209° capítulo

3432 Palavras
Lucy. Meu sorriso... Meus olhos... Meu jeito de andar... Mas eu estava com o coração palpitando, louca pra sair correndo e pular em cima daquele homem. Era Maria... Custei pra acha-la. Fiquei dias dentro daquele hotel mexendo nas redes sociais mas sua conta era privada, assim como a de seu namorado. Fiz um perfil falso com uma foto de um cantor famoso dos tempos de hoje, acho que eram j*******s, de um grupo chamado BTS. Algo assim. Se adolescentes gostam, talvez minha filha também. E demorou, mas ela aceitou minha solicitação! A vi em fotos... Estava crescida... Mudada... O sorriso... A felicidade. Chamava seu namorado de daddy e isso me fez lembrar dos animes que ela olhava. Pelas fotos via uma casa muito bem cuidada e de uma classe alta na sociedade. Ela tinha um quarto de princesa, vi nos destaques e estava escrito "meu presente de aniversário do daddy". Mas nunca tinha fotos das cartas que mandei. Cartas anônimas... Talvez nunca tenha chegado até ela. Ela tem cachorros e gatos, o cabelo com uma mecha desbotada e pelo que vi, ama ler. Tem um parquinho... Meu deus o quanto ela já não foi no parquinho quando era pequena... Eu sempre a levei. Mas... Nunca tinha nada sobre Álvaro. Então descobri que ela estava no Rio e por acaso acabei encontrando ela agora na rua! Com... Álvaro! Eu estava... Surtando. E se... E se ele a tem? E se ele conseguiu ela? E se ela está infeliz? É claro que está! Olha o rosto dela! Está triste enquanto ele parece dar conselhos mas o conheço, ele não gosta de platéia, deve estar ameaçando ela mas ninguém pode saber, então finge que não está. Disquei o número da polícia. Henrique. Estava no quarto dobrando algumas roupas da Maria pra guardar que foram lavadas... Foi quando abri mais o guarda roupa e vi lá em cima uma maleta preta. Achei estranho e fiquei um tempo pensando, não temos algo assim em casa, eu até tenho, do trabalho, mas não é desse modelo e mesmo que fosse, eu nem trouxe pra viagem. Peguei e levei pra cama. Era uma simples mala, sem tranca com senha então foi fácil de abrir. - confidencial. - digo lendo o primeiro papel de milhares. Folhei só por cima os demais e eram muitos. Janeiro de 2014... De acordo com a lei n° 532, o acusado de falsa identidade deve ser encaminhado ao juiz, caso contrário com as provas concretas de um crime, poderá pegar prisão de 23 a 34 anos. Melissa Garcia Pavanelli... Morta em um acidente de carro. Nota: preciso de um falso nome pra ela, uma falsa identidade e os requisitos corretos pra ninguém descobrir. A uma lei que permite a troca de nome, mas só se sair do país. Larguei os papéis sentindo falta de ar e me levantei. Era do meu pai... Mas era o nome da mãe da Maria. Depois de um tempo eu voltei aos papéis, folhando mais e pegando outros. A... - que p***a é essa?... Maria Clara Garcia Pavanelli. Nascida em 10 de agosto de 2005, em São Paulo. Era gêmea. Filha de Melissa Garcia Pavanelli e Álvaro Pavanelli. Não é alérgica e não há doenças relacionadas. Era sua certidão de nascimento... A original. Mariana Garcia Pavanelli... Maria Luísa Garcia Pavanelli... Folhei mais até me sentar na cama após achar uma carta escrita a mão, o envelope estava logo em baixo. Querido Ricardo, estou grata por ter visto as fotos que me mandou de minha pequena. Tenho apenas a agradecê-lo por ter entregado seu filho a ela... Por ter dado um lar ao meu bem maior. Por enquanto a Espanha está sendo um bom lar para mim, tirando a poluição, uso muito a máscara por causa das minhas alergias. Ah, recebi seu e-mail, França parece um bom lugar, sempre quis conhecer! Espero que me mande notícias da minha mãe e mais sobre Maria e seu filho, que parece um bom homem. Nunca o deixe fazer m*l a Maria, ela ainda é uma criança. Espero que meu caso tenha bons resultados, três anos na Espanha já não está sendo fácil e creio que isso durará uns cinco anos... Minha menina estará grande de mais. Amanhã Maria faz 12 anos. Mandarei cartas através de você, você as manda pra ela por mim. Com amor, Melissa. Fiquei um bom tempo raciocinando tudo que li. Mais a baixo... Milhões de cartas! - pai oque você fez... Para Maria. Para Ricardo. Para Maria. Para Maria. Para Maria. Para Ricardo. Para Maria. Para Maria. Para Maria. Para Maria. Para Maria. Para Maria. Para Ricardo. Para Maria. Uma me chamou atenção. Para Melissa. Olá Melissa, esta é uma carta diferente das demais, serei curto para não te fazer largar a França e vir pra cá. Sua mãe faleceu ontem... Meus pêsames. Mas quero que saiba que Maria está em boas mãos. Morando com meu filho. Para que ele não descubra nada do que estamos fazendo, eu me afastei. Banquei um pai r**m para que ele não desconfie de nada, afinal, é um bom homem e muito esperto. Eles estão bem e morando juntos... Não se preocupe, ela está em boas mãos. Conheço meu filho, tem um ótimo potencial e o amo tanto, sei que ama Maria também. No momento a polícia ainda está investigando sua morte e como não tem necessidade de abrir seu suposto caixão, ninguém está suspeitando de nada. Bom... Descobrimos hoje que não há indícios de Mariana ou Maria Luísa, estamos fazendo todo o possível. Elas não estão em lugar nenhum. Creio eu que... Realmente estão mortas. Atrás estava riscado e escrito de uma forma... Corrida? Não ser entregue a Melissa, não entregar! Meu pai... Se afastou de mim por... Melissa... Por Maria... Respirei fundo. Me sentia m*l. O desprezei por anos enquanto ele me desprezou por... Maria. A MÃE DA MARIA TA VIVA. - QUE p***a RICARDO! - joguei aquilo tudo no chão e levei as mãos ao rosto. Acabo de descobrir... Não pode ser... Amo Maria tanto mas... Cai em uma armadilha... Para protegê-la... Me sinto um agente do FBI, contratado especificamente pra isso... Oh meu deus! Olho pro chão e vejo um envolve vermelho forte. O pego. Confidencial. Tudo é confidencial. Era Maria... Em fotos. Fotos dela, fotos minhas... Fotos... Mariana... Malu. Pequenas... Mais meu pai não sabia que elas estavam vivas. Junho de 2009... Querida Melissa, achamos um carro abandonado no meio de uma rua, eu creio que isso foi colocado lá propositalmente. Estas fotos provam que suas filhas estão vivas... Sinto muito por não parecerem bem, mas estamos fazendo todo o possível. Fique onde está, estamos resolvendo. Foi uma carta nunca enviada. Voltei a olhar a foto, percebendo agora o tamanho da barriga das meninas... Mas braços e pernas finos. Estavam passando fome. A roupa suja e pequena em corpos pálidos e cabelos bagunçados e grandes. Mas era uma foto antiga, a mãe da Maria fugiu muito depois disso. Meu pai nunca entregou as fotos. Mais a fundo dentro do envelope tinha um documento importante, constando a morte de duas menores... Mariana e Malu. Foram dadas como mortas no dia 23 de novembro de 2012. Me sentei no chão e folhei tudo, tudo quanto era papel. E tudo só se tratava das trigêmeas, casos não investigados... Melissa... Maria Clara. Meu pai e eu voltávamos pra casa... Eu estava séria. - tudo bem minha filha, essas coisas acontecem... Você é uma menor e eu um adulto, as vezes isso passa pela cabeça das pessoas e é até bom sabia? Significa que elas se preocupam com o próximo. - olhei pra ele. - a polícia nos parou. - concordou. - sim, talvez alguma criança como você tenha desaparecido. - pai... - engoli em seco. - tinha uma mulher nos olhando, preocupada... - ela pode ter feito a denuncia, mas não se preocupe... - parecia minha mãe pai. - ele me olhou por alguns segundos. - sua... - eu lembro... Seus ombros sempre retos por causa das aulas de etiqueta. - olhei pra janela e tive a visão da paisagem apenas e pessoas. - minha filha. - colocou a mão na minha perna. - sua mãe... - eu sei... - não acha que foi uma miragem? - concordei. - sim. - tudo bem? - concordei e ele tirou a mão de mim. Se não fosse, era muito parecida, mesmo com o cabelo preto. Ao chegar em casa eu fui direto pro quarto. - oi daddy. - digo m*l e fecho a porta atrás de mim. Daddy... Chorava. - oque foi? - estava sentado na cama quando me olhou. - vem cá. - eu fui, e ele me puxou pro seu colo. - meu deus... - começou a chorar me apertando forte mas também fiz isso. Eu precisava disso também. Ficamos assim um bom tempo até daddy me olhar. - desculpa por termos brigado... A culpa não é tua, que se f**a Letícia. - não estava entendendo. - oque aconteceu? - ele deu um sorriso me dando carinho. - tu me ama? De verdade? - ri. - claro que sim daddy, pra sempre... Mesmo você brigando comigo. - ele voltou a me abraçar forte e ouvi seu choro. Sobre a cama, já que eu estava no abraço do daddy e olhei atrás dele, vi uma foto. - oque é isso? - me soltei dele e consegui pegar. - é... - da onde veio isso? - sorri olhando. Era eu, bebê... Mas não era minha casa. - essa é... - eu. - daddy pegou a foto e olhei pra ele. - sou eu, eu era assim quando era bebê. - daddy parecia pensar mas logo sorriu. - é... Tem razão... Quem mais seria né? - me deu carinho e peguei a foto. Na verdade não lembro de ser tão magrinha assim... Parecia que eu não comia, só tinha barriga mas era eu. Tenho certeza disso. - daddy onde isso tava? - ele me olhou. - eu acho que veio junto com as minhas coisas... No meio de documento. - mas quem te deu? - mor... Tá com fome? Como foi o passeio. - pegou a foto da minha mão e me levantei. - daddy! A polícia parou a gente! Tipo, eu e meu pai estávamos andando e do nada um carro parou do nosso lado e mandou meu pai colocar a mão na cabeça. - isso fez daddy ficar super preocupado. - como assim, me explica com calma. - me puxou pra cama onde me sentei virada pra ele. - tá, do começo. - tá bom, um carro parou com tudo como se meu pai fosse um ladrão. - daddy ia assentindo e ouvindo. - eles mandaram meu pai colocar a mão na cabeça e tinham enormes armas. - era assustador mas agora nem tanto. - aí começaram a falar que fizeram uma denuncia, e que quem fez a denuncia disse que havia um homem com uma menor mas que esse homem era do mal... E eles pensaram que era meu pai e... - olhei pra baixo. - oque? - me olhou. - lá longe... Tinha uma mulher. - olhei pro daddy, aos poucos suas sombrancelhas ficaram normal, como se daddy relaxasse a expressão do rosto. - estava me olhando preocupada... E parecia... - olha só. - daddy me cortou. - foi só um m*l entendido. - se levantou. - daddy parecia minha mãe. - ele parou, de costas pra mim e me levantei. - sabe que.. - se virou. - eu sei... - o interrompi colocando a mão no braço. - sei que não tem como, ela tá no cemitério. - daddy veio até mim e senti seu abraço. - tá tudo bem... Ei. - me fez olhar pra ele ainda no abraço. - tô aqui. - me deu um selinho mas logo depois me puxou pro abraço novamente. Meus pés saíram do chão e em poucos segundos entrelacei as pernas na cintura do daddy e deitamos na cama. Daddy sumiu com a foto. Ficamos assim por um bom tempinho, abracadinhos assim até daddy contar uma história. Não era de princesa. Era estranha. - quando eu te conheci... Atravéz daquele jantar triste, eu me apaixonei por ti de alguma forma, mas não sabia que era amor. - daddy estava de ladinho e eu de barriga pra cima com as pernas sobre as dele, sentindo seus carinhos e segurando seu pulso. - gostei da Maria engraçada... Da Maria que me mostrou um quarto de princesa... Barbies... Me sentia um pedófilo por ter me apaixonado por uma criança... Mas nunca pensei em maldade, s**o tem tempo, sempre tem, mas eu pensava nisso também, em tu adulta comigo, eu já pensava no futuro sabia? - concordei fraquinho. - mas depois de duas conversas com sua vó percebi que a Maria só precisava ser protegida... E eu pensei em te proteger pro resto da vida. - o olhei, seus olhos tinham lágrimas mas logo voltei a mexer em seu pulso e dedão. - quando meu pai disse que eu podia ser seu melhor amigo, eu achei ridículo, só tinha ido junto por que eu ia seguir uma carreira de advogado, por que eu precisava aprender... Mas nunca iria ser o melhor amigo de uma criança... - daddy fez uma pausa e respirou fundo. - meu pai me colocava a ideia todos os dias de que futuramente tu ia precisar de mim... Isso me martelava por que eu acreditava e tu precisou. - e você tá aqui. - olhei pra ele sorrindo e daddy fez o mesmo. - para de chorar. - limpei seu rosto. - tá tudo bem. - me deu carinho e voltei a olhar pra onde olhava. - depois de um ano a gente tava tão próximo e eu tão distante do meu pai... Sua vó autorizou as nossas saídas, nossos beijos... Eu dormir na sua cama as vezes com você... Mesmo querendo aquilo e sentindo que um dia seria possível, eu nunca forcei e sempre senti que era meu dever apenas te proteger... Eu só não sabia que era real, que... - daddy suspirou. - enfim... Sou grato por ter conhecido meu grande amor, mesmo que de uma forma má. - o olhei. - por que de uma forma má? - daddy deu de ombros. - meu pai era advogado da sua mãe... Isso é triste por que ela já tinha morrido... Depois que você sofria muito também... Era algo mal... É uma metáfora. - fiquei pensando. É, lembro de sempre estar triste mas daddy chegava e tudo mudava. Sorri. - eu gostava quando você ia dormir na minha caminha, você me contava histórias e era muito bom sentir seu abraço. - me virei pro daddy e ele riu. - é, ficava perguntando se podia ver oque eu tinha dentro da roupa. - ri com vergonha. - mais eu nunca tinha visto... E você sempre foi o certinho. - daddy me deu carinho com um sorriso. - nunca pensei em te abusar, por que eu podia te comprar naquela época muito fácil. - olhei confusa. - como assim? - ué, se eu falasse "posso te mostrar uma coisa que tu nunca viu", por exemplo claro, a Maria ia deixar... Ou se eu te tocasse e falasse que era rapidinho, tu ia deixar. - penso. - você ia mostrar seu pipi? E tocar na minha ppk? - daddy concordou. - uhum. - mas você nunca fez isso. - daddy sorriu. - não pode, isso é manipular... - de repente o olhar do daddy mudou. - me sinto manipulado. - pelo que? - ele sorriu. - por te conhecido o meu grande amor. - me encheu de beijos até subir em cima de mim e eu ri. - aí daddy. - digo rindo até ele parar e me encarar. - mas você se sentiu manipulado mesmo? - daddy pareceu cogitar que sim mas logo negou e saiu de cima de mim. - não meu amor. - me olhou, sentado na cama e fiz o mesmo, me sentando. - não me senti manipulado. - me deu carinho e sorri. - te amo daddy. - me inclinei e dei um beijo nele... Meu estômago roncou. Daddy riu. - fominha? - concordei. - só tomei um milkshake. - daddy riu. - só. - rimos. - vamos lá comer alguma coisa, vem. - se levantou e me ajudou. - lindinha do daddy, meu bem mais precioso... A coisa mais preciosa do mundo... Todo mundo quer a tua p******o sabia? Todos os dias. - daddy estava muito meloso mas eu gostava. - eu também quero a sua p******o daddy. - ele sorriu e descemos de mãos dadas. Daddy me deu comida, bolo e refrigerante mas depois me fez comer melancia que ele picou e eu fui pra rede comer enquanto levei o tablet pra ver série e os fones de ouvido. Pelo que soube antes de sair de casa, Malu foi limpar o cabelo igual eu, mas acho que não foi o daddy que limpou. Henrique. Era umas 18h. Todo mundo tava pensando em ir jantar fora mas com as coisas que tinham na minha cabeça, desanimei todo mundo. Mas depois animei dizendo que podia ser o dia do taco. Beatriz adorou e deu corda. Letícia voltou pra São Paulo e passará uns dias com sua mãe... Que até então estavam brigadas e nem quero saber por que. Minha maior preocupação agora e angústia, é duvidar do que sinto pela Maria. Fomos jogados um pro outro, sinto que nosso amor foi planejado. Meu pai o planejou. Mas me sinto confortável em saber que a amo e que ela me ama e que em todos esses anos nunca deixei que nada faltasse a ela e hoje ela é como é por causa de mim. Forte, tem seus medos e é normal, mas Maria é corajosa e forte pra muitas coisas. Estava olhando ela pela porta dos fundos, rindo olhando pro tablet. Provavelmente estava assistindo a alguma série. Foi quando ela começou a se coçar e saiu da rede vindo pra dentro. - cansou? - dei carinho nela. - tem mosquito. - ah, com certeza, praia sempre tem mosquito. - digo e pego o tablet da sua mão. - tudo bem? - concordou parando de coçar. - não vou coçar se não sai sangue. - isso aí. - dei carinho nela outra vez. - gente... - olhamos pra trás e Maria fez um som de surpresa e felicidade. - uau Malu! - foi até as escadas. Maria Luísa estava a verdadeira cópia da Maria. - tentei deixar igual o da Maria como ela pediu. - disse Pri. Malu cortou o cabelo. - você gostou Maria? - sorri, adoro quando uma quer agradar a outra. - eu amei! - disse Maria abraçando ela. Pri veio até mim. - tentei deixar igual mas também foi ótimo, Malu tem muito cabelo e tava difícil de limpar. - mas conseguiu? - fez uma cara. - é... Ainda precisa de mais uns dois dias pra limpar mas eu tirei bastante. Vou deixar os remédios aqui, depois cada um toma uma pílula por que se tiver pegado ao menos eles morrem. - concordei. Álvaro desceu logo depois e viu o cabelo da Malu, fingindo não saber quem era quem. Caio e minha mãe também elogiaram assim como Bia e Pedro tava na sala como sempre e nem viu nada. Bom, tomamos café, Maria comeu bem pouco mas comeu... Todo mundo tava bem e eu... Meu pai se afastou de mim pra eu não desconfiar de nada... Pra eu não ter ligação com nada... Mas me empurrou Maria como se ela fosse um objeto e como se fosse meu dever protegê-la. Claro A AMO E NÃO É POR QUE DESCOBRI ISSO QUE VOU AMA-LA MENOS... Mas quando lembro disso, me vem a cabeça que estamos juntos por causa do meu pai, foi amor sim mas por trás do amor foi um plano. Isso me dá raiva. Por isso... Meu deus c*****o! Ele salvou Maria... Ele morreu pela Maria. É como se Maria fosse um objeto mesmo, algo tão precioso. É como se meu pai fosse um agente da máfia e Maria algo que eles precisam proteger... É assim que parece. E Melissa? Onde está Melissa? Que nas cartas se diz como Lucy. E se... Meu deus. Maria viu alguém hoje... Cortei ela mas não posso simplesmente voltar a perguntar, sei que isso vai ficar martelando na cabeça dela igual esse assunto tá na minha. Oque posso dizer é que um morto ressuscitou e isso será um choque pra todos nós.
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