Nikolas estudou impaciente, batendo o pé no chão, enquanto Dalilah se despedia do homem do bar cheio de tatuagens de âncoras de marinheiro e um bom corpo musculoso obtido da marinha, num abraço.
Por que eles tocam tanto nela? Se perguntou Nikolas.
Então, com incômodo, a observou se despedir da mulher loira para quem ela lhe pediu seu autógrafo.
Dalilah a abraçava e beijava no rosto com carinho incômodo. Ele percebeu o crush de Dalilah na tal de Sarah, captando o abraço que colava os s***s de ambas eroticamente e os beijos de Dalilah, devotos no rosto da loira e os dedos que tocavam bem violão no pescoço da mulher acariciando a clavícula como se fossem cordas de violão.
Enquanto Winton com dois seguranças para os quais ligou continha uma multidão leve lá fora querendo ver Raven.
Descobriu que o nome da loira objeto de desejo de Dalilah era Sarah, porque foi para ela que Dalilah pediu o seu autógrafo. Também pediu um para o dono do bar, o tal de Luke. Pediu fotos também para os dois.
— Seu sonho se realizou, gracinha. — Apontou Sarah emotiva, beijando o rosto da menina como uma mãe orgulhosa e não com o apelo sensual de Dalilah nela que a devorava com os olhos. — De caipira a uma estrela do rock da banda que você odeia. — Sussurrou Sarah no ouvido da menina, se divertindo, achando que Nikolas não escutaria dada a distância que estava delas. — Queria ter feito mais por você. Mas minha casa era pequena e o meu marido é violento e ele não é uma boa pessoa. Se não te deixaria ficar na minha casa conosco. O Luke também não podia, a esposa dele é bem ciumenta e tem o bebê novinho deles. Somos todos quebrados e pagar um motel era complicado.
Dalilah tocou o rosto dela, acariciando a bochecha com a palma da mão, repleta de gratidão, gritando nos olhos azuis esverdeados junto ao desejo.
— Para com isso, Sarah. Vocês me deram o estacionamento do bar, as chaves do bar e comida e bebida de graça. Ainda me pagavam um salário, mesmo me dando teto e comida. Me deixavam tocar aqui… foi graças a Vocês que fui descoberta. Vocês foram amigos inestimáveis, mesmo quando tinham os próprios problemas. Eu sou grata de ter conhecido os dois. Quanto ao fodido do seu marido Sarah, se eu pudesse eu o matava com minhas próprias mãos, por todas as vezes que você chegava aqui toda roxa. Obrigada por tudo o que fez por mim, querida.
Nikolas tomou uma atitude ao notar que Dalilah ia beijá-la no rosto de novo. Se posicionou atrás de Dalilah. Abraçou a cintura dela. Colocou a mão na cabeça dela, como se ela fosse uma criança. m*l ele sabia o quanto a vida já havia sido amarga com ela.
— Eu vou cuidar bem dela. — Garantiu porque reconhecia o brilho materno nos olhos de Sarah e a proteção nos olhos de Luke, como a de dois pais amorosos. — A amiga de vocês vai ser uma estrela de rock famosa. Mas por agora temos que ir, Dalilah. Winston está tendo problemas em conter as pessoas. Vamos sair pelas portas do fundo e usar seu carro para ir à minha casa.
Dalilah assentiu. Deu um último abraço em Luke e Sarah. Não que nunca mais fosse os ver, mas era um " até logo" por agora.

Ela achou que ele diria alguma coisa do seu carro velho. Um fusquinha vermelho acabado. Mas ele apenas analisou-a, notando que os repórteres que chegavam aos poucos a porta da frente jamais pensariam que ele estaria dirigindo carro zoado daquele.
— Você é lésbica? — Soltou Niko de repente enquanto virava o volante saindo do estacionamento para a rua principal. Dalilah o analisou com incômoda tranquilidade. Ele achou que uma garota criada na igreja e que se vestia certinha como ela, iria se ofender com a pergunta. — Mesmo que seja, ela não te vê como nada além de uma criança indefesa enquanto você a fode com os olhos.
Dalilah apenas o avaliou dirigindo e deu um sorriso.
— Isso é da sua conta, por qual razão, Nikolas Raven?
Niko respirou fundo.
— Nada, só não queria que pagasse mico quando se declarasse a uma mulher mais velha que provavelmente te vê como filha dela. — Respondeu Niko se surpreendendo com a própria infantilidade.
Dalilah o analisou, suspirou e o deu razão, sabia que ele tinha um ponto.
— Obrigada pelos autógrafos para os meus amigos e as fotos. — Agradeceu sincera. — Eles foram as primeiras pessoas que me acolheram. Você ter cedido as fotos também foi gentil da sua parte. Mas achei que os vampiros não tinham reflexos. — Provocou.
— Nossa. Você é tão engraçadinha, não é? Você tem que cursar alguma universidade. Não posso permitir uma garota burra na minha banda. — Ele soltou a avaliando, prestando atenção no tráfego também. — Estou pensando em te mandar para uma boa universidade. Então, a banda e eu mudaríamos para lá para nós ensaiarmos todo dia e quando saíssemos em turnê, você viria conosco.
— Posso me dar bem numa universidade daqui. Só quero o diploma de ensino superior. Ouvi dizer que sua banda fica junta em um dormitório da gravadora. Vou ficar com eles? — Perguntou ela.
Nikolas negou com a cabeça.
— Vai ficar comigo. — Respondeu sucinto. — Temos que fazer nossas vozes funcionarem juntas. Eles tocam os instrumentos e devem se harmonizar sozinhos. Nós do vocal temos que ficar separados e nos preparar para quando estivermos todos juntos.
Dalilah deu de ombros, sem perceber nada da posse doentia de Raven. Analisou a vista e percebeu que haviam saído do centro da cidade e estavam indo para uma parte mais deserta.
— Se você está dizendo. — Respondeu ela arisca.
Quando percebeu ser seguro de movimento, ela abaixou o vidro da janela rodando a manivela, colocou a cabeça para fora do carro, analisou a rua com postes.
— Você tem namorado ou namorada? Se tiver, termine. — Ordenou Niko intimidante e muito opressor, a menina não percebeu que não era normal. — Não permito distrações. Na minha banda é proibido usar drogas e beber. A música deve ser sua obrigação suprema.
— Achei que rock era para não ter regras. Sexo, drogas e rock and roll, não é esse o lema? — Zoou ela.
— Sim, mas se drogar até ter overdose e beber álcool até se afundar nele, f********o loucamente e contrair dst é algo que eu gostaria de evitar que minha família fizesse. Minha banda é minha família. Eles foram tirados da sarjeta que as drogas, o sexo e o álcool causam. Eram músicos fracassados, mas geniais que o mundo nunca escutaria se tivessem se autodestruindo até agora. Iam se autodestruir pelo mundo os renegar, nesse caso específico acho que o rock pode ter regras. — Respondeu Niko defensivo.
Ele ia dizer que os membros da banda eram seus filhos, mas se impediu, porque queria parecer ter mais ou menos a idade dela.
Dalilah o analisou com mais empatia.
— Entendi. Não bebo, não fumo e não tenho namorado ou namorada. Mas tenho que tomar comprimidos para dormir. Sou sonâmbula, as vezes eu ajo estranho. — Respondeu ela sincera. — Você vai mesmo me colocar num internato na Inglaterra?
— Você quer ir? Tem planos de fazer faculdade ou algo assim? — A analisou.
— Sendo honesta não. — Contou sincera.
Um silêncio incômodo se formou depois. Só se escutava a brisa do vento cortado pela velocidade do carro.
O carro simplório estacionou numa bela mansão com o qual não combinava. A menina avaliou aquele lugar encantada. O portão de ferro com dois seguranças, o carro adentrou na calçada que levava ao portão de ferro.
Raven mostrou o rosto aos dois seguranças abrindo o vidro da janela ao rolar a manivela.
O portão grande de ferro se abriu para ela.

Um quarto com paredes cor de areia. Mobília branca bonita. Janela com cortinas brancas leves. Ar condicionado. Um raque com tv grande quadrada de 32 polegadas. Um telefone sem fio acoplado na parede. Havia duas portas por uma eles entraram e a outra ela supôs ser o banheiro. Mil vezes melhor que dormir no carro ou nas mesas e cadeiras do bar.
— Aqui tem toalhas, roupas de cama e o banheiro é a porta ali. — Notificou Raven, apontando a cômoda ao lado da cama e depois à porta na lateral do quarto.
Dalilah o estudou profundamente incomodada ao notar que seriam só eles dois ali naquela mansão. Pensou em sugerir o dormitório da banda.
— Tá. — Respondeu ela tentando parecer calma.
— Não me incomode durante o dia. Eu durmo o dia todo. Só vou aparecer quando o sol se pôr. Tenho uma insônia horrível, você deve entender de distúrbios do sono, já que é sonâmbula. A casa é toda sua. Pode fazer o que quiser, mas está proibida de trazer alguém para cá.
Ela moveu a cabeça num sim. Raven estudou a cópia de Miranda. Tocou o rosto dela. A puxou para seu abraço frio para roubar o calor da menina que provavelmente nem sabia ser uma bruxa.
— Vou cuidar de você agora. — Garantiu Niko solene.
Nunca vou te deixar escapar de mim de novo, Miranda. Acrescentou Nikolas mentalmente.