244° capítulo

3799 Palavras
[...] - é... Henrique.. - me assustei e olhei pra porta no mesmo instante. - eu bati... Você não respondeu. - tudo bem, oque foi? - perguntei. Era Ju. - como a viagem foi adiada... Eu já fiz todos os telefonemas necessário que faríamos.. - concordei. - obrigado. - aconteceu algo? Parece que aconteceu. - neguei gentilmente, sorrindo. - não, tá tudo bem. - e... Aqueles homens vão ficar até quando? - penso, que homens. - eles não vieram pra reuniões como você disse? Mas já faz tempo. - ah, esses homens. - ignora, eles vão trabalhar aqui eu acho... Ainda não sei. - eu não estava falando nada com nada. - você quer ir pra casa descansar? Parece que não dormiu bem, eu assumo daqui. - suspirei e levei as mãos ao rosto. - não posso, preciso trabalhar. É óbvio que eu tenho dinheiro pro resto da vida, tanto do meu trabalho quanto de heranças ou em propriedades, que posso vender por um valor altíssimo. Mas preciso trabalhar, por que se as coisas piorarem, tô disposto a dar tudo que tenho, mesmo que eu fique apenas com uma nota de 10 reais no bolso. Não me importo, nesse momento e assim como sempre foi... Maria é minha maior prioridade. A única prioridade que tenho. - Ju... Pode ficar tranquila, tô bem. - digo por fim. - você... Rompeu seu namoro? Parece que tá sofrendo por amor. - não foi por m*l o comentário, ela deu um sorriso cheio de medo mas sorri e me levantei. - não é isso, meu relacionamento tá firme e forte, é só... Cansaço mesmo. - ela sorriu fraco. - tudo bem, qualquer coisa posso trazer café, e se preferir posso ir do outro lado da rua pegar um capuccino... Ou até um chocolate quente. - sorri. - estou bem obrigado. - então... Tô na minha sala. - concordei e ela logo saiu. Suspirei e fui até o meu barzinho... Que é só uma mesa com bebidas e alguns copos na parede sobre um suporte pra eles. Fora a mini geladeira e outras coisas. Bebi um copo de whisky, não posso entrar nesse vício mas logo bebi outro e decidi parar sim, eu tinha controle, mas não tinha vontade de encarar tudo isso de forma sã. Já entendi que o que tá acontecendo é algo surreal e que vai demorar pra eu me acostumar, mas sei lá. Tô me sentindo melhor sabendo que Maria tá segura com policiais perto dela e isso me deixa feliz, mas ao mesmo tempo não sei... Tem alguém atrás dela e por que? Qual o real motivo? Qual a maior obsessão por três trigêmeas... Não, só trigêmeas, já estou ficando maluco. Oque eles querem com Maria? [...] Maria Clara. Desço após escovar os dentes, pentear o cabelo e fazer uma maquiagem usando o meu novo delineado, aaah ficou perfeito! - bom dia senhorita. - que susto. - bom dia. - tentei fingir que não tremi. Era um homem... Parecia um mordomo e usava luvas brancas... E um terno? - sou o seu mordomo, pode me chamar de Adam. - uau! - e oque você faz? - em filmes eles atendem a porta e são legais. - oque quiser. - sorriu, pouco cabelo, barba só em volta da boca e não na bochecha. - tem café da manhã te esperando na mesa. - sorri feliz e fomos pra lá... Ele me guiou, eu não sabia onde era exatamente a sala de jantar ou café da manhã. Tinha algumas ajudantes vestidas de empregadas? Não pode mais falar empregadas mas elas estavam vestidas pra arrumar eu acho. A mesa estava posta, com muitas coisas gostosas. Me sentei na cadeira, igual lá em casa, ao lado esquerdo da ponta... Daddy podia estar aqui. - ah, senhorita. - me interrompeu e recuei. - meu trabalho é servi-la. - fiz uma cara. Não gosto disso. - eu consigo. - fui gentil. - tudo bem, deixe comigo. - mesmo assim ele me serviu. Quando daddy faz isso não é por que daddy é obrigado, e esse senhor era obrigado por que era sua função. Mas deixei, ele fez Nescau e tinha panquecas, mais eu estava no Brasil então comi pão com presunto e queijo e depois comi mamão fatiado e estava bem docinho. Após o café eu fui conhecer a casa, estava exausta e nada bem pra falar a verdade. Eu não conhecia nada. Ouvi vozes no final de um corredor, essa casa era enorme. Mas não consegui distinguir o assunto, as vozes estavam sem foco, eu não conseguia saber oque eles diziam. - mocinha, que tal ir pra piscina? O dia está lindo lá fora. - me virei... Era um homem alto, uniformizado com roupa de policial... A arma na cintura e ele era bem bonito. - cadê minha mãe? - trabalhando mas já já ela volta. - sorriu. Ele era branco, alto, cabelos pretos e olhos azuis. Poderia ser modelo mas era policial, hum. Mas eu saí de cena. Por que tem policiais na minha casa? - Adam. - sim. - ele ia passando. - precisa de algo? - postura de mais, ele tinha postura. - por que tem policiais na minha casa? - ele fez uma cara de confuso. - é... Sua mãe é policial, creio que seus colegas de trabalho podem vim a hora que quiserem. Ela não está mas pelo pedido no almoço de hoje, tenho certeza que todos irão almoçar conosco. Policial? Melissa? Minha mãe?! - ela é policial? - olhei pra cima em seus olhos. - sim, você não sabia? - neguei na hora. - pois bem. - deu uma gargalhada. - a muito para conversarem, vamos pro quintal. - ele tocou meu ombro e fomos andando. Adam me mostrou tudo, era tudo tão lindo e tinha muros altos com eletricidade. Bem protegido. Adam me deixou sozinha e eu fui pra piscina, fiquei sentada apenas na borda pensando. Estava feliz sabia? Daddy vai vim, isso é o importante e é o que me importa nesse momento, mesmo que demore um pouco. E eu amo a minha mãe, uma policial! Uau! Após um tempo, olhando a movimentação da casa, via uma mulher loira da polícia com uma cara de má andando de um lado pro outro segurando a sua arma na cintura. Parecia ser brava então não olhei muito. Mas eu entrei não muito tempo depois e tinha tantas coisas pra ver. A casa tinha três andares, mas o terceiro não ocupava tudo, por que tinha uma enorme sacada. Fiquei com vontade de ir até lá mas desisti quando passei pelo quarto da minha mãe, ao qual eu só dormi e quando acordei eu estava com tanta vontade de fazer xixi que sai logo dali e não voltei mais. Mas tinha fotos nossas pelo quarto... Fotos da Malu... Fotos da Mariana... As duas bebês claro. Pareciam ser fotos que não eram de primeira mão, como se minha mãe tivesse imprimido. Talvez ela tenha conseguido já que é policial. Sua penteadeira cheia de perfumes e maquiagens me fizeram sorrir, seu cheiro... Aaaah! Eu lembro desse perfume! Ela não mudou. Suas roupas mudaram um pouco, eram mais vestidos formais e floridos que ocupavam seu closet e tinha uma parte apenas pra saltos, diversos saltos. Credo, uma arma. Sai dali logo, talvez ela fique brava, ela costumava ficar quando eu rolava no chão no quintal e ia me sentar no sofá, igual um cachorro, porém isso não acontece mais então não sei oque posso fazer para deixá-la brava... Se é que ela ficaria. Resolvi entrar no quarto da Mariana... Não tinha poeira, mas tudo parecia intacto. E minha mãe esteve longe por anos. Tinha tantas roupinhas de bebê ali, fraudas em um estocador só pra isso e pacotes fechados de fraudas. Ninguém nunca usou... E além de brinquedos e livrinhos, tinha tanta memória que nunca existiu... Era estranho ver tudo isso, aqui hoje poderia ser o quarto da Mari só que com poster de bandas que ela gosta ou retratos dela com seus amigos... Quarto de adolescente. Mas nem as fraudas que minha mãe comprou ela chegou a usar. E o quarto da Malu era o mesmo, roupinhas, fraudas, brinquedos e livros. O berço intacto e sem poeira alguma, minha mãe manda limpar provavelmente. - senhorita. - que susto. Era Adam. - só estava vendo, desculpa. - se fica fechado, ninguém pode vim aqui. - não há problemas, essa é sua casa também, você só não pode subir ou entrar no escritório de sua mãe. - concordei. Então o terceiro andar é proibido, ok. - sua mãe está chegando, oque acha de espera-la? Parece que ela tem uma surpresa. - fiquei animada. - surpresa? Tipo oque?! - ele riu andando ao meu lado. - ela não me disse, só disse que tinha uma surpresa pra você. - tocou meu cabelo e me animei. Descemos pra sala, me sentei no sofá e fiquei assistindo tv, tinha tudo, Netflix, Disney e aqueles outros que eu não gosto hihi. Fiquei assistindo Dory obviamente e senti falta do daddy, mas sorria toda vez que lembrava que ele vai vim passar o fim de semana comigo. Aaaaaa! Não podemos t*****r mais... Vamos ficar de concinha. Transar pode, mais daddy não vai querer, ele não vai se sentir bem pra isso. Mais eu vou hihi. Após um tempo ouvi um som de carro na garagem e olhei pela janela o mesmo entrando na nossa casa. Um carro igual ao do daddy, mas branco e parecia ser mais alto. Era minha mãe, mas sem roupa de policial. - oi meu amor. - ela me abraçou assim que entrou após Adam abrir a porta. - oiii. - obviamente abracei também. - oque você trouxe pra mim? - sorriu. - depois do almoço. - sorri animada. Logo atrás dela... - esse é o Fernando meu amor. - moreno, alto, covinhas, corte bonito, dentes brancos e forte. Um daddy, mas parecia que eram um casal, já criei até uma fic na minha cabeça. - ele é seu amigo? - meu colega... E amigo também. - ela bateu no ombro dele e ficou com a mão ali, Fernando sorriu olhando pra ela. De algum jeito minha mãe e eu nos conhecemos ontem... Mas de algum jeito ainda via ela com o meu pai... E de alguma jeito gostava dela com Fernando. E eles nem são nada! Maria para. - vamos? Tem um almoço esperando por nós. - minha mãe ficou empolgada e saiu andando na frente, seu salto fez barulho. - soube boas coisas de você. - disse Fernando, com as mãos pra trás andando do meu lado e sorri. - sua mãe ama você. - sorri fraquinho. - é, eu sei. - pensei. - sei que tá tudo tão confuso mas tenha paciência... Você vai ver. - sorri. Mas ver oque? Porém o entendi. Na sala de jantar, onde só era um cômodo com uma enorme mesa, quadros nas paredes e a enorme janela que eu mais amei, algumas pessoas começaram a vim. - você dormiu bem meu amor? - concordei feliz. Minha mãe me apresentou a todo aquele pessoal... Pessoas boas e educadas. Algumas eram más, mas pelo jeito e postura, como se fossemos bandidos sendo julgados em um tribunal. Mas eles me trataram bem. E minha mãe disse na mesa "nada de falar sobre trabalho, hoje temos uma pessoinha especial com a gente". Ela estava tentando, e eu me sentia protegida no meio de tantos polícias. Comemos, tinha batata frita! Meu prato favorito! Fora o bife com muita gordura. - então Maria, tem planos pro futuro? - perguntou Fernando e sorri, cortando o meu bife. - sim, vou entrar pra Havard. - sorri e ele fez o mesmo. - uau, é bem difícil. - sorri. - ela tem capacidade. - disse minha mãe a minha frente e logo depois piscou pra mim. Não era r**m, só era diferente. E todo mundo estava "obcecado" por mim, no sentido de me fazerem milhões de perguntas e eu não sabia responder todas elas, mas minha mãe me tirava dali trocando de assunto. Após o almoço a minha surpresa era eletrônicos, sorvete e uma cesta de chocolate e coisas que mais gosto. Minha mãe disse que os aparelhos como notebook, tablet e celular estavam sendo rastreado, tudo que eu fazia alguém podia ver e ela disse que isso não era pra me viajar, e sim pra minha p******o, que daí eu podia usar como e onde quissese. Ela disse que eu podia mandar mensagem pra quem eu quissese que mesmo assim eu estaria em segurança. A primeira pessoa pra quem mandei mensagem foi pro daddy, ele viu na hora e conversamos por um tempo. Daddy estava preocupado, mas bem. Disse que adiou a viagem pro Rio mas que isso resultou em muito trabalho e eu sugeri que ele tirasse umas folgas e que aproveitasse SOZINHO sem nenhuma mulher perto, mas ele riu e disse que precisava juntar dinheiro. Pegaram o dinheiro do daddy mas eles devolveram, por que precisava ser um assalto, mas daddy explicou que quer ter dinheiro pra tirar férias... Mas ele já tem. Acho que é pra outra coisa mas eu não o questionei. [...] Dois dias depois... Estava um caos... Minha mãe estava um caos. Meu pai, Matheus e todo mundo da família já sabem que estou "desaparecida" e minha mãe não quer envolve-los nisso, por que eles sabendo de mais só vão colocá-los em perigo. Mas eu tentei convencê-la e em um desses momentos falei sobre Malu... Que Malu sabendo ela vai querer vim... Fiz minha mãe chorar e se trancar dentro do seu quarto e me senti m*l. - mãe? - bati na porta com calma e ouvi o som de seus passos. - me desculpa.. - ela me abraçou. - tá tudo bem... Não é culpa sua. - saímos do abraço. - eu esperei tanto por esse momento... Mas as três... Eu sempre soube que estavam vivas mais... Só tenho duas. - seus olhos estavam vermelhos. - me sinto completa só de olhar pra você mais ao mesmo tempo que isso acontece, me sinto vazia por não ter suas irmãs aqui. - a abracei, forte e ela retribuiu. - eu quero tanto ter esse contato com a Malu. - olhei pra ela. - então chama ela pra cá. - meu amor, não é fácil... Trazer você foi a última coisa que pude fazer... E já temos uma queixa do seu sumiço, não podemos ter a de Malu também por que não é só a família de vocês que vai ficar preocupada, tem escola, vizinhos... Muitos fatores. Se alguém próximo perceber que sumiram, aquelas pessoas ruins podem interrogar elas e descobrirem que vocês estão comigo, oque colocará a gente em perigo. - eu não sei se entendi mas compreendi. Mas ficou confuso. - só quero conhecer Malu. - sorri pra ela. - Malu é tímida, ainda não conhece muito o mundo aqui fora e ela ama estudar, é um hobby dela. - minha mãe sorriu. - minhas meninas inteligentes. - me deu carinho. - para de chorar? - sorriu e me olhou sentimental. - queria que nosso momento fosse natural... Sem tudo isso... Sem você chegando aqui com uma venda nos olhos e chorando. - sorri fraquinho. - queria poder levá-las pra tomar sorvete, entregá-las em casa tarde da noite. - rimos. - mais estar com vocês. - éramos tão parecidas... Os olhos dela eram iguais aos meus. - eu não quero te perder. - você não vai. - não quero te machucar ou te magoar... Quero o seu bem... Quando tudo isso passar você vai sim voltar a morar com o Henrique, você cresceu... Já é uma moça... Quer casar e ter filhos e Henrique é o melhor homem do mundo, ele te respeita e cuida de você. - sorri. - daddy já me bateu com o chinelo. - ri mas ela ficou espantada. - calma, eu mereci e ele nunca passou do que duas chineladas. - riu. - não quero nem saber oque você fez. - ela não ficou brava. - mais ele nunca me machucou. - sorriu fraquinho. - eu sei, eu confio nele. - me deu carinho no rosto. - mais... Se tudo piorar... Malu... - concordou. - vai vim... Não posso perder vocês e eu farei de tudo pra mantê-las em segurança. - concordei com medo. Minha mãe me abraçou e assim ficamos por um bom tempo, até ela sentar comigo na sua cama e conversar. Sabe oque aconteceu nessa conversa? Quem entrou nela? Daniel. Eu falei sim pra minha mãe oque aconteceu e eu queria dizer ao daddy mas não tive coragem, porém a minha mãe é policial, uma agente da polícia como ela disse. Mas oque pedi a ela, era que não o prendesse, mas que algo fosse feito e minha mãe disse que o faria pagar por tudo que ele fez e que investigaria isso. Eu confiei. Mas queria ter contado ao daddy antes, daddy merece saber mesmo que isso faça com que ele mate Daniel... Mas eu deixo, mas ninguém pode descobrir. Se daddy dizer que não foi ele aí da certo né? [...] Henrique. Me deito na cama e suspiro. Eu sei que ela tá bem, não é como da última vez em que ela estava desaparecida e eu não sabia se ela tava comendo ou não ou sentindo frio... Sorri... Ela tá bem e tem uma cama quente, está sendo vigiada por policiais. Maria tá bem, é o que importa. Peguei o celular e liguei pra ela, pro seu número novo, mas eu não tive tempo de fazer isso antes e acabou que ficando tarde, Maria deve tá dormindo. E o celular chamou, chamou, chamou mas ela atendeu. - oi meu amor, tá dormindo? - sim. - a voz saiu fofinha e me sentei na cama. - desculpa, só queria te ouvir. - tudo bem daddy, você tá bem? - tô, e a Maria? - bem, hoje eu comi sorvete de uva e é o meu novo preferido. - ri fraquinho. - tô morrendo de saudades. - eu também daddy, é muito r**m dormir sozinha, a cama é pequena mas parece que falta algo. - digo o mesmo... Tá sendo h******l não sentir alguém do meu lado. - mas você não pode dormir com ninguém. - ri. - não vou, eu juro. - daddy. - hum? - quando você vim, você não pode ficar mais dias? - suspirei. - é que não depende de mim. - vou pedir pra minha mãe. - amor... - sorri. - tá chamando ela de mãe? - Maria pareceu se mexer, deu um barulho. - eu achei que ela era h******l daddy. - ela não é... Ela só dizia coisas que deduziam isso. - e ela me trata tão bem, igual como antes, me dá carinho o tempo inteiro. - sorri contente. - eu posso dormir despreocupado? Posso sabendo que tu tá bem? - sim, aqui é demais daddy! Ah! Tem um homem chamado Fernando, ele é muito bonito e anda grudado com a minha mãe. - ri. - e ele é policial? - é, e tá sempre com uma arma. - bom, p******o. - e agora quem tá dormindo aí? - ahn... - fez uma pausa, provavelmente tá pensando. - eu, minha mãe, Adam que é o nosso mordomo, tem várias moças que ajudam na limpeza mas só duas dormem aqui e tem alguns polícias que tão em alguns quarto e na sala... Na verdade as mulheres estão no quarto e os homens na sala. - hummmmm... Bom, pelo menos tem bastante gente por perto né? - sorri mesmo ela não vendo. - e eu gosto de todos daddy... E tem piscina aqui! - e a Maria precisa da bóia lembra? - eu sei, mais ainda não quero entrar por que eu vou entrar sozinha e não gosto de ter um montão de gente me olhando. - tipo homens? - não, não desse jeito, mais eles ficam me vigiando pro meu bem, ficam andando de um lado pro outro com cara de mal... Principalmente uma mulher loira, ela parece do m*l daddy. - ri. - isso significa que são protetores sabia? - é, igual nos filmes né? - uhum... E... Ninguém te olha mesmo diferente? - não daddy. - não me convenceu. - tá acontecendo alguma coisa? - que coisa? - Maria te conheço. - não aconteceu nada de mais. - então oque aconteceu? - eu sei convencê-la a dizer. - aqui nada. - fora daí sim, na escola? - ela não falou nada. - amor... Não me deixa preocupado assim. - daddy minha mãe tá resolvendo. - resolvendo oque? Maria Clara me conta. - me levantei da cama. - foi Daniel. - oque?! - mais ele disse que era só o troco. - troco do que? Oque ele te fez?! - só me tocou e... Não teve nada de mais e ele não me beijou ou coisa assim. - por que não me contou isso? - eu fiquei com medo e ele disse que você tinha... Transado com a irmã dele. - d***a. - não acredita nele tá? - mais você transou? - suspirei. - sim. - e... Ela quis? - claro que quis... Mais ela era virgem e eu não sabia e ela não disse. - mais... - eu vou te contar tudo mas calma, agora não dá. - queria que você viesse hoje. - vou falar com a sua mãe manhã, pra eu ir antes, na quinta. - sim, daddy diz pra gente ficar mais tempo juntos. - sorri. - tá bom, eu vou desligar. - não fica com ódio tá? - é impossível, saber que ele te tocou e ir dormir como se nada tivesse acontecido é impossível. - mais a minha mãe vai dar um jeito. - eu sei, e é isso que tá me deixando calmo. - desculpa por não ter contado. - tudo bem... Dorme bem minha princesa. - dorme bem também daddy, podemos ficar na chamada? - conversando? Você tem que dormir. - dormindo, mais dormindo juntinhos. - sorri. - tá bom, deixa eu ir fazer xixi então. - me leva junto. - ri. - bobinha. Fu pro banheiro com o celular na mão e Maria ficou falando em quanto isso. Fiz xixi, lavei as mãos e ela disse algo sobre o barulho e eu fiquei rindo. Depois me deitei e deixei no viva-voz assim como ela, coloquei o celular do meu lado e fechei os olhos ouvindo ela me dar boa noite, dei também e um ficou ouvindo a respiração do outro. E após um tempo eu peguei no sono, mas bem depois da Maria, ouvindo a sua respiração. Ela tá bem, é oque importa, ao lado de muitos polícias que vão protegê-la.
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