Capítulo 76
Alana narrando
Sampaio entra no quarto do hospital e eu já estava pronta para sair, tinha ficado uns cinco dias aqui dentro , meus braços estão melhores.
— Oi – eu falo quando ele entra abrindo um sorriso. Kayane a mãe dele estava aqui comigo e ela era bem legal comigo, sempre foi na verdade.
— Oi meu amor – ele fala abrindo um sorriso e vindo em minha direção e me abraça. – como você está?
— Estou louca para ir para casa.
— O médico já deu alta – Kayane fala – já me explicou tudo. Depois eu te passo.
— Ok – ele fala – então vamos? – eu assinto com a cabeça.
Ele não tinha me falado nada sobre tudo que aconteceu e nem se tinha achado a carta, mas ele me deu a maior força e ficou comigo aqui o tempo todo.
Chegamos na casa dele e encontramos a Ester com algumas mochilas.
— Para onde você vai? – Kayane fala e ela encara a gente.
— Alana, que bom ver você aqui – ela fala sorrindo – você está bem? – ela ignora totalmente a Kayane e se aproxima de mim largando a mochila em cima do sofá.
— Estou melhor – eu falop para ela – para onde você vai Ester? Você vai embora? Por favor não vai.
— Do morro bem que eu queria, mas estou presa aqui – ela fala olhando para Sampaio – eu vou para o espaço, eu gosto de ter meu canto e acaba que estou tendo muito serviço lá,então já fico por lá mesmo. Mas não se preocupem, estarei aqui sempre incomodando. Mas também é um momento intimo de vocês como família, então, fiquem tranquilos. Estarei aqui do lado.
— Você não precisa ir embora – Kayane fala
— Não estou indo embora, só estou indo dormri no espaço – ela fala – tenho muita coisa para fazer lá, depois eu passo aqui para a gente tomar um café.
— Sim, venha por favor – eu falo para ela – eu gosto muito de você.
— Eu também,e stou feliz que você esteja aqui – ela fala sorrindo – de verdade. – eu sorrio para ela.
Sampaio não fala nada e ela pega a mochila e sai e eu me sinto m*l, a gente vai para cozinha comer algo porque eu estava morrendo de fome.
Meus pensamentos estão confusos e minha cabeça também, com vários flash black do dia da morte da minha filha e isso estava me matando.
— Alana – Sampaio me chama – você precisa tomar o remédio.
— Claro – eu falo olhando para ele e sorrindo.
Ele me entrega o remédio e a água e eu tomo, ele beija a minha testa e se senta do meu lado passando a mão pelo meu rosto e beijando a minha boca e eu sorrio para ele. Ele me abraça forte e eu me encolho em seu abraço.
Capítulo 77
Ester narrando
Eu entro dentro do espaço e tinha arrumado uma cama em um dos quartos do espaço para que eu pudesse ficar, Joca tinha me dito com todas as palavras que Sampaio estava gostando de mim e realmente eu senti que ele estava, Alana precisava dele acima de qualquer coisa e eu não queria atrapalhar a vida de ninguém, até porque a minha estadia aqui seria curta.
Eu ando por esse lugar e abro um sorriso vendo que ele tinha ficado incrível, no sábado seria a inauguração dele e teria muitas coisas legais aqui para as crianças e moradores, eu estava feliz e realizada por esse lugar e tenho certeza que ele seria incrível dentro desse morro.
Eu sinto barulho na porta e encaro Sampaio entrando.
— Não deveria estar aqui – eu olho para ele.
— Porque veio para cá? – ele pergunta – ninguém te expulsou de lá.
— Eu estou me sentindo bem aqui – eu olho para ele – quero curtir todos os minutos que tenho nesse lugar, para depois quando eu for embora lembrar com carinho.
— Pega suas coisas e volta – ele fala
— Não – eu afirmo encarando ele – a gente tem um acordo mas não o bastante para você mandar na minha vida.
— Porque você foi embora?
— Porque eu acho que as coisas passaram do limite – eu olho para ele – Alana é uma mulher incrível, não quero estar no meio de vocês dois.
— A gente conversou sobre isso aquela noite – ele fala.
— Sampaio, não existe nós dois e nunca vai existir – eu falo para ele – eu conto as horas e minutos para ir embora desse lugar, não vejo a hora que a gente cumpra o nosso acordo, meu tio seja morto e ai eu vá embora.
— Ester – ele fala – você está meio confusa, não sabe o que está dizendo.
— Eu tenho certeza do que estou falando – eu afirmo para ele e ele me encara – eu sou uma mulher solta, uma mulher do mundo, ela ama você, ela assumiu o amor que ela sente por você, você precisa ser feliz com ela.
— E se eu não quiser? – ele pergunta
— Comigo é que você não vai ser – eu olho para ele e ele me encara. – eu vou dormir, por favor tranque a porta antes de sair.
Eu viro as costas porque não queria falar e nem olhar para ele, eu simplesmente não conseguia, eu tranco a porta do meu quarto improvisado e me ajoelho no chão chorando com a cabeça encostada na porta, um choro silencioso e eu nem sabia porque eu estava emotiva dessa forma.
Eu só queria que tudo isso passase logo e eu fosse embora o mais rápido possível.
Capítulo 78
Ester narrando
Hoje era o dia da inauguração do Espaço e Kaianne, Sabrina e até mesmo Alana estão aqui ajudando a fazer os lanches para todos que viesse.
Sabrina não tinha esquecido dela e nem mesmo da suposições que criei, mas não podia dar o tiro no meu pé, tinha que agir com cautela e observar o máximo que eu conseguisse.
— Não esqueça o se remédio – Sabrina fala
— Eu já tomei, obrigada por lembrar – Alana fala
— E você está se sentindo melhor?
— Estou – ela responde a Sabrina.
Eu presto atenção que Sabrina tinha um cuidado enorme com Alana , sempre teve e mesmo Alana rejeitando Sampaio por causa da morte da filha, ela sempre manteve Sabrina perto, ela vivia no salão e sempre foi o ombro amiga da ex e agora atual cunhada novamente.
As pessoas começam a chegar e Alana estava cortando os cabelos de graça das pessoas, Kaiane ajudava a fazer as unhas que ela sabia fazer, Ana nas aulas de danças, tinha recreação para as crianças, algodão doce e tinha algumas pessoas que eu conhecia de algumas ongs que eu ajudava que tinha aceitado vir participar da inauguração.
Tudo estava tão perfeito e eu abro um sorriso vendo o morro tão movimentado, o espaço fica na frente da quadra e na inauguração usamos como a extensão dela, tudo tinha sido reformado eplas pessoas que estava devendo e que agora não tinha mais divida no morro, pelo fato de terem trabalhado e ainda Sampaio como joca aceitaram ajudar essas pessoas com distribuição de cestas básicas.
— Oi – Alana fala quando Sampaio entra abrindo um sorriso para ele.
— Oi – ele fala sorrindo para ela.
Eu encaro a troca de olhares dele.
— Senta ai que vou cortar seu cabelo – Alana fala e Sampaio se senta tirando o boné.
— Depois sou eu – Joca fala
— Está precisando mesmo – eu falo para ele e ele me encara.
— Está tudo muito legal aqui – Sampaio fala olhando pasra frente – Parabéns Ester.
— O trabalho foi em conjunto de toods aqui, todos merecemos os parabéns – eu falo
— Claro – ele responde.
Desde o dia que conversamos no espaço, nem eu e nem ele nos falamos mais direito, e assim estava muito bom, ele tinha que ficar com ela.
Eu fico observando como ele e ela se interagia enquanto ela cortava o cabelo, muito discreto mas dava para perceber, os gestos e os carinhos entre eles. Eu me viro e vou até a cozinha pegar mais cachorro quente.
— Ele me disse o que você falou para ele aqui – Joca fala
— O certo – eu respondo para ele – fui sincera com ele.
— Nem com ele e nem com você – ele fala
— Chega Joca, agora é o que traficante conselheiro amoroso? Me poupe – eu entrego a bandeja – distribua, é uma ordem.
— Ih já começou mandando e depois quer ir embora – ele fala rindo.