Maria Clara.
Hoje não tinha matemática, ainda bem!
Mas em compensação, tinha educação física.
Becca se atrasou um monte e eu morrendo de medo da Micheli.
Sim, medo.
Ela parecia que ia soltar poderes pelas mãos e me m***r, só pelo jeito como me olhava.
- Maria.. desculpa. - ela veio correndo até as arquibancadas onde eu tava e começou a ofegar.
- eu tive que subir três vezes pro quinto andar e descer quatro por que falei "p***a" na aula de português. - ri. - não ri, o professor me fez ir pegar livros depois descer e voltar. To morta. - ela se atirou pro banco.
Nossas aulas de português são com professores diferentes.
- eu... Acho que não vou participar, vou dizer que tô com cólica. - digo, Becca se senta virada pra mim e eu estava virada pra frente com os cotovelos nos joelhos.
- por que?... Maria... - me puxou e me fez virar pra ela. - Cheli não é nada nessa escola.
- não, só a mais popular e pode pedir pra alguém fazer algo de r**m e em troca mandar um nuds. - Becca pensou.
- é, isso é verdade, mas não liga pra ela ou para oque ela fala. - a professora aptou e quando olhamos ela nos chamou com a mão.
Fomos.
- eai meninas, como estão? - perguntou ela.
- bem.
- bem. - falamos.
- ok, alongamento com Cheli e corrida. Vão. - ela aptou e Becca me olhou entrelaçando nossos braços enquanto andávamos.
- sinceramente... Sou capaz de deixar ela me bater.
- mais não mesmo, agarra aquele cabelão dela e deu. - ri fraquinho.
Quando chegamos na Micheli e na sua equipe de cheelearders, ela demorou um pouco pra falar por que ajeitava o r**o de cavalo.
- seguinte meninas. - não olhou pra mim, ufa. - vocês vão alongar e correr, se alonguem como quiserem. - ela se virou e fiz o mesmo, pra Becca.
- ela serve..
- você tá louca? Não vou colocar ela na minha equipe.
- se não colocar não vamos entrar na final.
- Cheli ela tem razão, precisamos de alguém... Bonita... Todos os garotos falam dela..
- xi! - Becca me cutucou e me fez virar.
Cheli estava perto e revirou os olhos vindo até mim.
- Maria. - a olhei. - precisamos de você no nosso time de cheelearders. - eu não sabia oque dizer.
- eu? Eu nem sei...
- ensinamos você. - veio outra, toda sorridente. - você é baixinha, pode ficar no meio...
- o meio é meu! - disse Micheli.
- de qualquer forma não estou interessada. - digo e me viro.
- faço oque quiser... - parei, ainda de costas e fechei os olhos.
Foi quando me virei.
- quero você longe de mim... Longe da minha irmã, dos meus amigos... Você e CD. - ela pareceu aliviar o olhar.
- combinado. - disse de m*l jeito.
- é apenas no próximo jogo de futebol, Kayla ficou doente... E talvez... Na final. - disse uma delas.
- apenas esse jogo. - digo.
- ok. - sua voz saiu de m*l jeito outra vez mas nós duas demos as costas uma pra outra e saímos.
- meu deus Maria! Você tem noção de quantas meninas dariam um rim pra entrar nesse time? - dei de ombros.
- eu não quero nada que venha dela, nem ficar dentro da mesma sala eu consigo. - digo, pegando um dos pés por trás pra alongar. Becca fez o mesmo.
- desculpa, fui insensível.
- por que todo mundo diz isso? Eu não sou a coitadinha, isso dói mas eu não sou a coitadinha. - Becca se calou e eu olhava friamente pra Micheli enquanto ela repassava passos e xingava uma das suas amigas... Se é que são.
Ao menos não comecei hoje a treinar.
Enfim, corremos, sem o grupinho de cheelearders e ótimo, foi muito bom.
Depois eu fui pro vestiário tomar banho e Becca tomou o seu rápido, dizendo que tinha que ir pra biblioteca, era o seu turno.
Becca.
Corro, tanto que em algum momento tropecei no degrau da escada mas não cai.
- ei, amor. - Pedro me parou.
- eu tô atrasada.
- pra que?
- biblioteca. - fiquei inquieta.
- deixa ela lá, minha professora me tirou da aula pra pensar. - o seu sorriso... Sua boquinha.
- pra onde vai. - parei quieta.
- não sei, banheiro, depois pátio. - aaah Pedrinho.
- tá, me espera aqui. - sai correndo corredor a frente.
Na biblioteca Karla estava saindo.
- achei que morreu, você nunca se atrasa. - disse ela, com seu livro em mãos como sempre.
- você pode ficar na biblioteca pra mim só dessa vez? - ela levantou as sombrancelhas.
- tá com cara de quem tá segurando o t***o, vai t*****r com seu namoradinho? - ela zuou e ri. - vai, não to afim mesmo de ficar na aula de matemática... Mais tá me devendo um trabalho de economia. - concordei eufórica e ela voltou pro balcão.
Corri pro Pedrinho.
- que rápida. - ele estava no mesmo lugar parado.
- vamos? - fiquei mais relaxada e sorri.
Na verdade ele me conduziu e eu? Sentindo aquela mão firme na minha me puxando.
- primeiro vou no banheiro. - falou e já vi CD e o grupo de futebol.
- aff. - revirei os olhos e Pedro pareceu irritado com isso.
Olhava pra eles bravo.
- eai cara. - oque? Eles se cumprimentaram.
- vai querer entrar pro time ou não? - perguntou CD, nem se quer olhou pra mim.
- vou, já tá tudo no esquema. - isso me deu ódio, a voz do Pedro saindo tão bem.
- a reunião é na terça, te passo o endereço depois.
- não mesmo. - digo e agora sim ele me olha, assim como os outros meninos. - terça a sala vermelha é minha. - digo.
Ele sorri.
- relaxa baixinha, arrumamos outro lugar, você e aquele garoto estranho podem usar o quanto quisserem. - CD passou a mão no meu cabelo bagunçando o mesmo e após isso saiu.
- aaargh! - me debati de ódio. - você não vai, por hipótese alguma. - digo ao Pedro e saio andando.
- Rebecca.
- Rebecca nada. - ele me alcançou.
- jogando futebol posso entrar em uma faculdade boa... - ri.
- cai na real, você é rico, somos ricos, se você não conseguir entrar vai ter dinheiro pra pagar... Para de ser i****a. - entrei no banheiro feminino.
- não, espera aí. - ele me puxou mais já estávamos dentro dele.
- você acha que gosto quando você tem que mostrar a escola pra aquele alunos? Ou quando precisa ficar a sós com um deles pra estudar?
- exato, estudar, eu fico a sós pra estudar... E oque tem? Oque tem eu mostrar a escola? Sou a representante dela, eu a conheço mais do que ninguém. Até mais que quem estudou aqui a vida toda. - ele respirou fundo.
- preciso entrar no time de futebol.
- onde tem alguém que... Quase perdemos Maria por causa dele. - Pedro pareceu incomodado.
- e na primeira oportunidade de socar a cara dele eu soco. - penso, mesmo irritada.
- você jura? Precisa jurar em japonês. - ele riu. - repete comigo... *は*います.
- *は*います. - sorri toda feliz. - eu juro, juro, juro. - chegou mais perto e começamos a nos beijar.
- Pedro.. não dá. - ele foi me empurrando pra dentro de uma das cabines. - Pedro! - fechou a porta trancando.
- relaxa, ninguém vai ver. - começamos a nos beijar até ouvirmos alguém entrar, mas essa pessoa parecia que lavou as mãos e saiu.
Pedro continuou.
Sua mão boba foi parar de baixo da minha saia e quando senti ele apertar a minha b***a segurei o gemido.
Ninguém sabe como é bom t*****r com Pedro... Aaaah ele aperta tanto e me trata tão bem ao mesmo tempo.
Quando ele me puxou pro seu corpo, senti aquilo duro e olhei pra ele.
- não vou t*****r com você no banheiro da escola.
- vai, por que eu vou te obrigar. - ele me virou tão rápido e gemi, logo depois coloquei a mão na boca.
Mas Pedro parou.
- essas meninas vão ficar entrando aqui, vem. - me puxou e ajeitei a saia.
A gente saiu do banheiro e tinha algumas meninas do lado de fora, mas não falaram nada e continuaram conversando.
Acho que nem perceberam.
- oque? Eu não vou entrar aí. - parei.
- qual é Becca... Aqui também é limpo. - ri.
- banheiro masculino é a coisa mais suja dessa escola. - digo rindo.
- f**a-se.
- aaah. - ele me puxou.
Não tinha ninguém e fedia a perfume masculino.
- tá vendo, aqui é o paraíso. - ri.
- não sei em qual planeta. - ele me puxou pra uma das cabines, a do canto e eu não reclamei.
Na verdade odiei sentir o cheiro...
- fede a xixi.
- bem pouco, para. - começou a beijar meu pescoço.
- esse fogo vem da onde? - digo rindo com seus beijinhos.
- vem de ontem... Eu amei aquela foto.. - mordi o lábio. - toda rosinha e apertadinha... - corei. - com aquela sainha e aquela meia... Rebecca você é muito gostosa. - deu um t**a na minha b***a mas logo depois me encarou.
- eu quero. - digo e ele sorri.
Ok, Pedro me virou e mandou eu ficar de joelhos no vaso sanitário... Fiquei, mesmo sentindo nojo.
Deixamos as mochilas no chão e Pedrinho levantou a minha saia.
- hmmm.. - gemi com a minha voz fofa.
- posso f***r a minha loli? Posso meter sem dó nela? - gemi mais, porém baixinho.
- pode.. por favor. - e senti Pedro colocar.
Entrou um pouco dolorido, sempre entra, mas quando ele começou ficou muito bom. Parecia a melhor coisa do mundo mas a melhor coisa do mundo é ver anime.
Quando segurei o gemido, foi quando alguém entrou no banheiro, mas parecia igual a menina no banheiro feminino, entrou, deu barulho na torneira e logo saiu.
E eu? Sentindo as estocadas do Pedro.
Ele puxou meu cabelo, bateu na minha b***a mesmo fazendo barulho, mas eu gemi bem gostoso sentindo.
E assim permanecemos por tanto tempo, tanto que eu perguntei pro Pedro se ele gozou, mas ele disse que tava quase.
Ai quando ele gozou eu fiquei de joelhos no chão e ganhei tudo na boca... Sempre fazemos isso, pra ter o controle já que não usamos camisinha.. mas por opção minha, eu prefiro sem.
Então eu já engoli a p***a do Pedro umas trinta vezes e espero engolir sempre.
Mas nem sempre ele goza dentro da minha boca e sim no rosto mas hoje não dava.
- vamos pro gramado? - concordei, já limpinha e arrumadinha.
Maria Clara.
Estava na aula de ciências, fazendo testes químicos.
Usava meu óculos e meu avental por que tinha o jaleco mas eu estava com calor.
Malu faz essa aula comigo.
- eu... Acho que alguém tocou na minha b***a outro dia. - olhei pra ela, parando na metade do caminho a mão com o potinho de vidro e o líquido químico dentro.
- como assim, quem? - ela deu de ombros, usando o jaleco e sentada no banco alto mas eu estava em pé, porém me sentei pra ouvi-la.
- eu... Não sei... Eles mandaram eu me calar.
- Malu como assim? Quem? E onde?
- na sala de aula, eram meninos que estavam atrás de mim, acho que minha saia estava um pouco levantada, mas eu sempre uso short por baixo... Quando eu percebi eles falaram pra eu ficar quieta e que foi sem querer.
- mas não te obrigaram a calar a boca né? - negou. - como eram? O principal deles.
- ahn... Cabelo castanho... Olhos Claro... Ah, tinha um risco na sombrancelha.
CD...
- turma, a um professor querendo falar com uma das meninas. - olhamos para a professora.
Ela olhou pra mim e pra Malu.
- Maria Clara... Estou tão confusa, qual das duas é? - levantei a mão tímida. - pode sair pra falar com ele. - desci do banco largando o potinho de vidro sobre a mesa.
Quando sai, tirando o avental...
- só quero te dar o horário do reforço, é na terça e na quinta. - Daniel..
- mais...
- próxima terça, é melhor que deixe o material de matemática dentro do seu armário para não esquecer de nada. Uniforme sempre e será das 14h até às 16h. - oque?
- mais...
- alguma dúvida? Ou você abrirá a boca pra reclamar? - me calei. - se seu responsável não puder te trazer, a escola pode beneficiar a van gratuitamente por que reforço é algo necessário para o aluno. Vou pedir pra diretora entrar em contato com seu... Responsável. Boa aula. - ele me deu o papel e saiu.
Parecia que ele ia falar... Daddy.
Por que agora ele sabe que tenho um.
Mas entrei novamente na sala, pensando.
Por que eu preciso de reforço? Sendo que não entendi uma única coisa. Eu ainda não tirei notas baixa em provas ou algo do tipo, ele não é ninguém além de um professor substituto.
Que ódio.
- oque era? - me sentei com ódio na cadeira.
- esse professor pega muito no meu pé. - bati a mão na mesa com o papel e Malu pegou o mesmo.
- se serve de consolo... Posso te ensinar matemática, eu estou indo bem. - Malu não entendeu, eu não estava m*l. Mas ela também não sabia e eu só sorri.
- obrigada Malu, mas tudo bem. - concordou com um sorriso.
E pra não ficar presa dentro desse assunto, eu voltei na conversa anterior, onde Malu falava dela...
Resolvi que falaria com a diretora mas hoje não dava, mas eu ia fazer de tudo pra falar com ela sobre os abusos que Malu tá passando.
E futuramente podem ser muito pior do que está agora.
[...]
Aaaaah daddy e eu acabamos de andar de moto, pra falar a verdade eu não sei o motivo do meu medo, mas parecia que daddy não tinha o controle, ele ia muito rápido e eu segurava ele bem forte pela cintura.
Mas chegamos bem e rindo e aí daddy ficou muito s****o depois de me fazer cócegas.
"Ultimamente essa tua fofura me dá t***o".
Mas cortei o papo na hora falando que queria comer açaí.
Minha ppk tava quente e pulsando.
Daddy pediu pelo Ifood, três copos grandes com açaí e eu pedi tudo no meu menos banana.
Foram três por que estava eu, daddy e Bia em casa.
Pedrinho saiu... Hum, já até sei oque ele tá fazendo nesse exato momento... Dormindo, óbvio que é dormindo por que ele é um menino comportado.
E tia Cris saiu com Caio, pelo que eu entendi, Caio estava um pouco "apresado" e ele tinha fotos de casas que queria mostrar pra tia Cris... A futura casa dos dois.
Bia claro, está até agora enchendo eu e daddy das suas frases ruins.
"Quem ele pensa que é? A mãe é minha, precisa me consultar primeiro".
"E eu duvido muiiiiito que ele vai pensar em mim e no Pedro quando escolher a casa, duvido que ele vai lembrar que precisamos de um quarto".
"E filhos? Minha mãe ainda tem tempo pra ter filhos mas e filhos????! Provavelmente vão me ver como babá e é por isso que eu quero ir logo morar com a Luiza".
Parecia que ela falava de m*l jeito, mas a maioria das suas expressões eram só medo... Parecia que ela ia ser abandonada.
Até parece que tia Cris ia fazer isso.
Mas aí, eu Maria Clara, disse pra ela morar comigo e daddy... Já daddy falou "não, corre atrás da faculdade, se forma e vai morar com a Luzia".
Eu levei na indireta, como se daddy não a quissese com nós, mas Bia levou isso como um incentivo.
"Tem razão, quero logo sair de casa e ir morar com a Luh, aaaah a gente vai se divertir tanto".
Eu fiquei feliz e com ciúmes, até por que Luiza era minha né.
Mas tudo bem.
O açaí chegou! AAAAAAAA.
- me dá, me dá. - digo pulando na frente do balcão e daddy ri.
- ó.. pera... Não, é esse aqui. - pegou outro e era esse, com mms em cima aaaa.
- eu tô louca pra comer, abram logo. - digo esperando por eles.
- comer? Só a Maria fala comer, pra mim é "tomar" açaí. - penso, mas bem rápido.
- mas tem colher, não dá pra tomar de colher. - daddy riu mas eu não. - se tivesse um canudinho, aí ia ser tomar. - ela pensou.
- faz um pouco de sentido.
- faz todo sentindo. - rimos.
Comemos, mas Bia foi atender a ligação da Luh, então ficou eu e daddy, um virado pro outro sentado na cadeira do balcão.
Que parece um banco também.
Cadeira banco.
- daddy. - comi mais uma colherada e daddy tava no final e eu na metade.
- hum? - ele também comia.
- você.. vai mudar o horário? - fiz uma cara já, odiando.
- eu não sei meu amor. Ainda é começo de ano praticamente e mais um pouco as pessoas vão começar a vim na empresa, marcar horários, aí eu acho que vai ser mais corrido pra ficar só seis horas no trabalho. - fiz uma carinha e daddy terminou de comer, colocando o copo sobre o balcão junto da colher.
- mais... Você é o chefe. - ele sorriu.
- sou o sócio.
- mais é a mesma coisa..
- é, mais também o chefe tem que ter responsabilidades, lembra que eu te expliquei que caso eu não vá, quem estiver trabalhando por mim, receberá o salário a mais por que ficou mais horas, e esse dinheiro que eu dei a mais, era o dinheiro que era pra ser meu, só que eu não fui e ele preencheu o meu horário. - penso. - tem bastante funcionário mas eu indo, eu faço mais dinheiro... Aí não passamos fome. - olhei pra ele.
- isso parece historinha, nunca passamos fome e você sempre tem mais de dez notas de cem na carteira e vários cartões. - daddy riu.
- amor... Mesmo assim, preciso ir pro trabalho. - fiz beiço mas logo coloquei a colher na boca com mais açaí. - mas por que a pergunta? Não quer voltar de van?
- é que.. acho que vou fazer reforço. - me segurei pra não fazer cara de má.
- e é a tarde ou é tipo.. entre os intervalos... Ou vai ter uma aula a mais? - penso.
- não, o professor disse que eu vou vim pra casa e depois voltar pra escola.
- aah, então é a tarde. - concordei. - dou um jeito, não se preocupa, nem que eu interrompa uma reunião pra te levar pra escola mais... A Maria é boa nas matérias, que reforço é esse? De que que é? - revirei os olhos.
- de matemática, aquele professor me odeia. - daddy pareceu tão incomodado igual eu.
- e... Ele vai te colocar sozinha? Pra ficar vocês dois sozinhos? - penso. - tu não vai, pode dizer pra ele.. meu responsável disse que não me quer no reforço por que as aulas m*l começaram. Ouviu? É pra falar e aí se ele reclamar manda ele ligar pra mim. - daddy ficou bravo e se levantou da cadeira pegando seu copo.
Fiquei mexendo a colher no açaí e pensando.
É verdade, por que o professor me quer no reforço?
Eu ainda não mostrei o quão boa sou em matemática.
- termina de comer e vai fazer alguma coisa pra não dormir tá bom? - concordei e daddy fez carinho no meu cabelo. - vou colocar o Xbox na sala pode ser? - me animei e concordei.
- quero jogar GTA. - ele riu.
- tá bom, eu coloco. - comi rápido e daddy fez isso rápido também.
Aí ele disse que ia pro escritório fazer alguns telefonemas e falou pra eu não entrar por que estaria em reunião pelo celular, eu obedeceria lógico mas ele falou que se fosse uma emergência era pra eu entrar sim.
Mas eu ia ficar jogando só.
Henrique.
Saio do escritório após uma longa reunião pelo telefone e antes disso fiquei um tempo conversando com clientes.
Maria dormia no sofá... O controle do Xbox estava na sua mão ainda e ela estava bem encolhidinha.
Demos a volta de moto pra ela não dormir a tarde, ultimamente ela acaba indo dormir tarde da noite por isso e acorda bem cansada que toda vez eu preciso até escovar os seus dentes pelo seu soninho.
Mas chamei ela.
- mor... - dei carinho no seu rosto tirando o cabelo que caía ali. - amor. - mexi nela. - não tá na hora de dormir. - ela acordou aos pouquinho e se mexeu.
- mais.. hum.. - ficou brava e fechou os olhos com a carinha de má ainda, ri.
- vem, vamo subir... Tomar um banho... É 19:40 amor. - digo olhando no relógio. - vem, vem no colhinho do daddy. - ela levantou e peguei ela no colo subindo lá pra cima.
Quando a coloquei no chão ela deitou na cama de qualquer jeito e se encolheu.
- daddy.
- hum? - tirei a camisa, mesmo falando no telefone por chamada de voz, me sentia m*l por estar m*l apresentado.
Tirei o relógio do pulso e o celular do bolso.
- você me leva pra fazer xixi? - olhei pra ela e ri, os olhinhos fechados e as bochechas rosas.
- levo neném. - ela me deu a mão e finalmente abriu os olhos.
Fomos pro banheiro.
- a escola é puxada né? - concordou e baixei seu short. - mais é só no começo, tu sabe disso, depois fica tudo bem. - ela sentou no vaso e ouvi o som do xixi.
- mas agora tem muita coisa e coisas novas, tem a participação no time das cheelearders pro próximo jogo, tem a nova professora de biologia que é uma velha e tem a parte de matemática..
- como assim a participação no time das cheelearders? - fui até ela, incomodado. - fala amor. - peguei papel higiênico e limpei ela, até ela raciocinar que fez o xixi vai demorar.
- foi um trato...
- com quem? - fiquei incomodado sim. - vem. - ajudei e assim que ela levantou vesti o seu short.
- Micheli precisava de mim no time e fizemos um trato, ela e CD deixam eu e meus amigos em paz e eu faço oque ela quer. - contrai o maxilar. - mais daddy, é só o jogo.
- não interessa se é só o jogo ou isso ou aquilo... Amor. - fiz ela me olhar. - aquela garota quase fez eu te perder... Não te quero perto dela Maria Clara. - briguei.
- daddy mais..
- não tô sendo m*l, tô com medo... Amor tô com medo. - ela me olhou nos olhos. - tô com medo de chegar na escola pra te buscar e ninguém saber onde tu tá... Não é Estados Unidos aqui mas é como se a polícia fosse ficar horas atrás de ti pela escola até 12h depois achar o teu corpinho dentro de algo... Que p***a Maria não, olha pra mim. - olhou. - não, eu tô mandando em ti, tô dizendo não, não te quero perto dela. - fui firme. - só tô com medo... Não quero reviver isso. - fui frágil e Maria me abraçou, abracei de volta, bem forte. - um dia vou fazer uma loucura, por que se essa garota ou aquele garoto te tocar um dedo, sou capaz de ir preso por ter matado dois adolescentes. - ela me olhou.
- você já disse isso uma vez.
- e repito quantas vezes quiser.
- mais isso vai fazer eu ficar longe de você..
- mais vai te fazer ficar protegida, sem alguém como eles no teu caminho te tirando de mim aos poucos. - voltei a abraça-la forte. - nunca vai embora amor... Nunca me deixa, nunca. - ela me apertou assim como eu.
Após eu conversar com ela mais algumas coisas, coisas essas que me fizeram ficar com medo de perde-la, fomos deitar.
Maria não estava com sono mais mas depois daquela reunião quem ficou com sono fui eu e lutei contra o mesmo.
Conversamos bastante na cama também.
A conversa ia da escola pro lado s****l, do lado s****l pra curiosidades, das curiosidades pra perguntas de "oque isso significa?". E assim ia.
Adoro e amo o jeitinho como Maria fala as coisas, eu só fico rindo. Ela é toda perfeita, toda minha e só imaginar que posso perde-la...
Isso chega a queimar no estômago.
Prefiro perde-la pra outro do que pra morte ou pra um desaparecimento.
Mas nunca me perdoaria se algo assim acontecesse com a Maria, por que eu sempre cuido, SEMPRE.
Quando digo "não" é pra nada assim acontecer.
Agora tenho medo de dar tchau pra ela, o beijinho e esperar ela entrar na escola, aí eu sigo pro trabalho... E do nada... Alguém me telefona, igual eu falei pra ela... "Henrique, Maria Clara estava desaparecida".
Ou...
"Achamos o corpo dela...".
Nossa como isso machuca, isso tortura a minha cabeça tanto, tanto!
- vem cá, fica pertinho de mim por favor. - a puxei pra mim e assim ficamos, assistindo filme.
Não a soltei por nada e me aliviei um pouco.