245° capítulo

3905 Palavras
Maria Clara. Eu via todo o processo de outros homens colocarem uma cama de casal no meu quarto... Também via eles tirarem as bonecas como pedi mas que deixassem elas ali dentro de uma caixa por que algumas eram minhas de quando eu era pequena que ficaram em um lote quando a casa da minha vó foi vendida. Daddy disse que poderíamos vender ou doar todos aqueles móveis mas eu pedi que ficassem guardados... Alguns hoje estão aqui, minha mãe meio que "roubou" do lote mas também era dela então.. - aqui está bom? - um dos homens me perguntou e como a cama de solteiro antes era virada pra porta e nos pés já começava o guarda-roupa, pedi que virassem na direção da outra parede por que naquele lugar do quadro que tinha naquela direção seria colocado uma tv pra mim. Então a cama ficaria em baixo da janela, basicamente igual o meu quarto e do daddy mas lá é uma sacada e a porta é um pouquinho longe e o quarto é milhões de vezes maior que esse. - pode colocar um pouco mais pra cá? Eu queria que tivesse dois criados mudos do lado da cama. - ele concordou gentilmente. - oi meu amor. - minha mãe apareceu. - oi mãe. - sorri e ela me deu carinho. - tá indo tudo bem? - concordei. - tá sim. - pode deixar aquela caixa em outro quarto. - apontou pras diversas bonecas e Barbies. - ah, tudo bem... Quando eu tiver coragem eu coloco. - ela sorriu pra mim. - quero que saiba que gosto de vocês dois juntos. - sorri. - daddy cuida de mim. - eu sei, mais tô dizendo isso por que... Namorados... Vontades... - fiquei tímida e ri. - acho que daddy não vai querer fazer nada. - fomos andando pra fora do quarto, no corredor e com calma. - bom, se fizerem não é da minha conta mais... Como foi a sua primeira vez? - entramos no seu quarto e sorri, sem me importar de contar isso a ela. Sei que ela quer tanto saber. - foi perfeita mãe... Tivemos tantas tentativas mas eu não conseguia, doía muito. - me sentei na sua cama e ela logo depois, segurando uma xícara com o que parecia café. - e... Ele te trata bem? Te tratou nesse dia? - concordei feliz. - daddy foi muito paciente e bom... Igual todos os dias... - apertei as minhas mãos. - Maria... Eu estava longe e te vigiava, mas não cem por centro e quando voltei... Quando puxei sua fixa toda... Você... Abortou por que? Aquele dia falamos no ar e eu não queria te perguntar tanto. - respirei fundo e concordei. - na época o pai era m*l como eu disse e... Tentava me tirar do daddy pela herança da vovó e... - eu prendo esse homem! - ficou com raiva. - não mãe.. - a toquei. - isso era o tumor lembra? - respirou fundo. - os médicos disseram. - então ele teve um tumor a vida inteira, ele sempre foi aquele b****a. - se levantou brava. - ele ficou pior e colocou a vida do daddy em perigo por causa do tumor, o tumor piorou. - se virou a mim e eu estava com medo. - desculpa meu amor. - tudo bem. - voltou pro meu lado. - é que... Caí no papo dele, fui a sua p********a pessoal.. - nos olhamos. - e engravidei e não me arrependo. - me deu carinho e sorri fraco. - mais ele... - suspirou. - cuida da Malu e da o melhor a nós, principalmente amor, ele tem uma cachorrinha Lola e uma gatinho chamado Luigi... Ele cuida da gente. - ela me olhou com ternura. - não existe possibilidade de vocês se casarem? - riu mas eu não. - oque?... Filha está falando sério? - concordei normal e ela se levantou. - seu pai é... - velho? - se virou a mim e ela sorriu. - charmoso. - sorri também. - mas me fez m*l e eu nunca vou esquecer. - que tipo de m*l? - ele me batia, me tratava mal... Principalmente no ato... Eu sempre tinha que querer quando ele queria. - mais s**o não é tão r**m assim. - riu. - com certeza não mais e se o Henrique te forçasse? Se já tirasse a sua roupa e te.. penetrasse sem você fizer um a? - penso. - ele já fez isso? - voltou pro meu lado e sorri. - não, claro que não. Já... Mais estávamos em uma p*****a só. Eu tinha falado pro daddy "não quero" mas um não quero com muita vontade e daddy tirou a minha roupa e forçou... E eu tava molhadinha. - filha. - olhei pra ela e ela colocou sua xícara sobre o criado mudo. - quero que seja sincera. - tá. - seu pai realmente mudou? - concordei normal. - quando eu fui dormir pela primeira vez na casa dele, antes da Malu aparecer, eu não consegui dormir e eu fui dormir com ele... - na mesma cama?! - parecia errado.. - sim, e ele ficou em um lado e eu no outro, ele mudou de verdade mãe. - pensou. - ele é o segundo homem mais perfeito do mundo e na minha vida são quatro. - me olhou. - quatro? - riu. - daddy, papai, Matheus e Pedrinho... Ah, tem agora o filho da Pri e futuramente o.. da... Bia... Mãe preciso falar com a Bia. - não dá meu amor, oque tem? - por que não dá? - o celular dela pode estar sendo rastreado. - ah, verdade. - tudo bem. - mais oque foi? - Bia é lésbica.. - e o que tem? - ela não quer ter filhos, ela disse, então a r************l com um homem não seria possível mas aconteceu e agora ela tá grávida e deve tá sofrendo. - ela pareceu pensar. - queria muito que desse, eu juro meu amor, mas vamos dar um jeito, não se preocupa. - concordei fraquinho. - mãe. - hum? - você acha o Fernando bonito? - ela cogitou... A meu deus! - minha vibe está sendo muito confusa ultimamente. - sorriu fraquinho. - como assim? - eu não sei explicar meu amor, mas ele é um gato. - rimos. Após um tempo conversando, já era a hora do almoço e a gente desceu, hoje não tinha tanta gente como ontem mas eles viriam a noite como a minha mãe disse... Assim como o daddy! Coloquei um pouco de macarrão no meu prato e nele tinha camarão... Eu não gosto. Isso fez eu me sentir m*l por que minha mãe teve que pedir pra cozinheira fazer outra coisa e ela me pediu desculpas por não ter perguntado mas tava tudo bem. Depois ela veio com outro macarrão e carne e estava uma delícia. Fernanda estava lá, no lugar igual o do daddy, fazendo piadas e seu sorriso era bem parecido com o do daddy, branquinho. Mas ele olhava tanto pra minha mãe... De um jeito... Ela ficava vermelha mas... Oque?! Aquela mulher loira parecia não gostar. E Fernando também olhava pra ela, parecia que ele queria as duas. Vish, esse tipo de coisa eu não gosto. Se daddy e eu fossemos um trisal com mais alguém, eu morreria de ciúmes de ver daddy só com aquela pessoa. E na hora de dormir?! Daddy vai fazer concinha com ela e não comigo! E se fosse o contrário? Dois homens e uma mulher? Eles seriam gays também? Isso é muito confuso, eu não entendo, pra mim não tem graça, daddy precisa ser exclusivo na minha vida e eu na dele. Será que daddy já pensou nisso? Ahn! Daddy já deve ter cogitado a ideia de ter outra pessoa no nosso s**o, eu vou perguntar pra ele. Após o almoço eu peguei o meu tablet novo, fones de ouvido e a minha tigela de sorvete e sai pro quintal. A piscina parecia funda e só de olhar me dá medo. Comi o meu sorvete sentada em uma das espreguiçadeiras na sombra e comecei a assistir filmes de anime mas ficou chato em um ponto por eu não estar prestando atenção e coloquei em uma série, s*x Educacion que ouvi a Karla falar no ano passado mas daddy disse que era um pouquinho pesado pra mim mas que eu podia ver... Eu achei que o "pesado" era mortes e sangue mas o trailer pareceu ser legal então fiquei olhando. Isso me atiçou um pouco, é r**m ficar mais de três dias sem s**o e eu não sei mais usar os meus dedos, eu desaprendi, é sempre o daddy quem usa aaaa. - oi meu amor. - minha mãe apareceu com roupas de sair, vestido, salto... Formal. Desliguei o tablet e dobrei os joelhos pra ela sentar na espreguiçadeira. - oi. - sorri. - você vai sair? - concordou desapontada. - tem reunião na empresa. - empresa? - concordou normal. - ser uma agente da polícia não é vestir a farda como eles e andar em carros fortes, sou uma agente. - penso. - meio que trabalho internamente e discretamente. - abri a boca entendendo. - tipo pra ninguém saber? - concordou. - isso aí... Bom, não sei quando volto mas se eu voltar depois das 21h, que tal pizza? Peça ao Adam para pedir ok? - concordei animada. - tome cuidado tá bom? - concordei outra vez. - você vai voltar tão tarde por que tem trabalho né? - concordou com expressão exausta. - preciso saber de tantas coisas e dar algumas saídas, estamos perto de saber sobre um celular não descartável. - eu não entendia. - é melhor que eu não te explique muito tudo bem? - concordei. - então me dá um beijo, juízo e Henrique vem hoje né... Meu deus eu esqueci. - se levantou e fiz o mesmo rindo. - como você esqueceu? - ela riu. - preciso mandar as empregadas embora. - mãe.. - ri tímida. - não vamos fazer nada. - mas privacidade é privacidade, vou pedir para que apenas uma fique e que Adam tire umas folgas no quarto dele. - concordei normal. - então não vai ter pizza. - ri. - é, daddy vai querer algo nutritivo. - suspirou e colocou as mãos no meu braço. - então... Se cuide, coma, tome banho, volto tarde e amanhã converso com Henrique tá bom? - concordei. - te amo filha. - me puxou pro seu abraço e fechei os olhos sentindo o seu cheiro. - oque quer que eu traga da rua? - penso até dar de ombros. - nada, tudo bem. - sorriu. - eu... Pensei em ver Malu, ela tem aulas extras né? - concordei. - hoje eu acho que ela tá na aula de inglês. - digo. - e ela ficará feliz de ver você. - os olhos da minha mãe brilharam. - não sabe como uma mãe fica após ficar longe dos seus filhos, só quero colocá-la dentro do carro e trazer pra cá e sei que isso é sequestro mas vocês duas estaram comigo. - seus olhos se encheram de lágrimas. - mãe... - eu sei, não vou fazer isso jamais mas... Quero tanto vocês aqui logo. - sorri. Ela me deu mais um abraço e disse pra eu comer outra vez, após isso saiu e sorri imaginando o tamanho da felicidade da Malu quando ela descobrir que nossa mãe tá viva. Malu sofre com isso. Horas vai, horas vem, minha vida já estava ficando sem graça. Já eram 16h, daddy disse que sairia do trabalho às 17h por estar trabalhando muito e só chegaria aqui às 18h. Então eu tinha tempo ainda, mas tempo pra que??? Não tinha nada pra fazer. Fui pra sala, coloquei no YouTube na tv e coloquei em uma música. Não tinha mais policiais aqui mas seguranças na frente então eu meio que estava em segurança com umas cinco empregadas e Adam. Comecei a pular no sofá igual louca e cantar, até Adam aparecer com uma bandeja e um copo de refrigerante com limão dentro. Baixei o som mas continuei pulando e dançando. - uau, está tripudiando, isso é bom, mas tome algo refrescante. - desci do sofá eufórica e fui até ele. - oque é tripudiando, Adam? - peguei o copo e coloquei o canudo na boca bebendo o refrigerante. - tripudiar é se divertir com animação, dançar é um exemplo. - penso. - é uma palavra f**a mas com um significado legal. - ele riu. - sua mãe dispensou algumas de nossas empregadas e creio que ficarei de folga, mas até seu namorado chegar, oque quer fazer? - ele era tão certinho, um vovô certinho. - eu não sei. - se quiser fazer oque os adolescentes fazem em ficar em redes sociais fique a vontade, ou se não posso te mostrar a sala de livros. - meus olhos... Eu aposto que brilhavam. - sala... Tipo... Milhões de livros até o teto igual no filme da Bela e a Fera? - ele riu. - vamos com calma, mas é uma sala muito bem projetada com estantes sendo ocupadas por muitos livros. - mesmo assim ainda era uau! - eu quero, por favor eu quero muito. - implorei. - então vamos. O segui, saltitando. A gente foi pra outro lado da casa, no primeiro andar mesmo e logo chegando a uma sala... Era uma sala grande e espaçosa, realmente tinha várias estantes de livros e bem no centro uma mesinha sobre um tapete e várias almofadas ali... Cabiam... Quatro pessoas... Em volta da mesa. - livros de criança? - tinha uma parte só pra eles. - ah sim, vocês começariam por esses e com o decorrer de suas idades, passariam a ler os mais sábios e complexos. Também há novos livros de adolescente que sua mãe encomendou, todos estão naquela estante ali. - de longe vi a coleção do Harry Potter. - precisa de algo ou quer ficar sozinha? - eu andei lentamente. - era... Nossa biblioteca? - em uma parte tinha livros de escola... - sim, sua mãe tem essa casa a anos e com o tempo ela só foi mudando de móveis mas tudo continua intacto e não se preocupe com sua asma, todos os cômodos são limpados todos os dias com uma frequência de duas vezes. - sorri. - eu não tenho mais asma Adam. - ele ficou surpreso. - bom, isso é bom, mas não mudamos quanto a sua saúde ser preciosa pra nós, continuaremos limpando todos os dias. - sorri, admirada com tantos livros. - será que... - pode, esse lugar é seu e de suas irmãs. - sorri indo até um livro. De... Liev Tolstói, mas não queria algo tão antigo, queria algo da minha época hihi. Adam me deixou sozinha levando meu copo vazio, oque resultou em eu pegar vários livros e ir até o tapete, me sentando em frente a mesinha. Comecei por Anne Frank, que me chamou atenção, menina judia, nova, que passou a vida em um esconderijo enquanto a guerra passava lá fora... Ahn! É o diário dela! Abri a primeira página e comecei a ler. Henrique. Minha mãe, Pedro e Beatriz já sabiam de tudo, tudo que Melissa me disse e tudo que era a respeito disso que estava acontecendo. Alguém viria me buscar pra ir ver Maria e eu estava nervoso, com medo. Queria tanto vê-la que eu não comi nada o dia inteiro, já são 17h. A única coisa que fiz foi ir pro trabalho e isso foi inútil, eu não fiz nada, mas fechei negócios e o dinheiro só está acumulando na minha conta. Pra caso houver alguma emergência... Estarei pronto. As duas malas prontas na sala eram de coisas da Maria e algumas peças minha de roupas. Dormiria lá até domingo a noite, já estava ótimo. Melissa é uma agente disfarçada, ela nunca me contou, talvez assim as coisas teriam sido mais fáceis. Mas oque soube por ela, que ela decidiu seguir essa carreira pelas meninas, me deixou impressionado de algum jeito. Ela sempre soube que Malu e Mariana estavam vivas e começou por essa carreira pra encontrá-las... Ninguém mais pode proteger Maria como ela. Eu confio... Mesmo estando longe sem saber como Maria anda. Meu celular foi trocado também, por um igual e idêntico mas não rastreável, posso sim ligar pra Maria o quanto quiser mas também é arriscado e eu só quero ouvir sua voz. - o porteiro ligou, eles estão vindo. - concordei pra minha mãe. - meu filho... Isso é tão... - eu sei. - me levantei da cadeira. - mas ela tá bem, é o importante. - diga pra ela que estou com saudades e veja bem o rostinho dela, se ela estiver infeliz só você vai poder dizer. - concordei. Em poucos segundos um carro parou em frente a minha casa e a campainha tocou, fui atender e Melissa não estava, mas um homem de terno e óculos sim. Provavelmente ela é bem rica, pra ter um motorista desses sim. Ele me ajudou com as malas e me despedi da minha mãe, entrando no carro logo depois e indo com ele. Eu tentei prestar atenção nas ruas, não era longe do meu condomínio mas era um caminho mais afastado, meio que "privado pra ricos". Aquela parte não era pra qualquer um morar. Melissa comprou todo esse condomínio como ela mesma disse, mas tinham muitas pessoas comuns ali e era óbvio que ela não iria mandar essas pessoas embora, mas era como se elas estivessem correndo perigo... Então automaticamente Maria também está. Quando finalmente paramos o carro, em frente a quase uma mansão de três andares, sentia o meu coração pulsar forte. Desci do carro em frente a casa e o motorista pegou as minhas malas. - por aqui por favor. - o segui, receoso. Mas ele foi só até o começo do jardim, foi quando um homem veio até mim. - boa noite senhor Henrique, sou Adam, seu mordomo até você ir embora. - ele pegou as malas, era basicamente um senhor. - por aqui. - o segui pra dentro da cama. Muitas câmeras, boa decoração e flores, isso na parte de fora... Já dentro era quase a mesma coisa mas menos câmeras e sim alarmes. - onde está Maria? - o segui pra um corredor. - na biblioteca a um bom tempo, ela recusou algo pra comer, talvez o senhor a faça tomar pelo menos um suco. - só queria vê-la, nossa como eu queria vê-la. - esse é o quarto da Maria, adaptamos como Maria pediu. - tinha uma cama de casal, tv, tudo rosa... Bonecas e Barbies em uma caixa. - onde ela está? - perguntei outra vez, Adam sorriu. - vou levá-lo até ela, o senhor chega a estar vermelho. - ri. O segui pra fora do quarto e pra outro corredor lá em baixo. - daqui o senhor pode ir indo, ela está naquela porta entreaberta. - engoli em seco vendo a luz refletir no corredor meio escuro. Ele foi embora e andei lentamente, havia trazido uma coisa pra Maria mas deixei no quarto, queria ter toda a sua atenção pra mim. Quando cheguei na porta ela estava aberta o suficiente pra eu ver Maria tão concentrada em um livro, sentada sobre um tapete com almofadas e uma mesinha de centro a sua frente. Estava vestida bem, bochechas coradas, cabelo penteado e um olhar firme ao livro. Ela estava bem, Maria está bem. Dei um toque suave na porta, não querendo assuta-la mas acabei fazendo isso e quando aqueles olhos azuis bateram nos meus... Aquele sorriso... Comecei a chorar de emoção e a rir ao mesmo tempo. Ela correu até mim. - daddy. - quando me abraçou tirei seus pés do chão e abracei com bastante força. - você veio. - suspirei aliviado. - eu falei que viria. - fiquei mais um pouco assim até colocá-la no chão. - eu tava com muita saudade daddy.. - Maria começou a chorar, tanto que seu corpo todo tremia e não quis solta-la. - tô aqui, eu tô aqui. - não quis sair do abraço. Continuei assim por longos segundos até ter certeza de que ela estava melhor. Nos olhamos e sorrimos. - essa é a minha biblioteca. - olhei em volta enquanto ela limpava o rosto. Era bonita. - e como tá a Bia e o Pedrinho? E a tia Cris?! - ela ficou preocupada. - todos bem. - digo, mas todos estão num poço de preocupação assim como eu. - vem ver o meu quarto. - me puxou e sorri pela sua mudança de humor, mas era bom, não gosto de vê-la triste. Eu já havia visto o quarto mas ela me mostrou e não interferi. - tudo isso de mala?! - disse olhando as duas que eu trouxe. - trouxe as suas coisas. - digo, oque não deixou ela tão contente. Fechei a porta e olhei em volta, aparentemente sem câmeras. - ela te trata bem? - concordou triste. - trouxe as minhas coisas pra sempre? - abracei ela por impulso, estava com saudades. - não, tu vai voltar pra casa logo. - digo dando um beijo na sua cabeça. - só achei que quissese as tuas coisinhas. - digo a soltando. - e isso? - pegou a sacola de papel sobre a cama. - presente. - ela abriu e sorriu. - sei que já tem uma coleção mas quero que comece outro. - era um diario e Maria realmente tem uma coleção. - pra que? - fui até ela outra vez. - vamos m***r a saudade, fica abracadinha comigo por favor. - ela sorriu e me abraçou forte. - te amo daddy muito, muito, muito. - sorri. - eu também meu amor. - dei carinho nela. Por fim, Maria quis ver filme e eu também só pra ficar pertinho dela. Ela informou que sua mãe demoraria pra vim mais eu já sabia disso. Nos deitamos na cama grande de casal e confortável, colocamos em Dory e apagamos a luz claro. Ela estava ali, sentia Maria ali, quentinha, saudável, feliz e bem. Não há nada tirando esse sentimento de mim, só o fato dela não estar na cama dela. A casa dela é a nossa.. comigo. - daddy. - hum? - olhei pra ela por alguns segundos, estava grudada em mim. - você ficou com saudades? Por que eu fiquei muiiito. - ri. - sim, e hoje só quero te abraçar, nada de s**o Maria viciada. - ela não ficou triste nem nada, só riu e me abraçou forte dando um mini gritinho. Ficamos assistindo ao filme por um bom tempo até a gente decidir conversar. Eu só queria ouvi-la falar e ela começou pelo começo obviamente, desde a chegada aqui até hoje e disse que sua mãe era boa... Maria não mentiria e ela não sabe fazer isso. Seu tom de voz e entusiasmo, ela estava dizendo a verdade. Talvez Melissa tenha mudado e superado todas as minhas expectativas em relação a ela ser péssima... Ela não é, Maria me provou isso e espero que isso realmente seja verdade, por querendo ou não, estou confiando algo meu a ela... Maria é minha, minha namorada, minha noiva, minha mulher. É parte de mim, é algo importante pra mim. Se ela vacilar com Maria, posso virar o monstro que nunca fui.
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