Henrique.
Estava no meu escritório e aqui tem um computador, mas peguei o notebook que estava com a Maria.
Ela tava usando o meu.
Tava quase na hora de chamar ela.
Nos históricos vi que ela pesquisou só coisa referente a escola mas eu estava tentando achar uma pesquisa sobre um site e não lembro o nome.
Perto de coisas pra Havard, vi que o w******p dela ficou vinculado no meu computador mas não estava mais.
Faz tempo que não entro no w******p da Maria, não é pra invadir a sua privacidade, até por que não temos problemas com isso. Mas é medo de algum número que seja da sua mãe se passar por alguém da idade dela.
Só isso.
Mas não consegui achar o site e desisti também, não era relevante.
Alguém abriu a porta.
- oi meu amor, o daddy já tava subindo. - desliguei o computador e me levantei.
Ela coçava um dos olinhos enquanto o outro estava na maçaneta.
Maria anda muito carente ultimamente e sei os motivos, mas mesmo orientando, ela continua assim.
- dormiu bem? - concordou.
- sim, eu queria comer abacate. - ri.
- não tem. - ela fez uma carinha. - quer que eu vá comprar? - me olhou, tão baixinha.
- sim por favor. - dei carinho na sua bochecha e concordei.
- então vamo subir pro daddy colocar uma roupa. - fomos.
- daddy eu posso ir junto? - ela estava mais animadinha.
- pode meu amor.
- mas de moto? - penso. - por favor.
- provavelmente já vou comprar mais coisa, não dá pra trazer na moto. - Maria ficou triste. - mais eu prometo que amanhã a gente anda, que tal? - concordou com um sorriso e já tava bom.
Vesti ela com um vestido que ela pediu, na minha opinião tudo precisa de short mas eu não coloquei se não "ia marcar" como ela disse.
Não sou o dono dela e mesmo que eu tenha "autoridade" pra certas coisas, não posso obriga-la de nada.
Mas Maria foi estuprada... Já foi abusada.
Eu não consigo simplesmente ficar "normal" enquanto ela pode sofrer algum tipo de a***o.
Mas estou por perto, não vou deixar nada acontecer.
Fomos pro carro, Maria colocou o sinto e eu também e comecei a manobrar o mesmo.
Minha mãe estava dormindo, Bia não estava e Pedro provavelmente jogando.
- quem fica na escola com a Maria? - perguntei, dirigindo.
- eu, Malu, Becca, Karla e Pedrinho. - concondei pensando.
- e quando eles tão na aula?
- eu fico sozinha... Mais a maioria das aulas fazemos juntos só que nem todas as aulas eles ficam comigo. - ela não disse de forma triste embora eu tenha pensado que foi.
- faz mais amigos pra nunca ficar sozinha, tá bom? - concordou.
- daddy... Você tem medo que algo aconteça comigo? - penso, a resposta era óbvia.
- tenho medo até quando tu fica sozinha me casa... Tenho medo de qualquer coisa. - Maria pegou minha mão e nos olhamos com um sorriso.
Chegamos no mercado e eu já sabia que não sairia apenas com o abacate, esse não era o do shopping mas só por que era perto da padaria e eu não queria demorar.
Pegamos um carrinho, Maria ia colocando tudo dentro dele e eu não reclamava por que ela ficava falando "esse também... Mais só depois do jantar... Ah! Isso é muito bom daddy, mas vou comer só no lanchinho".
Era fofo e eu tava todo apaixonado ouvindo ela.
Mas compramos o abacate, eram grandes e estavam bem maduros, mas comprei alguns verdes pra durar mais alguns dias.
Maria ficou tão feliz.
O restante das compras eram arroz, feijão, ovos, pão de forma, queijo, presunto, manteiga... E alternava.
- daddy. - liguei o carro.
- hum? - comecei a dirigir e sai do estacionamento.
- ainda vamos na padaria né? - ri.
- vamos meu amor. - ela ficou feliz.
Após a padaria, o trânsito tava meio cheio por ser a hora que todo mundo saía do trabalho.
Foi um bom tempo pra conversar.
- e... CD falou oque pra ti? - estávamos em uma fileira, toquei sua coxa. - é o daddy, tem que me contar as coisas que te fazem m*l. - me olhou.
- eu sei daddy, mais eu não lembro... Eu só ouvia a voz dele e lembrava dele me levando... Pra lá. - respirei fundo. - e ele... Tava tão perto.. até o professor chegar e...
- que professor? - interrompi.
- o.. de matemática. - Maria pareceu incomodada.
- esse professor é como? - olhei pra ela acelerando o carro bem pouco, o da frente andou um pouquinho.
- ele... É legal.
- e a aparência. - era oque eu queria saber.
- normal. - olhei pra ela enquanto ela olhava pra frente.
- te conheço quando não quer falar as coisas e tudo bem se ele for bonitão. - ri. Maria me olhou.
- ele é tipo você... Mas com mais tatuagens. - contrai o maxilar.
- o nome dele é como mesmo?
- Daniel.
Daniel.
Era impossível que alguém que eu não vejo a anos reaparecesse... Ainda mais como um professor.
Não tem como.
Ele nunca seria um professor. Jamais. Não o Daniel que eu conheço.
Chegamos em casa depois de quase meia hora, tivemos que parar no posto de gasolina por que a Maria tava se mijando toda.
Mas em casa tudo parecia igual, minha mãe dormindo, Pedro jogando no quarto e Bia ainda fora... Provavelmente com a Luiza e eu até sei que está por ela ficar falando disso o tempo inteiro.
Parece que "Luiza e eu temos planos pra morar juntas".
Ainda acho cedo mas a felicidade da minha irmã é algo que não quero estragar nunca com meu pessimismo, mas serão tantas responsabilidades.
- daddy, você quer também? - beijei ela por trás, normalmente Maria fica do outro lado do balcão mas ela tava entre a pia e o mesmo, onde não há cadeiras. - aii.. - riu enquanto eu chupava seu pescoço, mas quando mordi ela parou. - hummm... - coloquei as mãos na sua cintura lentamente e quando meus braços deram a volta na sua cintura, puxei ela pra mim. - daddy... Se a gente t*****r aqui eu vou fazer isso comendo meu abacate. - comecei a rir e soltei ela.
- aaaah meu amoooor. - beijei ela. - não vamos... Mais tarde. - ela riu.
Continuei guardando as compras e ouvia Maria falar e dizer que gosta do abacate nem tanto esmagadinho e com bastante açúcar.
Que bom que ela gosta de abacate, ele tem bastante vitamina.
E enquanto ela comia isso, fiquei na minha "comida de daddy" igual ela disse. Café preto, bolacha com manteiga.
Maria até falou brava do meu tanquinho, que tenho mesmo sem malhar e ri dizendo que olhando de cima parece um buchinho mas ela disse que não era nada de buchinho.
Ri né.
E ficamos assim, conversando e eu vendo ela não ficar triste até um certo ponto, ela foi estudar e eu voltei pro meu escritório.
Onde pesquisei sobre Daniel Lima.