208° capítulo

3605 Palavras
Maria Clara. Estava sozinha em casa por que os adultos saíram. Ontem Bia teve uma discussão com Letícia e eu sabia que ela tinha esse lado... Que Letícia tinha aquele lado. Obviamente levei a culpa por que a empurrei mas foi por impulso. Naquele momento ouvi Bia xinga-la dizendo que ela não é nada e que não passa de nada além de uma biscate. Letícia claro, atordoou Bia de xingamentos e por aí foi. Malu ficou tentando separar a Bia e ela mas não tinha jeito. Bia já puxava seus cabelos. Maaaas... Quando elas se separaram, a primeira coisa que Letícia disse foi: "Você teria que me engolir por que eu seria mulher do Henrique e agora somos da mesma família". Eu já estava irritada, não n**o, agi sem pensar e a empurrei de raiva por ter ouvido aquilo. Eu não ia mata-la, e não pensei que ela estava grávida. Nesses momentos não pensamos em nada. Porém ela caiu de m*l jeito e eu me senti péssima por que enxerguei as coisas de outra forma. Daddy me xingou obviamente naquela noite e mais uma vez estava decepcionado com meu comportamento. Mas a culpa também foi de Bia. Eram 10h e eu estava descendo após ter me arrumado. Pelo que soube levaram Letícia pro hospital ontem. Lá em baixo não tinha ninguém além de Pedrinho jogando e ele disse que todo mundo saiu, com as excessões da gente. Eu, Malu, Bia e ele no caso. Na geladeira tinha bastante coisa mas nada do meu agrado. Porém peguei um abacate e fiz uma batida com ele, só ele, leite e açúcar. Fiz um pão com queijo e presunto e comi, me sentindo péssima com a consciência pesada. Empurrei alguém grávida. Quem sou eu? Que tipo de pessoa faz isso? Daddy não sabe da história toda e tenho certeza que ele deve pensar coisas que nunca aconteceram. Quando terminei de comer subi pro quarto e arrumei por lá, mas preferi ficar deitada na cama mexendo no meu tablet e jogando alguns joguinhos. Henrique. Estava voltando pra casa sozinho de carro e aproveitei pra passar na farmácia e comprar os produtos necessários pra tirar piolhos. O farmacêutico me recomendou um muito bom e me ensinou como usar já que não tinha experiência com isso. Precisava também de um pente fino, era bem fininho mesmo e ele era de ferro. Quando cheguei em casa estava com fome, sai cedo, não aguentei ficar lá dentro e fui no hospital só pra tirar esse peso da cabeça. Foi onde minha mãe explicou e pediu pra eu não ficar bravo com Maria... Por que a culpa não foi dela. Letícia confessou que começou e disse que quem estava incentivando era Beatriz, que nunca gostou dela como mesma disse. Mas mesmo assim, as atitudes da Maria não batem com a sua personalidade. Pedro já estava em pé e como havia conversado com Pri em sigilo sobre Maria estar com piolho, combinamos que ela limparia a cabeça da Malu... Que fica coçando também o dia todo e eu limparia a da Maria. Então dei pra ela os remédios e um dos pentes finos. Ela chegou logo depois de mim. Subi pro quarto e Maria estava usando o tablet deitada na cama. Não falei nada antes de fazer xixi e lavar as mãos por que vim da rua. O clima tava chato entre a gente mas a partir de hoje Maria entra na linha. Ela me olhou, percebi, mas não olhei e volta e comecei a mexer na sacola. - vai lavar o cabelo que eu vou limpar ele. - digo apenas sem olhar pra ela. Mas vejo pelo canto do olho ela se levantar da cama sem reclamar e ir até o banheiro onde ficou com a porta aberta. Ela lavou só o cabelo e o enrolou em uma toalha. - vem, senta aqui no tapete. - digo indo até a cama com as coisas necessárias pra limpar o cabelo dela. Maria se sentiu no meio das minhas pernas e eu comecei a passar o creme de cabelo no cabelo dela. Não trocamos palavras mas sentia o toque dos seus ombros e braços nos meus joelhos e canelas, já que ela estava entre minhas pernas. Queria conversar com ela e não agir assim, ignorar. Mas Maria já aprontou antes da gente vim pra cá e mesmo que a culpa tenha sido do Pedro, ela estava junto e tem a consciência de que estavam fazendo coisas erradas. E agora isso... Empurrar uma grávida... Tudo bem que Letícia confessou que irritou elas e que quem começou foi Beatriz, mas NADA justifica o motivo de Maria ter empurrado Letícia. Por que não saiu de perto... Por que fingiu que não ouviu. - ai... Tá doendo daddy. - colocou a mão na cabeça, eu tentava desembaraçar, tava muito embaraçado. - aguenta, se não o pente fino não vai passar. - digo apenas e continuo tentando pentear. Claro, fui com mais calma pra não machuca-lá, mesmo que ela merecesse um pouco, mas não faria isso. Quando por fim consegui pentear todo seu cabelo, passei mais um pouco de creme e coloquei a toalha de rosto sobre minhas pernas, que foi isso que o farmacêutico disse, que precisava de uma toalhinha ou pano pra passar o pente fino após passar no cabelo. De preferência branco e eu tinha uma rosinha mas dava também. Comecei por baixo, onde tinha várias coisinhas brancas e aparentemente era só ali. Passei várias vezes e saía alguns piolhos mas consegui tirar uma boa parte dali. Aí fiz isso no cabelo dela todo e tinha bastante piolho, mas tirei grande parte. - pronto, lava o cabelo pra tirar o remédio. - ela se levantou do chão. - mais tarde a gente termina. - concordou e foi pro banheiro onde deixou a porta aberta. Coloquei aquela toalha dentro de uma sacola e limpei tudo que sujei, levando a sacola pro lixo lá na rua. Depois lavei o pente fino e deixei dentro de um copo com vinagre, pra quando eu for usar novamente larvar com água quente. Quando subi Maria já tinha saído do banho. - minha cabeça não tá coçando daddy. - disse entusiasmada e dei um meio sorriso. - é, o remédio é bom. - digo apenas e vou até o banheiro lavar as mãos. Sinto Maria atrás de mim. - daddy. - não respondi e ela se aproximou. Continuei lavando as mãos com o sabão líquido. - você me perdoa? - respirei fundo e olhei pra ela contra o espelho. Estava com a expressão de culpa e de arrependimento, ela levou o dedo a boca. - não é pra mim que tem que pedir desculpas, não me fez nada além de ficar muito desapontado contigo. E tira esse dedo da boca. - ela tirou e sequei as mãos. - mais tô pedindo desculpas pra você... - igual da última vez? Maria, toda vez tu me promete mudar, quer que eu fique rindo pra ti... - quero que me trate como sempre. - o dedo voltou a boca. - não posso, tu errou e tô muito chateado. - tirei seu dedo da boca. - mais a culpa... - não quero ouvir, vai me dizer a verdade quando se sentir pronta, e quero as três na minha frente. - ela, Bia e Malu. - já tomou café? - falei normal e seco. - não... Quer dizer já. - sim ou não? - me virei pra ela, que deu de ombros. - vamo lá. - descemos. Ela já havia tomado, dentro da pia estava sua caneca de unicórnio. Mais cedo minha mãe comprou umas coisas e mandou por mim. Tinha bolo, pão francês e de forma, queijo, presunto, pão de queijo, requeijão e leite. - senta lá que eu vou fazer um Nescau. - daddy, pode ser café com leite. - concordei sem olhar pra ela e a mesa foi pra mesa. - chama o Pedro. - digo e ela vai. Enfim, sirvo o leite na caneca e vou colocando o café até ficar clarinho, que é o jeito como a Maria gosta, fraco. Esquentei por estar gelado e Pedro veio fazer o copo dele também. Servi café preto pra mim e fomos pra mesa. - mais a Maria já tomou café. - disse Pedro. - esfomeada. - ela riu. - mais foi bem pouquinho. - e oque fez tanto barulho aquela hora? - Maria ficou tímida e eu só olhei. - o liquidificador.. - estava dentro da geladeira aliás, com algo que parecia abacate. Mas não toquei no assunto, ela não é proibida de nada. - oque quer comer? - ela pensou murmurando até apontar. - esse e esse. - pão e pão de queijo. - com requeijão, presunto e queijo por favor. - comecei a fazer, do jeitinho que ela gosta. Depois coloquei três pão de queijo sobre um pratinho e dei a ela. Pedro ficava falando nada além de fazer palhaçada e eu ficava bravo por que isso tirava a concentração da Maria em comer, e mais ainda fazia ela se sentir bem... E não é pra ela estar, não depois do que fez. - ahn! Olha daddy! - me mostrou. - o pão de queijo tem isso dentro! - era pão de queijo com goiabada. Eu não sabia. - hum, que legal. - não queria ser grosso mas tô muito triste com ela, não posso passar a mão na cabeça. Ela acabou que comendo vários e tinha bastante. Depois tiramos a mesa e Pedro voltou pro videogame mas Maria queria assistir filme. - Pedro, larga um pouco isso aí e vai fazer alguma coisa. - digo com o pano de prato na mão. - aff Maria, a sala é minha. - não é não. - digo, pegando o controle e Maria fica quieta. - mais vamos ver um filme só a gente. - disse Maria e eu coloquei nos canais pagos da tv. - que filme? De princesa? Tô fora. Me empresta o teu skate que vou dar uma volta. - Maria brilhou os olhinhos. - eu quero ir junto! - deu um pulo do sofá e neguei na hora. - não vai sair, tá de castigo. - ela fez uma carinha e se sentou. - é e também vou ter que ficar te esperando, até tu aprender. - Pedro não queria. - olha lá onde tu vai. - digo e ele levanta as mãos em forma de redenção. - calma, é só uma voltinha. - seguiu pro banheiro. - oque tu quer ver? - perguntei pra Maria. - oque tiver. - disse triste olhando pra baixo enquanto estava sentada com os joelhos dobrados. Revirei os olhos. - tá de castigo Maria, nem tu, nem Beatriz e nem Malu vão sair... Na verdade Malu até pode. - ela me olhou. - mais daddy eu... - não quero ouvir, oque quer olhar? - ela respirou fundo. - não quero mais nada. - se levantou e passou por mim, subindo as escadas. Respirei fundo levando a mão ao olhos mas logo voltei a fazer oque tinha que fazer. Tirei a mesa do café e lavei oque sujamos. Ontem Pri e Matheus ficaram acordados por muito tempo preocupado com o ocorrido que acho que vão dormir até tarde hoje. Já saíram cedo pra ver Letícia mas voltaram e subiram. Meu celular começou a vibrar no bolso e peguei. Era Maria. Mensagem com o Amor da minha vida ❤️: - daddy, você tá muito triste comigo? - oque a Maria acha? - que não, mas que você vai me mandar embora. - não farei isso, mas tu errou muito f**o Maria. Só quero que entenda isso. - daddy a culpa foi da Bia, mas eu não sou dedo duro. - Maria, não é ser dedo duro, é falar a verdade, e se o bebê da Letícia tiver contraído algo? Ou se ela entrar em uma emergência por que a bolsa se rompeu... E se o bebê nascesse morto Maria por causa da queda? - daddy ela nem caiu de um jeito tão r**m assim. - mas caiu Maria Clara! Tu empurrou uma grávida Maria Clara! - mais não foi minha culpa ? ela falou um montão de coisas. - eu sei disso. - você só tá vendo o meu erro e não o dela daddy. - tô vendo os erros das três, por que Malu não falou nada além de tentar impedir o ocorrido. - tô arrependida daddy. - não tá não, te conheço. Quero que seja sincera e fale comigo quando realmente estiver arrependida do que fez. - mais até lá você vai ficar assim comigo. - até lá? Por que até lá? Vai demorar pra se arrepender? - tô brava com ela pelo que ela fez, e ela nem caiu de m*l jeito. - p***a Maria Não te conheço Tu não é assim Essa não é a minha Maria Com quem tu aprende a ser assim? - desculpa daddy. Deixei ela no vácuo por que não queria ficar mais desapontado. Maria não está se dizendo arrependida, ela só não quer que eu fiquei bravo, mas se arrepender do que fez ela não quer. Talvez por ser ingênua ou não pensar direito. Mas Maria tem a cabeça no lugar e ela sabe das coisas. Enfim, desliguei a tv, lavei algumas roupas de todo mundo, menos da Pri e Malu por conter peças íntimas, mas o resto lavei tudo. Até do Matheus. - bom dia Henrique. - era Álvaro, na cozinha se servindo com café quando sai da lavanderia. - bom dia, e Malu? - perguntei, o mesmo se virou pra mim mexendo a colher dentro da xícara por pouco tempo. - dormindo ainda. - tadinha, vi que ela se sentiu muito m*l ontem. - Malu chorou de medo, achando que iam "devolvê-la". - bom, de qualquer forma ela disse não ter feito nada além de impedir mas ficava falando que a culpa era da própria Letícia... Oque essa mulher fez pra elas pra Maria querer empurra-la? - respirei fundo me encostando no balcão. - Letícia e eu já namoramos na adolescência. - Álvaro levantou as sombrancelhas. - uau. - pois é. - tanto homens para Cristina conhecer e por mera coincidência conheceu o pai de uma ex sua. - ri. - nem me diga. - rimos. - mas eu queria dizer pra deixar Malu fora disso. - Álvaro negou. - por mais que eu não queira que ela pense que será punida e terá os piores castigos como mesmo disse, acho que ela precisa estar junto quando Cristina chegar e a gente conversar com as meninas. - penso até concordar. - Maria tá lá brava, me pedindo desculpas mas não dizendo estar arrependida. - é, ela precisa entender as vezes. Pode ser firme Henrique, grite, brigue... Infelizmente não tenho coragem de fazer isso, tenho medo. Mas você está sempre com ela, ela tá acostumada com isso. - concordei fraco pensando. - deixei ela de castigo mas não consigo gritar... Só se ela se alterar um pouco. - bom, de qualquer forma ela merece... Fico pensando no que poderia ter acontecido com esse bebê. - bebeu o café e refleti novamente. Poderia ter nascido morto. Maria nunca se perdoaria e a consciência pesaria, oque ela precisa... Precisa ter a consciência pesada pra aprender. Álvaro foi tomar sol e ler o jornal enquanto eu subi. Dos outros quartos não dava pra ouvir nada além do ar condicionado. Beatriz dormia ferrada no sono quando abri a porta, de bruços com um pouco do cobertor no chão e um dos travesseiros ao lado do corpo. Malu também dormia, bem encolhida na cama e com o braço sobre o rosto. Pri e Matheus também estavam no silêncio mas não abri a porta claro. No meu quarto Maria também estava encolhidinha na cama, seu bumbum estava aparecendo um pouco mas não pra isso que olhei. Ela tinha o rostinho triste enquanto olhava pela sacada. - tá coçando a cabeça? - puxei assunto. Estava muito cansado e só queria deitar e ver um filme. - não. - disse apenas e não insisti em dar assunto. Fiz xixi, lavei as mãos e rosto e quando voltei ao quarto fechei as cortinas e coloquei num filme, impedindo Maria de continuar olhando pra rua, mas ela não estava fazendo isso por que queria. Se não teria me dito pra deixar aberto. Procurei pelos canais um filme qualquer conhecido e achei um de ação da Marvel onde deixei. Maria se virou pra mim mas ficou olhando pro filme mas a cabeça um pouco dobrada, me impedindo de ver seu rosto. Ela parecia gelada. - quer o cobertor? - perguntei sem me mexer. - sim por favor. - a voz fofinha me deu vontade de apertar mas não o fiz. Só puxei o cobertor e cobri ela e eu até a cintura. - podíamos estar brigando por que a Maria tava conversando com alguém, ou por que ficou com ciúmes de mim... Qualquer coisa, mas estamos brigamos por algo muito i****a. - digo. - eu não estou brigada com você. - disse e eu só respirei fundo. - errou Maria, sabe disso e quando te escuto falar, parece que tu tá cagando pra tudo ao teu redor. Parece que não tá nem aí se o bebê da Letícia nascer com algum problema por causa dessa queda. - ela se ajeitou e senti seu olhar em mim. - você defende, mas não tava lá... Tudo que ela disse... - então por que não me fala? Por que não conversa comigo? - me sentei na cama e olhei pra ela, que fez o mesmo. - você não deixa. - por que a Maria vem normal conversar sobre algo sério. - ela estava virada pra mim e abaixei o volume da tv. - quando Letícia começou... - não quero ouvir, vamos conversar quando minha mãe chegar. - ela começou a chorar. - mais eu quero falar daddy. - oque? Vai dizer que ela falou algo que tu sabe muito bem que não é verdade, tipo eu ter transado com ela e... - é! Por que foi oque ela disse quando a Bia começou! - disse em meio as lágrimas e vi seus olhos brilhando. - "por que nunca vou esquecer a nossa transa". - a olhei. - ela tem o Endriw de volta Maria. - mas falou que se não estivesse esperando um filho dele e não o amasse, EU ia ver quem você ia escolher. - ri de ódio. - p***a Maria e tu acredita? Tu acredita em algo que não tem nada haver. - falei bravo. - olha a tua mão Maria. - peguei a mão dela. - o anel que eu procurei com todo o cuidado e amor do mundo tá no seu dedo p***a, e não no dela. - mesmo bravo, me sentia péssimo em falar assim. - tem que entender isso! - se fosse você ouvindo coisas de um cara ia fazer o mesmo! - ia, por que primeiro que eu conheço a minha Maria e sei que tudo que ele falar será mentira... Depois que ele não tá grávido e nem nada, posso bater o quanto quiser. Mas a Maria não, Letícia tá grávida amor! - me ajeitei na cama. - tô muito triste, muito bravo, muito desapontado por que tu é o meu bem mais precioso, meu amor maior, meu conforto... É minha vida... E quando faz esse tipo de coisa, não posso te defender por que tu tá errada. Vou ver todo mundo te xingar e não vou poder fazer nada, por que tu tá errada Maria. - me levantei da cama. - daddy. - olha aqui. - me olhou, chorando. - quero que diga a verdade do começo, não quero que incubra ninguém nessa história. Se tudo começou por causa da Beatriz, fala, não defende ela. - calcei o chinelo e sai do quarto. Não queria brigar, não queria isso com ela. [...] No dia seguinte... Maria Clara. Minha cabeça doía de tanto chorar. Ontem foi um dos piores dias, me sentia tão culpada. Tia Cris, meu pai, tio Caio, daddy, eu, Malu e Bia estávamos todos na sala conversando. Aproveitamos que Matheus, Pri e Pedrinho saíram pra comprar o jantar. Fui tão xingada por daddy, tão xingada pelo meu pai, ganhei conselhos de Caio e ele foi o único que me defendeu. Tia Cris estava realmente triste com Bia por que ela sempre age assim, com agressividade. Já Malu, quieta e quando teve a oportunidade de falar, disse que estava se sentindo m*l mas todo mundo acobertou ela dizendo que ela não fez nada. Tipo, ela realmente não fez, mas eu e Bia fomos tão apedrejadas... Tão culpadas. Porém no final tio Caio zerou a discussão com "Letícia não é flor que se cheire e ela me falou coisas que a fez deduzir que ela foi culpada. O bebê dela tá bem e não precisamos disso". Aí acabou mas daddy ainda não falava direito comigo. Mas agora era umas 15h. Meu pai quis dar uma volta apenas comigo por ter me visto m*l o dia todo, enquanto Bia e Malu já estavam normais. - de qual sabor é o seu mesmo? - perguntou pra mim em relação ao meu milkshake. - de flocos. - digo um pouco triste. - e o seu? - olhei pra ele ainda andando ao seu lado na calçada. O mar estava do meu lado. - de morango, quer um pouco? - concordei e experimentei, oferecendo o meu mas ele não quis. Continuamos andando e eu estava muito triste ouvindo meu pai falar. Estava m*l mesmo, arrependida.
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