Pré-visualização gratuita Capítulo 1
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Os personagens são totalmente fictícios.
Mansão da família Giordano
Lorenzo Giordano -10 anos
— O que você está fazendo aí fora Lorenzo? — Ouço a pergunta da minha mãe e viro um pouco a cabeça vendo ela saindo pela porta com a mão na barriga enorme. Ela estava grávida e estava para ter minha irmãzinha a qualquer momento. Eu m*l podia esperar pela chegada dela. Minha mãe era uma mulher muito bonita, Seus cabelos eram castanhos claros cortados no meio das costas. Era alta e tinha bonitos olhos castanhos claros.
— Estou brincando mãe. Já viu esse novo drone que meu pai me trouxe da sua última viagem? — Digo apertando um botão no controle fazendo o drone levantar voo. — Ow... demais! — Ele sobe rapidamente e como é a primeira vez que faço isso ele fica um pouco desgovernado e bate no alto muro que cerca nossa casa. Um dos homens que guardam nossa casa sorri e pega a aeronave de volta e traz para mim. Eu já estava acostumado com eles. Papai sempre dizia que eles estavam aqui para nos dar segurança contra qualquer homem mau e eu não tinha feito mais perguntas. Desde que mamãe e minha futura irmãzinha que nem nasceu estivessem seguras, tudo estava bem.
— Cuidado com isso garotão. — Ele diz me entregando o drone e balança meus cabelos.
— Vou tomar cuidado. Obrigado Mário. — Eu já o conhecia. Era um dos seguranças mais antigos aqui na casa embora ele não fosse velho.
Fico ainda vários minutos ali fora brincando antes de ouvir a voz do meu pai me chamando do lado de dentro da casa. Guardo as coisas, corro para dentro e o encontro na sala. Minha mãe tem o rosto preocupado e em baixo dos seus pés tem uma poça de água embora também tivesse um pouco de coloração vermelha. Será que ela tinha feito xixi nas calças?
— Filho fique aqui dentro, tenho que levar sua mãe com urgência no hospital sua irmã está para nascer. Fique aqui dentro com a Rosa, ela vai tomar conta de você até nós voltarmos certo?
— Certo papai.
— Me aproximo de ambos e toco na barriga da minha mãe e ela toca na minha mão, mas seu rosto está contorcido de dor.
— Vamos, é melhor irmos logo. Isso não deveria estar acontecendo, ainda faltava um mês. — Meu pai fala nervoso e puxa minha mãe em direção à porta pegando a bolsa com as coisas de bebê que eu vi minha mãe preparando há meses atrás. Olho para a Rosa que também parece muito preocupada.
— Está tudo bem com a Sofia, Rosa? — Pergunto e ela se vira para mim, pega minha mão e me olha com olhos gentis.
— Claro que sim. Daqui a pouco ela estará aqui. Chorando tanto que não deixara você dormir. — Ela diz rindo me fazendo pensar na situação e nas coisas que eu poderia fazer para que ela não chorasse tanto. — Venha, você precisa tomar um banho, comer e fazer sua lição de casa.
— Ah Rosa... Eu tenho mesmo que fazer agora? Não posso fazer mais tarde? Eu nem aprendi ainda a controlar o drone que o pai meu deu.
— Nada de mais tarde rapazinho. Você precisa ter disciplina. Quando for um pouco mais crescido vai comandar todo esse império do seu pai e não poderá fazer isso se não souber nem somar dois mais dois. — Olho para ela indignado.
— Ora, eu sei muito bem somar dois mais dois. — Digo e ela ri.
— Eu sei que sabe, mas tenha a certeza que precisará fazer contas muito mais altas que essa e lidar com gente muito esperta nessa vida. Precisa se dedicar Lorenzo… — Ela diz. — Só espero que você nunca perca esse coração bom que sempre teve. — Ela diz tão baixo que eu sequer tenho a certeza de que realmente a tinha sido isso que a tinha ouvido falar.
— O que você disse Rosa? — Pergunto
— Nada menino. — Ela diz já enchendo a banheira.
Depois do banho eu tinha feito a lição de casa e a Rosa tinha me feito comer uma sopa que eu não gostava nada. Mas ela me dizia que era para que eu crescesse forte e que se eu não tomasse como iria me defender e defender a Sofia quando crescesse? Pensando bem o que a Rosa dizia tinha algum sentido por isso fazendo um esforço me forcei a tomar a sopa de cor verde que não era uma das melhores comidas que ela fazia. Depois disso Rosa me fez ir para a cama e os quatro dias que se seguiram após esse foram bem parecidos. Todas as vezes que eu perguntava a Rosa porque meus pais estavam demorando tanto a voltar com minha irmã, ela também não tinha respostas para mim. Meu pai tinha aparecido por duas vezes em casa apenas para tomar banho e trocar de roupa mas voltou a sair logo em seguida. Quando eu havia perguntado quando mamãe voltaria com a Sofia ele apenas disse que logo ela voltaria.
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Ricardo Giordano
00:12 Cinco dias depois.
Finalmente estava voltando para casa com Serena, minha esposa depois de cinco dias no hospital. Eu estava exausto e ela também. Nada tinha saído como tínhamos imaginado. O parto tinha sido muito difícil e nesse mesmo dia eu tive que tomar uma das decisões mais difíceis da minha vida.
— Deixa que eu a coloco no berço Serena. — Digo tomando a menina dos seus braços. Ela estava incrivelmente pálida devido à grande perda de sangue que tinha sofrido. — Vá se deitar, eu vou colocá-la no berço, a Rosa já estará aqui para tomar conta dela. Você precisa descansar. — Ela assentiu sem dizer nada. Só isso já demonstrava o quanto ela se sentia exausta.
Coloco a Sofia no berço e fico olhando para ela. Ela tinha grandes olhos azuis, bochechas rosadas e cabelos bem pretos. Ela estava oscilando entre dormir e acordar.
— Ela é linda não é? — A voz da Rosa diz logo atrás de mim, mas claro que eu tinha ouvido ela entrar. Era muito difícil alguém me pegar desprevenido. Eu tinha passado uma vida sendo cuidadoso, portanto não era fácil me surpreender.
— Sim, ela parece uma princesa. — Digo já criando sentimentos por aquela criança.
— Você vai contar a eles? — Ela pergunta.
— Não. Este assunto morreu naquele dia e não quero nenhuma palavra sobre isso estamos entendidos Rosa? — Digo me virando para ela de maneira firme.
— Claro, não se preocupe.
— Ótimo! Agora cuide da Sofia. A Serena não está em condições de fazer isso por agora. Ela precisa se recuperar por enquanto. — Digo e vejo ela dar um breve assentimento. Com isso saio do quarto com o intuito de passar no quarto do Lorenzo e depois ir tentar dormir um pouco. Esses últimos dias parece que tenho apagado um incêndio atrás de outro. Eu estava tentando dar a Lorenzo tanto tempo quanto era o possível, o tempo que o meu pai não me deu para ser criança, mas cedo ou tarde chegaria a hora que ele teria que conhecer de perto o mundo onde nossa família estava envolvido e teria que ser forte o bastante para lidar com isso.