Pedro Henrique estava se divertindo com os amigos, até que sentiu uma sensação estranha, a mesma sensação de quando perdeu os seus pais e por isso ele quis sair dali para vê se tudo voltava ao normal.
— Bom pessoal, eu já vou para casa pois tenho um compromisso e já está ficando um pouco tarde.— Pedro Henrique fala sorrindo
— Hum, sei qual é esse seu compromisso em.— Davi um dos seus amigos fala sorrindo
— Vai se catar Davi, até mais
— Até.
Pedro Henrique sai do barzinho onde estava bebendo com os amigos e vai para a casa de Isabela, mas antes ele passa em uma floricultura e compra um lindo buquê de flores, assim que ele chega na casa da morena estranha por vê que a porta estava entreaberta.
— Isa, amor cheguei, cadê você.— Fala ele e nada de obter resposta, ele sobe as escadas para o andar de cima e chama a morena mais uma vez
— amor, cadê você.— Nessa hora ele ouvir algumas pisadas e abri um lindo sorriso que é desfeito minutos depois quando ele dá de cara com tina.
— O que você está fazendo assim tina? Cadê a Isabela
— Calma amor, essas flores são pra mim?— ela fala com um sorriso no rosto e Pedro Henrique olha ela de cima a baixo e percebe que algo não está certo, principalmente por ela está com alguns hematomas no corpo.
— Você sabe muito bem que não são pra você, agora sai da minha frente.— ele fala empurrando a morena e entra dentro do quarto e o que viu fez seu coração bater mais rápido.
— O que você fez com a Isabela sua maluca.— Pedro Henrique correu até a morena que estava caída no chão e se desespera quando vê o sangue
— Amor, foi ela que me atacou, eu só me defendi.— Tina veio para perto dele que não pensou duas vezes em empurrar ela que caiu em cima da cama.
— Eu não vou falar com você agora, eu preciso socorrer o amor da minha vida, mais fique sabendo que eu vou atrás de você, por isso nem tente fugir.— Ele termina de falar e pega Isabela no colo e desce para o andar de baixo, onde sai de casa, coloca Isa no banco do passageiro e da partida para o hospital mais próximo.
— Aguenta firme meu amor, você vai ficar bem.
Enquanto dirigia, ele pegou o celular e conectou via bluetooth no carro e ligou para seus amigos e contou o que tinha acontecido na casa de Isabela, e alguns minutos depois eles chegam em um hospital, ele estaciona o carro em frente a porta e desceu, pegou Isabela no colo e entrou, onde uma equipe médica vem até ele com uma maca.
— O que aconteceu com a paciente?— pergunta uma enfermeira quando isa já estava deitada na maca
— Eu não sei, encontrei ela assim, tudo indica que ela apanhou
— Tudo bem, você fica aguardando na sala de esperar, a paciente está tendo um aborto espontâneo.
— O que? Como assim aborto?— Pedro Henrique fala sem conseguir raciocinar direito e a enfermeira fala que depois explicar pois teria que prestar os socorros, ele fica na sala andando de um lado para o outro enquanto espera notícias da sua amada, e enquanto isso ele sente seu celular vibrar no bolso e quando pega pensando que é algum dos seus amigos se surpreende com o nome de sua tia brilhando.
— Essa não é uma hora boa tia .— Ele fala sem saber se atendia ou não, mais como poderia ser algo sério ele resolveu atender.
— Oi tia.— ele tenta falar com a voz mas mansa que ele conseguir
— Oi meu sobrinho lindo tudo bem? Como anda as coisas por aí? Se eu não ligar você não me dá notícias seu ingrato.— Jessy fala do outro lado da ligação
— Está tudo bem tia, não precisa se preocupar, é o tempo que está um pouco corrido, eu tenho que dá conta de dois mundo aí mesmo tempo, mais pode deixar que passarei a da mais atenção a vocês.
— Tomara mesmo, eu já falei para você parar de mexer com essas coisas ilegais, algum dia você pode ser preso
— Fica tranquila tia , isso não vai acontecer
— Tá bom, assim espero
— Familiares de Isabela..,... O médico fala ao chegar na sala
— Tia depois falo com a senhora, da um beijo no tio Raphael eu amo vocês , mas agora eu tenho que resolver algo agora
— Pedro Henrique, o que foi isso? Você está em um hospital? Volta aqui menino.— Ele fala sério e preocupado mais não recebe resposta do filho que desliga o aparelho e corri até o médico.
— Sou eu, eu sou o namorado dela, como ela está?
— Qual o seu nome?— pergunta o médico
— Pedro Henrique
— Então Pedro, a sua namorada está bem, ela já foi transferida para um dos quartos, se ela demora mais um minuto sem ser medicada, não poderíamos fazer mais nada, meus parabéns Pedro Henrique você agiu rapido e seu bebezinho está bem.
— Bebê? Como assim bebê?
— Você não sabia? Sua namorada está grávida de dois meses.
— O que ?— Pedro Henrique pergunta dando alguns passos para trás e se encosta na parede.— Grávida? Isabela está grávida?
— Ela está no quarto 314 se quiser ir até lá
— certo obrigado.— Ele fala e vai andando para o local que o médico ensinou.
Conforme Pedro Henrique andava até o corredor onde Isabela estava, mil teria se passava em sua cabeça, será que o filho que Isabela espera é dele? Era tantas perguntas que ele nem se deu conta que já estava em frente ao quarto, ele respira fundo e entra, onde pode vê ela deitada na cama com um acesso preso em seu braço onde estava ligado a um litro de soro.
— Oi.— ele fala chamando atenção dela que olha para ele, e só agora ele pode perceber que ela está com os olhos vermelhos como se tivesse recém chorado
— Oi, o que você está fazendo aqui?
— Como assim o que estou fazendo aqui? Foi eu que te trouxe, você está bem?
— Sim eu estou, obrigada por ter me trazido pra cá
— Não precisa me agradecer eu faria tudo de novo.— ele fala e os dois ficam se olhando por alguns segundos antes dela começar a chorar e ser amparada por ele.
— Porque você está chorando? Vai ficar tudo bem
— Me desculpa Pedrinho por favor, eu não fiz isso porque queria, eu juro que estava me cuidando, não era pra isso ter acontecendo .— ela fala chorando e ele já entendendo sobre o que ela estava falando deu um sorriso para ela se confirmar e disse.
— Fica calma meu amor, não precisa ficar chateada, eu sei que você não teve culpa de nada, aconteceu e o que podemos fazer e passar isso juntos, eu vou cuidar de você e do nosso filho, pois eu te amo demais para te deixar.— ele termina de falar e beija ela que corresponde o beijo.