Daniel.
Gemi, mas em um volume razoável.
Estava dentro da minha sala com uma aluna de joelhos no chão.
Cheli.
A boca dela parecia mágica. p**a que pariu.
Forcei pra dentro da sua boca com vontade e quando eu estava prestes a gozar peguei o meu p*u e fiz isso dentro da boca dela mas nas bochechas e queixo também.
Que gostosinha.
- aaah... Hummm... - ela tava sem fôlego e eu também, ainda vendo suas mãos no meu p*u. - isso... Isso vale a nota que.. que eu preciso. - se levantou sem me largar.
- depende. - sorriu.
- do que? Eu ainda vou voltar... Ainda quero ficar de quatro pra você e não só de joelhos ou de costas. - sorri de canto sentindo ela me masturbar um pouco mais.
- também quero te ver deitada em baixo de mim. - sorrimos e iniciei um beijo... Que foi interrompido com alguém batendo na porta e tentando girar a maçaneta.
Nos vestimos tão rápido e Cheli foi pra minha mesa onde estava seu material.
Abri a porta.
- ah, oi diretora. - ela olhou pelo meu braço, enxergando Cheli provavelmente.
- por que a porta estava trancada? - d***a.
- é... Fui eu diretora... Eu nunca consigo falar com o professor sobre a matéria sem alguém me interromper. - veio até nós.
- é e Micheli está um pouco m*l na minha matéria, eu tava justamente ensinando ela agora sobre um exercício. - a diretora pareceu pensar até concordar.
- pois bem, há um responsável querendo falar com você. - nem pensei duas vezes até concordar.
- claro, claro... Pode dizer pra ele vir aqui. - concordou. - Micheli já estava de saída. - ela sorriu pra mim normal, mas mostrou aquele olhar dizendo que voltaria e tentei olhar pra ela quando a mesma passou mas a diretora não deixou.
- vou pedir para que ele venha antes do próximo sinal. - concordei e logo ela saiu.
Fui até a minha mesa ajeitando a roupa corretamente e organizando alguns cadernos e livros, também foi quando ouvi o barulho da porta se fechando e olhei pra ela.
Henrique..
- oque quer aqui? - ele veio até mim e sem que eu esperasse me deu um soco.
- nunca mais encosta um dedo na Maria Clara! - me recuperei olhando pra ele, tocando meu nariz onde sangrava. - isso não é um joguinho Daniel, não pode me devolver na mesma moeda oque eu nunca fiz! - apontava o dedo pra mim e ri de lado.
- nunca aconteceu? - olhei em seus olhos. - nunca fudeu a minha irmã então? - se aproximou mais.
- transamos...
- você não transou com ela, você estuprou ela!
- eu nunca faria isso! E sim, eu me aproveitei da situação mas não forcei nada, não machuquei ela Daniel... Não fiz oque tu fez com a Maria! - tínhamos sangue nos olhos, eu via, mais não queria brigar. - tô assim, assim de te dar uma surra. - fez uma menção nos dedos.
- então dá, vai... E pode ir daqui pra delegacia. - riu.
- eu vou, mais te quebro no meio e te afastou da sala de aula, abusador... Mais um pouco e se torna pedófilo. - fui pra cima dele e começando a briga.
A verdade é que eu não era tão bom assim na luta como Henrique, mas os socos que dei nele foram bons... Também ganhei e ele quebrou o meu nariz.
Mas acabou quando o sinal tocou.
A porta foi aberta e dois alunos entraram conversando.
- isso ainda não acabou e tu vai pagar por ter feito aquilo com a Maria! - apontava o dedo na minha cara e eu o encarava.
Foi quando ele deu as costas e saiu.
Henrique.
Entro no carro e dou um soco no volante.
Que ódio.
Pego qualquer pano que vejo no carro e limpo o meu nariz que sangrava e já estava escorrendo pro meu queixo.
Logo percebo que é o paninho da Maria e sinto mais ódio.
Só queria quebrar ele, só isso, mas a respeito de menores de idade, resolvi terminar isso outro dia.
Eu nunca estuprei alguém, na adolescência eu usava sim garotas, eu comprava igual Daniel faz mas todas, TODAS, tinham idades próximas a minha.
Nenhuma tinha 10 anos enquanto eu tinha 16, por que Daniel tem 27 e as meninas 15/16 anos.
Nunca estuprei sua irmã.
Em uma festa que ele deu na casa dele, acabei ficando bêbado e tals e eu e sua irmã estávamos conversando e ela se sentiu tão atraída pelo meu lado bêbado engraçado que me convidou pra ir pro seu quarto... Fomos... Onde rolou, transamos.
Não me lembro de ter forçado, ou de ter visto a sua cara de dor... Ela consentiu... Não a estuprei e nunca faria isso.
Depois que conheci Maria as coisas mudaram, eu virei um novo homem muito melhor do que o antigo.
Por que eu virei "homem" quando sai da faculdade e comecei no trabalho, foi quando eu não tinha tempo nem pra mim e ficava lá de segunda a sábado.
Porém um homem realmente bom eu só comecei a ser quando tive responsabilidade com a Maria... Quando tive que trabalhar não só pra mim mas pra ela, por que ela é menina e requer mais coisas e precisava de mim. De repente eu não podia mais gastar meu dinheiro só pra mim, precisava economizar e comprar oque Maria precisava.
Maria me transformou em um homem melhor e não admito que um filho da mãe como Daniel a toque ou a trate m*l.
Na verdade eu não quero que ninguém a toque, ninguém, absolutamente ninguém.
Não quero e não suportaria vê-la passar por um a***o.
Já é h******l pensar que Maria se entregou a um velho pra salvar três meninas... Ela foi estuprada pra salva-las e isso é um ato heróico mas como eu fico???
Isso me corroe.
Me corroe imaginar que mandei Maria pra escola, que dei o beijo de despedida, falei pra ela se cuidar, dei o dinheiro do lanche e fui embora, tranquilo indo trabalhar... Enquanto Maria tava dentro de uma sala de aula com medo daquele m***a do Daniel.
Aquele filho da p**a que a tocou!
Que deve tocar todas as meninas... Meu deus, quantas não passaram na mão dele??
E se ele vem com aquele papo? "se não fizer oque eu quero, não vai ganhar um A ou 10". Seja lá como ele diz, eu não duvido que as meninas tenham outra opção.
Nossa que vontade de entrar lá dentro e m***r ele.
Que ódio!
Mas eu saí dali, irritado e nem um pouco afim de dirigir mas eu me mantive forte. Precisava ir trabalhar.
[...]
Estaciono o carro na garagem interna da empresa e saio, batendo a porta com força do carro.
Eu realmente estava irritado, não acabei oque comecei. Não tive a chance de dar um soco maior na cara de Daniel.
Estava irritado!
Peguei o elevador apertando eufórico no botão da minha sala e acabei assutando uma funcionária... Mas pedi desculpas.
Quando o elevador se abriu eu fui direto pra minha sala e me atirei na minha cadeira, bravo.
Alguém bateu na porta e eu só queria ficar sozinho.
- senhor Maciel.. chegou tarde hoje. - Ju era a última pessoa que eu queria ver.
- eu sei. - digo com os olhos fechados e com a cabeça levantada, meu nariz não parava de sangrar.
- meu deus... Oque aconteceu? - ela fechou a porta e ouvi os sons de seus passos. - Henrique oque aconteceu? Precisa que eu chame a polícia? Foi uma briga de trânsito?... Sua camisa tá toda manchada. - abri os olhos e ela estava inclinada a mim tentando me tocar mas não fazia isso.
- eu tô bem. - digo por fim. - só preciso de uma bebida.
- bebida? Tá bom, whisky? Vodka? Eu vou pegar. - ela foi depressa até o bar.
A vi colocar gelo no copo e servir whisky e já estava bom.
Ela também molhou a ponta de um pano no balde de gelo.
- aqui está. - me entregou o copo e já veio com o pano pro meu rosto.
- ei.. não precisa disso. - digo me desviando de suas mãos.
- está escorrendo, vai manchar sua roupa. - aqueles óculos caindo dos olhos dela me dava ódio, ela ajeitou.
- deveria trocar a armação dos óculos. - digo e ela ri.
- eu sei, esse não é o meu original, o original quebrou em uma situação muito... Inusitada e já mandei pra manutenção, esse é só o reserva. - eu não sabia oque dizer então perguntei.
- que situação.. aah. - ela bateu com o pano no meu nariz e estava dolorido mas foi sem querer.
- desculpa, desculpa. - ficou com medo. - mais eu estava... Sabe, na cama.. - abri a boca entendendo.
- ah entendi. - ela parou de passar o pano no meu nariz. - mais não fui eu quem quebrou.
- e certamente essa pessoa deve tá pagando a manutenção né? - riu.
- ah não, eu nem conhecia esse cara. - não falei nada.
Hoje em dia é tão normal dar pra qualquer um ou f***r qualquer uma.
E Beatriz é um exemplo, e agora tá grávida.
Eu tô estressado só isso, vou sair xingando todo mundo se for necessário.
- e você se meteu onde? - se encostou na minha mesa e suspirei, pegando o pano branco cheio de sangue.
- um cara.. que é um grande m***a. - me irritei novamente.
- calma, oque ele fez? - riu.
- abusou da Maria. - olhei pra ela e ela desfez o sorriso.
- tipo... Abusar...
- é... Ele não passou do limite... Na verdade o limite era ele ficar dez metros longe dela! - que ódio! Mais ele não... Ele não fez nada além de tocar.
Me recusava a dizer a palavra e*****o.
Por que sinto mais raiva ainda dele.
Juliane foi embora, deixando eu com meu whisky e o pano ensanguentado após um tempo, eu realmente precisava ficar sozinho.
Mais foi bom, só queria pensar e acabei ligando pra Melissa, resolvendo deixar nas mãos dela oque fazer com Daniel.
Por que deixando comigo, eu mato.
[...]
Fecho a porta do carro ouvindo uma gritaria e dou o alarme no mesmo, parado ouvindo minha mãe berrar dentro de casa.
Resolvi entrar e fui direto pra cozinha.
- Henrique! - Beatriz correu pra trás de mim.
- eu vou m***r essa menina!
- ou! - defendi Beatriz.
- tá sabendo da novidade? - disse ela brava. - ela tá grávida Henrique. - não falei nada. - a claro, tu já sabe. - começou a rir.
- tá mãe a gente pode resolver as coisas de outro jeito. - digo.
- outro jeito? Que outro jeito? Ela tá grávida de um traficante! Eu vi as mensagens dela com a Luzia, Luiza mandou o nome desse menino... Ele trafica! - respirei fundo.
- mais o bebê tá dentro de mim e é meu! - Beatriz saiu de trás de mim.
- e vai criar ele sozinho? Pretende nem fazer faculdade e quer ir morar sozinha, filho não é brinquedo Beatriz!
- mais é meu! É meu filho! - respirei fundo.
- tá, olha só, a gente não precisa fazer um escândalo, tá tudo bem.
- tudo bem? - minha mãe me olhou. - ah claro, pra você é normal que sua irmã de pra um cara que é traficante e que deve ter um monte de doenças. - eu estava ficando irritado.
- mãe, sendo ou não traficante essa criança tá dentro da barriga da Beatriz, sua filha, que você criou. - falei irritado. - a m***a já tá feita, ela já transou e tá grávida, pronto acabou. - fui até a geladeira e ouvi minha mãe suspirar.
- olha, não sei mais oque fazer, te criei muito bem Beatriz..
- por que isso é um problema pra senhora?!
- por que você faz tudo errado! Você nem me disse nada! Nem me avisou algo tão importante assim!
- agora eu sou importante? Até um segundo tava dizendo que eu só faço m***a.
- claro que é importante, é a coisa mais importante que tenho na vida. - ri negando enquanto bebia água.
- não te contei por que eu tava com medo.
- de mim? Da sua mãe?
- sim, da sua reação. - ouvi minha mãe suspirar outra vez, mas dessa vez com mais calma.
- eu ia te apoiar.
- não quero passar por isso sozinha mãe. - eu logo sai de cena, mas tenho certeza que elas se abraçaram lá em baixo.
No quarto eu suspirei aliviado mas ao mesmo tempo com tantas coisas na cabeça.
Fechei a porta e já comecei a tirar aquela gravata.
Consegui tirar a mancha da blusa de última hora, tive uma reunião de emergência.
Emergência em termos, só era inusitada e era de um cliente antigo que tem muito dinheiro.
Ele tava indo morar nos Estados Unidos e iria deixar a sua conta bancária do mesmo jeito, mas queria tranferir um tanto do seu dinheiro pra outra conta.
Enfim, foi bem chato.
Fui pro banheiro com a minha toalha e a maioria das coisinhas da Maria não estavam aqui, levei tudo pra ela. Oque sobrou foi shampoo, condicionador, creme, sua escova de dentes e cabelo e algumas coisas pro rosto que ela costuma deixar no banheiro. Lá tinha tudo pra ela, então não precisei levar, por exemplo, a escova de dentes.
O resto eu levei como ela pediu, principalmente seu sabonete líquido... Que era uma das coisas que mais cheirava nesse banheiro mas agora o único cheiro aqui é do meu shampoo pra homem.
Mas tomei um banho quente e demorado, pensando... Pensando tanto até querer me sentir aliviado.
Obviamente pensei em Maria e eu e em como fudemos esses últimos dias que passamos juntos, mas tentei não pensar em s**o por que eu queria muito.
Tentei não pensar pra não acabar me aprofundando nisso.
Sei lá, bater p*****a virou algo raro pra mim, fazer isso sozinho é tão estranho.
Então tentei não pensar nisso.
Me deitei na cama e coloquei em um filme, estava tarde e eu não estava com fome pra ir jantar, só queria dormir logo e não pensar em nada, nem em algo que me deixe com raiva e nem em algo que me deixe feliz.
Só queria dormir.
[...]
Maria Clara.
Estava indo dormir, beeeem depois de todo mundo mas só por que eu fiquei na sala assistindo filme e esqueci de ir deitar e terminar de ver no meu quarto.
O sorvete já tinha acabado da minha tigela e eu queria mais, mas também eu tava com cheirinho de cc e daddy disse que sou uma mocinha muito cheirosa pra ficar com o odor igual o do Pedrinho.
(É, por que o Pedrinho sempre volta da educação física com cheirinho de cc e mesmo assim Becca abraça ele e mesmo assim ele senta na mesa ao lado da tia Cris pra comer).
Mais amamos ele, ele é o nosso porquinho da família e tô com tanta saudades.
Então subi pra tomar banho.
Peguei um pijama de frio por que essa semana começou a esfriar e daddy disse pra eu usar, peguei calcinha e meias e minha toalha e fui pro banheiro em frente ao meu quarto.
Era estranho tomar banho sozinha, daddy não me ajuda... Não passa a mão na sua vagininha.
Aaaah, isso é r**m, já tô com saudades.
Mas tomei o meu banho, sem lavar o cabelo e a água estava beeem quentinha.
Aí saí, escovei os dentes, lavei o rosto e passei creme, penteei o cabelo por que quando soltei ficou um c**ô e voltei pro meu quarto sem a toalha e a roupa suja, deixei tudo lá.
Passei desodorante e tentei fazer o mínimo de barulho pra sair do meu quarto, por que eu queria mais sorvete... E daddy não pode saber, ele vai me xingar.
Então desci, peguei sorvete e coloquei banana e morango dentro, mesmo eu não gostando de banana.
Peguei também minha garrafinha termina que daddy trouxe e coloquei água AAAAAA é de unicórnio!
Peguei mais coisas também, tipo barrinhas de chocolate por que só tinha pequena de Snickers e bala fini.
Desculpa dentinhos por estragar vocês, mais é só hoje... E um pouquinho amanhã mas eu juro que vou parar e prometo passar o fio dental todos os dias e escovar por mais de cinco minutos.
Eu prometo.
Estava subindo as escadas quando ouvi um barulho e me assustei, tipo como se alguém tivesse pulado na cama.
Me assustei tanto por que eu estava em frente ao quarto da Mari... Porém o som veio do final do corredor e ficou mais alto.
E não era alguém pulando na cama.
Me aproximei.
- aaaaa! - eu corei, arrepiei e paralisei.
Mãe?!
- aaaa isso... - OQUE?!
A.. a... A mulher... Aquela loira... Aquela que tá sempre brava.
- aaah que gostosas... - NÃO!
Até você homem bonito que parece um daddy, que é moreno, que tem aquele sorriso branquinho!
Por que?!
Tipo... Um trisal?!
Uau um trisal!
Quase fiz barulho rindo mas fui pro meu quarto e não dava pra ouvir nada, ainda bem.
Coloquei em um filme ainda chocada com a situação e fiquei rindo de nervoso.
Mais comi tudo que peguei e caso eu acorde de madrugada será pra fazer cocô... Bom, não será culpa desse maravilhoso sorvete.
Mais eu fiquei tão curiosa.
Tipo, se tem um homem e duas mulheres, então ele come uma primeiro e a outra faz oque?
Ele só tem um pipi!
E cada uma tem uma ppk!
Isso é muito estranho, mais eu queria ver como é.
Mas não demorei muito pra dormir, oque me deixou surpresa por que eu achei que teria uma dor de barriga enorme mas não tive, pelo contrário, eu tava com bastante sono e nem vi a hora que fechei os olhos.
Melissa.
Estaciono o carro no estacionamento da empresa e desço... Acompanhada de Fernando e Paula.
Aaaah ontem tive a melhor noite desde que vim pro Brasil.
Estava a tanto tempo sem t*****r que fiz eles durarem tanto na cama ontem.
É, transamos e diferente do que eu tinha na França, esse foi o melhor s**o.
Os franceses são um pouco... Passivos no sexo... Tudo é uma calmaria.
Pra eles o s**o é como uma arte e eu até entendo, também acho. Mas parece que o s**o precisa ser consumido como uma poesia..
É difícil de explicar, mas nunca me senti satisfeita no s**o com um francês.
Porém ontem... Ontem! Uau!
Bom, também não sei oque eu, Fernando e Paula somos.
Na verdade acho Paula meio... Lésbica e já Fernando é mais um hétero firme e forte na sua sexualidade.
E eu... Eu ainda não sei, eu gosto dos dois sexos mas aí é que tá... Eu quero os dois juntos comigo!
No mesmo instante, no mesmo momento. Quero um s**o a três e não a dois.
Da mais prazer.
Mas entramos na empresa e fomos direto pra nossa sala, tinha tantas coisas pra fazer, iríamos fazer uma viagem, éramos e somos um tipo de espiões.
Trabalhamos disfarçados.
Então... Maria treinando e aprendendo a lutar, será mais seguro dela ficar sozinha.
"Sozinha" entre aspas, não a deixaria sozinha, ela ficará cercada de policiais e estará bem protegida.
Só assim conseguirei viajar, com Maria sabendo usar uma arma.
- senhora, os relatórios dos seguranças da Maria Luísa. - meu coração acelerou e peguei imensamente assim que larguei minhas coisas na mesa.
- obrigada. - abri.
Tinha fotos dela na escola, em casa, em uma loja de móveis com Álvaro e no cinema.
- isso é recente? - perguntei, mostrando a foto dela com um menino.
- é, parece que de um ou dois dias atrás. - fiquei olhando.
Parecia ser um bom rapaz, não estava com o braço em volta do pescoço dela, aliás, ele nem a tocava.
Sorri, ela está crescendo e não estou lá.
Mas olhei tudo que tinha entre aquelas folhas e é muito invasivo sim ficar de olho na vida de alguém, mas ela é minha filha... Me sinto tão errada de estar cuidando apenas da Maria, meio que protegendo apenas a Maria.
Enquanto Malu corre perigo.
Sei que tem muitos homens e mulheres por perto cuidando dela, mas não é a mesma coisa que ela estar dentro de uma casa com milhares de seguranças.
É diferente.
Ela não tá lá com a Maria agora, ela tá com o pai dela que a protege mas está desprotegida ao mesmo tempo.
Suspirei.
- eai, tudo bem? - Fernando fez carinho nas minhas costas me entregando café.
- tudo... Vai ficar. - sorri e ele fez o mesmo.
Bom, começamos a reunião quando nos sentamos e o pessoal começou a vim.
Descobrimos que a mulher que quer as meninas foi vista em um aeroporto desembarcando e agora queremos descobrir da onde ela veio, até por que o seu avião era particular.
Precisamos saber se ela veio sozinha ou trouxe sei lá... Crianças junto dela.
Maria Clara.
Eu estava tão triste, eu acordei toda vermelha, a cama estava vermelha, minhas roupas... E daddy não estava aqui.
Chorei litros.
Ms tomei banho e levei aquelas roupas de cama pra lavar, o meu cobertor não sujou ainda bem.
Menstruei e daddy sempre está aqui pra me ajudar e eu sei oque fazer nessas horas... Mas sentir o apoio do daddy... Sintir ele dizer que tá tudo bem me deixa tão confortável.
Agora tô carente, fiquei sensível, tô me sentindo m*l agora.
- bom dia senhorita, que carinha é essa? - Adam trouxe um prato grande com bolo em cima... De cenoura com cobertura de chocolate e colocou a mesa junto aos demais pratos e comidas.
- nada, só acordei triste. - ele colocou o prato sobre a mesa e me olhou.
- algo que posso fazer? - penso.
- ninguém vem comer? - negou.
- todos saíram para uma reunião com sua mãe.
- você pode comer comigo? - ele pensou. - por favor.
- bom, já que insiste. - puxou a cadeira da ponta ao meu lado.
- Adam, ser um mordomo é assim? Viver com os patrões pro resto da vida? - ele riu.
- creio que viver pro resto da vida não seria o termo a ser usado, mas é assim, viemos para a casa de nossos patrões e como eles precisam da gente todos os dias, acabamos morando com eles. - meu deus.
- mais e a sua vida lá fora? E seus filhos? - ele sorriu.
- não tive filhos, me casei uma vez com uma só mulher, que eu amava tanto. - vi o olhar de Adam, ficou triste.
- e cadê ela? - Adam sorriu pra mim.
- partiu cedo de mais, e me deixou uma biblioteca enorme pra administrar. - abri a boca imaginando como deve ser bom ter uma enorme biblioteca. - eu via ricos, homens velhos mas ricos.. famílias ricas... Sempre indo até a biblioteca, me elogiando pela boa recepção e sempre solitários. Um dia eu não aguentei ficar dentro daquela biblioteca, trazia tantas lembranças, aí vendi e virei mordomo após um de meus clientes mais antigos me procurar. Aprendi como era, a servir, a orientar... E ca estou.
- e esse homem?
- ah, ele faleceu a alguns anos, antes de vim pra cá tive outras duas casas para servir. - fiz uma expressão.
- Adam, isso não cansa? Você não tem tempo pra você. - ele me olhou sentimental.
- depois que se perde tudo na vida, não temos muito oque fazer... Sou um homem solitário e ficar perto de pessoas boas me torna alguém mais feliz. Gosto de cuidar de você, de proteger você, é como uma neta. - sorri gentilmente. - então aqui está uma dica: nunca deixe pro futuro oque você pode fazer agora. - refleti. - digo em relação a tudo, no meu caso eu tive a oportunidade de ter filhos e deixei sempre pra última hora.
- Adam.
- sim?
- e oque você faz com o dinheiro que ganha? - ele soltou uma gargalhada.
- eu guardo tudo, sua mãe me dá tudo que preciso então não preciso gastar o meu dinheiro. Isso é bom, quando eu estiver aposentado, terei dinheiro para viajar, curtir a vida apenas eu. - sorri.
- não é tarde pra achar alguém Adam. - ele sorriu fraquinho.
- ninguém substituí minha amada... Creio que sabe como é isso. - pensei no daddy automaticamente.
- eu sei, ninguém substituí o daddy. - ele sorriu.
- bom, um dia vamos entender o sentido da vida.
Começamos a comer, Adam tinha boas histórias de fregueses em sua biblioteca. Era engraçado.
Adam também já viveu em Roma, oque me deixou fascinada, Roma?
Ninguém que eu conheço diz "eu vou morar em Roma", ou "eu queria ir pra Roma".
Eu achei de mais.
Após o café da manhã fui pra piscina me sentar no sol, Adam me deu um livro e lá fiquei, com alguns seguranças sérios andando de um lado pro outro.
Eles não me olhavam, aprendi com o daddy como é o olhar de um cara que olha pra outras partes do nosso corpo e eles não me olhavam de jeito nenhum.
Oque era legal.
Talvez eu esteja crescendo e pensando diferente, daddy sempre está comigo pra me ajudar e agora estou sozinha e terei que me virar por eu mesma.
Ok, aprendendo o mundo lá fora... E sinceramente, eu tenho medo dele.