246° capítulo

4265 Palavras
Henrique. Maria dormiu mas ainda era cedo, porém não interrompi ela e deixei. Também foi quando senti sede e ouvi um barulho de carro, provavelmente Melissa. Resolvi descer, me recordando do caminho quando subimos e foi fácil achar a sala. Melissa adentrou a porta junto de uma mulher... Loira... Talvez aquela que Maria comentou. - oi. - digo, meio sem jeito mas com medo da sua amiga. - oi Henrique. - sorriu gentil. - vou deixá-los a sós. - a mulher olhou m*l a mim mas se retirou. - e... Maria? Onde tá? - sorriu. - dormindo, deixei ela dormir um pouco, ela sempre dorme a tarde e deve tá cansada. - Melissa deu um sorriso sentimental. - conhece ela tanto. - sorri. - senta, vamos conversar. - nos sentamos no sofá. - primeiro de tudo: eu não fiz m*l a ela... Aquele dia na delegacia eu não pude dizer abertamente a você como estávamos. - Maria me contou como tá indo as coisas. - digo. - Henrique olha... - se aproximou. - você já pensou o quanto foi usado desde o começo? E o quanto é importante? - não esperava por algo assim. - seu pai basicamente te empurrou pra Maria e se não fosse você.. - suspirou. - até Álvaro descobrir sobre o tumor... Maria estaria infeliz, na verdade eu não sei como as coisas seriam, ela não seria tão madura como é agora... Nem mesmo teria tido relações sexuais, isso se ela não perdesse com alguém daquela casa. - contrai o maxilar imaginando como foram os dias na casa do pai da Maria, aquela cheia de prostitutas. - eu não sou um monstro. - sua expressão era de medo do que eu poderia dizer. - não acho que seja r**m, mas tudo que tá acontecendo pode ser r**m pra Maria. - ela suspirou. - por isso estou tentando fazer com que tudo seja perfeito enquanto ela ficar aqui, ela pode sair, o condomínio é bem protegido, mas também ela não conhece ninguém e eu ficarei muito preocupada. - concordei. - essa mulher que quer as meninas é uma maluca e pelo que meus colegas acham, ela pode tá fazendo isso como vingança ou por que elas eram tão importantes pra ela. - penso. - Malu dizia que Mariana era a preferida, era tratada diferente. - digo e ela pensa. - tratada como? Como assim? Malu via essa mulher? - concordei. - pelo que ela disse sim, mas entre todas as crianças Mariana era a que ela mais enchergava. - Melissa se levantou, parecia triste. - minhas filhas estiveram todo esse tempo com um monstro. - me levantei. - não posso sentir raiva dos meus pais mas a culpa é deles. - ela se virou pra mim. - e você... Cuidou da Maria. - ela andou até mim e me abraçou, eu fiquei sem reação mas abracei de volta por educação. - me desculpa Henrique. - disse ainda no abraço. - tudo bem. - fiz carinho em suas costas pra não ser chato mas lá no fundo eu não confio na Melissa. - olha. - saiu do abraço e limpou algumas lágrimas. - eu... Quero que venha sempre, quero que esteja em segurança como vai ficar mas que sempre se falem, eu não vou afastar vocês. - isso me deixou feliz. - só não quero ficar longe sem saber se ela comeu ou se tá bem. - concordou. - vai sempre estar por perto, não se preocupe. Ouvimos um barulho e olhamos pra direção dele, era Maria, coçando o olhinho enquanto andava. - daddy... Mãe. - ela olhou pra gente e sorriu. - duas pessoas importantes pra mim juntas. - sorrimos e ela veio até nós. - dormiu bem? Hum? - dei carinho nela. - um pouquinho. - sorri. Melissa olhava pra gente quase apaixonada. - vou pedir pra fazerem o jantar, oque querem? - pizza, mãe eu não pedi pizza. - ela riu. - ah meu amor, mas uma janta bem reforçada que tal? - Maria me olhou. - é, hoje é quinta, dia de pizza é no fim de semana... Amanhã pode ser? - digo e ela concorda. - sim, pode ser. - dei carinho nela. - então vou pedir pra fazerem algo que vocês gostam. - batata frita e daddy gosta de bife. - ela sorriu e ri negando. Melissa foi pra cozinha e eu e Maria nos sentamos no sofá. - tudo bem? - ela não tinha olheiras, marcas, a pele estava corada, ela parecia tão bem e saudável. - sim e com você? - sorri. - bem também. - você parece que não dormiu bem. - sorri fraquinho. - mais tô bem, tá bom? - concordou. Não, estava sim cansado e preocupado mas ver Maria estava ajudando. - e você... Ficou com vontade? - sorri pra sua carinha e dei carinho ali, colocando o cabelo dela atrás da orelha. - não. - sorri. Na verdade não tive tempo pra pensar em s**o, foi uma das últimas coisas que fiz... Ou melhor, nem cheguei a fazer algo dentro da minha cabeça. - que mentira. - rimos. - não conseguia, você estava longe. - Maria fez um olhar e um beicinho. - agora eu tô aqui. - ela aproximou o rosto com aquele sorrisinho e fiz o mesmo, quase colocando nossas bocas... - o jantar.. - fomos interrompidos e recuei assim como Maria. - desculpa, mãe sendo chata saindo de cena. - disse Melissa. - tudo bem mãe. - Maria foi gentil e sorri. - a gente vai pro quarto. - desfiz o sorriso, Maria disse aquilo como a gente fosse fazer o maior p***o do mundo. - vamos daddy. - me puxou e fui obrigado a levantar. - tudo bem, quando o jantar estiver pronto a empregada bate na porta de vocês, eu vou dormir um pouco, qualquer coisa desçam e Adam está por aí. - concordamos. Subimos todos juntos mas Melissa foi pro final do corredor, dois quarto depois do da Maria e a gente foi pro nosso... Dela. É da Maria. - daddy. - fechei a porta atrás de mim. - hum? - fui até ela. - você não ficou com saudades mesmo? - sorri. - Maria eu tinha tanta coisa na cabeça e preocupação, o daddy não pensou nisso. - fiz carinho no seu cabelo. - então não pensou em mim? - ri e ela fez uma carinha de triste. - meu deus não foi isso que eu disse. - me sentei ao seu lado. - eu pensei em ti, todos os segundos, eu tava muito preocupado... Só não pensei em ti.. - de quatro e nua? - meu deus. - amor. - ri. - mais é, não pensei em ti assim. - então pensa agora. - fui obrigado, foi a primeira coisa que me veio na cabeça. - você gostou? - sorri. - consigo de ter claramente nua e de quatro. - ela sorriu toda boba e continuamos oque íamos fazer na sala. Seu beijo, seu toque. Nossos beijos assim sempre são quentes e sempre acabam em s**o, mas esse era um beijo cheio de saudades e desejos também, mas Maria não passou dos limites, ela beijou com tranquilidade e me senti tão bem em senti-la. Ela estava ali, Maria estava comigo e bem... E quando eu for embora ela estará com sua mãe.. - daddy. - suspirou, sem ar saindo do beijo. A olhei por alguns segundos até sorrir. - eu tava morrendo de saudades disso. - digo e ela sorri. - eu também. - voltamos a fazer o mesmo. Ficamos nos beijando por um bom tempo até a gente resolver deitar. Não queria t*****r com Maria aqui, sei lá, tudo parecia ser uma câmera, mas acho que sua mãe não faria isso, não depois do que ouvi dela e como ela diz as coisas. E também o quarto da Maria não parece ter câmera. Mas fora isso, eu estava um pouco afim, t*****r com amor e não com brutalidade... Sempre tem amor mas a gente esquece e fode tanto. Queria ir com calma, queria beija-la durante o ato e dar carinho, queria ouvi-la rir, sei lá. Mas queria estar com ela e estava e isso já era o suficiente. - daddy. - interrompeu o beijo, mas continuava me beijando com um ritmo mais leve. - eu amo você muito. - sorri e a encarei. - eu também meu amor. - seus olhinhos brilhavam pra mim. - vamos t*****r? Eu só quero carinho s****l. - eu ri, mas Maria não estava s****a. - com calminha? - concordou fraquinho. - uhum. Voltamos a nos beijar até tirarmos a roupa, a gente ia com calma e o beijo não era interrompido. Quando pressionei dentro dela, após um tempinho, Maria e eu tivemos uma conexão de olhares, conseguia sentir sua respiração firme ao meu rosto assim como a minha no rosto dela. A penetrei com mais precisão e ela arranhava meus braços não com tanta força mas com um pouco. Quando invertemos as posições, Maria ficou por cima e a cama não fazia barulho algum, oque era bom. Mas por via das dúvidas a gente gemia baixinho. Não demorou muito para que gozassemos e fizemos isso juntos, foi quando Maria gemeu com mais força e me arranhou mais forte e logo depois eu acabei gozando dentro... Mas assim que Maria saiu de cima de mim começou a escorrer tudo... E ela como é... - que delícia daddy. - ri e ela começou a mexer na sua intimida cheia da minha p***a. - bobinha. - nos deitamos. - te amo daddy. - eu também te amo. - olhei pra ela com ternura e dei carinho na mesma. - vamos comer? - sorri. - vamos tomar banho primeiro que tal? - concordou. Então nos levantamos e nos vestimos com a mesma roupa, o banheiro da Maria era em frente ao seu quarto e não dentro, então corria o risco de ter alguém no corredor. - eca daddy te molhado. - disse colocando a calcinha com calma e ri. Também, tava cheio de p***a ali. Mas peguei uma roupa pra ela, roupa pra mim, toalhas e fomos pro banheiro. - pronto, pode tirar. - ri e ela começou a se despir. Tranquei a porta e comecei a me despir também e assim que entrando no box liguei o chuveiro e Maria começou a me abraçar. - lindinha. - dei carinho nela e um beijo. Preciso aproveitar nossos dias ao máximo, por que mesmo que eu possa voltar quando quiser, ainda tenho o trabalho e não quero deixá-lo de lado... Preciso de dinheiro. Como já disse, se algo acontecer, terei dinheiro suficiente, tanto pra sair do país e recomeçar como poder pagar por um resgate. Por que juro, se der alguma m***a e eu sei que não vai dar, eu não vou me importar de dar tudo que eu tenho só pra salvar Maria. Posso ficar com nada, absolutamente nada, mas terei Maria de volta. Então preciso me prevenir de algo grande. Quando saímos do banho nos vestimos ali mesmo. Vesti Maria com um pijama, short e uma blusa minha como ela pediu nas mensagens "daddy traz blusas suas e o seu perfume pra eu dormir sempre pertinho de você?". Isso me dava arrepios, mas me deu ótimas ideias e um dia antes de vim, passei um pouco de perfume no travesseiro da Maria e dormi tão bem, tão bem mesmo. Com o cheirinho dela pertinho de mim. - pronto. - digo terminando de pentear seu cabelo, por que mesmo a f**a tendo sido maravilhosa e calma, Maria estava com o cabelo todo enozado. Saímos do banheiro e deixei a roupa dela no cesto de roupas sujas e as minhas levei de volta pra mala. Quando descemos encontramos uma empregada nas escadas que disse que o jantar tava pronto e que já estava indo nos chamar, Maria disse que ainda bem ela não chegou antes quando a gente tava transando. É, por que eu não tranquei a porta, alguém poderia ter pego a gente sem querer. Por que mesmo batendo na porta seria só o tempo da gente deitar na cama mas iria parecer que a gente tava fazendo algo de qualquer jeito. Lá em baixo conheci Adam outra vez, por que Maria nos apresentou com tanto entusiasmo e ele parecia ser um senhor legal, dizia de forma justa e formal e falou que haviam alguns livros bons pra dar a Maria. Acho que era por que Maria estava na biblioteca. Achei legal ela ter uma biblioteca. Enfim, nos sentamos a mesa, esperamos por Melissa que não veio sozinha e sim com aquela mulher loira, mais algumas pessoas e um homem que brincou com a Maria, fazendo graça e ela riu. Mas também ficava perto de mais da Melissa e Maria disse sobre um cara assim. Nenhum estava fardado mas parecia que a qualquer momento puxariam uma arma da cintura. Enfim, comemos. Todos queriam me conhecer e alguns agradeciam por eu cuidar da Maria, como se eu fosse o grande herói da história. Mais tarde Melissa me explicou que ela tinha grande carinho por mim e que quando voltou deixou bem claro que eu não era o vilão da história mas que tinha que parecer que sim, para eu ser "inútil" e fácil "descartado". Até entendendo, se algo acontecer Maria precisará de um "carro de fuga". Eu estarei dirigindo o carro. Metaforicamente falando. E sobre ser acusado, era oque eles iriam pensar, que eu fui acusado e preso mas agora o desfecho será outro... "Corrupção e fraude". Que é quase a mesma coisa né. Mas ao menos não serei preso por e*****o ou coisa do tipo, por que Melissa pensou e isso poderia ser r**m para quem descobrir de fora. E por Maria "é muito pesado pro daddy, ele nunca fez isso". Ela era fofa, não posso negar, gentileza sempre e toparia qualquer coisa pra vê-la bem. Então o jantar foi rodeado disso, eles diziam em códigos certas coisas, algumas eu entendia e outras era pro meu bem e de Maria não saber, principalmente pela Maria mas ela m*l ligava, estava concentrada nas batatas fritas. E após o jantar o pessoal que nos acompanhou a mesa eram o pessoal que dormia aqui mas que ficava atento 24h, por exemplo os "guardas" da frente, de trás e o de dentro da casa. Era estranho, e preferia imaginar que Maria era uma princesa a ser protegida do que uma menina querendo ser sequestrada e sabe se lá oque mais querem dela. - daddy. - hum? - esperei ela vim e dei a mão pra ela enquanto a outra estava ocupada pela minha tigela de sorvete, igual lá em casa. - eu queria ver Velozes e Furiosos. - sorri, ela também segurava uma tigela de sorvete. - então a gente vê. - sorri e ela também. Fomos pro quarto e fechei a porta vendo Maria ir direto pra cama. Coloquei no filme, ela queria ver o primeiro e se não sentisse tanto sono, queria ver os próximos e maratonar até eu ir embora. Não era uma péssima ideia e eu estava longe de dizer não, eu também queria isso. Topo qualquer coisa com ela, qualquer coisa mesmo. - daddy agora que eu vi! - me assustei. - oque? - me sentei do lado dela. - você não trouxe a Luna, nem o Lennon e nem a Lily. - sorri. - e eu vou ficar com quem dormindo comigo? - ela sorriu. - e eu? - sorri. - eu sei que quer eles mas não dá, eu acho que aqui tem gente de mais e eles seriam obrigados a se acostumar com outro ambiente, não acha r**m? - Maria pensou até concordar. - não digo pro seu m*l tá? - concordou e sorriu. - eu sei daddy. - levou a colher a boca e sorri. - e quero eles com você pra você não sentir vontade de dormir com alguém... Na verdade você pode dormir com a Bia mais tem que cuidar e com o Pedrinho você vai odiar por que ele dorme bem assim. - Maria mostrou, colocando um braço sobre a cabeça e o outro na minha direção e ri. - como tu sabe? - comeu mais sorvete. - uma vez eu dormi com ele, e eu quase caí do sofá. - sorri, não tinha maldade na sua voz como tinha na minha cabeça. Achava que eles tinham dormido na mesma cama, de concinha por exemplo. Nos ajeitamos na cama e ficamos sentados em baixo das cobertas, a cabeceira era bem macia igual a nossa e minhas costas precisavam daquilo. Maria me deu a mão e assim permanecemos assistindo ao filme até o sorvete acabar e eu colocar as tigelas sobre a mesinha de cabeceira. - daddy. - hum? - dei carinho na mão dela. - já que vamos ficar longe. - me olhou por alguns segundos e fiz o mesmo. - você podia gravar um vídeo pra mim. - ri. - Maria... - por favor. - teu celular é vigiado. - mas eles não podem ver oque tá na minha galeria, minha mãe disse que... - são as mensagens, que daí no computador da polícia eles podem ver da onde tá vindo, que horas chegou e se não é um robô... Até o tipo de celular eles descobrem. - Maria fez uma cara. - não me importo se eles vão ver o meu p*u, mas não quero que saibam que estávamos falando disso. - ri mas Maria ficou triste. - amor. - aliviou o olhar e ficou desapontada. - eu sei que é pro meu bem... - me virei pra ela deitando e ela fez o mesmo. - oque posso fazer pra recompensar? Quer que eu tire fotos naquelas máquinas que saem a foto pronta? - era uma piada.. - sim, daddy sim. - meu deus, comecei a rir. - amor eu tô brincando. - ela ficou triste. - oque eu posso fazer? Não fica assim. - dei carinho em seu rosto e coloquei seu cabelo atrás da orelha. - pode t*****r comigo até você ir embora. - sorri. - isso eu posso fazer. - rimos e começando a nos beijar. Estava morrendo de saudades de qualquer coisa que Maria fizesse, absolutamente qualquer coisa, ela podia fazer a coisa mais i****a possível e eu ia sorrir por que ela ficou basicamente uma semana fora. Uma semana longe de mim. Então eu só queria ficar olhando pra ela e observando cada movimento que ela faça... Parecia um doido, mas eu nunca a machucaria. Alguém bateu na porta e paramos de nos beijar. Falei pra pessoa entrar e era Melissa, me sentei na cama assim como Maria. - desculpa... Não quero atrapalhar. - ela deu um sorriso. - tudo bem mãe. - sorrimos e ela veio até nós. - só vim dar boa noite. - sorriu. - boa noite meu amor. - beijou Maria diversas vezes na bochecha. - boa noite Henrique. - ela me beijou também, mas não foi estranho. Ou pelo menos não senti assim. - fiquem a vontade pra descer e ir onde quiserem. - menos no terceiro andar e no seu escritório né? - Melissa fez uma expressão. - o terceiro andar tem coisas da polícia e a minha sala também meu amor. - Maria concordou normal. - tudo bem mãe, não vou lá. - ela deu carinho no cabelo da Maria. - bom... Durmam bem, a casa tá cheia de policiais então não há perigo e... Boa noite. - sorriu e fizemos o mesmo. - boa noite. - digo. - boa noite mãe. - disse Maria e logo ela saiu. Quando fechou a porta Maria e eu nos olhamos com um sorriso, ainda sentados. - ela beijou você. - disse ela rindo e encostando o nariz no meu, sorri. - e não parece que você é o meu namorado e que tá dormindo na minha casa? - ri. - mais é quase isso. - ela pensou. - não daddy, tipo... Você tem a sua e eu a minha... Tipo Pedrinho e Becca. - abri a boca entendendo. - aaah, entendi. - sorriu e me beijou. - coisa mais linda do daddy. - nos beijamos. Quando voltamos a deitar continuamos nos beijando. Na verdade eu acho que quase estávamos batendo o record de beijos, mas Maria queria avançar o sinal e eu interrompia, mas só por que já transamos e tá tudo um silêncio... Antes também tava mais eu queria aproveitar o momento com ela. Porém olhamos o filme e Maria pegou as suas balas fini que eu trouxe e que havia até esquecido, aí ficamos comendo enquanto o filme rolava ainda até Maria sentir sono. Queria tanto colocá-la pra dormir, mas na nossa cama, me virar pro seu lado mas no nosso espaço, no nosso quarto. Mas dei as batidinhas no seu bumbum como ela pediu e ficamos dando alguns beijinhos e fazendo alguns carinhos um no outro até Maria realmente dormir. Sorri olhando pra ela e isso me deu sono, mas eu pensei muito no processo de ficar olhando pra ela. Ela é tão perfeita, não merece ser machucada ou magoada, não merece nada que a deixe triste. Merece uma vida boa, merece se formar na escola, merece entrar pra Havard como ela tanto quer e depois ter os nossos filhos com ela diz... Ela merece sorrir e não chorar, odeio ver ela chorar, isso me quebra em milhões de pedaços e em alguns casos... Isso me deixa extremamente bravo. Mas eu acredito que ela esteja sendo bem tratada aqui e que esteja bem, seu rostinho está igual como está sempre e dormindo também... Uma vez quando Maria fez uma arte f**a e eu a xinguei e dei um mini castigo a ela, lembro que ela foi dormir e enquanto eu olhava pra ela, via sua expressão de tristeza e medo... Ela não está assim agora, parece tão bem e saudável... Mais Maria não é o meu sangue e a trato como se fosse a minha filha e sei disso, e também não ligo, não é algo r**m pra mim. Mas é como se ela fosse... Sei lá, parte de mim... E ela é! Maria faz parte da minha vida a tão pouco tempo, tão poucos anos... Mas é como se eu a conhecesse a milhares de anos. A muitos anos. A vi "crescer", passar por todo aquele processo de ficar mocinha, de mudar o estilo de roupas, de cabelos, suas preferências em brincar de Barbie ou brincar com suas maquiagens... Eu a vi crescer. E hoje ela não é mais uma criança mas prefiro que seja. É tão pequena e frágil... Talvez eu a trate como um bebê mas Maria não é um, ela é forte, ela sabe das coisas, só é carente de mais e sensível de mais pra tudo e tudo bem. Cuidei tanto pra que ela andasse na linha. Tive que fazer papal de pai e mãe a ela e isso é algo que não me arrependo por nada, por que hoje ela é uma adolescente boa. Ela não sai pra fumar, pra beber, pras festas e se ela for tudo bem, mas e se ela fosse acostumada desde mais nova? Talvez hoje ela não seria como é. Então preciso protegê-la do mundo, não pra ela ser pra sempre assim mas pra saber das coisas e andar na linha. Acho que tô carente... Viver longe dela é quase uma abstinência. Não posso perde-la por obséquio algum e sinto que quando eu for embora, será como deixá-la pra trás. Se algo acontecer vou pensar como sempre penso "por que eu deixei?", "Por que não fiz nada?". Tô confiando a única coisa mais preciosa que tenho na vida a uma mulher que gerou Maria, que a amou tanto e lutou por elas e que sumiu pra salva-la, por que uma vez Melissa morta, fim das dúvidas de seus pais. Mas e agora? Ela voltou, a dívida também volta. Maria é a dívida, até por que eles perderam Mariana e Malu e por que elas eram tão importantes? Por que querem Maria? Uma adolescente já crescida! O ponto deles não são crianças pequenas?! Tenho pena dessas crianças, tenho pena de Mariana e Malu que sofreram durante anos. Malu ainda tem vestígios dessas dores e isso me dói sim, não suportaria se fosse com Maria... Maria com aquele olhar que Malu faz toda vez que se sente m*l ou quando algo a lembra o passado... Eu não suportaria. Então... Preciso ter um plano B, o meu plano. Por que se algo acontecer, quem será eu sem nada? Eu preciso ter uma garantia, um plano que de certo. Vou trabalhar, juntar dinheiro, talvez vender algumas propriedades no exterior que eram do meu pai e que ganhei de herança e todo esse dinheiro será guardado pra caso de emergência, por que eu juro, serei capaz de dar a minha vida pela segurança da Maria. Dou carinho em seu rostinho... Sorrindo logo após sentir ela bem quentinha e protegida... Principalmente perto de mim. Dormi tão m*l essa semana, a cama tinha um espaço enorme vazio... Maria não estava lá. E agora está aqui comigo e já está de bom tamanho. Abracei ela e deixei ela bem pertinho de mim e só assim consegui dormir. Nossa que sensação boa, me sinto em paz... Tá tudo tão bom. Da até um prazer de dormir e eu não conseguia ter isso de jeito nenhum, mesmo estando com o maior sono possível. Então dormi, em paz e bem, sentindo Maria quentinha perto do meu corpo.
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