Capítulo 187: Emanuele

825 Palavras

Minhas mãos estavam enterradas na massa de pão. Empurrei, dobrei e sovei com uma força que eu não sabia que tinha um mês atrás. O ritmo era hipnótico, um escape físico para a tensão mental. Olhei para os meus dedos, cobertos de farinha. As unhas estavam curtas, a pele áspera, com pequenos cortes cicatrizados e calos começando a se formar nas palmas. Eram mãos de trabalhadora, não de uma princesa da máfia. A dor constante nas costas e nos braços se tornou um ruído de fundo, uma prova de que eu estava sobrevivendo. A cozinha estava, como sempre, um caldeirão de atividade, mas hoje havia uma eletricidade diferente no ar. O fim da vendemmia não significava descanso; significava a preparação para a Festa della Vendemmia, o maior evento do ano na tenuta. Silvana Bellagamba passou por mim

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR