Capítulo 73
Ester narrando
Alana estava internada faz dois dias já, ela estava passando por psicólogo e psiquiátrica e Sampaio estava bem nervoso, eu entro na rede social dela e vejo muitos videos dela com a filha, não tem nada com Sampaio e eu entendo o porque, ele não poderia ser exposto.
Tinha uma publicação com um vídeo da Barbara brincando em uma pracinha e a descrição era que era a ultimo momento dela com vida, eu fico olhando aquele vídeo e eu vejo uma pessoa atrás dele que era conhecida, aumento o zoom e vejo Sabrina conversando com um homem.
Nunca Sabrina mencionou que estava na pracinha, por um momento eu pensei m***a na minha cabeça, mas por outro momento pensei que deveria ser dolorido a ela a perca da sobrinha, entro nas redes sociais de Sabrina e não vejo nem sequer uma publicação com a sobrinha.
Então, eu fecho o notbook e saio do quarto, descendo as escadas, procurando por ela e subo as escadas novamente a encontro sentada na laje.
— OI – eu falo para ela
— Oi – ela fala
— Que situação né? – eu pergunto – Sampaio nem está vindo para casa comer.
— Não – ela fala – é uma dor imensa, para toods nós, imagina para ela que émãe.
— Eu jamais imaginei que ela tentaria se m***r.
— Ela tentou logo que a Barbara morreu – ela fala – tomou diversos remédios mas a irmã viu e conseguiu salvar.
— Então não foi a primeira vez?
— Que a gente sabe é a segunda vez – ela fala – mas tenho certeza que Patricia abafou muito.7
— Porque?
— Patricia era totalmente narcisista.
— E elas não tem pais?
— Os pais morreram cedo, Patricia era mais velha bem dizer criou a Alana – ela fala – Sempre caiu em cima da irmã.
— Que horror – eu falo – e no dia que deu a invasão, você viu quando ela levou o tiro?
— Não – Sabrina fala – eu estava em casa escondida com a minha mãe.
— Ela estava na pracinha né?
— Sim – Sabrina fala – lá no começo do morro.
— Não daria tempo delas correrem para se proteger aqui em cima, com certeza as coisas teriam sido diferente.
— Não – Sabrina fala – fica um pouco longe. Me doi muito ver a situação da Alana.
— Eu gosto dela – eu respondo para Sabrina – não acho que ela deva sofrer dessa forma, ela tinha que virar a página.
— Eu acho que ela ainda vai conseguir se m***r – ela fala – para amenizar por fim a dor dela.
— Não pensa assim.
— Estou dizendo que é o que ela quer e não o que eu quero.
— Realmente – eu falo
— Vou levar algo para Sampaio comer – ela fala – você vai ficar ai?
— Vou – eu respondo para ela – quero pegar uma cor.
— Já volto então – ela fala.
— Não demora em – eu falo sorrindo
— Pode deixar.
Eu me deito na cadeira e meus pensamentos voam.
A pracinha era no começo do morro, um pouco distante daqui, durante uma invasão Sabrina não conseguiria se proteger aqui, mas porque estou encucada com a Sabrina?
Eu me levanto e fico no muro da laje olhando para baixo e vendo ela encontrar HT e penso diretamente nele,
Quando será que ele assumiu a posição de gerente da boca e quando será que eles assumiram o relacionamento deles?
Capítulo 74
Sampaio narrando
Esses dias que Alana ficou internada eu e Joca fizemos o checkup em todas as coisas delas, redes sociais, câmera de segurança do salão, conversas dela com a Patricia quando ela estava viva, e não tem nada que indique que Alana poderia ser uma x9 ou estivesse tramando algo contra a irmã, pelo ao contrário, nos acessos que recuperamos nas câmeras de segurança do salão, tem Patricia ofendendo e humilhando Alana por ter se envolvido comigo.
Ela simplesmente acabou a cabeça com a irmã e jogou ela contra mim, a vida toda. Joca me encara.
— Não tem nada – ele fala – e olha que eu procurei.
— Estava doido para encontrar algo, não é mesmo?
— Vai dizer que você não? – ele pergunta me encarando e eu o encaro – você acha que eu não sei que você está apaixonado pela Ester.
— Não sei do que você está falando.
— Você sabe – ele fala – se Alana quisesse vingança contra você, tudo seria mais fácil, não é mesmo? – eu olho para ele – é meu irmão, Ester mexeu com a sua cabeça.
— Ela vai embora do morro – eu falo para ele – Alana está m*l, precisando de mim, você mesmo viu os registros do hospital e viu que ela tentou se m***r mais do que a gente imaginava.
— É – ele fala pensativo – nunca acreditei que Alana era inocente de algo, sempre achei que ela tivesse alguma coisa com a morte da própria filha.
— Alana não é uma pessoa m*l e você sabe disso.
— Enfim – ele fala me encarando – você não pode ficar vivendo de pena não. Eu vou dar mais uma volta, olhar novamente as câmeras do salão, documentos e as coisas de Patricia.
— Me avisa qualquer coisa – eu falo para ele.
— Ok – ele fala e sai da boca.
Minha mãe estava com Alana no hospital e ela ganharia alta ainda hoje, eu tinha vindo para a boca ver com Joca as coisas que a gente tinha recuperado dos arquivos de mídia do salão e afins. Alana realmente estava machucada, muito machucada, ela sempre esteve.
Aquele dia ela só falou aquilo para Ester porque ela nos viu junto, eu acendo um baseado e respiro fundo.
Eu saio para fora da boca para descer para o hospital para buscar Alana e encaro Ester com um monte de criança no pátio do espaço, ele ainda não tinha aberto oficialmente mas jáa estava funcionando e ela jogava bola com um bando de criança.
Eu a encaro e fico ali parado vendo ela, dançar com as crianças e jogar bola com eles junto com outras moradores do morro.
Ela me ver e me encara mas logo depois desvia o olha e eu desço em direção ao hospital.
Capítulo 75
Joca narrando
Eu tinha voltado na casa das duas e procurado novamente em tudo, olhando todas as câmeras e realmente não tinha nada que provasse que Alana estava querendo vingança contra Sampaio.
Eu acho uma pasta onde tinha todos os exames da gravidez dela, até mesmo ultrassom, então realmente ela ficou grávida.
Eu volto para boca e volto a olhar as câmeras de segurança do salão e elas tinha áudio e dava para escutar meio m*l, mas dava para entender o que era falado, a porta da boca se abre e a Ester entra.
— E ai - eu falo para ela
— E ai eu que digo – ela fala – vi você entrando e saindo da casa e do salão da Alana várias vezes.
— Estamos fazendo um pente fino – ele fala – em tudo.
— Em tudo o que?
— Cameras, documentos, computadores, celulares para encontrar algo que a Alana seja uma traidora e queira vingança contra Sampaio.
— E encontraram algo? – ela pergunta
— Nada – eu falo
— Acho que você vai levar um tiro – ela fala se aproximando da mesa e parando do meu lado e eu a encaro.
— Eu disse que poderia me dar um tiro se ela não tivesse envolvida com a morte da filha – eu falo afirmando para ela e Ester me encara.
— É, então ainda tem uma chance de ficar vivo. – eu abro um sorriso para ela.
— Ela está usando isso a favor dela – eu falo – Sampaio não gosta mais dela, não quer mais ficar com ela.
— É claro que ele quer, ele sempre foi apaixonado por ela – ela responde
— Ele gosta de você – ela me encara
— Até parece – eu olho para ela – eu e Sampaio somos que nem gasolina e fosforo , não nos damos bem, apenas salta faísca e cria fogo.
— Você sabe que ele gosta – ele fala – ele vai ficar com ela por pena.
— Alana precisa dele e se ela não é uma traidora, ela é apenas uma pessoa que sofreu muito – ela me olha – é o destino deles ficarem junto, eu daqui alguns meses vou embora.
— E você vai para onde?
— Seguir a minha vida – ela me responde – eu ainda não sei para onde.
— Deveria conversar com ele, dizer o que sente por ele – eu falo para ela e ela me encara, estava na cara que ela também gostava dele.
E até foi por causa disso que eu pulei fora, não me envolvi mais com ela, porque sabia que tinha rolado algum clima entre eles e que isso era muito bom para Sampaio seguir a vida dele, se apaixonar, se envolver por outra mulher.
— Eu gosto apenas de mim – ela me responde – eu jamais vou viver presa a alguém, eu sou do mundo Joca.
— Isso é o que você diz – eu falo
— Se você gosta do seu sobrinho, apoia ele a ficar com Alana, porque é ao lado dela que ele vai ser feliz – ela fala – eu vou ficar na minha, até que tudo ou essa divida seja resolvida.
— Você é teimosa que enm ele – eu falo e ela abre um sorriso.
— Preciso conversar com você, tive umas ideias e queria falar com você
— Pode falar – eu falo para ela.
Ela se senta na minha frente e começa a dar várias ideias para o morro , que a gente poderia fazer e eu vou escutando ela.