Maria Clara.
Tinha uma venda no meu rosto, eu não enchergava nada, só sentia alguém do meu lado.
- quero o daddy. - digo com medo, muito medo.
- fica calma. - colocou o sinto em mim, mesmo o carro já estando em movimento.
E seguimos pra algum lugar, sentia o carro virando em curtas e acelerando e desacelerando, mas a gente não chegava nunca.
Porém... Quando o carro parou, após um bom tempo, sentia todo o meu corpo em choque...
- tu segue daqui mocinha. - logo uma cena de filme se passou na minha cabeça.
Eles vão me deixar no meio da floresta e vão dar um tiro na minha cabeça enquanto eu ando sem ver nada.
Comecei a chorar.
- relaxa aí, tão te esperando. - parei.
Queria que isso tudo fosse uma brincadeira e que quando eu abrisse os olhos daddy gritasse "surpresa!"... Mais não era o meu aniversário, nem mesmo eu tirei notas boas.
A porta do carro foi aberta e fui obrigada a descer, me puxaram pelo braço e não teve outra opção.
Senti grama em baixo dos meus pés, eu estava descalça, era fofinho e tinha som de grama.
- leve ela até o portão. - portão.
A mesma pessoa que me segurava pela braço, me guiou reto e não senti mais a grama e sim um caminho de pedras igual tem no meu quintal, aquelas que são quadradas e cada uma está formando um caminho muito bonitinho.
Na minha casa é bonitinho.
O portão foi aberto com um controle remoto, ouvi o barulho e quando voltamos a andar eu fui solta.
- pode andar.
- mais...
- tem alguém te esperando, vai logo. - ele me empurrou fraquinho mas me empurrou.
Comecei a andar, tremendo e com medo. Além disso tinha um vento gelado e eu comecei a ficar com frio.
- oi meu amor. - engoli em seco parando.
Parei na hora.
De repente eu desaprendi a respirar.
Nem mesmo ficar em pé.
As mãos trêmulas não tinham mais, eu estava paralisada.
Totalmente paralisada.
- não.. - digo. - não, não, não, não. - dei passos pra trás.
- precisamos entrar, você tá em perigo. - ela me tocou.
Ela me tocou...
Um toque que por anos não existiu.
- ma... Melissa. - não vou te chamar de mãe.
- é meu amor, sou eu. - a voz dela tremeu, como se estivesse quase chorando.
Entramos por que ficou mais quentinho e ouvi o barulho da porta se fechando.
Mais ficou silencioso e quando senti seu toque outra vez, comecei a chorar.
Ela tirou a venda de mim...
Cabelos... Olhos... Pele.
Era você... Mais não era quem eu queria ver.
- você...
- não fiz isso pelo seu m*l. - tentou me tocar e recuei.
- você... Daddy... Aaaa.. - fiquei tonta.
- calma. - tentou me tocar outra vez.
- daddy quase morreu!
- eu não faria isso.
- faria sim! Você é um monstro!
- Maria não... Fiz isso pra te proteger.
- do meu namorado?! Da única pessoa que nunca desistiu de mim?! - gritei e ela começou a chorar.
Não gosto de magoar as pessoas.
- estão atrás de você. - desfiz a cara de má. - eles acham que Malu morreu... Eles querem você... Mariana e Maria Luísa eram tão importante pra eles... Eles perderam elas... Eles querem a única que me restou por anos. - se aproximou mas recuei outra vez.
Eu era baixinha, e ela tão mais alta.
Estava próximo a ela.
- Maria... Não te tirei da sua casa pra te machucar.
- mas machucou quem amo. - digo sentimental. - você fez apontarem a arma na minha direção e na do meu namorado... Henrique tá em casa preocupado sem saber pra onde me levaram...
- ele não podia saber.
- você me tirou da minha casa pra que?! - me debati mas ela estava calma.
- por que tem pessoas querendo vingança, uma vingança que veio da sua vó e não a odeio, mas por culpa dela eu perdi duas filhas.
- você perdeu três, por que não quero você nunca! - me afastei mais e ela chorou mais.
- não diga isso filha.
- você mandou mensagem pro daddy dizendo que eu sou sua propriedade.
- mais nunca te faria um m*l! - disse alto mas não com raiva. - eu nunca te faria m*l! Eu nunca faria isso com as minhas filhas. - fragilizei o olhar. - me ameaçaram, ou o dinheiro, ou eles iriam atrás da única filha que me restou... Se fosse você com os seus filhos...
- se fosse eu, eu nunca teria abandonado eles.
- eu não tive escolha Maria. - se aproximou. - precisa acreditar... Eu morta, eles esqueceriam a dívida e nunca iriam atrás de você... Então eu fingi morrer e mudei de país.
- e por que não me levou?
- por que você era nova, tinha um futuro e se algo acontecesse comigo... Eu jamais iria querer você por perto. - tentei entender mas não conseguia.
Nada justifica.
- não fiz isso pensando no seu m*l, sou sua mãe... Eu nunca faria isso... Eu estive aqui o tempo todo mas em anônimo... Você não recebia as minhas cartas? - neguei bem fraco, seu olhar estava machucado por sentimentos. - eu mandava por Ricardo.
- ele morreu. - digo. - ele me salvou.
- eu sei... Eu sei disso. - disse, se aproximando mais. - posso te tocar... Posso m***r a saudade de anos... Por favor. - ela começou a chorar de verdade e comecei a me sentir m*l por não tentar entende-la.
Mas deixei que se aproximasse e era uma sensação estranha sentir que sua mãe estava realmente ali.
Foi devagar e com calma mas aconteceu.
Aquele abraço, comecei a chorar tanto sem saber oque pensar.
Estava... Agradecendo... Eu estava agradecendo?
Oh céus obrigada por me devolver a minha mãe.
- mãe.. - abracei com vontade e era o melhor abraço.
Seu corpo feminino, maior que o meu, seu cheiro... Era bom... O aspecto do seu cabelo, sua pele.
Eu me lembro disso, sinto isso como se tivesse feito a mesma coisa ontem.
Ela... Ela está presente aqui.
Minha mãe está aqui.
- eu juro... Não quero o seu m*l. - pegou o meu rosto e nos encaramos. - eu quero que você seja feliz, ao lado de quem quiser, mas me deixe te proteger, por favor... Você e Malu são tudo que me restaram. - sorri mesmo chorando e concordei.
Poderia estar caindo em uma armadilha, mas seu coração estava no mesmo ritmo que o meu, acelerado. Seus olhos estavam vermelho por serem lágrimas com sentimentos... Ela estava dizendo a verdade.
Eu conheço a minha mãe.
Mais... E daddy.
Oque daddy vai pensar.
- podemos... Ligar pro daddy? - sai do abraço e ela fez uma expressão.
- adoraria dizer sim, mais se pensar bem... Ele vai informar a polícia..
- e você pode ser presa.
- mais você estará segura.. - me olhou com um mini sorriso. - eles achando que você... Morreu... Já faz totalmente diferença. - isso era muito estranho.
Parecia um filme.
Eu? Maria Clara estava em perigo? Por que meus avós eram tão gananciosos? Por que minha mãe teve que fingir a própria morte pra poder me proteger?
Abracei ela outra vez, dessa vez pelas sensações que sentia... Daddy ficará noites acordado... Por mais que ele possa imaginar onde estou...
Ele deixou que me levassem.
- eu... Posso te mostrar uma coisa? - concordei e limpei as lágrimas.
- sim. - digo um pouco sentimental e ela estica a mão até mim... Peguei, com receio.
Não havia notado sua casa, uma enorme sala, bons móveis e boa decoração.
Começamos a andar e vi a cozinha quando passamos por um corredor com portas, era confuso por eu não conhecer e provavelmente posso me perder mas chegamos nas escadas que subiam.
Subimos...
Corredor, portas, decoração, boa iluminação...
Mariana...
Maria Luísa...
Maria Clara...
- isso... São...
- seus quartos? Sim. - uau.
Eram quartos de bebês, menos o meu.
- seria nossa casa, de nós quatro... Obviamente seu pai e eu já estávamos longe de ser um casal mas teria espaço pra ele se ele realmente quissese, mas na época eram só prostitutas, dinheiro... Ele não ia querer essa vida, seríamos só nós. - eu fiquei tão admirada com tudo.
O quarto da Mariana era um tom lilás, mas não tão claro e o de Malu roxo mas também não tão forte, eram quase cores parecidas.
- esse é o seu, eu adaptei antes de viajar pra terminar a faculdade... Achava que voltaria e teríamos nossas vidas... Seria o seu presente de aniversário. - lembro bem aquele dia...
Minha mãe morreu, algumas semanas depois eu estava assoprando uma vela sobre um bolo com tema da Barbie, ao qual eu pedi tanto pra minha mãe, era a mesma decoração do aniversário passado e ela me fez mudar de ideia tantas vezes.
Ela não estava lá...
Quando entramos no meu quarto tudo era em cores rosa, rosa claro, rosa forte e alternada.
Haviam Barbies e bonecas sobre a cama e prateleiras, meu guarda-roupa parecia da realeza!
E tinha muitas almofadas no chão sobre um tapete rosa.
- eu... Ia te contar sobre suas irmãs quando a gente viesse morar aqui, acho que você já estaria com uma boa idade pra entender tudo... Essa seria a nossa primeira casa e depois... Só de nós duas. - se aproximou, seu salto fez um som.
- e... Você... - fiquei um pouco tímida.
- Maria, te amo tanto que dói todas as vezes em que não posso te dar um beijo de boa noite, meu estômago se revira... Eu fico.. - gesticulou, ou pelo menos tentou. - eu sei que está bem, você tira boas notas, você é educada, gosta de fazer o bem mais... - parou.
- mais... - me olhou.
- te magoei mas nunca foi por m*l, perdemos anos juntas... Você tá... Grande e linda... Você perdeu a virgindade. - ela riu mas secou as lágrimas. - virou mocinha e eu não estava lá.
- daddy estava. - sorri fraquinho.
- e ele é bom? Vamos conversar. - sorri e fomos até a cama.
- ele é perfeito, ele fez uma conta no banco pra mim, é pra Harvard.
- Havard? - ficou surpresa e feliz. - você quer ir pra Havard? - concordei empolgada.
- eu estudo sempre que posso.
- uau. - sorriu. - ele te dá tudo? - concordei.
- sempre, mesmo que Cida diga que não posso comer doce, daddy sempre me dá. - sorriu fraquinho. - Cida é a nossa amiga médica.
- eu sei meu amor. - colocou o meu cabelo atrás da orelha e fiquei tímida. - eu estive longe mas sempre por perto. - sorri fraquinho. - e como seu irmão está? - sorri.
- você vai ser vó! - lembrei meu deus!
- eu?... J-já? - ri.
- sim, acho que Pri já está com uma barriga grande mas falta um pouco ainda, é um menino. - sorri.
- uau. - olhou pra outra direção. - avó... Mãe... Eu tenho duas filhas e um filho adulto que será pai... Isso é tudo que... Que eu perdi. - a toquei.
- você não perdeu. - me olhou.
- perdi vocês.
- não perdeu. - tive a liberdade de tocar seu rosto e ela gostou do meu toque. - estamos aqui... Mais vão pensar que isso é um sequestro e quando descobrirem vão te odiar. - isso machucou em mim, por vê-la fazer aquele olhar. - mais vou fazer de tudo pra confiarem em você.
- eu quero conhecer vocês... Não estou fazendo isso por m*l. - sorri.
- eu sei. - eu acredito nela.
- Henrique te deu um lar, não posso decepciona-lo. - sorri.
- ele vai entender. - sei que não mais uma hora sim.
- bom... Mudando de assunto... Você está com fome? - concordei fraco. - podemos fazer alguma coisa, oque gosta? - penso.
- oque tem? - riu.
- tudo.
- podemos fazer macarrão? Eu sei fazer. - sorriu.
- não te ensinei a cozinhar mas...
- me ensinou a aprender. - digo interrompendo ela e ela sorriu.
- então vamos? - concordei.
A gente desceu, isso ajudou, amenizou a angústia de ficar longe do daddy.
Agora sei, não consigo viver sem ele.
Isso é de mais pra mim, se um dia daddy terminar comigo, nunca serei capaz de superar.
- tenho um estoque de comida, pra caso... Algo aconteça... Eu... Não sei se um dia vamos poder sair. - sorri fraquinho.
- tudo bem. - sorriu.
- temos refrigerante, você toma? Você costumava não gostar de fanta laranja. - ri.
- eu gosto agora. - sorriu.
- está crescida... Seu cabelo tá tão lindo. - sorri.
Começamos a cozinhar. Estava divertido.
Ela sendo má ou não, estava sendo boa pra mim.
A gente fez macarrão com almôndegas e molho. Tinha salada de alface e caiu super bem. Bebemos Pepsi com limão e minha mãe nunca tinha pensado em colocar uma rodela de limão dentro do copo e ela adorou.
Assistimos filme... Conversamos... Comemos pipoca e chegou a hora de ir dormir... Era óbvio que isso seria impossível.
- essa são suas roupas. - abriu o meu guarda roupa. Uau. - eu comprei e... Algumas que vi você usar eu procurei e achei. - meus croppeds e vestidinhos.
- como você sabe que uso esses vestidos? - sorriu.
- vi em fotos e... Em um jantar com Henrique ele me disse tudo que eu queria saber... Principalmente sobre o fato de você dormir as vezes com a chupeta. - ri tímida. - tudo bem... Ele me disse como tudo ficou depois que fui embora... O fato do seu pai ter ganhado um processo por não participar da sua vida e o fato de você ir pra casa dele... Você não teve aquela fase da puberdade, você continuou criança e só agora está entrando nisso. - sorri fraco.
- mais agora ele é bom.
- você jura? - concordei rápido.
- papai teve um tumor, os médicos disseram que algumas coisas que ele fez de dois anos pra cá, eram obra do tumor e talvez de alguns anos antes por que o tumor crescia lentamente. - ela pensou. - acharam que era alzheimer e deram um tempo pra gente se despedir, mas quando ele teve que entrar em uma cirurgia por estar m*l, eles conseguiram remover o tumor e o pai acordou bem e procurando por mim. - ela sorriu.
- então ele...
- é o melhor pai do mundo. - meus olhos se encheram de lágrimas. - ele cuida da Malu, Malu mora com ele e temos um quarto... Que é mais da Malu mas minhas coisas também estão lá. - ela sorriu fraco.
- me desculpa, eu achava que ele ainda era o mesmo. - sorri.
- tudo bem.
- e... Eu sei que isso é tão invasivo mas eu quero saber sobre tudo... Henrique me disse que esperou pra ter certeza que você estava pronta pra perder a... Virgindade. - sorri.
- daddy foi respeitoso e nunca me convenceu, ele disse que quando eu estivesse pronta, a gente tentaria. - sorriu. - mais... Eu gosto. - fiquei tímida.
- eu sei que gosta, é bom. - rimos. - toma pílula todos os dias? Por que eu tenho um estoque. - sorri e concordei.
Ela foi até a cômoda.
- mãe. - uau, era estranho chama-la assim.
- sim? - me olhou antes de pegar.
- eu já fiquei grávida. - sua reação mudou.
- você... Tem...
- não, eu abortei.
- ah não, por que? - veio até mim. - Maria...
- eu achava que iam me tirar do daddy, e eu não sabia que era arriscado, na época o pai estava tentando me tirar do daddy. - ela me abraçou e não esperava.
- poderia ter morrido... E sei que um filho é algo muito complicado mais.. - me olhou. - não se machuque. - sorri.
- eu adoraria ter tido esse bebê, daddy e eu seríamos obrigados a não dormir a noite mais seria legal. - sorri e ela fez o mesmo. - mais daddy tem planos.
- quais?
- primeiro escola, faculdade e quando eu estiver sem nada de obrigação a gente pode tentar... Somos noivos. - mostrei meu anel.
- que lindo. - pegou a minha mão. - ele realmente é bom não é? - concordei com um sorriso.
- a melhor pessoa do mundo. - ela me olhou sentimental, parecia pensar em algo.
- nunca vou te tirar dele. - meus olhos se encheram de lágrimas.
- você promete?
- com todas as minhas forças. - abracei ela forte, tão forte que doeu meus s***s mas não importava, estava sentindo a minha mãe.
Era a minha mãe.
Após um tempinho eu fui tomar banho e ela estava bem grudada a mim, enquanto eu estava em baixo do chuveiro, ela estava em frente a pia conversando comigo e eu entendia, era saudade.
Depois ficou meio estranho mais ela me ajudou a me vestir, disse que meu corpo estava lindo e perguntou sobre algumas cicatrizes, por exemplo na barriga e no meio dos s***s mas as duas eram quase despercebidas.
Mas expliquei, fiz uma cirurgia no coração e no estômago, ela me pediu desculpas e eu não entendi, mas não queria que ela se culpasse então sorri e disse que tava tudo bem.
Amei o meu pijama, de unicórnio! Ela sabe que amo unicórnios e falei sobre o homem ter quebrado o meu cofrinho, ela pediu desculpas e disse que isso não estava nos planos mas tinha que parecer que fomos assaltados e que me sequestraram.
- mãe. - ela se sentou outra vez na cama.
- sim meu amor. - seus olhos eram lindos, ela tinha uma beleza linda, foi mãe nova e parecia ter quase a idade do daddy... Talvez um pouco mais.
- você vai estar aqui ainda? - concordou.
- vou, você vai? - concordei e ela sorriu. - em frente ao seu quarto é o seu banho, mas o meu quarto é no final do corredor tudo bem? - concordei. - a porta vai estar aberta, sei que não gosta de dormir sozinha mas prefiro que tente... Porém isso não é uma regra, pode fazer oque quiser, descer, comer... Oque quiser. - concordei sorrindo.
- se eu não conseguir dormir eu vou dormir com você. - sorriu.
- tudo bem, minha cama é bem grande. - sorri. - boa noite... Eu amo você. - ela se aproximou e beijou a minha testa, me senti realizada... Mesmo querendo o daddy.
O corpo forte do daddy me protegendo como ele sempre fez.
- durma bem. - concordei com um sorriso.
- durma bem também. - ela ligou o meu unicórnio, era um abajur e era o chifre dele que assendia.
Eu amei.
Quando ela saiu do quarto, deixando a porta entreaberta, abracei a almofada e me permiti chorar.
Não por estar com medo dela ou infeliz, estou feliz, mas as lágrimas eram de angústia, por sentir daddy deitado na nossa cama sem saber como estou... Por sentir que hoje foi a última vez que o vi e não é verdade, ele está bem!
Ainda vamos nos ver!
Mas ele está longe, e o boa noite? E o beijinho? E as batidinhas do daddy?
Isso era extremamente desconfortante, mas se tudo der certo, um dia estaremos almoçando juntos no domingo, minha mãe com a gente, Malu podendo trocar carinhos com ela e daddy ao meu lado sem soltar a minha mão.
Isso vai acontecer, eu sei que vai.