergonha, eu acho suas chupetas lindas e não me importo que ainda use chupetas, ou mamadeiras, o que seja Princesa. — Sorrindo, baby subiu no colo de Professora Luise e deitou a cabeça no vão do pescoço dela.
Luise:
Eu estava amando cuidar de Clara, mas como tudo que é bom dura pouco. Eu tinha que voltar para casa, só que sua mãe ainda não havia voltado do trabalho.
Clara já estava quase dormindo, e já era exatamente nove horas da noite. Pegando a mesma no colo, desliguei a televisão e subi com a mesma.
— Vai dormir com a baby Mommy? — Clara perguntou ao ser deitada na cama, acariciando seu rosto me perguntei porque ela havia me chamado de Mommy.
— Princesa, eu não sou sua Mommy, eu sou a Pro..
— Dormir comigo Mommy, por favor — Vendo Clara começar a chorar, acariciei sua face.
— Tudo bem, eu já volto, me espera na cama, está bem? — Perguntei para a mesma, a qual balançou a cabeça em afirmação.
Descendo peguei meu celular e a chupeta da mesma, trancando a porta, mandei mensagem para Susan avisando que eu havia trancado a porta. Subindo para o quarto da pequena, ela já estava se levantando da cama.
— Aonde pensa que vai? — Perguntei para a mesma, a qual deu pulo e subiu de volta na cama.
— Diculpa, maixi baby quer fazer pipi Mommy.
— Clara, eu não sou sua Mommy, eu sou sua Professora — Digo para a mesma, a qual abaixa sua cabeça.
— Por que nein pode ser mommy "di" eu? — Suspirando baixinho, me sentei em sua cama.
— Vai usar o banheiro, estou te esperando aqui para dormir Princesa.
Luise:
Passei maior parte da noite observando Clara dormir. Parecia um anjo, não somente parecia, ela é um anjo. Uma menina maravilhosa, doce, carinhosa, amorosa, engraçada.
Envolvendo o pequeno corpo de Clara em meus braços, fechei meus olhos deixando o meu sono guiar para o mundo dos sonhos.
Acordei já de manhã, exatamente ás seis e quarenta e cinco da manhã. Clara dormia ainda feito um bebê que é, lembrar dela me chamando de mommy, não era difícil, essas lembranças estavam bem vivas em minha memória.
Me levantando de sua cama, fui até o banheiro, aonde ao menos fiz minha higienes matinais. Lavando minhas mãos, sai de seu quarto.
Andando pela casa, não achei a mãe da mesma, e por ser domingo, provavelmente ela deveria estar dormindo a essa hora. Eu só acordei mesmo por conta de ficar a todo momento pensando naquilo, sobre Clara me chamar de Mommy.
— Pensei que a Senhola tinha deixado baby solzinha — Sorrindo fui até a mesma a pegando no colo por ela está descalça.
— Desculpa, eu não queria te acordar Princesa. Ainda está com sono? — Perguntei para a mesma, a qual concodou.
Subindo de volta para seu quarto, nós enfiamos de baixo da coberta pelo tempo está meio friozinho.
Clara:
Baby estava deitada na caminha, Professora Luise estava mimindo. Tocando o rostinho dela, baby sorriu.
Abraçando Professora Luise, lembrei que ela disse que não pode ser Mommy de baby, e isso deixou baby muito triste. Eu quero ela seja Mommy "di" Baby.
Levantando da cama, baby correu para o quarto "di" Mãemãe. Subindo na cama, pulei em cima de Mãemãe, a qual abriu os olhos.
— Amor, o que foi?
— Ela disse que não pode ser Mommy "di" Baby. — Digo. Mãemãe se ajeitou na cama com baby ainda em cima dela, e eu deitei minha cabecinha sobre o peito "di" Mãemãe.
— Amor, não é tão simples assim, ela é sua Professora, mais velha que você. Tente entender ela.
— Só que a baby quer ela Mãemãe, ela é minha mommy, não? — Perguntei e Mãemãe suspirou pesadamente.
Me levantando da cama "di" Mãemãe, fui para o banheiro, aonde tirei minha roupinha e liguei o chuveiro.
— Filha!
— Dá banho na baby Mãemãe? — Perguntei para ela, a qual concordou e veio dar banho na baby.