Pov Lauren Jauregui
– Vamos, Lóren! Não custa nada. – Nate irritantemente insistiu mais uma vez.
– Já disse que não vou para La Push com você!
– Ah tia, por favor. Leah vai me dar um presente.
– Então faça como todo mundo e espere que ela lhe dê.
Ele bufou.
– Você não entende ela só vai me dar no meu aniversário. Daqui há 2 meses!
– Por que você veio mesmo?
Nate arrumou sua jaqueta de couro.
– Para ver a tia linda, por que mais seria?
– Agora que já viu, você já pode voltar para Leah.
– Já te disseram que depois que você voltou a ser a mesma de antes ficou extremamente chata?
– Eu disse. – Sofi falou enquanto passava pulando por nós.
Essa por sua vez o humor mudou completamente desde que voltou ontem.
Parece que ela e Camz tinham se acertado, pelo menos alguém aqui conseguiu se aproximar da Camila, mas eu sentia que minha falta de sorte estava para mudar.
Ontem pela manhã quando as duas chegaram Chris, sua esposa e seu filho já se encontravam aqui. Surpreendendo a todos. Sofi apareceu sendo carregada por Camz em suas costas, as duas entre risos.
Exatamente, Camila estava sorrindo pela primeira vez. Não sei qual a mágica ou o que Sofi falou para ela que mudou o comportamento dela. Desde o dia que nós tivemos nossa última conversa, acabei sendo a culpada pelo seu afastamento com todos principalmente com sua filha. Esse foi meu pior erro, fiquei terrivelmente m*l por ver a tristeza nos olhos de Sofi cada vez que tentava falar com a mãe e a mesma sempre fugia.
Pensei no que podia fazer e com a ajuda de Troy achamos o melhor meio que encontramos para juntá-las novamente e com sorte desse tudo certo. E pelo visto tinha dado, bom pelo menos com Sofi, já que quando Sofi desceu das costas Camila não teve nem tempo de ter uma reação quanto ao Nate se jogou contra ela gritando “Tia Gataaaaa!”. Todos trancaram a respiração e todos esperávamos a reação da Camila quanto a isso e como imaginávamos ela não teve uma reação boa.
Mila tão rapidamente quanto foi pega de surpresa foi extremamente rápida ao pegar pelo pescoço de Nate e começar a enforcá-lo. Todos gritávamos para ela parar, mas ela só se deu conta quando Sofi tocou no seu braço pedindo silenciosamente para que parasse. Pude ver nos olhos de Camila a vergonha que sentiu quando descobriu que quase tentou matar o próprio sobrinho. Sinceramente, pensei que ela fugiria como tem feito ultimamente para se livrar de algo, mas para minha surpresa. Ela ergueu a cabeça e pediu desculpas.
Como Laura tinha dito e eu já havia percebendo. Camila mudou muito desde tudo que aconteceu há cinco anos até os dias de hoje. O olhar vazio ou raivoso tem se tornado menos frequente sendo substituídos por curiosos e principalmente pelo novo brilho de felicidade contidos neles a partir de ontem.
O incrível disso tudo. Foi como Claire se aproximou facilmente de Camila. Não sei se ela teve essa facilidade por Camila tê-la conhecido depois que estava de bem com Sofi ou porque ela simplesmente foi com a cara da cunhada.
Nem mesmo Christopher teve a mesma chance que sua esposa.
Ally sentiu uma pontada de mágoa vendo Camila conversar mais tranquilamente com Claire do que com ela. Confesso que me senti m*l por minha irmã. Ela realmente ama Camila, tenho certeza que Camz também a ama, mas o fato dela e Claire passarem séculos juntos da a vantagem para sua cunhada conhecê-la muito bem.
– Vai continuar a me ignorar mesmo? – Nate disse me dando um soco no ombro.
– O que quer agora?
– Estou aqui dizendo mil motivos para você ir comigo e você fingi nem ao menos me ouvir.
Ah se ele soubesse que eu nem sequer prestei tenção em nenhuma palavra sua.
– Desista. – Disse simplesmente.
Ele bufou.
– Otária. – Ele me xingou saindo bufando.
– Hey. – Gritei. – i****a. – Sussurrei baixinho.
– Eu ouvi isso. – Ele gritou de volta enquanto abria a geladeira da cozinha.
Era para ouvir mesmo.
Abri um sorriso enorme ao ouvir os passos de Camila se aproximando de casa. Como eu sabia? Simples. Camz era a única que tinha uma leveza incrível para correr, seus pés quase não tocavam ao chão e tinham uma sincronia perfeita de um passo para outro.
No entanto, franzi o cenho ao ouvir mais um passo acompanhando o seu.
Quem era? Olhei a mente da pessoa e era Troy? O que eles estavam fazendo juntos?
Parei para pensar se eles tinham se encontrado no meio do caminho, mas pensando direito desde que Camila saiu de casa eu não tinha visto Troy.
Eles estavam esse tempo todo um na companhia do outro?
Senti o ciúmes me corroer por dentro. Eu sei que ele é meu irmão e jamais trairia Ally e Camz tenho certeza que não se envolveria com ele, mas não pude evitar o ciúmes que senti ao descobrir que eles estavam sozinhos em algum lugar por ai.
Como meu irmão conseguiu passar mais tempo com Camila do que eu?
Quando os dois adentraram pela porta da sala. Fuzilei Troy com meu olhar.
“Se acalme irmãzinha. Eu não fiz nada demais.” ele pensou.
Eu sei que ele não tinha feito nada.
Ignorei-o observando Camila caminhar em direção a escada desde a nossa última conversa ela nunca mais me olhou. E a cada rejeição sua, fazia meu coração doer.
Mas eu estava confiante que talvez isso mudaria. Eu estava tentando armar um jeito de tentar me reaproximar de Camila e depois das pazes que teve com sua filha sinto que minhas chances aumentaram gradativamente.
Era só esperar a hora certa pelo sinal de Allyson.
[...]
Dois dias se passaram desde que Nate estava enchendo meu saco, mas finalmente ele compreendeu o meu não.
– É só isso que eu te peço, tia e prometo nunca pedir mais nada. – Ou ele quase entendeu.
– Você compreende o que significa a palavra não? – Fui curta e grossa.
– Eu sei, mas você poderia pelo menos...
– Já chega, Nate Cabello! – Claire brigou com ele. – Você já está enchendo Lauren há dias isso já passou dos limites.
– Mas...
– Sem mais. Eu juro que se você pedir mais uma vez para ela vou contar a Leah que está trapaceando. – Assim que sua mãe disse ele arregalou os olhos apavorados.
– Não. Tudo menos isso mãe, ela vai me matar se souber.
– Então chega. Deixe Lauren em paz.
Ele bufou me olhando carrancudo. Sorri cinicamente.
Sai dali e encontrei Dinah de braços cruzados com um enorme bico na boca.
– Ainda fazendo birra? – Provoquei-a.
– Aquilo foi trapaça. – Ela disse brava.
Eu e Chris que estava sentado na sua frente gargalhamos alto.
– Você perdeu para Chris que por cima de tudo estava bêbado.
Christopher e minha irmã lutaram hoje pela manhã e minha irmã perdeu uma luta em menos de um minuto por três vezes. E além de tudo Chris tinha tomado um grande estoque de Whisky antes da luta.
– Tem alguma coisa dentro dessa bebida que ele estava tomando. – Ela disse encarando severamente Chris. – Me dá um gole?
– O quê? – Arregalei os olhos incrédula.
– Vai logo, me da um gole dessa p***a! – Ela pediu.
– Com certeza. – Chris riu esticando a garrafa de Whisky que estava do seu lado.
– Dinah isso é bebida humana. – relembrei.
– Não ouça sua irmã, é provável que isso tenha mesmo me deixado muito mais forte. – Christopher a incentivou a tomar.
Bom, eu avisei. Troy no instante seguinte apareceu do meu lado se divertindo com a cena. Minha irmã tirou a garrafa com tudo da mão do lobisomem e deu um enorme gole na bebida humana. Pouco menos de dois segundos a bebida ficou na boca de Dinah. Ela não suportou e cuspiu toda a bebida no carpete de dona Clara.
– Argh! Que troço mais horrível! – Dinah colocou a garrafa na mesinha do lado do sofá e esfregou a mão na língua tentando tirar o sabor detestável da boca.
Troy caiu na gargalhada ao meu lado e eu me juntei a ele.
– DINAH JANE! – Ouvimos o grito da nossa mãe na entrada da sala. – O que você fez?
Ela olhava horrorizada para seu carpete todo molhado.
– Experimentando Whisky. – Ela falou toda enrolada porque segurava sua língua com uma das mãos.
– Você vai limpar essa bagunça agora!
– É só deixar ai que seca.
Clara lançou um olhar mortal para Dinah. Nossa mãe era extremamente calma e tranquila desde que não quebrasse ou sujasse nenhum dos seus móveis.
Minha irmã imediatamente se levantou do chão e começou a retirar o tapete.
Ri novamente.
Clara ficou mais calma ao ver minha irmã juntando o tapete para lavar.
Dinah planejava colocar dentro da maquina de lavar. i****a, não se lava tapete na maquina de lavar e como se dona Clara já previsse o que minha irmã iria fazer. Alertou-a:
– Só um aviso, filha. – Nossa mãe chamou sua atenção. – Não coloque na maquina de lavar. Não é lá que se lava.
Nem parecia eu a leitora de mentes aqui.
Dinah ficou emburrada e se levantou colocando o tapete sobre o ombro.
Pelo mesmo caminho que ela estava saindo Ally passou dançando.
– E esfregue com a escovinha de dentes. – Cantarolou ela animada.
Ela virou para trás mostrando a língua para ela.
– Que felicidade é essa? – Troy perguntou todo sorridente ao ver a alegria da fadinha.
– Chegou a hora. – Disse animada.
Abri um largo sorriso ao saber do que ela falava.
– Se me derem licença vou caçar agora. – Disse saindo de casa.
Troy me olhou estudando milimétricamente e sorriu ao saber do que se tratava.
“Vai dar tudo certo” ele torceu por mim e enviou uma onda de confiança.
Agradeci internamente por isso. Eu precisava de toda confiança e apoio possível.
Corri para dentro da floresta atrás de casa e por algumas horas cacei animais que tinham por lá.
Quando terminava de sugar o sangue de um lobo. Senti o meu celular vibrar.
Prontamente joguei-o de lado e peguei para ler a mensagem que tinha recebido.
"Ela está saindo agora. Vá!"
Guardei o celular de volta e corri para o lado da floresta que Allyson disse que Camila iria passar.
Tínhamos combinado de eu ter mais uma chance de conversar a sós com Camila sem que ela achasse que era alguma armação como descobriu na primeira vez. Dessa vez faríamos com que ela me encontrasse “casualmente” no meio de uma caçada.
Eu podia ficar aqui parada e esperar que ela passasse por mim, mas talvez assim ela me evitaria e fosse para o outro lado. Então a única coisa que me restava era fingir que estava caçando e me encontrar com Camila no meio do caminho, mas para isso eu precisava ser um boa atriz e fingir que estava mesmo em modo de caça, ou seja, quando estamos caçando nos tornávamos egoísta pela comida e brigávamos se fosse preciso pela nossa refeição como algumas vezes aconteceu quando um e outro da família descuidadamente brigavam pelo mesmo animal.
Eu não usaria completamente meus instintos, mas respiraria um pouco do sangue e deixaria o sangue animal me guiar parcialmente, assim minha reação seria mais verdadeira. Camila era inteligente demais e sabia quando era enganada. Eu não podia correr o risco dela desconfiar que estava armando para conversar com ela.
Eu nem analisei o local como sempre fazia antes de caçar, temendo por um humano estar por perto. Então, inalei profundamente sentindo os cheiros por aqui e corri em direção ao lado que ela viria e tinha um urso para minha sorte. Contudo fez a sede aumentar. Corri bastante e no meio do caminho o vento mudou trazendo um cheiro delicioso que há muito tempo abdicava, mas como deixei parcialmente meus instintos me guiarem com esse cheiro qualquer resquício de racionalidade minha, foi por água abaixo.
Meu único desejo no instante era unicamente aquele doce e suculento sangue que exalava de um humano pela floresta. O monstro dentro de mim rugiu por esse liquido e minha garganta queimava e implorava pelo alívio que precisava. Eu sentia ele próximo cada vez mais próximo e a intensidade do cheiro só aumentava me levando a loucura. Não pensei em ninguém, na decepção que minha família ficaria ao descobrir que tinha cometido esse deslize.
Nada vinha na minha mente a não ser o sangue.
Eu já podia sentir a batida do coração do humano alguns metros à frente. Era só uma mordida e pronto. Tudo estaria perfeitamente bem. Senti o veneno se acumular na minha boca. Inesperadamente senti algo se chocando contra mim me jogando alguns metros de distância. Caí no chão arrastando a neve por onde passava.
Rapidamente me levantei e rosnei para o quem quer que fosse.
Alguém estava ali para brigar pelo sangue que era meu, mas eu não deixaria. Eu acabaria com quem quer que fosse. Ninguém tiraria meu alimento de mim. Meus instintos me alertaram que o indivíduo estava a minha esquerda. Avancei sobre ele, mas o maldito desviou no último instante e chutou minhas costas me derrubando.
Um rugido bestial saiu pela minha garganta.
As batidas do coração ficaram instantemente mais rápidas fazendo o sangue bombear mais rápido chamando por mim. Virei o rosto em direção ao cheiro e inalei profundamente. A minha presa estava ferida e agora o sangue exposto parecia estar mais forte. Esqueci que eu estava brigando com alguém e tentei avançar em direção ao humano, mas antes que eu pudesse dar uma boa aproximada de onde ele estava. Mais uma vez senti algo se chocando contra mim, mas dessa vez esse vampiro foi para o chão comigo. Nós rolamos alguns metros para o lado, para mais longe do sangue.
O vampiro parou por cima de mim. Me debati tentando me soltar de qualquer jeito, mas ele era forte demais. Me prendendo contra suas mãos de ferro incapacitando qualquer movimento meu. Eu precisava sair dali, matar ele e depois ter minha merecida recompensa.
– Lauren? – Ao longe escutei uma bela e suave voz.
Uma voz que parecia de um anjo. Meu anjo particular.
– Lauren... – Eu sabia de quem era aquela voz. Era da minha amada e doce Camz. Ela estava aqui? – Lauren, foco. Tranque a respiração!
– Camz? – Pisquei algumas vezes finalmente voltando a ter minha racionalidade e finalmente enxergando a figura do vampiro que estava em cima de mim.
Não pude conter a surpresa ao ver que quem estava por cima de mim era Camila.
Abri a boca chocada, mas ela tampou tão rapidamente quanto meu nariz.
– Pare de respirar. – Ela pediu olhando para o lado. – Temos que sair daqui!
Fiquei a encarando por longo tempo até finalmente ela voltar a me olhar e prender seus graciosos olhos chocolates nos meus.
Ficamos assim até ela quebrar o contato.
– Vamos. – Ela me puxou para cima e me tirou dali. Meio confusa com o que aconteceu e o que estava acontecendo deixei-a me guiar.
Corremos distante de onde o humano estava, distante de qualquer resquício do cheiro dele. Nós paramos em frente a um lago congelado. Na verdade eu parei bruscamente me dando conta do que tinha acabado de fazer. Eu quase me alimentei de um humano!! Como eu fui me descuidar de tal forma? Depois de tantas décadas sem me alimentar de humanos pela primeira vez eu quase cometi um deslize deixando o monstro dentro de mim surgir. Ah se não fosse por Camila eu não sei o estrago que teria feito.
Espera!
Eu quase tentei matá-la. Olhei aterrorizada na sua direção e ela não me olhava e sim para o lago na nossa frente.
Quase a matei. Eu desejei mata-la.
Como pude pensar em algo do tipo?
A dor da culpa e a vergonha que cometi cresceu dentro do meu peito.
Sentei no chão e olhei desolada para o lago. Se Camila não fosse mais forte que eu, provavelmente eu teria... Um nó na minha garganta se formou.
Eu não podia acreditar.
Agora eu compreendia que não era digna do amor dela. Eu jamais seria boa o suficiente para ela. Eu sou uma fraca quem tenta matar a própria companheira?
Somente um monstro como eu.
Senti ela tocando a mão no meu rosto e virando-o na sua direção.
Ela tinha as sobrancelhas franzidas me estudando cuidadosamente.
Como eu pude pensar em mata-la? Será que um dia merecerei pelo menos o seu perdão?
– Camz... – Sussurrei angustiada.
– Shiiiiii. – Ela me silenciou. – Está tudo bem Lauren. Você não matou o humano!
Fiquei furiosa. Ela achava que eu estava assim por causa do humano?
– Que se dane o humano. – Explodi fazendo-a arregalar os olhos. – Camila... Eu quase te matei.
Após o susto, ela riu sarcástica.
– Você nunca conseguiria me matar.
– Você não entende, não é mesmo? – Falei ríspida tirando sua mão de mim e olhando para frente. – Eu posso mesmo não chegar perto nem de encostar um dedo em você, mas saber que eu desejei te matar por causa de um pouco de sangue é a pior coisa que pode existir.
– Lauren, está exagerando.
– Estou? – Fitei agora eu rindo debochada pela situação. – Como se sentiria ao perceber que tentou matar a pessoa que ama por nada?
Pelo visto ela percebeu finalmente sobre o que eu estava querendo dizer, pois ficou silenciosa. Nós duas não dissemos nenhuma palavra durante muito tempo, parecia que horas havia se passado. A cor do céu tinha deixado para trás o azul claro dando o inicio da tonalidade do azul escuro no seu lugar. A cor alaranjada e meio arroxeada predominavam grande parte do céu impedindo essas duas cores se tocarem.
Depois desse tempo eu podia finalmente pensar racionalmente.
Eu precisa do perdão dela. Pelo menos disso eu precisava e eu prometo a mim mesmo que jamais ficaria ao seu lado se tivesse a possibilidade de tentar machucá-la mais uma vez.
– Camila? – Chamei-a, mas ela não olhou na minha direção. – Me desculpa?
Ela revirou os olhos.
– Está mais calma agora?
Foi a minha vez de revirar os olhos como se eu pudesse ficar calmo num momento desses.
Ela me encarou.
– O que quero dizer é que você não ia me matar e foi exatamente o que aconteceu. Você sozinha parou.
– Claro que não. – Bufei. – Só parei porque ouvi você me chamando.
Ela arqueou uma sobrancelha me fitando.
Arregalei os olhos.
– Cedo ou tarde você iria ver que sou eu ou alguém que conhecia, e sozinha como fez iria parar de atacar.
Será que eu conseguiria mesmo se fosse outra pessoa? Mas foi Camila que me fez enxergar que estava na minha frente. Estreitei os olhos na sua direção.
– Como tem certeza? – Perguntei duvidosa.
Ela deu de ombros.
– Eu simplesmente sei.
Tentei questioná-la e dizer que estava completamente enganada, porém ao olhar em seus olhos senti que não era certo dizer isso. Tinha um brilho diferente em seus olhos demonstrando que ela realmente acreditava veemente no que estava dizendo. Eu não podia contrariá-la, não quando ela estava depositando toda sua confiança em mim.
– Tudo bem, mas eu preciso pelo menos do seu perdão por ter tentado ataca-la.
– Se fará você se sentir melhor está perdoada! – Ela sorriu verdadeira. Era a primeira vez que eu a via sorrir para mim.
Meu coração parecia que podia voltar a bater a qualquer momento. Me perdi na beleza de seu rosto.
– Lauren? – Ouvi ela me chamando com a voz um pouco mais alta que o normal.
– Seu sorriso é lindo. – Disse sorrindo como uma boba, só que arregalei os olhos ao me dar conta do que tinha dito.
Camila franziu o cenho e parecia confusa com algo.
Estranhei sua reação.
Ela piscou algumas vezes e balançou levemente a cabeça.
O que aconteceu?
– Está tudo bem? – Perguntei chamando sua atenção novamente para mim.
– Está. – Ela respondeu incerta. – Eu acho melhor eu ir.