235° capítulo

3513 Palavras
Comecei a tossir mas não por causa da garganta, era por causa do daddy com aquele desodorante. - ai daddy. - ele riu. - desculpa. - você só vai ir comprar o almoço. - digo com ciúmes, ele ri. - o daddy tava limpando o carro, tô com cheirinho r**m e não dá tempo de tomar banho, se não vai fechar o restaurante. - penso, por esse lado era necessário tanto desodorante, se não o daddy vai ficar fedidinho... Oque não será r**m perto de mulheres bonitas, aí elas não se apaixonam. Daddy passou perfume e vestiu a blusa. - quer que o daddy traga algo? - fiquei triste. - não, hoje tá bem calor pra comer sorvetinho e não dá. - ele riu vindo até mim. - não vai me convencer, nem adianta fazer esse olhar. - me fez cócegas e ri. - aff daddy, só um pouquinho assim. - mostrei nos dedos parando de rir. - nem um pouquinho assim, nem um pocão assim. - riu. - trago outra coisa, tem muita coisa mais gostosa do que sorvete. - abri a boca. - isso é mentira. - daddy riu. - pede outra coisa, o teu pai gosta mais de tortas, a Malu também. - penso. - então você pode trazer bolo e alguns docinhos? - sorriu. - posso meu amor. - me beijou. - eu trago, vou ver oque tem de gostoso na padaria e trago pode ser? - sorri animada. - pode daddy ebaaaa. - sorriu. - tá, o daddy vai la, toma o bãozinho e coloca a roupinha que eu vi. - concordei. - não lava o cabelo tá? Seca os ouvidinhos... A Maria sabe. - concordei. - e seca bem os pés também né? - uhum, pra não ficar doente. - me beijou outra vez. - não demora. - não vou. - me beijou. Quando daddy saiu eu fui pro banho e molhei o cabelo bem pouquinho mas é por que o tubo do meu sabonete líquido caiu no chão sem querer. Mais daddy não vai saber hihi. Quando sai eu vi a roupa sob a cama que eu não tinha visto, ebaaaaaa é a nova!  Daddy não me deixa usar roupa nova em casa e ultimamente não temos tempo pra sair e quando temos a gente tá cansado. Mas hoje eu podia por que ia ter um almoço aqui em casa, mas um almoço pronto por que foi de última hora e o mercado já tinha fechado. Então daddy foi em um restaurante pegar. Fiz uma make, passei desodorante, perfume, penteei o cabelo e coloquei o meu chinelo preto, o holográfico não combinou muito. A roupa ficou bem justinha em mim e eu fiquei bonitinha. - oi filhinha. - digo pra Lily, que tava em cima da cama. - daddy disse que não era pra deixar você subir na cama por que você tava no buraco que a Luna fez na terra, e tia Cris já xingou Luna por isso... Você não pode ser xingada filha. - tirei ela de cima da cama. - vamos descer, sua tia e seu vovô tão vindo! - saímos do quarto. Lá em baixo Pedrinho estava arrumadinho e jogava, Bia comia um pêssego na porta de vidro dos fundos e usava um vestido justinho e coque no cabelo. E tia Cris colocava a mesa. - daddy vai trazer um bolo. - digo animada e tia Cris sorri. - hummmm, hoje acordei com vontade de fazer mas aí até esqueci. - sorri. - o seu é melhor mas pelo menos não vai te dar todo o trabalho de fazer. - ela me deu carinho. - que linda que tu tá. - dei uma voltinha e ela riu. Fui até Bia, mas ela parecia brava. - oque foi? - deu de ombros. - Maria precisamos conversar. - concordei fraquinho e Bia começou a andar. Fomos pra rede e sentamos uma virada pra outra e eu estiquei as pernas assim como Bia. Se cabe eu e daddy, cabe eu e ela. - oque foi? - Bia parecia séria. - eu.. não tô aguentando ficar com isso preso dentro de mim. - ela levou as mãos ao rosto e me preocupei. - calma, pode falar. - me sentei em perna de índio e um dos meus joelhos ficou sobre as perna da Bia. Ela se ajeitou mais pra cima mas ainda na mesma posição. - peguei aquele dinheiro pra... Ir pra outro país. - sim, você disse isso. - não pra viajar Maria. - não entendi e ri. - mais será uma viagem. - ela negou. - Maria... Fui dormir na casa da Luh antes da festa, duas semanas antes da festa. - fiquei confusa. - a gente saiu... Os pais dela e os irmão tavam viajando.. - ela colocou a mão no rosto. - depois a gente voltou pra casa dela com nossos amigos... Luiza é lésbica mas a gente tava muito louca. - comecei a ficar tímida. - oque vocês fizeram? - agora fiquei curiosa. - sexo... Nós cinco. - cinco?! - abri a boca. - uau Bia! - sorri. - não Maria, não é uau. - eu sempre quis fazer, mas eu nunca vou fazer, é legal? - eu estava empolgada e Bia séria. - Maria eu tô grávida. - meu coração parou por longos segundos, eu não o senti. - Bia... - eu sei qual deles é o pai, eram dois meninos e mais um menina que estavam com a gente... Mais foi só ele que ficou... Sabe, mais tempo ali. - eu corei. - Maria... Preciso abortar, eu preciso desse dinheiro. - não soube oque dizer. - por favor não me abandona. - pegou minhas mãos e se sentou igual a mim. - eu tô sozinha Maria. - começou a chorar e meus olhos se encheram de lágrimas. - Bia... - quero parar de comer pra ele não crescer, quero cair das escadas pra ele sair de dentro de mim... - Bia não! Você não pode fazer isso, esse bebê não tem culpa! - ela me olhou. - a culpa é minha eu sei, eu sou uma i****a. - bateu na cabeça algumas vezes até eu segura-la. - tia Cris te ama, daddy e Pedrinho também... Você não tá sozinha... Tem a mim... Esse bebê não pode morrer Bia. - comecei a chorar. - você não vai ser um monstro se fizer isso mais.. - Maria... - atravessar o país pra fazer algo assim... Pra tirar ele... Ele vai nascer a sua carinha... Ele vai conhecer a vó dele... Os tios... Daddy vai amar ele... Daddy pode ser o pai se esse menino não quiser... Não faz isso. - eu chorava litros. - você não pode fazer isso com ele, e mais ainda.. com o seu corpo... Bia. - ela me abraçou forte, me puxando pra perto dela até eu deitar em seu corpo. Bia era grande e não era gorda, mas tinha mais corpão do que eu e eu me sentia muito protegida com ela. - esse... Esse bebê tem.. tem que.. que vim.. e.. e ser.. amado. - Bia começou a chorar junto comigo. - eu não sei oque fazer Maria... Eu não sei. - voltou a chorar mais ainda. Mas me sentei pronta pra falar algo e parar de chorar. Minha maquiagem deve tá toda borrada. - Bia.. - tentei segurar o choro. - não vamos te mandar embora, e muito menos te deixar sozinha... Esse bebê vai ser amado e cuidado muito bem. - peguei sua mão. - sinto que... Que ele não faz parte de mim... Fui irresponsável Maria... Eu dei por que é bom, mas fiz isso sem pensar nas consequências... Eu errei... Eu dei de cara no chão. - ela colocou as mãos no rosto. - Bia.. - ouvimos o som de um carro e parecia na nossa garagem. - você não é obrigada a carrega-lo... Mas ele não é um monstro. - Bia me olhou soluçando. - se esse menino não querer, o problema é dele... Ele vai tá perdendo tudo por que esse bebê pode ser o bebê mais fofo e inteligente do mundo. - ela sorriu e fiz o mesmo. - daddy não vai bater em você e quando tia Cris saber, ela vai ficar em choque e te ignorar mas é por que vai ser algo muito chocante pra ela, depois ela vai vim e vai te dar todo o apoio... E Pedrinho vai zoar obviamente mas ele também vai cuidar de você e do seu bebê... Que pode ser uma menina e pode ter o nome com B igual ao seu, tipo Bela, Bel... - ela sorriu mas chorando. - tô com medo Maria... - abracei ela. Isso é tão... É uma notícia que eu nunca pensei que iria ouvir... Ainda mais da Bia, que nunca quis ser mãe. - pensa na gente, e nesse bebê principalmente... Ele pode te deixar com estrias e com vários enjoos, mas vai te amar por que você vai ser a mãe dele... E eu a titia e eu vou cuidar dele pra você quando você tiver cansada, é uma promessa de irmã. - ela riu. - pra você tudo parece ser tão fácil. - disse sentimental. - você tem tudo, eu sei que Henrique é um bom homem pra você e te trata bem e que provavelmente te orienta a tomar a pílula e tem cuidado antes de... Gozar, eca. - ri no final. - você m*l começou a vida e já tem ela ganha... Eu nunca comecei a minha. - voltou a chorar. - Bia... Talvez esse seja o começo. - me olhou. - Luh não é o tipo que vai brigar por isso, até por que você e ela estavam juntas nesse dia... E ela vai estar com você, talvez vocês duas sejam as futuras mães desse neném. - sorri e ela fez o mesmo. - pensa assim... Talvez sua vida esteja começando agora. - Bia respirou fundo. - vou pensar assim... Mas não conta pra ninguém e... Ainda quero ficar com esse dinheiro pra caso eu... Realmente queira viajar. - Bia... Esses procedimentos as vezes podem m***r até a mamãe do bebê... Você lembra como fiquei - ela concordou. - eu sei. - não faça besteira, não escute as suas péssimas intuições, você não tá sozinha, você é rica, você tem tudo e uma família... E eu, e eu vou estar aqui caso todos virem as costas mas você sabe que eles não vão. - dei carinho nela. - tá... Seu pai chegou, vamos... Parar de chorar. - limpamos as lágrimas e pelo celular eu vi que não borrou nada, Bia foi pro seu quarto quando entramos e por sorte ninguém a viu por que todos estavam na sala. Malu estava linda em uma calça jeans e cropped. Cumprimentei meu pai e ele perguntou como eu estava, falou que daddy havia avisado sobre uma dor de garganta mas eu falei que estava bem. Aí daddy demorou décadas pra chegar em casa mas chegou. - daddy! - abracei ele assim que desceu do carro. - oi minha princesa. - por que a demora? - riu. - por que eu amo uma menina chamada Maria Clara e por ela faço o impossível, principalmente quando ela me pede o bolo que ela gosta e docinhos... Eu fui lá no centro comprar isso, por que as lojas daqui tavam tudo fechando pro almoço. - abracei ele de novo. - te amo daddy, obrigada. - beijei ele e ele sorriu. Ajudei ele mas Pedrinho teve que vim por que era muita coisa. Mas levei o bolo e parecia estar uma delícia. Chamei Bia, ela recusou o almoço e insisti. Ela não quer se alimentar pra não alimentar seu bebê... Posso estar sendo injusta, mas ela não precisa tirá-lo... Até por que temos condições, tia Cris pode cuida-lo, eu e daddy... Bia não está sozinha nessa. Mas Bia veio e se sentou ao lado do meu pai, que estava na outra ponta. Daddy pegou um almoço normal mas tinha umas coisas diferentes e bem decoradas que não gostei... Comida de rico, eca. Mas ele obviamente trouxe o tradicional. Peguei arroz, feijão, carne assada, batatinhas assadas bem pequeninhas e eram muito fofinhas, peguei alface e tomate e tinha vagem! É uma coisa muito estranha de comer mas quando eu coloco junto com o arroz, feijão e a carne, fica gostoso. Puro não, fica h******l. É igual a couve flor, sozinha é r**m mas no meio da comida fica bom até. Os adultos tinham muitos assuntos e Malu até falava junto com eles e parecia o meu pai! Malu é igual ao nosso pai! Meu deus. Queria saber como Mariana era... Será que ela realmente era durona como Malu disse? Isso machuca. - come mais um pouquinho. - penso. - o bolo não vai fugir. - disse pra mim enquanto todo mundo conversava. - é que não vai ter espaço. - riu. - vai sim meu amor, come mais um pouquinho, o daddy corta a carne pra ti pode ser? - concordei após pensar. Daddy me serviu mais uma vez e assim que ele me entregou o prato, me deu carinho e sorri. Bia comia, com lentidão. Me senti m*l. Após um tempo do almoço, Malu e eu estávamos no balanço do meu parquinho e Malu falou sobre Gabriel... Aaaaah. "Um menino esbarrou em mim outro dia... Quer dizer, eu esbarrei nele e meus livros caíram tudo, ele me ajudou mas eu não deixei ele falar nada por que Pedro me chamou". Malu ficou tímida dizendo isso. - quem quer bolinho? - olhei pro daddy vindo com dois pratos. - eu, eu, eu. - me levantei e ele riu. - lindinha. - me beijou e sorri. - ó Malu. - Malu pegou. - tem mais docinho lá dentro tá? - concordei feliz e daddy saiu após alisar meu cabelo. Ele colocou uma fatia de bolo no nosso prato e mais quatro docinhos que eram de chocolate, um branco, um rosa e um de chocolate só que com amendoim eu acho. - Maria. - subimos pra cima do parquinho. - oque? - me sentei e Malu fez o mesmo, coloquei uma almofada no meu colo e o prato em cima. - você acha que... - nossa, sempre parece que eu tô olhando no espelho quando olho pra você. - ela riu fraquinho. - tá, fala. - riu novamente. - você acha que nossa... Mãe... Existe? - parei a colher no meio do caminho até a boca. - não. - comi. Dr. Mário vai ficar desapontado comigo que não liguei pra minha mãe, mas não tenho coragem, eu perdi a coragem. - você não gosta dela? - neguei continuando comendo. - ela é nossa mãe... - ela abandonou a gente Malu. - Malu ficou em choque. - alguém tirou eu e Mariana dela. - não falei nada. - você esteve com ela Maria... Como ela te abandonou? - percebi que fui insensível. - desculpa, eu não quis dizer isso. - digo e ela concorda fraco. - mais por que acha que ela tá.. - viva? - me olhou. - por que eu vi uma foto dela muito nítida nas coisas do pai... E aquele dia naquele condomínio... Eram as mesmas pessoas... Só se ela tem uma irmã gêmea... E isso explica o fato de você ter ficado daquele jeito, parecia que queria fugir de algo. - Malu estava indignada mas não tanto, não era raiva, era um sentimento diferente. Agora ela ficou triste. - você pode odia-la por algo, mas só quero abraça-la e recompensar os 16 anos que passamos longe. - meus olhos se encheram de lágrimas. - quero dizer pra ela que eu estou indo bem na escola, que eu sou saudável, que tenho um quarto de princesa... Que a amo tanto. - fiz um som com o nariz por que ia escorrer e não tinha onde soar... Eu chorava. - Malu.. - precisamos encontrá-la Maria. - me olhou firme. - quero ela Maria... Quero tanto nossa mãe de volta. - isso doeu, só foi o tempo de eu largar o prato e sair rápido do parquinho. - Maria.. - eu não dei ouvidos aos daddy, subi correndo pro quarto onde me atirei na cama e comecei a chorar. Malu não pode querer ela! Ela nos abandonou! Minha vó foi uma i*****l de pedir dinheiro a alguém que é perigoso e pra que???!! Pra viver no bem bom! E isso fez eu nunca conhecer Mariana, isso me fez crer por anos que eu era filha única... Me fez chorar por uma morte que nunca existiu! Melissa sempre esteve viva e eu nunca soube! - amor. - ouvi a porta se fechar. - Maria oque foi? - daddy se sentou na cama e me deu carinho. - é o daddy... Olha pra mim. - olhei. - sou eu, me fala, oque foi? - me sentei. - a.. a Malu.. - ele me puxou pra ele e sentei em seu colo o abraçando. - irmãos brigam, é normal. - neguei ainda chorando. - Malu quer... Quer.. a... A Melissa. - daddy me olhou imediatamente. - e por que tá chorando? Amor.. - Melissa abandonou a gente! - daddy não teve reação mas suspirou após um tempo. - ela nunca fez isso. - fez sim e você sabe. - ela te protegeu. - ela fingiu que morreu daddy! - daddy secou minhas lágrimas. - sua mãe... - Melissa. - corrigi. - sua mãe. - disse firme. - fingiu que morreu pra te proteger, por que daí nunca viriam atrás dela pra ela pagar a dívida... Ela foi pra outro país trocou de nome e te... Deixou comigo. - olhei pro daddy, séria. - com.. você? - daddy concordou e me levantei. - com você?! - daddy fez o mesmo. - calma. - com você?! Ela me deixou com você?! - daddy se aproximou mas me afastei. - Maria calma, deixa eu falar.. - como ela me deixou com você?! Ela nem te conhecia! - daddy se aproximou mais e não tinha como eu ir mais pra trás, já estava perto do guarda roupa. - ela não me conhecia. - me deu carinho. - meu pai sim. - eu sou uma criança, mas não burra. O pai do daddy morreu por mim... O pai do daddy me dava presentes... O pai do daddy sempre frequentava a minha casa... O pai do daddy estava lá quando minha mãe foi terminar a faculdade em outro país... O pai do daddy... Sempre esteve lá. Olhei pro daddy. - você... Nunca me amou? - daddy riu. - claro que amei e amo, eu não sabia disso Maria... Eles planejaram. - daddy agora parecia triste. O abracei forte, mas só por que eu estava confusa e ao mesmo tempo agradecendo por ser daddy o meu namorado e por ser ele quem esteve comigo todos esses anos. - eu nunca iria aceitar uma proposta de ficar contigo pra te proteger e te amar de mentirinha. - olhei pra ele. - é real, foi real, eu te amo de verdade. - voltei a abraça-lo. - sua mãe fez tudo isso pensando em ti... Acredita nisso. - fechei os olhos com força. - ela foi embora. - pelo seu bem. - e o fato dela voltar do nada? - daddy suspirou. - vem cá. - me puxou pra cama e nos sentamos um virado pro outro. - Melissa voltou por que já estava na hora, e por que... Não sei.. - suspirou outra vez. - ela quer te tirar de mim, mas por que pra ela eu sou o cara que só tá contigo... Ela não sabe o quanto te amo e se for necessário te prender aqui dentro eu prendo. - sorri fraquinho. - Maria... Não é ela que é a vilã da história. - então quem é? - daddy respirou fundo. - eu não sei... Quem roubou Malu e Mariana? Quem me empurrou pra ti? - seu pai morreu por mim daddy. - senti as lágrimas escorrerem. - você não pode falar m*l dele... Ele me salvou. - comecei a chorar. - enquanto.. enquanto Melissa.. estava... Longe. - daddy me puxou pro seu colo e foi o abraço mãos aconchegante possível. - ela sendo m*l ou não, ela é sua mãe e só quer te ver e nunca vai te tirar de mim... Meu pai é um filho da... - respirou fundo. - mais ele me devolveu o amor da minha vida, ele te salvou e sou grato... E... Vamos dar uma chance. - olhei pra ele. - eu não sei se consigo. - eu também não sei. - falou e alguém abriu a porta. - Maria... Seu bolo. - sorri, era Malu. - senta aqui Malu, coloquem num filme e conversem. - concordei fraquinho. Talvez Malu seja o mais próximo da minha mãe... Ela é sentimental e isso não veio do nosso pai, veio da nossa mãe. Somos iguais a ela. Então... Minha mãe deve ter dias horríveis com essa sensação sentimental. Eu reconheço.
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