O ar entre nós vibrava, quente e pesado. Eu sentia o hálito dele no meu rosto, rápido e irregular. Meus olhos estavam presos nos dele, naquele verde tempestuoso que parecia sugar toda a minha vontade de resistir. Meu corpo, traidor, arqueou-se sutilmente em direção ao dele, esperando o contato, esperando o choque. Eu não sabia se queria mordê-lo de novo ou beijá-lo até que o ar nos faltasse. E eu nem sabia como fazer esse negócio de beijar direito. Estávamos no precipício. Então, ele travou. A centímetros da minha boca, Dante congelou. Vi a mudança acontecer em seus olhos. O fogo da raiva e do desejo se apagou, substituído por uma parede de gelo instantânea. A pupila contraiu. Ele não estava mais me vendo. Estava vendo outra coisa. Ou outra pessoa. Chiara. A parola. O voto de c

