Pré-visualização gratuita Noite Louca
- Me espera! — peço me levantando da cama.
Saiu apressada arrumando meu vestido vermelho decotado. Paro ao lado da minha melhor amiga juntando-me a ela no espelho do meu quarto.
Faço minha maquiagem forte, marcando bem minhas maçãs do rosto e dando um destaque aos meus olhos verdes, finalizo com um batom vinho forte para combinar com o meu vestidinho curto. Jogo meu cabelo ruivo para trás, com os dedos dou uma breve arrumada no comprimento.
Essa noite é a noite. Preciso estar perfeita. Finalmente vou fazer minha pós e estou tão plena, meu sonho de me tornar psiquiatra está quase chegando e qual seria a melhor forma de comemorar senão indo no Stars Club, estou louca pra conhecer, dizem que vai desbancar as outras baladas da cidade.
- Para de se namorar no espelho, Sophia e vem me ajudar aqui. — Nancy e dá um tapinha na minha b***a ao terminar de falar.
- É crime agora? — respondo colocando a mão na cintura. — Você tá é com inveja.
Nancy ri jogando a cabeça para trás.
- Eu também tenho amor próprio, querida. — fala enxugando as lágrimas. — Se já tiver terminado aí no espelho, pode me ajudar a finalizar o cabelo para sairmos, a essa hora o Derek deve estar bravo com a gente.
Pego a chapinha de sua mão e aliso o comprimento do seu lindo cabelo castanho, enrolando as pontas deixando-os enrolados.
Nancy está fantástica, a blusinha branca acaba no umbigo e seu shorts é tão curto que se ela abaixar mostra a polpa do bumbum, a bota de cano baixo combinou super bem com o look, a maquiagem dela está no ponto certo, não muito forte e nem fraca ao ponto de parecer que está sem nada no rosto. Ela não precisa de muito para ficar fabulosa.
Nancy sempre foi assim, dês da escola, a menina mais bonita do jardim de infância, do ensino fundamental e médio, e depois a faculdade. Eu era a patinho feio do grupo, mas com o tempo eu melhorei 100%. É o que dizem, o tempo faz bem para algumas pessoas.
- Filha. — chama o meu pai.
Vou até a porta e abro para ele.
- Eu preciso sair agora, tenho uma viagem de última hora. Você sabe. Coisas da empresa, amanhã a noite vou estar de volta. — meu pai me corta antes que eu possa falar algo. Ele me olha de cima a baixo e sorri. — Você está linda filha, se divirtam.
Ele se vira e vai embora quase correndo.
- Até amanhã, pai. — sussurro para o nada.
Será que aconteceu algo muito sério na empresa? Não é normal ele sair desse jeito. Dou de ombros e volto minha atenção para Nancy, ela levanta e vem até mim.
- Vamos, o Derek já mandou mensagem dizendo que se não aparecermos, ele vir buscar a gente pelos cabelos.
Rimos juntas. Derek é nossa amigo de infância também, nós crescemos juntos e estamos até hoje estudando juntos. Nós três.
Peço um Uber e ao descer do carro fico boquiaberta com a boate, a entrada é lindíssima, tem holofotes vermelhos refletindo todo o predio e um tapete igualmente vermelho da porta do estabelecimento até calçada.
- Ele está lá dentro. — fala Nancy pegando minha mão, e me conduzindo pelo longo tapete.
O segurança checa nossa identificação e libera nossa entrada, eu e Nancy seguimos até o bar. A música As It Was de Harry Styles toca numa altura que é ensurdecedor, o lugar não está tão cheio quanto eu achava, acredito que o espaço seja grande o suficiente para suprir a quantidade de pessoas, dando a impressão de não estar tão cheio.
Ao longe avisto Derek caminhando em nossa direção, ele usa uma calça jeans azul e uma camiseta social preta, o sapato social deu um toque final no seu visual. O cabelo loiro bem penteado pra trás ficou perfeito assim. Nancy me cutuca e se aproxima do meu ouvido.
- Nossa, ele se produziu mesmo. — comenta sorrindo.
Concordo com a cabeça.
- Iai donzelas, quer dizer que vocês se atrasam e como eu fico? — pergunta Derek e se senta no banco.
Eu e Nancy trocamos um breve olhar e nos voltamos para ele.
- Foram só 10 minutos. — começo em nossa defesa.
- Mas, se você acha que foi um atraso expressivo. — continua Nancy, ela se aproxima dele jogando o braço no seu ombro. — O que podemos fazer para te compensar?
- Estamos dispostas a tudo. — falo andando devagar na sua direção.
Sento no banco ao seu lado, e mordo sua orelha passando o braço pela sua cintura. Nancy beija seu pescoço e ele arrepia.
- Não gente! Chega! — fala se levantando do lugar com repulsa. — Que nojo, vocês são praticamente minhas irmãs. Sei que as mulheres não resistem ao meu charme, mas vou ficar devendo essa.
Eu e Nancy nós olhamos e caímos na gargalhada, me seguro na bancada quando percebo que estou perdendo o ar.
- Pode... deixar... bonitão! — fala Nancy entrecortada abraçando a barriga.
- Você caiu direitinho. — falo quando a crise de risos cessa. — Palhaço.
Derek da ombros e faz um gesto para o barman.
- Três doses de uísque puro, por favor. — assim que Derek pede o homem não demora nem cinco minutos para atender seu pedido.
Ele entrega um dose para cada um.
- Eu quero um brinde. — Nancy fala levantando o copo. — Aos melhores anos da nossa vida!
Nós três fizemos medicina juntos por cinco anos e agora, a sensação que fica é de pura realização. Eu vou para psiquiatria, Nancy para pediatria e Derek obstetrícia. Vamos seguir pela primeira vez, caminhos opostos, e isso vai ser desafiador e gratificante.
Levantamos os copos e brindamos, viramos a bebida de uma vez, não consigo evitar fazer careta ao sentir o álcool descer pela minha garganta.
- Sophia, olha aquele carinha. — Nancy chama com o olhar fixo na área das mesas ao fundo.
Tento localizar a pessoa em questão, avisto um homem loiro dos olhos verdes, sentado numa mesa com uma mulher sentada na cadeira a sua frente. A camisa social branca dele está aberta uns 3 botões, calça jeans e sapato social preto parece feito sobe medida para o seu corpo, o cabelo bagunçado trás uma sensualidade que eu nunca tinha visto igual. O homem é fácil o mais sexy da boate. Com certeza, a mulher com ele, deve ser esposa, me obrigo a para de secar aquele galão e volto para os meus dois amigos.
- Gostou né? — pergunta Derek com malícia. — Quer que eu vá lá saber mais sobre o cara?
- Eu não...
- Sim, ela quer sim. — Nancy me interrompe. Ela me desafia com o olhar. — Se você não quiser eu quero.
- Deve ser casado.
- Como você sabe? — pergunta Derek e faz um sinal para o barman trás mais bebidas, dessa vez ele pediu vodka com gelo e limão.
- Acho que aquela mulher e a esposa dele gente, eu não quero confusão. — falo levantando as mãos. — Além disso, ele nem notou a gente aqui.
- Tem certeza? — pergunta Nancy erguendo a sobrancelha. — Dá uma olhadinha de novo, gata.
Me viro com o coração na boca. Lá estava ele, olhando para mim, e algo naqueles olhos me causou calafrios por todo o corpo, ele sorri e desvia o olhar passando as mãos pelo cabelo. Como se soubesse o feito que tinha causado em mim.
- Me da outra dose de vodka! — falo sem tirar os olhos dele.
Nancy e Derek dando um breve risadinha e meu amigo me passa o copo.
Viro o copo em três goles e finalmente consigo tirar minha atenção de cima do homem.
Minutos se passam, nos distraímos com nossas bebidas, um garota vem falar com Derek, e chega uma hora que ele some com ela. Mas estou muito alterada para saber o momento exato em que isso aconteceu.
- Oi gatinha, qual seu nome, bebê? — um cara alto e forte chega perto de Nancy.
Ela sorri.
- Ahhh de que isso importa? Nem vou lembra seu nome amanhã e nem você o meu. — fala rindo.
O cara sorri cheio de malícia e estende a mão para ela.
- Tchau Sophia, vou dar uma voltinha e já já estou aí.
Ela vai embora sem me deixar responder, acompanho ela com o olhar, me certificando de que ela está bem o tempo todo.
Peço mais uma bebida, e viro de uma vez e já não sinto mais a queimação, sinto um olhar quente em minha direção e sorri sabendo muito bem quem é, mas não retribuo.
Quando Derek volta sinto que o álcool já subiu a cabeça, e ele não está muito diferente de mim.
- Cadê a garota? Já espantou ela? — falo rindo exageradamente.
Ele balança a cabeça negando.
- Dei um perdido nela, ela tá um grude atrás de mim.
Ri mais ainda dá cara de repulsa que ele fez.
- Vai lá, e trás a nossa garota, anda garanhão! — falo me referindo a Nancy, dou um tapinha na sua b***a.
Com certeza, eu nunca falaria assim se estivesse sóbria. Mas, no momento eu não me importo. Gosto da sensação.
Derek ri surpreso e sai atrás de Nancy, não demora muito e ele volta com ela resmungando.
- Eu tava me dando bem! — fala brava.
Derek parece está só um pouquinho mais lúcido do que eu e ela, agradeço mentalmente por isso.
- Você está pedindo pra ele trazer outros amigos para participarem também, o que você queria? Pegar 3 ou 4 de uma vez? Bater um recorde no Guiness Books? Agora senta aí, mocinha. — Derek da uma bronca e ela senta sem dizer uma palavra. — Vai me agradecer amanhã por eu ter te salvado.
- Tá bom, mamãe. — resmunga Nancy de braços cruzados.
Olho de relance para o homem e não o vejo, olhar ao redor mais nada dele.
- Sabe o que é injusto. — fala Nancy com um olhar perverso.
Lá vem merda.
- A Sophia ficou aí na seca. — ela contínua. — Tenho um desafio pra você.
Seu olhar me acende um coragem, que eu não sabia que habitava em mim. Sinto que se ela me pedir pra me jogar da ponte eu vou, eu tenho essa coragem alto destrutiva no momento.
- Manda. — peço ficando animada.
Nancy sorri com maldade, Derek fica atento mas mesmo que fosse tentar impedir algo, não conseguiria, ele não está 100%.
- Desafio você a levar pra cama o cara mais gato da festa. — ela fala sem tirar os olhos de mim.
Sorri imaginando aquele loirinho na minha cama.
- Você não vai descansar enquanto eu não for atrás do loirinho né?
- Eu não disse especificamente ele, disse? Eu disse o cara mais gato do lugar. Talvez para você seja outra pessoa, sei lá. — Nancy fala se fingindo de inocente de uma maneira forçada. — Só quero te ver amanhã toda feliz.
- Não precisa fazer isso se não quiser, Sophia. — Derek alerta preocupado.
- Aceito. — falo decidida.
Antes de ir a caça, peço mais uma dose de tequila só pra esquentar.
Ando pelo lugar procurando o loiro e o encontro conversando com a mulher, a mesma que estava na mesa com ele. Me parece um papo descontraído. Os dois estão escorados no bar bebendo algo que chuto ser uísque.
Me aproximo e fico ao lado dele, mas em nenhum momento ele percebe minha presença.
- Um conhaque, por favor... Ah e uma água também. — peço ao barman.
Bebo num gole e guardo a água para depois. O loiro congela no lugar. Ele é mais alto do que parecia de longe, o cheiro que vem dele é madeirado. Inspiro trazendo um presente para os meus sentidos, me concentro nesse aroma.
- Um suco de laranja pra mim e pra moça aqui também. — ele pediu ao barman.
Ele se vira de frente para a bancada.
- Muita gentileza da sua parte. — falo sorrindo sem olhar para ele.
Algo naquela voz, trouxe um ar malicioso no ambiente. Ele sorri antes de se virar para mim. Perco todo meu fôlego. Ele deve ser lúcifer encarnado, olha a beleza desse homem.
- Prazer, Dylan. — fala estendendo a mão.
- Sophia.
Aperto sua mão, o toque arranca calafrios de todo meu corpo.
Ele termina o contato e se vira apontando para a mulher.
- Essa é minha melhor amiga, Katherine. — Dylan fala cordialmente.
Encaro a mulher sentindo uma felicidade sem tamanho, é só a amiga. Ela é loira, olhos castanhos e bem mais baixa que eu. A roupa dela é muito comportada para o local, mas pensando bem, até que esse vestidinho preto combinou com ela. Ela me olha de cima a baixo com ar de superioridade. Isso vai ser divertido.
Pisco para ela.
- Prazer em te conhecer. — falo dando um breve aceno.
Ela não diz uma palavra, apenas retribui o aceno.
Dylan volta sua atenção só a mim, deixando-a de lado. Sua atitude jogou mais combustível na minha coragem desmedida.
- É solteiro? — pergunto sem rodeios.
Ele finge pensar, enquanto se aproxima.
- Não e você?
- Estou na pista faz uns 2 anos.
Ele sorri com a informação e se aproxima ainda mais.
- Pensei que aquele cara fosse seu namorado. — ele fala fazendo um gesto com a cabeça na direção dos meus amigos, que por sinal estão hipnotizados em nós.
- Eu também trouxe meus melhores amigos, como você.
Minha fala faz a mulher revirar os olhos.
- O que uma mulher tão linda está fazendo solteira até agora? Você é muito seletiva? — pergunta Dylan.
- Não achei o cara certo. — respondo lambendo os lábios.
Dylan suspira olhando fixamente para minha boca.
Todos começam comemorar quando a música Besame Mucho começa a tocar, e rapidamente os homens caçam as mulheres com os olhos, usando a música como desculpa para fisgar alguém em vista.
- Me acompanha? — pergunta estendendo a mão para mim.
Sem pensar duas vezes aceito seu convite, Dylan me conduz gentilmente até o centro, envolve minha cintura com um braço, e o outro aperta minha mão a erguendo na altura do ombro.
Sinto seu perfume mais forte, a batida calma do seu coração ritmado, o hálito de menta ricocheteando minha pele exposta. Tudo nele me embriaga.
- Acho que esquecemos nossas bebidas. — murmurro na tentativa de puxar assunto.
Um risinho escapa da garganta de Dylan.
- Se estiver com sede, eu pego outra pra você. — responde contra a minha testa.
Nego com a cabeça me sentindo vulnerável, como se estivesse pelada diante todos, e sem possibilidade de me esconder.
Dylan usa uma de suas mãos para erguer meu rosto, e assim que nos olhos se encontram a conexão é inevitável, o beijo foi em questão de segundos. Enrosco minhas mãos nos seus cabelos colando ainda mais nos lábios, a dança continua, lenta e excitante. Uma explosão de sentimento. Uma explosão de sensações jamais sentidas rodopiam o meu corpo. Ele está na mesma sintonia. Posso sentir. As mãos ágeis segurando minha nuca. O seu corpo tenso de desejo. O m****o pressionando minha virilha.
A música passa muito rápido, mais depressa do que eu gostaria. Está tão bom beijar ele, que demoro um tempinho para me afastar.
Ele se aproxima de meu ouvido, fecho os olhos e espero.
- Posso te roubar para mim o resto da noite? — seu sussurro faz o hálito quente bater na orelha, a vontade de pular em cima dele cresce.
Ele fixa o olhar em mim, ansiando uma resposta. Dylan me queima de desejo, não consigo dizer "não" a esse homem. Pelo menos não agora.
- Preciso falar com os meus amigos primeiro. — aviso sem acreditar nessa coragem suicida que surgiu ao aceitar.
Ele concorda com a cabeça, Dylan se aproxima e deposita um beijo em minha testa, antes de se afastar. Observo ir até a Katherine, ela bufa e pega um dinheiro que o amigo lhe oferece.
Um sorri inevitável brota em meus lábios, ao vê-lo dispensar a amiga. Procuro meus amigos, e os acho dançando juntos, estão tão concentrados um no outro que resolvo não ir atrapalhar, dígito uma mensagem rápida, avisando que estou de saída, quando sinto alguém atrás de mim.
- Está pronta? — pergunta Dylan beijando meu pescoço.
Concordo a com cabeça e o deixo me conduzir.
Um carro nos espera do lado de fora. Dylan dirige em silêncio, de vez em quando me pego o encarando, o desejando.
Ao chegarmos na casa, que por sinal é uma casa pequena e aconchegante, eu não consigo esperar muito, antes dele abrir a porta já estou agarrada no seu pescoço inebriada nós lábios quentes de Dylan. Ele abre a porta com dificuldade, com as pernas abraço a cintura do loiro enquanto ele me carrega porta a dentro. Um gemido escapa da minha boca, ao sentir seu m****o roçando na minha virilha.
- Deus. — ele suspira extasiado.
Dylan me senta no balcão, que eu imagino ser da cozinha e sobe meu vestido.
- Linda. — admira enquanto arranca meu vestido.
Ele se afasta para se despir, me dando um espetáculo de visão. O corpo desse homem é de outro mundo. Sentindo falta do calor de Dylan, puxo-o de volta para mim.
- Não se atreva em se afastar. — peço agarrando seu cabelo.
Uso as pernas para abraçar sua cintura, e meu ato faz seu amiguinho entrar em mim. Ele solta gemido alto, com os dedos puxa meus cabelos expondo meu pescoço, Dylan desce beijos por toda a pele nua enquanto estoca em mim.
Nunca tinha transado tão gostoso quanto agora, com certeza ele sabe muito bem o que está fazendo e estranhamente sinto a sensação de que já nos conhecemos a muito tempo, cada centímetro do seu corpo não parece tão novo, e ao mesmo tempo, cada toque seu é uma novidade.
Um sorriso escapa dos meus lábios, ao sentir esse turbilhões de sensações. Dylan retribui o sorriso com outro, como se estivesse compartilhando exatamente do mesmo sentimento que o meu.
Ele abraça meu corpo e caminha comigo na casa, ainda movendo o m****o dele dentro de mim. Sinto algo macio e só aí percebo que estamos na cama dele.
Com rapidez, empurro ele para o lado e subo em cima dele.
- Você é mais linda ainda quando está sem roupa — ele elogia secando meu corpo com os olhos de águia.
Deus, que elogio delicioso.
Vou fazendo movimentos lentos e tecendo beijos no seu pescoço.
Sem conseguir mais se segurar, ele dá mais uma estocada, e assim nos dois atingimos o clímax. Jogo a cabeça para atrás, sentindo a onda de prazer atingir o seu pico, Dylan fica me observando totalmente admirado com o que vê. Caiu em cima do seu peito esgotada. Com certeza eu nunca vou esquecer dessa noite, foi uma das melhores que já tive na vida. Adormeço rapidamente, sentindo a ponta dos dedos de Dylan desenharem pequenos círculos nas minhas costas, a última lembrança que tenho é dele me abraçando enquanto nós cobre com um cobertor fininho, uma lufada de perfume amadeirado embriaga meus sentidos assim que apago.