224° capítulo

1193 Palavras
Henrique. Estava no meu escritório e aqui tem um computador, mas peguei o notebook que estava com a Maria. Ela tava usando o meu. Tava quase na hora de chamar ela. Nos históricos vi que ela pesquisou só coisa referente a escola mas eu estava tentando achar uma pesquisa sobre um site e não lembro o nome. Perto de coisas pra Havard, vi que o w******p dela ficou vinculado no meu computador mas não estava mais. Faz tempo que não entro no w******p da Maria, não é pra invadir a sua privacidade, até por que não temos problemas com isso. Mas é medo de algum número que seja da sua mãe se passar por alguém da idade dela. Só isso. Mas não consegui achar o site e desisti também, não era relevante. Alguém abriu a porta. - oi meu amor, o daddy já tava subindo. - desliguei o computador e me levantei. Ela coçava um dos olinhos enquanto o outro estava na maçaneta. Maria anda muito carente ultimamente e sei os motivos, mas mesmo orientando, ela continua assim. - dormiu bem? - concordou. - sim, eu queria comer abacate. - ri. - não tem. - ela fez uma carinha. - quer que eu vá comprar? - me olhou, tão baixinha. - sim por favor. - dei carinho na sua bochecha e concordei. - então vamo subir pro daddy colocar uma roupa. - fomos. - daddy eu posso ir junto? - ela estava mais animadinha. - pode meu amor. - mas de moto? - penso. - por favor. - provavelmente já vou comprar mais coisa, não dá pra trazer na moto. - Maria ficou triste. - mais eu prometo que amanhã a gente anda, que tal? - concordou com um sorriso e já tava bom. Vesti ela com um vestido que ela pediu, na minha opinião tudo precisa de short mas eu não coloquei se não "ia marcar" como ela disse. Não sou o dono dela e mesmo que eu tenha "autoridade" pra certas coisas, não posso obriga-la de nada. Mas Maria foi estuprada... Já foi abusada. Eu não consigo simplesmente ficar "normal" enquanto ela pode sofrer algum tipo de a***o. Mas estou por perto, não vou deixar nada acontecer. Fomos pro carro, Maria colocou o sinto e eu também e comecei a manobrar o mesmo. Minha mãe estava dormindo, Bia não estava e Pedro provavelmente jogando. - quem fica na escola com a Maria? - perguntei, dirigindo. - eu, Malu, Becca, Karla e Pedrinho. - concondei pensando. - e quando eles tão na aula? - eu fico sozinha... Mais a maioria das aulas fazemos juntos só que nem todas as aulas eles ficam comigo. - ela não disse de forma triste embora eu tenha pensado que foi. - faz mais amigos pra nunca ficar sozinha, tá bom? - concordou. - daddy... Você tem medo que algo aconteça comigo? - penso, a resposta era óbvia. - tenho medo até quando tu fica sozinha me casa... Tenho medo de qualquer coisa. - Maria pegou minha mão e nos olhamos com um sorriso. Chegamos no mercado e eu já sabia que não sairia apenas com o abacate, esse não era o do shopping mas só por que era perto da padaria e eu não queria demorar. Pegamos um carrinho, Maria ia colocando tudo dentro dele e eu não reclamava por que ela ficava falando "esse também... Mais só depois do jantar... Ah! Isso é muito bom daddy, mas vou comer só no lanchinho". Era fofo e eu tava todo apaixonado ouvindo ela. Mas compramos o abacate, eram grandes e estavam bem maduros, mas comprei alguns verdes pra durar mais alguns dias. Maria ficou tão feliz. O restante das compras eram arroz, feijão, ovos, pão de forma, queijo, presunto, manteiga... E alternava. - daddy. - liguei o carro. - hum? - comecei a dirigir e sai do estacionamento. - ainda vamos na padaria né? - ri. - vamos meu amor. - ela ficou feliz. Após a padaria, o trânsito tava meio cheio por ser a hora que todo mundo saía do trabalho. Foi um bom tempo pra conversar. - e... CD falou oque pra ti? - estávamos em uma fileira, toquei sua coxa. - é o daddy, tem que me contar as coisas que te fazem m*l. - me olhou. - eu sei daddy, mais eu não lembro... Eu só ouvia a voz dele e lembrava dele me levando... Pra lá. - respirei fundo. - e ele... Tava tão perto.. até o professor chegar e... - que professor? - interrompi. - o.. de matemática. - Maria pareceu incomodada. - esse professor é como? - olhei pra ela acelerando o carro bem pouco, o da frente andou um pouquinho. - ele... É legal. - e a aparência. - era oque eu queria saber. - normal. - olhei pra ela enquanto ela olhava pra frente. - te conheço quando não quer falar as coisas e tudo bem se ele for bonitão. - ri. Maria me olhou. - ele é tipo você... Mas com mais tatuagens. - contrai o maxilar. - o nome dele é como mesmo? - Daniel. Daniel. Era impossível que alguém que eu não vejo a anos reaparecesse... Ainda mais como um professor. Não tem como. Ele nunca seria um professor. Jamais. Não o Daniel que eu conheço. Chegamos em casa depois de quase meia hora, tivemos que parar no posto de gasolina por que a Maria tava se mijando toda. Mas em casa tudo parecia igual, minha mãe dormindo, Pedro jogando no quarto e Bia ainda fora... Provavelmente com a Luiza e eu até sei que está por ela ficar falando disso o tempo inteiro. Parece que "Luiza e eu temos planos pra morar juntas". Ainda acho cedo mas a felicidade da minha irmã é algo que não quero estragar nunca com meu pessimismo, mas serão tantas responsabilidades. - daddy, você quer também? - beijei ela por trás, normalmente Maria fica do outro lado do balcão mas ela tava entre a pia e o mesmo, onde não há cadeiras. - aii.. - riu enquanto eu chupava seu pescoço, mas quando mordi ela parou. - hummm... - coloquei as mãos na sua cintura lentamente e quando meus braços deram a volta na sua cintura, puxei ela pra mim. - daddy... Se a gente t*****r aqui eu vou fazer isso comendo meu abacate. - comecei a rir e soltei ela. - aaaah meu amoooor. - beijei ela. - não vamos... Mais tarde. - ela riu. Continuei guardando as compras e ouvia Maria falar e dizer que gosta do abacate nem tanto esmagadinho e com bastante açúcar. Que bom que ela gosta de abacate, ele tem bastante vitamina. E enquanto ela comia isso, fiquei na minha "comida de daddy" igual ela disse. Café preto, bolacha com manteiga. Maria até falou brava do meu tanquinho, que tenho mesmo sem malhar e ri dizendo que olhando de cima parece um buchinho mas ela disse que não era nada de buchinho. Ri né. E ficamos assim, conversando e eu vendo ela não ficar triste até um certo ponto, ela foi estudar e eu voltei pro meu escritório. Onde pesquisei sobre Daniel Lima.
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