Sofia
Assim que Lorenzo para o carro eu saio e entro em casa.
— Sofia volta aqui! — Escuto a voz do Lorenzo, mas não paro, continuo subindo rumo ao meu quarto e quando entro jogo a mochila no canto. Não demora muito para ele entrar como um furacão logo atrás.
— Por que não me esperou? Não me ouviu chamar? — Ele diz se aproximando de mim como um predador. Dou um passo para trás o que me faz aproximar da cama.
— Sim ouvi, mas eu resolvi não parar. Você já falou tudo que tinha para falar e eu não concordo com nada. — Digo cruzando os braços no peito.
— Aí é que você se engana, pois eu nem comecei a falar gatinha. — Ele dá mais um passo o que me faz bater com a parte de trás das pernas na cama e com isso cair deitada na mesma. Lorenzo não me dá tempo de me levantar. Ele se inclina sobre mim colocando uma mão de cada lado sobre a minha cabeça aproximando seu rosto bem próximo ao meu de modo que eu podia sentir a sua respiração no meu rosto. Na mesma hora sinto meu coração bater mais rápido e o meu corpo se arrepiar.
— Quero saber o que quis me dizer com aquilo que me disse hoje mais cedo sobre namorado. Por acaso está saindo com alguém? Tem algo haver com aquele paspalho que peguei te abraçando hoje? — Ele pergunta, seus olhos verdes muito sérios me sondando.
— Por que eu deveria te dizer? Por acaso me intrometo no seu namoro?
— Eu já lhe disse que ela não é minha namorada. E é melhor você me dizer logo de uma vez Sofia, você não vai gostar nada de me ver irritado. — Ele praticamente rosna irritado de uma maneira que eu nunca tinha visto.
— Por Deus Lorenzo se acalme. Eu não tenho namorado ok? Pelo menos não ainda. — Falo e ele se acalma um pouco. — Mas isso vai acontecer mais cedo ou mais tarde. Não vou ser mais sua gatinha para sempre.
— Você sempre vai ser minha gatinha. — Ele diz e olha para os meus lábios, em seguida se senta na cama e eu também me sento ao seu lado.
— Tudo bem, mas essa gatinha um dia vai terminar de crescer sabe, e não falta muito para isso. Ela não vai ser uma gatinha virgem para sempre. — Digo e ele me olha com um olhar que não consigo decifrar.
— Falta muito para isso acontecer Sofia — Ele fala se aproximando de mim novamente me causando reações de irritação e outras que eu não conseguia expressar. Quem era ele para colocar tempo sobre quando eu teria ou não um namorado ou quando eu iria perder a virgindade? — E eu não quero ver aquele paspalho nem qualquer outro com a mão em você novamente. — Ele termina de falar e se afasta de mim passando os dedos nos cabelos e saindo pela porta irritado.
Depois que o Lorenzo saiu do meu quarto eu não o vi. E parecia que ele também estava me evitando o que era um saco porque sempre tínhamos sido inseparáveis. Eu sabia que ele estava trabalhando com meu pai, mas era como se quando eu ia tomar café ele já tivesse saído ou quando eu ia jantar ele não tivesse chegado ainda e foi assim por três dias. Ele não tinha aparecido mais na escola e os seguranças estavam me buscando como antes, mas eu não estava enganada, eu tinha certeza que eles passavam o relatório completo para o Lorenzo e para o meu pai sobre com quem eu andava. Só que meu pai tinha viajado para a Itália a dois dias e o Lorenzo estava cuidando de tudo enquanto ele não estava. Na madrugada da quarta noite em que eu já não o via, eu não consegui dormir. Sempre tinha sido assim, não conseguia ficar muito tempo irritada com ele. Quando não era ele a vir atrás de mim era eu que ia atrás dele. Então sai do meu quarto em direção ao quarto dele como tinha feito tantas outras vezes. A porta estava aberta como sempre, sorri ao ver que ele não tinha trancado. Lorenzo estava vestindo uma cueca boxer e estava deitado de lado. Subi na cama com cuidado para não acordá-lo, mas no momento em que deitei silenciosamente ao seu lado seu braço envolveu minha cintura.
Meu coração martelou no peito loucamente esperando que ele dissesse algo, mas ele apenas me puxou para junto de si, tão perto que pude sentir toda a parte da frente do seu corpo se apertando contra as minhas costas. Seu rosto se enterrou contra o meu cabelo e ali ficou, e só então percebi que ele não tinha acordado, mas estava ainda dormindo ao contrario de mim que custei a dormir. Eu me sentia nervosa e meu corpo formigava. Demorou vários minutos para eu me acalmar. Fiquei olhando para um ponto fixo na janela e devo ter adormecido em algum momento.
Na manhã seguinte não sei bem o que me acordou e nem sei bem como eu tinha parado onde eu estava. Eu estava praticamente em cima do peito do Lorenzo. Minhas pernas entrelaçadas as dele. Um dos seus braços estava em volta da minha cintura e o outro estava na curva do meu quadril. Na mesma hora senti um calor no meu ventre e movo o rosto para cima, mas vejo que o Lorenzo ainda está dormindo, e provavelmente ambos ficamos nessa posição inconscientemente. Faço um pequeno movimento para sair com medo de acordá-lo, mas sua mão que está no meu quadril começa a se mover levemente em seu sono e começa a subir por minha b***a entrando dentro da minha camisola. Na mesma hora sinto seu m****o crescendo e apertando em minha barriga, minha respiração se acelera e devo ter feito algum movimento porque seus olhos tremem e ele os abrem sonolentos. Primeiramente ele me olha confuso e em seguida olha para como estamos e então seus olhos escurecem se estreitando.
— Gatinha? — Ele diz nos virando e se apoiando em cima de mim.
— Bom dia?! — Digo tentando amenizar as coisas.
— O que está acontecendo? O que estava fazendo em cima de mim? — Ele pergunta com a voz rouca.
— Eu vim aqui ontem para falar com você como sempre fiz. Você estava dormindo. Então dormi aqui. Quando acordei estávamos assim. — Falo e meu olhar cai involuntariamente na ereção que ainda era impossível de não se ver em sua cueca boxer. Seu olhar segue o meu e assim que vê o que estou olhando. ele levanta uma sobrancelha.
— Está gostando do que vê gatinha? — Ele pergunta de um jeito tão sacana que me deixa confusa e quente ao mesmo tempo, eu podia sentir o calor no meu rosto. Quando estava prestes a responder, ele murmura um palavrão e volta a falar.
— Caso você não saiba isso é bem normal acontecer com os homens pela manhã. Então não se escandalize ok? — Ele diz isso, me dá um último olhar e já estava indo em direção ao banheiro, mas antes que entre alguém bate na porta de maneira insistente. Lorenzo abre só um pouco e pude ver que era o Mário. Lorenzo veste uma calça, sai e fecha a porta atrás dele. Escuto eles falando do lado de fora em seguida um soco na parede. Mas vozes alteradas.... O que será que tinha acontecido para trazer o Mario aqui tão cedo e deixar o Lorezo tão alterado? Tinha que ser algo muito ruim....